Águas Naturais
Águas Naturais
Águas Naturais
2ª
SÉRIE
ÁGUAS NATURAIS
Uma viagem pelas águas de Alagoas
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE ALAGOAS
Apresentação do Aprofundamento 3
Projeto STEAM 5
Atividade 1 13
Atividade 2 19
Atividade 3 21
Atividade 4 26
ÁGUAS NATURAIS
Como parte integrante do itinerário este aprofundamento tem como proposta desenvolver, ampliar e
aprofundar, junto aos/às estudantes, habilidades e conhecimentos das áreas de Ciências da Natureza,
Matemática e Linguagens mobilizando diferentes saberes e vivências na proposição de projetos de
intervenção social, econômica, ambiental ou cultural relevantes para os contextos e vida destes/as
estudantes.
O foco central e integrador dos quatro componentes é aprofundar o conceito de tecnologia visando
propor soluções ou ações para enfrentamento de questões relacionadas à conservação, uso e
aproveitamento das águas. Rios, lagoas, riachos, igarapés, açudes, mares ou qualquer outra forma de
água presente no ambiente do nosso Estado de Alagoas, são os grandes personagens para pensar
quais tecnologias de ponta ou sociais e acessíveis, dispendiosas ou de baixo custo podem ser aplicadas,
de modo criativo e inovador, pelos/as estudantes, frente a questões identificadas por eles/as para a
melhoria da qualidade de vida de sua comunidade.
Todas as propostas têm foco no desenvolvimento de competências gerais e aprofundamento das
habilidades específicas da Formação Geral Básica, considerando, também, as habilidades dos quatro
Eixos Estruturantes (Investigação Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e
Empreendedorismo). Ao longo do aprofundamento serão propostas investigações, planejamento e
elaboração de soluções e criações para comunicar os temas explorados nos componentes para a
mobilização da comunidade escolar em relação à preservação e uso das águas regionais.
Para cada um dos quatro componentes o texto traz sugestões de atividades e orientações pedagógicas
que alinham e relacionam os objetos de conhecimento previstos na ementa com as habilidades
idealizadas, visando auxiliar professores/as na curadoria de materiais, na prática da integração entre os
componentes, na organização dos tempos e espaços didáticos, na mediação da aprendizagem e no
processo avaliativo.
Professor/a, as orientações e sugestões para o desenvolvimento das atividades consideram uma
quantidade de 80 horas para cada componente. Ao planejar sua aula ou encontro, considere o ritmo de
sua turma, possíveis complementações ou aprofundamentos para além daqueles aqui propostos. Cada
componente apresenta quatro ou cinco atividades, organizadas em introdução, desenvolvimento e
sistematização ou fechamento dos percursos idealizados. Além disso, você pode planejar e organizar o
tempo de cada percurso e integrações possíveis, tendo em vista os objetivos, habilidades e objetos de
conhecimento contemplados nesse conjunto de atividades.
Com o intuito de apoiá-lo/a na organização do seu cronograma e planejamento das aulas,
apresentamos uma descrição da proposta que será desenvolvida, as competências e habilidades em
foco e o(s) eixo(s) estruturante(s) que está(ão) no centro do percurso.
Além de atividades-exemplo, com sugestões de sequências de práticas desenvolvidas por meio de
metodologias ativas e indicação de materiais de apoio na aba “Saiba mais”. apresenta dicas de como se
dá o diálogo entre os componentes ao longo do trabalho e sugestões de avaliação e autoavaliação na
aba “Avaliação”.
É importante lembrar que você, assim como toda sua equipe escolar, tem autonomia para selecionar
as atividades, materiais e organizar espaços de aprendizagem que melhor se adequem à sua realidade
local, levando em conta também adaptações inclusivas a todos os/as estudantes.
Professor/a, é fundamental começar os encontros apresentando aos/às estudantes os objetivos e
propostas que serão desenvolvidos. Caso em sua sala tenha algum/a estudante com deficiência, é
preciso atentar-se a isso, pensando em alternativas para mediar o processo de aprendizagem, seja por
meio de descrição, explicação, experimentação, verbalmente ou utilizando-se de exemplos físicos,
táteis ou sonoros, considerando cada tipo de deficiência, para que esse/a jovem possa entender do que
se trata e participar ativamente das atividades. Essa orientação serve para qualquer deficiência, para a
qual seja necessária
03
APRESENTAÇÃO DO APROFUNDAMENTO
SAIBA MAIS
O estado de Alagoas é agraciado com uma variedade de rios e lagoas que contribuem para a sua beleza
natural. O rio São Francisco, um dos maiores rios do Brasil, banha o estado, proporcionando não
apenas uma importante via de transporte, mas também um cenário espetacular para quem visita a
região. A palavra “Alagoas” tem origem tupi-guarani e é uma composição dos termos “alago” e “oas”.
“Alago” significa “lagoa” ou “rio” e “oas” significa “das”. Portanto, “Alagoas” pode ser traduzido como
“lagoas” ou “rios das lagoas”. Essa denominação está relacionada às muitas lagoas e rios presentes na
região. O nome desse itinerário é uma homenagem a todas as águas naturais que banham o Estado,
em contraponto das águas artificiais, as quais podemos citar águas ozonizadas ou acrescidas de
alguma substância química, por exemplo ou ainda águas de reservatórios criados pelo homem entre
outras.
