Globalização e Suas Diferentes Interfaces: Geografia
Globalização e Suas Diferentes Interfaces: Geografia
Globalização e Suas Diferentes Interfaces: Geografia
1o bimestre – Aula 05
Ensino Médio
● Globalização e suas ● Identificar as principais
diferentes interfaces. características e implicações
da globalização;
● Fomentar o pensamento
crítico por meio de análises e
discussões, questionando as
complexidades e os impactos
da globalização.
Virem e conversem
Em duplas, virem e conversem
sobre os seguintes temas:
a) Na sua opinião quais os
maiores desafios da
globalização?
b) De que maneira a globalização
impacta sua vida e de sua
comunidade?
c) A imagem ao lado pode
representar a globalização?
Por quê?
A seguir, serão apresentados fragmentos importantes de quatro textos,
que analisam o processo de globalização. Para cada texto, você deve
escrever um parágrafo sintetizando com as principais ideias apresentadas.
Ao final, você terá o seu próprio resumo sobre globalização. Vamos lá!
Texto 1 – Há poucos anos, uma nova expressão surgiu no firmamento
com um brilho tão intenso que ofuscou tudo o que existe ao seu redor:
globalização. Quase que por encanto, transformou-se em explicação
mágica para todos os fenômenos econômicos e políticos desse final de
século e passou a figurar como obsessão no discurso dos homens de
governo, dos empresários, dos analistas e dos jornalistas. Tudo se passa
como se, de repente, uma época completamente nova se descortinasse
diante da humanidade.
Continua...
[…] A globalização não tem quatro ou cinco anos, mas quatrocentos ou
quinhentos. A geografia política do mundo no qual vivemos é fruto desse
processo. Globalização é o processo pelo qual o espaço mundial adquire
unidade. O ponto de partida desse movimento remonta às Grandes
Navegações europeias dos séculos XV e XVI, que conferiram unidade à
aventura histórica dos povos e configuraram, na consciência dos homens,
pela primeira vez, a imagem geográfica do planeta.
MAGNOLI, Demétrio. Globalização: estado nacional e espaço mundial, São Paulo: Moderna, 1997, p. 7.
Texto 2 – Uma nova economia surgiu em escala global no último quartel
do século XX. Chamo-a de informacional, global e em rede para
identificar suas características fundamentais e diferenciadas e enfatizar
sua interligação. É informacional porque a produtividade e a
competividade de unidades ou agentes nessa economia (sejam empresas,
regiões ou nações) dependem basicamente de sua capacidade de gerar,
processar e aplicar de forma eficiente informação baseada em
conhecimento.
Continua...
É global porque as principais atividades produtivas, o consumo e a
circulação, assim como seus componentes (capital, trabalho, matéria-
prima, administração, informação, tecnologia e mercados) estão
organizados em escala global, diretamente ou mediante uma rede de
conexões entre agentes econômicos. É rede porque, nas novas condições
históricas, a produtividade é gerada, e a concorrência é feita em uma
rede global de interação entre redes empresariais.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999, p. 119.
Texto 3 – Seja qual for o ângulo pelo qual se examinem as situações
características do período atual, a realidade atual, a realidade pode ser
vista como uma fábrica de perversidade. A fome deixa de ser um fato
isolado ou ocasional e passa a ser um dado generalizado e permanente.
Ela atinge 800 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes,
sem exceção. Quando os processos da medicina e da informação deviam
autorizar uma redução substancial dos problemas de saúde, sabemos que
14 milhões de pessoas morrem todos os dias, antes do quinto dia de vida.
Continua...
Dois bilhões de pessoas sobrevivem sem água potável. Nunca na história
houve um tão grande número de deslocados e refugiados. O fenômeno
dos sem-teto, curiosidade na primeira metade do século XX, hoje é um
fato banal, presente em todas as grandes cidades do mundo.
[...] No final do século XX, havia mais de 600 milhões de pobres do que em
1960; e 1,4 bilhão de pessoas ganham menos de um dólar por dia. [...] O
fato, porém, é que a pobreza tanto quanto o desemprego, agora são
considerados como como algo “natural”, inerente ao processo.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, Rio de
Janeiro: Record, 2000, p. 58-60
Continua...
Junto ao desemprego e à pobreza absoluta, registra-se o
empobrecimento relativo de camadas cada vez maiores graças à
deterioração do valor do trabalho. [...] Vivemos num mundo de exclusões
[...] Na verdade, a perversidade deixa de se manifestar por fatos isolados,
atribuídos a distorções da personalidade, para se estabelecer como um
sistema. Ao nosso ver, a causa essencial da perversidade sistêmica é a
instituição, por lei gerada vida social, da competividade como regra
absoluta.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, Rio de
Janeiro: Record, 2000, p. 58-60
Texto 4 – A globalização deu mais oportunidades aos extremamente
ricos de ganhar dinheiro mais rápido. Esses indivíduos utilizam a mais
recente tecnologia para movimentar largas somas em dinheiro mundo
afora com extrema rapidez e especular com eficiência cada vez maior.
Infelizmente, a tecnologia não causa impacto na vida dos pobres do
mundo. De fato, a globalização é um paradoxo: é muito benéfica para
muito poucos, mas deixa de fora ou marginaliza dois terços da população
mundial.
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 79.
Virem e conversem
https://www.youtube.com/watch?v=2438sQgBc1o
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