Diabetes Mellitus tipo II é uma doença crônica com alta prevalência no Brasil. Deve-se rastrear indivíduos acima de 35 anos com teste de glicemia de jejum ou hemoglobina glicada. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e pode requerer medicamentos como metformina ou insulina.
Diabetes Mellitus tipo II é uma doença crônica com alta prevalência no Brasil. Deve-se rastrear indivíduos acima de 35 anos com teste de glicemia de jejum ou hemoglobina glicada. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e pode requerer medicamentos como metformina ou insulina.
Diabetes Mellitus tipo II é uma doença crônica com alta prevalência no Brasil. Deve-se rastrear indivíduos acima de 35 anos com teste de glicemia de jejum ou hemoglobina glicada. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e pode requerer medicamentos como metformina ou insulina.
Diabetes Mellitus tipo II é uma doença crônica com alta prevalência no Brasil. Deve-se rastrear indivíduos acima de 35 anos com teste de glicemia de jejum ou hemoglobina glicada. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e pode requerer medicamentos como metformina ou insulina.
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Diabetes Mellitus tipo II
Epidemiologia Todos os indivíduos com sobrepeso ou
Brasil: 5º país em incidência de diabetes no obesidade (IMC >25) e pelo menos um dos mundo = 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 critérios abaixo: anos) Sedentarismo; A crescente urbanização e a mudança de hábitos Familiar em primeiro grau com DM; de vida são fatores que contribuem para o Negros, latinos, indígenas ou asiáticos; aumento da prevalência de diabetes tipo 2 em Hipertensão arterial sistêmica (≥ 140/90 nível social. mmHg ou uso de anti-hipertensivo); A prevalência global de diabetes nas áreas Colesterol HDL ≤ 35 mg/dL e/ou triglicerídeos urbanas é de 10,8%, nas áreas rurais é menor, de ≥ 250 mg/dL; 7,2%. No entanto, essa lacuna está diminuindo, Pessoas com síndrome dos ovários com a prevalência rural aumentando. policísticos; A diabetes reduz entre 6 a 8 anos a expectativa de História de doença cardiovascular; vida. Outras condições clínicas associadas à Rastreio? resistência insulínica (ex.:obesidade III, Critérios para se rastrear uma doença acantose nigricans). A doença deve representar um importante COMO deve ser feito o rastreio? problema de saúde pública que seja relevante Glicemia de Jejum: Valores acima de ≥126 mg/dL para a população, levando em consideração os tem especificidade acima de 95% e conceitos de magnitude, transcendência e sensibilidade aproximada de 50% para o vulnerabilidade;; diagnóstico de DM II. A história natural da doença ou do problema Baixo custo porém muito suscetível a clínico deve ser bem conhecida; variações transitórias, como por exemplo Deve existir estágio pré-clínico (assintomático) pelo tempo do jejum ou prática de bem definido, durante o qual a doença possa ser exercício, stress e alimentação do dia diagnosticada; anterior ao exame. O benefício da detecção e do tratamento precoce com o rastreamento deve ser maior do Hemoglobina Glicada (HbA1C): Valores acima de que se a condição fosse tratada no momento ≥6.5% habitual de diagnóstico; tem especificidade de 79% e sensibilidade Os exames que detectam a condição clínica no de 44% para o diagnóstico de DM II estágio assintomático devem estar disponíveis, Maior custo porém maior estabilidade aceitáveis e confiáveis; (“resumo dos últimos 3 meses”). O custo do rastreamento e tratamento de uma Pode estar falsamente reduzido em condição clínica deve ser razoável e compatível pacientes com alterações no turnover com o orçamento destinado ao sistema de saúde sanguíneo, como pacientes em como um todo; tratamento para deficiência de ferro, B12, O rastreamento deve ser um processo contínuo folato, ou nos portadores de talassemia. e sistemático.
Em QUEM deve ser rastreado o diabetes?