04
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
PROJETO STEAM
INFORMAÇÕES GERAIS:
O PROJETO STEAM é o componente que propõe aos/às estudantes refletir sobre a importância das águas e
sugere ações de intervenções nas diversas realidades, visando melhorar a vida local. Esse componente faz
parte do Itinerário Águas Naturais, do aprofundamento Tecnologia para um mundo melhor, em que o/a
estudante poderá, por meio da integração com outros componentes, planejar e desenvolver projetos e/ou
protótipos para a apoiar a solução de problemas da comunidade ou região. Por isso, esse componente
precisa levar o/a estudante a olhar para o contexto social e cultural, ligado às questões econômicas,
ambientais e políticas, relacionados principalmente à conservação e ao uso das águas, portanto, poderá
estar pautado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas
(ONU)¹, sobretudo nos objetivos apresentados no quadro a seguir:
¹Acessando o link da página da ONU: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs têm-se disponíveis, além dos ODS
citados acima, os 17 ODS para os quais as Nações Unidas estão contribuindo no intuito de atingirmos a
Agenda 2030 no Brasil. Ao clicar em cada ODS, são apresentadas as metas a serem alcançadas
05
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
ODS 12 ODS13
ODS 6 ODS 14
Dessa forma, os/as estudantes serão direcionados a repensar hábitos, comportamentos, estilos de vida e
influências tecnológicas que auxiliarão na resolução de problemas, buscando soluções criativas e
inovadoras.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
Os objetos de conhecimento são aqueles que os/as estudantes mobilizarão em seus projetos de
intervenção e que são provenientes das escolhas entre os conhecimentos específicos tratados de forma
integrada e interdisciplinar pelos componentes deste Itinerário:
Como percurso de aprofundamento no formato STEAM, as etapas que o caracterizam são objetos de
conhecimento em si mesmas: Ancoragem e pesquisa (definição de tema de interesse e roteiro de pesquisa)
/ Ideação (identificação de um problema e sua análise sob diferentes pontos de vista) / Planejamento
(viabilidade, recursos e custos na criação de um protótipo, solução ou artefato para responder ao problema
definido) / Criação (versão inicial, testes, versão melhorada, checagem, entrega final, registro do processo
de desenvolvimento do protótipo) / Divulgação e comunicação (apresentação, avaliação entre grupos,
elaboração de material de divulgação do protótipo).
Competência Específica 1
Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e
verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de
atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as
possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
HABILIDADE - EM13LGG101
06
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
Competência Específica 3
Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração,
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo
pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável, em âmbito local, regional e global.
HABILIDADE - EM13LGG303
HABILIDADE - EM13LGG304
Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades da atuação social, política, artística e
cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo seus princípios e objetivos de maneira
crítica, criativa, solidária e ética.
Competência Específica 4
Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e
sensível aos reconhecendo suas variedades e vivenciando−as como formas de expressões identitárias,
pessoais e coletivas, bem como agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza.
HABILIDADE - EM13LGG402
Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situação comunicativa,
ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s)
interlocutor(es) e combatendo situações de preconceito linguístico.
Competência Específica 7
Mobilizar práticas de linguagem no universo digital, considerando as dimensões técnicas, críticas, criativas,
éticas e estéticas, para expandir as formas de produzir sentidos, de engajar− se em práticas autorais e
coletivas, e de aprender a aprender nos campos da ciência, cultura, trabalho, informação e vida pessoal e
coletiva.
HABILIDADE - EM13LGG703
07
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
Competência Específica 1
Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas relações entre matéria e energia, para
propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos
socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e/ou global.
HABILIDADE - EM13CNT105
Competência Específica 2
Construir e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar
argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e
fundamentar decisões éticas e responsáveis.
HABILIDADE - EM13CNT206
Competência Específica 3
Analisar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas
implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para
propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e
conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias
digitais de informação e comunicação (TDIC).
HABILIDADE - EM13CNT301
HABILIDADE - EM13CNT302
Comunicar, para públicos variados, em diversos contextos, resultados de análises, pesquisas e/ou
experimentos – interpretando gráficos, tabelas, símbolos, códigos, sistemas de classificação e
equações, elaborando textos e utilizando diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e
comunicação (TDIC) –, de modo a promover debates em torno de temas científicos e/ou tecnológicos de
relevância sociocultural.
08
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
HABILIDADE - EM13CNT303
Interpretar textos de divulgação científica que tratem de temáticas das Ciências da Natureza,
disponíveis em diferentes mídias, considerando a apresentação dos dados, tanto na forma de textos
como em equações, gráficos e/ou tabelas, a consistência dos argumentos e a coerência das conclusões,
visando construir estratégias de seleção de fontes confiáveis de informações.
Competência Específica 2
tomar decisões éticas e socialmente responsáveis, com base na análise de problemas sociais, como os
voltados a situações de saúde, sustentabilidade, das implicações da tecnologia no mundo do trabalho, entre
outros, mobilizando e articulando conceitos, procedimentos e linguagens próprios da Matemática.
HABILIDADE - EM13MAT202
Planejar e executar pesquisa amostral sobre questões relevantes, usando dados coletados diretamente
ou em diferentes fontes, e comunicar os resultados por meio de relatório contendo gráficos e
interpretação das medidas de tendência central e das medidas de dispersão (amplitude e desvio
padrão), utilizando ou não recursos tecnológicos.
HABILIDADE - EM13MAT203
Competência Específica 3
Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos matemáticos para interpretar, construir modelos
e resolver problemas em diversos contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das
soluções propostas, de modo a construir argumentação consistente.
HABILIDADE - EM13MAT301
09
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
HABILIDADE - EMIFCG01
Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
HABILIDADE - EMIFCG02
Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências
para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia,
justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
HABILIDADE - EMIFCG03
HABILIDADE - EMIFCG05
Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas,
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em
prática.
