Ernesto Pedro Gulaucama

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Ernesto Pedro Gulaucama

Desafios da gestão de áreas de

recarga de aquíferos

Curso de Formação de Professor de Ensino Primário

e Educação de Adulto

12ª+3anos

Turma:E1 I-semestre. N:2

Instituto de Formação de Professor

Inhamízua

Beira

2024

Introdução
Nesse trabalho ira abordar sobre Aquífero que é um conjunto de formações geológicas que
pode armazenar subterrânea são rochas porosas e permeáveis, capazes de reter água e de cedê-
la. E também aborda acerca As áreas de recarga de aquíferos e principais desafios.

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Objectivos

Geral:

 Definir aquífero e as áreas de recarga de aquíferos.

Específicos:

 Mencionar os tipos de aquíferos;


 Identificar os Principais desafios.

Aquífero
Aquífero é um conjunto de formações geológicas que pode
armazenar subterrânea são rochas porosas e permeáveis, capazes de reter água e de cedê-la.
Esses reservatórios móveis aos poucos abastecem rios e poços artesianos. Podem ser
utilizados pelo ser humano como fonte de água para consumo. Tal como ocorre com as águas
superficiais, demandam cuidados para evitar a sua contaminação. O uso crescente pela
indústria, agricultura e consumo humano ameaça os aquíferos e coloca esse assunto na agenda
ambiental do mundo todo.

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Tipos de aquíferos

Quanto à circulação

 Porosos, quando a água circula através de poros. As formações geológicas podem ser
detríticas (ex. areias limpas), por vezes consolidadas por um cimento (ex.
arenitos, conglomerados, etc.)

 Fracturados e/ou fissurados, quando a água circula através de fracturas ou pequenas


fissuras. As formações podem ser granitos, gabros, filões de quartzo

 Cáusticos, quando a água circula em condutas que resultaram do alargamento


de diáclases por dissolução. As formações são os diversos tipos de calcários

Quanto ao confinamento
 Aquífero livre ou freático: são recipientes originados das rochas permeáveis através da
formação geológica, tendo a sua base constituída por uma extensa camada impermeável
de argila, já o seu topo é coberto por água que está em equilíbrio com a pressão
atmosférica com a qual se comunica.
 Aquífero confinado ou artesiano: o teto desse aquífero e a sua base são constituídos
também por rochas permeáveis. Independentemente do seu tamanho ele sempre estará
completo (saturado) por água. Nesse armazenamento a pressão da água no topo da
saturação é muito maior que a pressão atmosférica daquele mesmo ponto, Por esse factor,
quando a abertura de um poço artesiano nesse local, há um grande volume de água sendo
jorrada para fora do aquífero.

Quanto à porosidade
 Aquíferos porosos: considerado como um dos mais importantes tipos de aquíferos, pois
armazena o maior volume de água possível, e é encontrado em várias regiões. Ele é
composto por rochas sedimentares e também por solos arenosos. Os poros
homogeneamente distribuídos, encontrados nas rochas, serão por onde a água circulará,
sendo assim sua maior característica.
 Aquíferos fracturados ou fissurados: é composto por rochas ígneas, metamórficas ou
cristalinas, a circulação da água acontece entre as fendas ou fracturas, essas fendas são
resultado do movimento das placas tectónicas. A quantidade de água existente nesse
aquífero está directamente relacionada ao número de fracturas. Se forem perfurados poços
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nessas rochas, a probabilidade de abundância de água por hora é muito pequena. A fluidez
da água só acontecera onde houver fracturas.
 Aquíferos cáusticos: formados por rochas carbonárias ou calcárias, esse tipo também
possui fissuras que foram resultado da dissolução do carboneto pela água, essas fissuras
podem ser quilométricos formando os chamados rios subterrâneos. As rochas que formam
esse aquífero são o calcário, mármore e dolomita.

Funções
 Produção de água para o abastecimento humano, assim, auxiliando nas necessidades do
campo (lavoura, criação, etc.), ou até mesmo nos centros.

 Produções de energia elétrica, já que em muitos locais que não possuem hidrelétrica
utilizam desse reservatório para essa produção.

 Mantém a estabilidade dos rios, mares, córregos e nascentes.

 Reservatório de água em épocas que a escassez de chuvas.

 Permite a sustentação das matas auxiliares e de animais que habitam esse local

 É comparado com um filtro, já que não permite que qualquer substancia que chega possa
atravessar os poros, por esse motivo isso é conhecido com permeável

 Faz o transporte entre águas de um local para o outro.