Todos os indivíduos acima dos 35 anos Em caso de resultado normal, repetir pelo menos a cada 3 anos. Em caso de pré-DM, repetir anualmente. Todos os indivíduos com HIV ou histórico de DMG independente da idade. Sinais e Sintomas Clássicos de Hiperglicemia Prevenção em pacientes diabéticos Poliúria; HbA1C: Semestral se controlada, Trimestral se mal Polidipsia; controlada. Perda ponderal; Demais exames laboratoriais (Anual): colesterol Polifagia total e frações; triglicerídeos; EAS; (mais comum em DM1 ou DM descompensada) microalbuminúria em amostra única; Creatinina Tratamento adjuvante sérica; vitamina B12 (usuários de metformina); Modificações de Estilo de Vida (MEV); Avaliação do pé diabético (enfermagem): Anual Controle da pressão arterial; Avaliação oftalmológica (fundo de olho): Bianual Redução vigorosa do risco cardíaco; Consulta com dentista: Anual Cessação do tabagismo; Prevenção em pacientes diabéticos Redução dos lipídios séricos com estatina; Checar status vacinal em pacientes diabéticos: Aspirina para aqueles com alto risco o Influenza: vacinação anual; cardiovascular o Pneumo 23: duas doses; MEV o Hepatite B: solicitar Anti-HbS ao diagnóstico; Reeducação alimentar (tempo entre refeições é o SARS-CoV-2: população prioritária. importante); Prevenção pacientes diabéticos – calculadora ER 2020 Redução do peso 5-10%; Aspirina Atividade física: 150 min/semana de aeróbicos Recomendada como prevenção secundária moderados + resistido 2x/semana Recomendada como prevenção primária apenas Intervenções psicológicas; se: Planejamento da gravidez; Alto Risco Cardiovascular estimado (+10% em Cirurgia bariátrica e uso de tratamento 10 anos). farmacológico para obesidade pode ser útil no Se risco cardiovascular moderado não há auxílio do controle da diabetes. indicação. Prevenção em pacientes diabéticos Estatina Consultas a cada 3 a 6 meses: Para pacientes diabéticos com Alto risco Colher informações sobre alimentação, atividade cardiovascular: física, manejo da diabetes e do risco Estatina de média a alta potência e meta < 70 cardiovascular, investigar complicações relativas à mg/dL diabetes. Rosuvastatina 20 - 40 mg o Pressão Arterial Atorvastatina 40 - 80 mg o Peso / Altura / IMC Podendo associar a Ezetimiba 10mg o Cessação de Tabagismo Tratamento farmacológico o Adesão ao tratamento não farmacológico (MEV) o Adesão ao tratamento farmacológico Complicações crônicas (LOAs) / Doenças intercorrentes ● Doença renal crônica (albuminúria, perda de função renal e evolução para insuficiência renal terminal); ● Neuropatia (parestesias e/ou dor nos membros inferiores, formigamento, câimbras); ● Retinopatia; ● Catarata; ● Doença aterosclerótica (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, doença vascular periférica); ● Infecções de repetição, incluindo periodental. Pré-diabetes com falha de MEV
Se <60 anos e/ou IMC > 35 e/ou mulheres com
DMG prévia Metformina 850mg 0-0-1 Se bem tolerado pode ser aumentado para Metformina 850mg 1-0-1
CONTRAINDICAÇÕES DE METFORMINA Estudos mostram benefício no desfecho de
pacientes com DRC, IC e Alto Risco Cardiovascular independente do alcance de meta de HbA1C. SGLT-2: Dapagliflozina (R$ 180,00) GLP-1: Liraglutida (R$ 900,00)
1. TFG <30: suspender
2. TFG=45 fazer 1/2 da dose de metformina INSULINOTERAPIA: 3. Insuficiência hepática, cardíaca e pulmonar QUANDO começar? descompensadas; Falha no controle glicêmico com agentes antidiabéticos orais em dose máxima. Metas HbA1c > 10% ou glicemia jejum ≥300 SGLT-2 e GLP-1? Sintomas de hiperglicemia aguda (poliúria, Medicamento de alto custo ainda pouco utilizado polidipsia, perda ponderal) no contexto do SUS Orientar ao paciente que a necessidade de Pouco efetivo enquanto medicação iniciar a insulina não representa hipoglicemiante
necessariamente um “falha” por parte dele em
seu autocuidado e tratamento Muitos pacientes com DMII vão eventualmente Sempre importante contar com o apoio da equipe de enfermagem a fim de orientar o paciente do correto armazenamento e correta técnica de aplicação da insulina. Falha em atingir a meta terapêutica pode estar relacionada a erros nestes processos ou má adesão. Hipoglicemia Pode ocorrer com o uso dos antidiabéticos orais Em geral, ocorre por omissão de refeição, diminuição da quantidade de carboidratos da necessitar do uso de insulina pelo declínio da refeição e/ou excesso de exercício físico produção endógena de insulina, natural da Palidez, extremidades frias, sudorese, tremores, evolução da doença. palpitações, sensação de fome, dor abdominal, dor de cabeça, tontura, fadiga, sonolência, alteração do humor (irritabilidade) ou do comportamento, até confusão mental, delirium, convulsões e coma Como COMEÇAR? Reconhecer o quadro, realizar o pronto diagnóstico por meio da glicemia capilar (< 70 Como AJUSTAR? mg/dL) e tratar a hipoglicemia enquanto a pessoa Em caso de não se alcançar a meta de GJ, está lúcida e consegue deglutir. aumentar a dose Bedtime até um valor máximo 10 a 20 g de carboidrato de absorção rápida (um de 30 UI. copo de suco ou de refrigerante comum, ou água Após esse valor, dividir aplicação em duas doses: com uma colher de sopa de açúcar) podem ser 20 UI pela manhã, em jejum suficientes, devendo-se repetir a dose se não 10 UI Bedtime Seguir ajuste de Bedtime como no esquema anterior, a partir da GJ. Em caso de alcançar novamente a dose de 30UI Bedtime (além da dose de 20UI em jejum), sem alcançar a meta de GJ, encaminhar.
Insulinoterapia houver melhora em 15 minutos. Na recuperação,
antecipa-se a refeição do horário. Hipoglicemia severa Evento que requer assistência de outra pessoa Com acesso venoso, pode ser tratado rapidamente com administração de 25 g de glicose hipertônica a 50% EV Sem acesso venoso, utilizar Glucagon (SC, IM ou nasal) - dose usual é 0,5 a 1 mg SC ou IM ou 3 mg Intranasal