HABILIDADE - EMIFCG06
Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os
interlocutores pretendidos.
HABILIDADE - EMIFCG07
HABILIDADE - EMIFCG09
10
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
HABILIDADE - EMIFCG11
HABILIDADE - EMIFCG12
Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros,
identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã.
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes: Investigação
Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo.
HABILIDADE - EMIFCNT01
HABILIDADE - EMIFCNT02
Levantar e testar hipóteses sobre variáveis que interferem na dinâmica de fenômenos da natureza e/ou
de processos tecnológicos, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais, utilizando
procedimentos e linguagens adequados à investigação científica.
HABILIDADE - EMIFCNT03
Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo,
experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre a dinâmica dos fenômenos da natureza
e/ou de processos tecnológicos, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante
argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando
apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias.
HABILIDADE - EMIFMAT01
HABILIDADE - EMIFMAT06
Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, considerando a
aplicação dos conhecimentos matemáticos associados ao domínio de operações e relações
matemáticas simbólicas e formais, de modo a desenvolver novas abordagens e estratégias para
enfrentar novas situações.
11
COMPONENTE 1 - PROJETO STEAM
HABILIDADE - EMIFMAT08
HABILIDADE - EMIFLGG05
HABILIDADE - EMIFLGG09
12
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 1
INTRODUÇÃO
Professor/a, a atividade possui vários pontos em que é possível destacar a formação para o mundo do
trabalho. Sugerimos que, neste momento inicial, seja realizada a acolhida dos/as estudantes e
apresentação do componente responsável pelo Projeto STEAM, Águas naturais, que compõem o
aprofundamento tecnológico para um mundo melhor. Explicitar aos/às jovens que os conhecimentos e
estudos realizados vão embasar o desenvolvimento de um projeto de intervenção social, econômico,
político, científico ou cultural, estruturado para promover a integração das áreas do acrônimo STEAM, ou
seja, mobilizar conceitos fundamentais e conhecimentos das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte
e Matemática. Um projeto dessa natureza se baseia em etapas propostas pela Aprendizagem Baseada em
Projetos (ABP), sendo elas: ancoragem e pesquisa, ideação, planejamento, criação, divulgação e
comunicação. As atividades propostas incentivam a aprendizagem participativa, partindo de problemas e
situações reais enfrentados pela comunidade ou sociedade, com base no construcionismo, segundo o qual
os estudantes organizam um conjunto de ideias e conhecimentos, que serão utilizados para a escolha
coletiva de um problema e a construção por grupo de diferentes soluções na forma de um artefato ou
objeto concreto ou virtual, que é chamado de protótipo.
Antes de iniciar os estudos, faz-se necessário estabelecer com a turma que os registros serão realizados em
um Diário de bordo, físico ou digital, com a finalidade de oportunizar o protagonismo, a reflexão crítica e a
escrita científica no processo de construção do conhecimento durante as etapas desenvolvidas. Proposta
de re-escrita: O passo-a-passo para construção do Diário de bordo será explicada pelo/a professor/a.
Inicialmente, a turma fará uma construção coletiva, e o texto será escrito no quadro físico ou virtual.
SAIBA MAIS
13
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Após a acolhida e apresentação, realizar uma atividade de mobilização para introduzir as ideias de
tecnologia, engenharia e solução de problemas, fazendo uso de metodologias ativas. Durante a realização
dessa proposta, assegurar um ambiente de respeito aos espaços individuais e coletivos, garantindo
comportamentos e ações de empatia para que todos/as os/as estudantes se sintam à vontade para
participar das discussões e expor suas opiniões. A turma pode ser organizada em pequenos grupos de
modo que cada um receba um problema diferente a ser solucionado. Como, por exemplo, apresentar para
um dos grupos uma imagem ou trecho de vídeo mostrando uma pessoa sentindo muito calor, sugerindo
que os/as estudantes identifiquem um problema a ser solucionado. Em seguida, orientar que devem
escrever brevemente um planejamento para uma possível solução que seja aprovada por todos/as os
integrantes do grupo. Após conclusão dos planejamentos, distribuir folhas de papel, tesoura, régua e cola
para que construam um artefato artesanal que solucione ou amenize o problema identificado.
Uma construção possível é um leque de papel que proporcionará bem-estar à pessoa com calor. Para os
demais grupos, podem ser utilizadas situações como: armazenamento de 10 gramas de grãos (ou 1 medida
de xícara de café) com a construção de envelopes de papel; transporte de areia para um recipiente em que
a abertura é pequena e necessita de um funil; organização de documentos (papéis variados como sulfites
de diferentes cores) que poderá ser feita com separadores de papéis dobrados ou como acharem melhor.
Permita aos/às estudantes usarem a criatividade e socializar seus artefatos como solução aos problemas
encontrados.
14
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
DESENVOLVIMENTO
Realizar uma roda de conversa tendo como tema a atividade de mobilização. A conversa poderá ser
pautada em questionamentos como: Quais sentimentos a atividade despertou em vocês? Foi possível
identificar um problema, pensar coletivamente no planejamento de uma solução? Como surgiu a ideia do
artefato construído? Foi aprovado por todos/as integrantes do grupo? Nesse questionamento, auxilie os/as
estudantes a perceber uma relação com a metodologia ABP e habilidades valorizadas no mundo do
trabalho, como a colaboração, a flexibilidade, o trabalho em equipe, a dedicação, a criatividade, a
comunicação e a liderança.
SAIBA MAIS
Em seguida, você pode questionar: existe tecnologia sem componentes eletrônicos e recursos digitais?