Impactos ambientais
 A Contaminação das águas, não só as do próprio aquífero como também as que
desaguam neles.
 Super exploração de aquíferos: é a extracção inconsciente da água.
 A pecuária intensiva, assim como a agricultura irrigada, estão dentre as actividades
humanas que mais poluem os aquíferos com nitratos.Com o escoamento da agua o
nitrato tende a se acumular entre as fendas. Os aquíferos rasos podem ser facilmente
contaminados por fertilizantes, agros tóxicos, advindos do intenso uso do solo pelo
homem.
 Utilização como reservatório de esgoto já que não está a céu aberto.
 O escoamento de agrotóxicos utilizados na lavoura acaba contaminando a água e o
solo, fazendo com que haja perda de nutrientes.
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Gestão

Antes de fazer o uso da água dos aquíferos deve se consultar um especialista na área do meio
ambiente, para que ele possa orientar da melhor forma possível para que não ocorra a
contaminação desse reservatório e nem problemas com a saúde. Respeitar a disponibilidade
desse sistema de regenerar quando apresentar fragilidade na sua produção. Caso a água dos
aquíferos contaminados seja consumida há possíveis efeitos para a saúde, associados ao
consumo de água com elevados teores de nitrato, causando câncer na tiróide, anomalias
congénitas em crianças. Em adultos, esse tipo de contaminação pode acarretar vários tipos de
neoplastias (câncer), especialmente no trato intestinal.

Ferver ou filtrar a água de nada adianta, a remoção do nitrato pode acontecer quando se
utilizada uma tecnologia muito moderna, porém com alto valor aquisitivo. Ainda há pouco
estudos e aplicações nessa área da tecnologia.

As áreas de recarga de aquíferos


As áreas de recarga de aquíferos são regiões onde a água da chuva, rios e lagos infiltra-se no
solo, alimentando os reservatórios subterrâneos. Essas áreas críticas permitem a renovação
constante dos aquíferos, garantindo a disponibilidade desse recurso vital.

Desafios na identificação e mapeamento dessas áreas


1. Heterogeneidade geológica e espacial: As áreas de recarga apresentam variações
complexas na composição do solo e na topografia, dificultando a sua delimitação precisa.

2. Dados insuficientes e fragmentados: Muitas regiões carecem de monitoramento e


mapeamento detalhado das áreas de recarga, prejudicando a compreensão do seu
funcionamento.

3. Limitações tecnológicas: Técnicas de sensoriamento remoto e modelagem ainda


apresentam desafios na identificação e quantificação da recarga de aquíferos.

Principais desafios

 Controle e prevenção das intrusões salinas nos aquíferos;

 Monitoramento e maior controlo sobre a qualidade da água nos aquíferos, especialmente


no que se refere à poluição por nitratos;

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 Maior fiscalização, na maioria dos casos, e menos utilização dos aquíferos para a
irrigação da lavoura;

 Construção e gestão dos reservatórios de água subterrâneos;

 Adoptar medidas mais eficazes para gestão e protecção dos aquíferos transnacionais

Impactos da urbanização e uso do solo na recarga de aquíferos

A expansão urbana e o uso intensivo do solo têm causado graves prejuízos às áreas de recarga
de aquíferos. A impermeabilização do solo, a drenagem de corpos d'água e o desmatamento
reduzem drasticamente a infiltração de água, comprometendo a renovação dos reservatórios
subterrâneos.

Actividades como a construção de estradas, edifícios e pavimentação bloqueiam os caminhos


naturais da água, impedindo que ela alcance os aquíferos. Essa alteração no ciclo hidrológico
diminui a disponibilidade hídrica, afectando tanto o abastecimento público quanto a
manutenção de ecossistemas.

Técnicas de monitoramento e avaliação da recarga

Medições in situ: Emprego de piezômetros e lisímetros para quantificar directamente os


fluxos de infiltração e os níveis freáticos em áreas de recarga.

Análise de hidrogramas: Utilização de dados hidrológicos como precipitação, escoamento


superficial e vazões de rios para estimar indirectamente a taxa de recarga.

Modelagem matemática: Desenvolvimento de modelos numéricos que integram dados


geológicos, climáticos e de uso do solo para simular a dinâmica da recarga em diferentes
cenários.

Estratégias de conservação e protecção das áreas de recarga

Zoneamento e Regulamentação

Estabelecer leis e políticas públicas para delimitar e proteger as áreas críticas de recarga,
restringindo actividades que possam comprometer a infiltração da água.

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Infra-estrutura Verde

Implementar soluções de drenagem sustentável, como jardins de chuva e pavimentos


permeáveis, que aumentam a capacidade de infiltração do solo.

Conservação de Ecossistemas

Incentivar a preservação de matas ciliares, florestas nativas e vegetação natural nas áreas de
recarga, que actuam como filtros naturais e favorecem a infiltração.

Educação Ambiental

Promover programas de conscientização da população sobre a importância das áreas de


recarga e práticas sustentáveis de uso do solo.

Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, conclui que o trabalho abordado foi de extrema importante
porque permitiu-me perceber que Aquífero é um conjunto de formações geológicas que pode
armazenar subterrânea são rochas porosas e permeáveis, capazes de reter água e de cedê-la e
também as áreas de recarga de aquíferos são regiões onde a água da chuva, rios e lagos
infiltra-se no solo, alimentando os reservatórios subterrâneos.

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