Explique para os/as jovens que tecnologia é uma palavra de origem grega (tekhnologia) que significa arte ou
técnica, que faz parte do conjunto de saberes utilizados para diversas criações que possuem a finalidade de
resolver problemas e satisfazer necessidades da vida humana. Ao falar sobre tecnologia, é possível refletir
sobre a importância da mesma na sociedade e no mundo do trabalho. Contextualizar que na pré-história os
recursos tecnológicos eram as lanças e machados e que uma tecnologia revolucionária para a humanidade
foi o domínio e utilização do fogo.
Propor uma “Chuva de ideias” a respeito das tecnologias cotidianas que passam despercebidas, como o
desenvolvimento da roda, ferramentas manuais, canos para transporte de água etc.
Inicie um diálogo com toda a turma para prepará-los/as estudantes para a ancoragem de novos
conhecimentos. É nessa etapa que os estudantes se mobilizam para o tema, e os problemas relacionados a
ele, e iniciam a busca de informações sobre o que sabem, o que se sabe e o que precisam saber para
depois idealizar possíveis intervenções ou soluções. Pode-se partir do questionamento “O que toda essa
nossa conversa sobre tecnologia pode ter relação com o título desse aprofundamento “Águas Naturais”?”.
Aproveite para registrar em um painel, físico ou digital, essas ideias iniciais dos jovens.
15
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
Em seguida, você pode estreitar o foco de reflexão com a questão “Quais relações vocês conhecem ou
sabem entre água e tecnologia?’’. Logo depois, investigar os conhecimentos dos/as estudantes sobre o tema
“Água boa para...”. Nesse cenário sugerimos utilizar uma rotina de pensamento a ser desenvolvida em três
momentos, sendo dois individuais e um em grupo:
Momento de pensar: “O que eu penso sobre a utilização das águas dos rios e lagoas? Ela é boa para…” A
cada rodada de respostas, orientar os/as estudantes a realizar os registros no diário de bordo. Após
conhecer as percepções dos/as jovens, selecionar e apresentar outros materiais que podem confirmar
ou não suas percepções na metodologia ABP, para apreciação sobre as águas dos rios, lagoas ou mares,
regionais ou locais, em formatos diversos: textos, dados estatísticos, reportagens, imagens, trechos de
filmes, podcast e charges. Uma possibilidade de referência é o programa nacional (e os estaduais) de
Microbacias Hidrográficas, que mapeia e trabalha com pequenos rios e suas contribuições para as
bacias hidrográficas locais. Espera-se assim despertar a curiosidade deles/as em saber mais e obter
engajamento nessa etapa do projeto.
Retomar a rotina de pensamento: para o segundo momento, o de questionar: “O que eu entendo sobre
essa utilização? A água, sendo boa para (isso), eu preciso saber sobre (isso)”. Ressaltando que os
registros seguem da mesma maneira como no momento anterior, individualmente no diário de bordo.
Em seguida, promover a socialização dos registros com o intuito de identificar o que os/as estudantes
precisam saber por semelhança ou porque se complementam.
Organizar pequenos grupos: a partir dos temas ou questões de interesses comuns para que, juntos,
finalizem a rotina de pensamento no Momento Explorar e Investigar. Para cada tema ou questão
comum a um grupo de jovens, incentive-os/as a responder: “Como podemos explorar e investigar para
conhecer melhor sobre isso?”
SAIBA MAIS
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COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
AVALIAÇÃO
Professor/a, neste momento pode ser proposta uma autoavaliação para conscientização da
importância da atuação responsável, como protagonista de sua própria aprendizagem, respondendo a
questões como: O que eu aprendi? O quanto eu colaborei com o grupo? Auxiliei um colega da turma
durante os estudos? Precisei de auxílio? A sugestão de autoavaliação pode ser considerada também
por você, professor/a, para reconhecimento da efetividade de seu planejamento e das mediações que
realizou para promover a aprendizagem dos/as estudantes, refletindo, assim, sobre aspectos que
podem ser melhorados na continuidade dos encontros deste componente.
SISTEMATIZAÇÃO
Organize a turma em círculo, para que os grupos compartilhem os resultados de suas pesquisas. Construa
com eles/as uma rubrica para que acompanhem e avaliem os dados trazidos pelos/as colegas de cada
grupo. Uma possibilidade é que os/as estudantes tenham como foco os seguintes questionamentos: o
grupo consultou fontes confiáveis? Fez a apresentação das informações de modo claro e de acordo com o
tema? Todos do grupos estavam engajados nessa apresentação? Quais sugestões você e seu grupo podem
dar para que futuras apresentações dos colegas seja melhor?
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COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
Durante as socializações, tome nota dos pontos que precisam ser melhor explicados, aprofundados ou
retomados no final de cada exposição. Na eventualidade de disparidade de informações entre pesquisas
semelhantes ou que se complementam, promover, por meio do diálogo, o confronto dessas informações,
verificando a confiabilidade das fontes das pesquisas a fim de identificar possibilidades de conceitos
errados, incompletos, ou para reconhecer que se trata de pontos de vista diferentes sobre o mesmo tema.
Oferecer uma devolutiva aos grupos com relação à qualidade dos conteúdos pesquisados, diversidade de
fontes, organização e apresentação dos conhecimentos adquiridos e o engajamento dos/as estudantes.
AVALIAÇÃO
18
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 2
INTRODUÇÃO
Nesta atividade se estabelece a etapa de pesquisa, parte fundamental de um projeto STEAM, para
identificar um problema real, além de mobilizar habilidades importantes para o mundo do trabalho, como o
pensamento crítico, a criatividade, a iniciativa e a postura cidadã. Na proposta para os próximos encontros,
os/as estudantes devem selecionar, de modo crítico, os conhecimentos específicos, objetos de
conhecimento e procedimentos dos demais componentes deste percurso de aprofundamento, para definir
possibilidades de intervir ou melhorar questões que identificaram no cenário das águas naturais.
Para a escolha do problema a ser pensado em alternativas ou soluções, oriente que os/as estudantes façam
um levantamento de questões reais existentes na região ou local onde vivem, identificando, por exemplo,
fontes de águas naturais, diferença entre águas naturais e águas artificiais se existir, (in)disponibilidade de
água, obtenção, tratamento e qualidade da água, água para a produção de alimentos, doenças frequentes
veiculadas pela água ou devido a sua falta, opções de lazer ou de turismo das águas ou outros que
envolvam água de rios, lagoas, açudes, igarapés ou outra fonte de água existente na região próxima aos
jovens.
Sugerimos a aplicação de questionário entre as pessoas da comunidade para uma coleta de dados, tendo
uma amostra de no mínimo 100 respostas para evidenciar um problema específico. É importante conversar
com os/as estudantes sobre a importância da escolha dos/as sujeitos que irão compor a amostra,
considerando que quanto mais diversificada a composição for, escolhendo homens, mulheres, de
diferentes classes sociais, idades, profissões e localidades, maior é a possibilidade que os dados
representem a percepção da população sobre os problemas locais.
DESENVOLVIMENTO:
Após aplicação do questionário, realizar o tratamento dos dados e análises em busca de quantitativos que
possibilitem reconhecer os principais problemas enfrentados pela comunidade nesse contexto. Os dados
tratados e analisados poderão ser apresentados utilizando tabelas ou gráficos, como justificativa da escolha
do problema.
O problema identificado pela turma certamente possibilitará uma reflexão sobre diferentes pontos de vista,
pois, na maioria das vezes, ele pode estar ligado a interesses divergentes, como dos governantes,
empresários, ambientalistas e população em geral. Pensar em alternativas ou soluções para mitigar ou
resolver o problema exige considerar esses diferentes sujeitos, seus pontos de vista, assim como considerar
os impactos e consequências de qualquer intervenção que seja idealizada pelos/as estudantes. Para
aprofundar conhecimentos sobre o problema, propor a organização de quatro grupos (governantes,
empresários, ambientalistas e população em geral) para pesquisar conteúdos, evidências, argumentos de
defesa em relação ao problema existente e identificação de recursos, tecnologias, estratégias e
procedimentos que existem no comércio ou em fase de teste e que atuam diretamente na situação
problemática em estudo.
A intencionalidade da pesquisa é fornecer subsídio teórico, ampliar conhecimentos e gerar repertório aos/
às estudantes viabilizando que possam participar de uma atividade que utiliza a metodologia ativa da
dinâmica do World Café (ver referências na aba SAIBA MAIS), que favorece a reflexão e a construção de
ideias coletivamente, lembrando que os questionamentos poderão ser adaptados a partir do problema
selecionado e das peculiaridades regionais ou locais.
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COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
Podem ser utilizados espaços alternativos da escola, como a quadra, sala de leitura, pátio ou outros
que possibilitem a organização de três grandes grupos de discussão e reflexão.
Providencie um cronômetro ou sua versão digital no celular para controlar três rodadas de
aproximadamente 15 minutos cada uma, por isso é importante planejar o tempo em aula,
garantindo que haja o suficiente para a conclusão de todas as rodadas.
Antes de iniciar a dinâmica explicar para a turma como será a sequência de estudos:
Inicialmente podem escolher livremente em qual grupo querem começar.
Cada grupo deve escolher um membro do grupo que será o/a “anfitrião/ã” e permanecerá no
mesmo local em todas as rodadas. Terá a responsabilidade de registrar as ideias, receber os/as
novos/as integrantes e compartilhar a conclusão coletiva da rodada anterior.
Na 1ª rodada, é feita a leitura do questionamento “O problema pode ser analisado sobre quantos e
quais pontos de vista?” e, em seguida, é acionado o temporizador de 10 minutos para que os/as
estudantes conversem e registrem as ideias. Com um novo temporizador de 5 minutos, os grupos
auxiliam o anfitrião no registro da conclusão coletiva.
Finalizada a rodada, os/as estudantes, exceto o anfitrião, devem partir para um novo grupo (para
esse momento, é possível colocar um som ambiente por aproximadamente 1 minuto ou até que
estejam acomodados/as).
Temporizar 2 minutos para o/a anfitrião/ã receber os novos integrantes e inteirá-los/las sobre a
conclusão coletiva da rodada concluída. Enquanto os/as estudantes trocam ideias dos registros e
conclusões, aproveite para avaliar o engajamento e o desenvolvimento da atividade.
Questionamento da 2ª Rodada: “Como compreende esse problema quem se beneficia ou explora
essa água?” Realizar o controle do tempo conforme a primeira rodada.
Na 3ª Rodada, as discussões e reflexões serão sobre “Como compreende esse problema quem é
prejudicado pela exploração ou falta de proteção da água (ou outro contexto relacionado ao
problema)?”.
Realizar o fechamento da dinâmica com os anfitriões expondo os registros realizados. Esses
registros poderão compor um mural do World Café sobre as reflexões dos estudantes a respeito dos
diferentes pontos de vista do problema.
SAIBA MAIS
20
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, para a avaliação poderão ser considerados os registros feitos ao longo desta atividade, a
maneira como planejaram e executaram a obtenção de dados para identificação do problema real, o
estudo e análise dos dados obtidos e a maneira escolhida para apresentação como justificativa, a
qualidade e quantidade de informações obtidas na pesquisa e a participação na dinâmica World Café.
Pode ser proposta a avaliação entre pares sobre a participação, engajamento, empatia e respeito. Essa
prática é formativa para os/as estudantes, na medida em que, após as considerações dos/as colegas,
cada um pode refletir sobre o próprio desenvolvimento na etapa e anotar no diário de bordo os
aspectos avaliados positivamente e aqueles que necessitam de investimento pessoal. Essas reflexões
pessoais podem ser acompanhadas de justificativas do/a próprio/a estudante sobre seu desempenho
não ter sido o esperado e possíveis estratégias para melhorar os aspectos específicos.
Esse é um bom momento para uma conversa com a turma para que todos/as reflitam sobre o percurso
e compreendam até aqui. Destaque não apenas as aprendizagens específicas, mas habilidades de
organização e convívio entre eles/as, bem como a responsabilidade com as tarefas propostas. Isso para
enfatizar que eles/as estão vivenciando na escola a construção e concretização de um projeto
semelhante aos que existem no mundo do trabalho, assumindo posturas e valores importantes para
empregabilidade e empreendedorismo em qualquer setor.
SISTEMATIZAÇÃO
Após a imersão no problema identificado, espera-se que os/as estudantes estejam com conhecimentos
suficientes para responder à questão derivada da coleta de informações: “O que já foi desenvolvido para
amenizar ou resolver o problema?’’. Organize um grande círculo e solicite que exponham seus saberes
tendo como base a pesquisa realizada. Oriente-os/as a fazer anotações no diário de bordo para inspirar o
processo criativo que vivenciarão nos próximos encontros.
ATIVIDADE 3
INTRODUÇÃO
Aqui se inicia a idealização e o planejamento do protótipo que será o produto dos projetos de intervenção.
Os estudos realizados neste componente auxiliam na formação para o mundo do trabalho, na medida em
que os/as estudantes mobilizam diversas habilidades no planejamento e na construção de um protótipo
para a solução do problema identificado. Para compreender melhor a importância e o significado dessa
etapa de um projeto STEAM, é importante consultar a referência que se encontra na próxima aba SAIBA
MAIS.
Para realizar uma abordagem sobre a criação de protótipos, sugerimos apresentar aos/às estudantes
imagens dos desenhos esquemáticos e miniaturas das invenções de Leonardo da Vinci, por exemplo.
Explique que o/s protótipo/s a ser/em construído/s pelos/as estudantes não precisa/m conter,
necessariamente, recursos digitais e componentes eletrônicos, mas sim uma representação de criação
original e inovadora com materiais acessíveis que faça alusão ao seu funcionamento real.
Poderão ser sugeridos protótipos como bomba d’água para poço artesiano, escoras de margens de rios,
construções de barragens, soluções para desassoreamento, sensores de umidade, hidroponia, sistemas de
irrigação, filtros de água com cascalho, brita, areia ou carvão, dentre outros, desde que esteja relacionado
ao problema da comunidade ou região.
21
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
DESENVOLVIMENTO
Professor/a, incentive os/as estudantes a idear, em pequenos grupos, sugestões de artefato ou objeto
concreto ou virtual, como protótipo a ser construído. Explique que poderão ser criados vários protótipos na
turma, que sejam inovadores para o problema identificado. Incentive a turma a utilizar o diário de bordo
para fazer as primeiras anotações de planejamento, listando os materiais que serão utilizados para sua
construção e a base teórica que dará suporte à ideia.
Oriente os/as estudantes no planejamento das atividades e etapas de criação dos protótipos, de modo que
pensem sobre a viabilidade do que desejam construir, quais as funções e tarefas de cada membro do grupo
no processo de construção, respeitando as dificuldades e valorizando as habilidades de cada pessoa. Os/As
estudantes devem incluir nesse planejamento um cronograma das etapas para a criação do protótipo, com
previsão de datas de início e fim, sinalizando os principais objetivos a serem desenvolvidos em cada etapa.
É importante considerar nesse cronograma a realização de entregas parciais para auxiliar no cumprimento
dos prazos determinados finais. Por isso, sugere-se que, semanalmente, seja realizado um
acompanhamento do desenvolvimento dos objetivos propostos e, a cada terço das datas do cronograma
deve-se apresentar para toda turma uma prévia do protótipo para assegurar uma entrega de qualidade
evitando produções de última hora com imprevistos e impossibilidade de ajustes. A apresentação poderá
ser por meio de imagens ou vídeos, caso não seja viável manipular e transportar a produção antes de sua
conclusão. Veja as etapas essenciais que precisam constar no cronograma:
22
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
Solicite que os/as jovens registrem o cronograma em seus diários de bordo para que possam consultar,
sempre que necessário, estimando as possibilidades de cumprimento ou necessidade de ajuste de datas.
Além disso, podem procurar produtos que usem simuladores e planilhas eletrônicas. Com esses
conhecimentos e recursos, é possível utilizar a lista de materiais que serão necessários para a construção
do protótipo para calcular os custos e analisar a viabilidade ou substituição de itens por outros similares, de
baixo custo, porém de qualidade equivalente.
A escolha da ideia a ser prototipada por cada grupo poderá seguir alguns critérios, como, por exemplo,
selecionar a ideia que possibilite a construção, real ou virtual, que demonstra ou simula a utilização
eficiente na solução do problema. Na eventualidade da impossibilidade de realizar a construção real, a
entrega do grupo pode conter ilustrações, esboços ou desenhos, em papel ou virtual, que comuniquem, de
forma eficiente, o funcionamento do protótipo.
Ao final, promova uma breve socialização da ideia do protótipo de cada grupo para todos/as os/as
estudantes da turma.
SAIBA MAIS
23
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
AVALIAÇÃO
24
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
SISTEMATIZAÇÃO
Chegou a hora de organizar um ambiente adequado e os recursos necessários para dar suporte à
apresentação do(s) protótipo(s) para a primeira entrega parcial, a versão inicial do protótipo, que poderá
acontecer utilizando objetos físicos ou imagens e vídeos acompanhados de explicação detalhada das
funcionalidades já existentes na versão. Durante a exposição das versões, oriente a turma a realizar
registros, um feedback da entrega, em seus diário de bordo contendo, quando existir, os pontos confusos
na apresentação a serem elucidados, pontos que enaltecem o protótipo (registrar pelo menos uma
valorização) e sugestões para melhoramentos.
SAIBA MAIS
AVALIAÇÃO
Professor/a, o registro dos feedbacks das entregas é uma forma de avaliar tanto o grupo que realizou a
construção, como os argumentos e contribuições dos/as demais estudantes durante a exposição. As
observações e a identificação de pontos de atenção nas apresentações podem ser evidências do que
os/as jovens estão aprendendo e de seu desenvolvimento em relação às habilidades propostas para
este componente.
A inserção de conhecimentos dos outros componentes do percurso aprofundamento é outro aspecto a
ser considerado é registrado por você, no sentido de obter informações que podem ser compartilhadas
com os/as demais professores/as para que considerem as aprendizagens dos/as jovens aplicadas no
projeto de intervenção e no protótipo ou, ainda, para que eles/as saibam da necessidade de retomadas
de conceitos e procedimentos específicos.
25
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 4
INTRODUÇÃO
Professor/a, organize os grupos para que recebam os feedbacks da turma, auxiliando, assim, no
desenvolvimento da próxima versão. Lembre-se de revisitar o cronograma das etapas para verificar a
necessidade de readequação de datas, tendo em vista as dificuldades e desafios a serem superados para o
melhoramento do protótipo.
DESENVOLVIMENTO
Nesta fase será necessário intercalar entre os encontros destinados à criação da nova versão dos
protótipos, aulas teóricas, atividades de experimentações e simulações sobre conceitos relacionados às
construções.
Ainda nesta fase, solicitar que os grupos compartilhem experiências, impressões, desafios e problemas na
execução, além da solução encontrada, para dar continuidade ao protótipo.
Organize um ambiente adequado e recursos necessários para dar suporte à apresentação da versão
revisada do(s) protótipo(s). Verifique a possibilidade de testar os protótipos que utilizam como recursos
componentes eletrônicos ou máquinas, visualizar aqueles construídos com recursos digitais. As entregas da
versão devem ser acompanhadas de demonstração ou explicação detalhada das funcionalidades
desempenhadas.
AVALIAÇÃO
Sugerimos seguir para as ações de finalização do protótipo, preparando-o para a entrega em sua versão
melhorada, cuja apresentação deve ser acompanhada de uma explicação das alterações e adaptações
implementadas para não prejudicar o objetivo de solucionar o problema identificado pelos/as estudantes.
26
COMPONENTE 1 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, após a apresentação da versão melhorada, solicitar que os/as estudantes compartilhem os
pontos positivos e negativos para a conclusão do protótipo, socializem os problemas ou imprevistos
que surgiram ao longo do processo e que serviram de experiência e aprendizado para a vida, além de
uma avaliação crítica da versão apresentada: abaixo da expectativa (porque...), dentro da expectativa
(mas poderíamos ter melhorado...), acima da expectativa (não imaginávamos que seria possível...).
SISTEMATIZAÇÃO
A proposta é que os/as estudantes divulguem seus aprendizados e os protótipos construídos para a
solução do problema à comunidade. Pode-se organizar uma exposição para visitação ou a apresentação
das produções por meio de pequenos vídeos, de modo a trabalhar a capacidade de síntese, a criatividade e
a comunicação.
Como atividade final, promova uma roda de conversa sobre as contribuições dos estudos realizados para a
vida dos/as estudantes. Indagar sobre possibilidades de atuações, elencando elementos importantes da
formação para o mundo do trabalho, como o desenvolvimento das habilidades citadas anteriormente:
pensamento crítico, criatividade, iniciativa, postura cidadã, liderança, comunicação, habilidades sociais,
dentre outras.
AVALIAÇÃO
27
COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
INFORMAÇÕES GERAIS:
O Componente “ENCANTOS DAS ÁGUAS”, contém sugestões de atividades voltadas para o reconhecimento
de aspectos territoriais e identitários que resultem da integração entre a língua materna e manifestações
artístico-culturais vivenciadas pelos/as estudantes, pelas comunidades nas quais estão inseridos e que
abordem o tema que norteia este Itinerário Formativo. Os recortes sobre “Águas Naturais” propostos neste
componente refletem a relação dos sujeitos com a água para além dos fatores socioambientais, políticos e
econômicos referenciados em outros componentes, ou seja, interessa aqui trazer essa temática por meio
de diversos textos e de obras permeadas pela área de Linguagens e suas Tecnologias, estimulando nos/as
estudantes seu interesse pela leitura crítica da realidade e pela criatividade manifestadas nas múltiplas
linguagens. Será possível, ainda, por meio das atividades propostas, contemplar uma “Educação de
qualidade”, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU. Nesse sentido,
espera-se que os/as estudantes possam ampliar o seu repertório sociocultural sobre arte, literatura,
música, entre outras manifestações, referenciando, principalmente, produções regionais que valorizem
autores e artistas locais; assim, exercitando estratégias e habilidades para refletir sobre os contextos e o
meio em que vivem, as atividades sugeridas propõem diferentes abordagens de ensino voltadas para o
estímulo à autonomia de leitores protagonistas. Ao longo do Componente, prioriza-se a investigação de
aspectos criativos presentes em propostas mobilizadoras que contribuam para formação da consciência e
da identidade regional através da identificação de comportamentos humanos e sua relação com a natureza,
que impactam, de modos diferentes e singulares, nas condições de sobrevivência, subsistência e dos
valores estabelecidos na e pela sociedade. Por fim, espera-se que os/as estudantes possam fortalecer os
seus processos criativos, traduzindo as representações das linguagens do seu povo e do seu lugar,
permitindo-lhes propor intervenções socioculturais significativas. A proposta é que, ao longo do
Componente, sejam apresentados gêneros textuais diversificados e que os/as estudantes registrem suas
percepções e evolução em um diário de bordo, instrumento que servirá para acompanhamento das
aprendizagens, de modo a dar suporte ao desenvolvimento da atividade final da unidade.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
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COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
Competência Específica 3:
Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração,
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo
pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável, em âmbito local, regional e global.
HABILIDADE - EM13LGG301
HABILIDADE - EM13LGG302
Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes
linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação.
HABILIDADE - EM13LGG304
Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos
Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.
HABILIDADE - EM13LGG305
Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e
cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de
maneira crítica, criativa, solidária e ética.
Competência Específica 6:
Apreciar esteticamente as mais diversas produções artísticas e culturais, considerando suas características
locais, regionais e globais, e mobilizar seus conhecimentos sobre as linguagens artísticas para dar
significado e (re)construir produções autorais individuais e coletivas, exercendo protagonismo de maneira
crítica e criativa, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
HABILIDADE - EM13LGG601
HABILIDADE - EM13LGG602
Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais,
assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a
criatividade.
29
COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
HABILIDADE - EM13LGG603
Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e coletivos nas diferentes linguagens
artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro) e nas intersecções entre elas, recorrendo a
referências estéticas e culturais, conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e
políticos) e experiências individuais e coletivas.
HABILIDADE - EM13LGG604
Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política e econômica e
identificar o processo de construção histórica dessas práticas.
HABILIDADE - EM13LP11
HABILIDADE - EM13LP15
Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, considerando
sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido e
à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e mídia em
que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao
gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto e
ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada,
mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
HABILIDADE - EM13LP17
Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados (vlog, videoclipe, videominuto, documentário etc.),
apresentações teatrais, narrativas multimídia e transmídia, podcasts, playlists comentadas etc., para
ampliar as possibilidades de produção de sentidos e engajar-se em práticas autorais e coletivas.
HABILIDADE - EM13LP18
Utilizar softwares de edição de textos, fotos, vídeos e áudio, além de ferramentas e ambientes
colaborativos para criar textos e produções multissemióticas com finalidades diversas, explorando os
recursos e efeitos disponíveis e apropriando-se de práticas colaborativas de escrita, de construção
coletiva do conhecimento e de desenvolvimento de projetos
HABILIDADE - EM13LP27
30
COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
HABILIDADE - EM13LP46
HABILIDADE - EM13LP47
Participar de eventos (saraus, competições orais, audições, mostras, festivais, feiras culturais e
literárias, rodas e clubes de leitura, cooperativas culturais, jograis, repentes, slams etc.), inclusive para
socializar obras da própria autoria (poemas, contos e suas variedades, roteiros e microrroteiros,
videominuto, playlists comentadas de música etc.) e/ou interpretar obras de outros, inserindo-se nas
diferentes práticas culturais de seu tempo.
HABILIDADE - EM13LP49
HABILIDADE - EM13LP54
Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias – mediante seleção e apropriação de recursos
textuais e expressivos do repertório artístico –, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações,
fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente com o texto literário.
HABILIDADE - EMIFCG01
Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
HABILIDADE - EMIFCG02
Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências
para respaldar opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas e compreensíveis,
sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade,
solidariedade e sustentabilidade.
31
COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
HABILIDADE - EMIFCG04
Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências
presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade.
HABILIDADE - EMIFCG06
Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os
interlocutores pretendidos.
HABILIDADE - EMIFCG07
HABILIDADE - EMIFCG08
HABILIDADE - EMIFLGG01
HABILIDADE - EMIFLGG04
Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre
obras ou eventos de diferentes práticas artísticas, culturais e/ou corporais, ampliando o
repertório/domínio pessoal sobre o funcionamento e os recursos da(s) língua(s) ou da(s) linguagem(ns).
HABILIDADE - EMIFLGG05
32
COMPONENTE 2 - ENCANTOS DAS ÁGUAS
HABILIDADE - EMIFLGG07
HABILIDADE - EMIFLGG08
33
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 1
INTRODUÇÃO
A primeira atividade do Componente busca proporcionar o contato com produções musicais que, de modos
próprios e singulares, fazem referência à temática “Águas Naturais”, estimulando nos/nas estudantes a
construção de significados, consolidados e novos, com vistas a ampliar o gosto pela leitura e a interpretação
em gêneros discursivos, exercitando a avaliação e o posicionamento crítico sobre a realidade e um olhar
subjetivo para dentro do sujeito, para suas relações com o mundo e com o seu território. Dentro do amplo
campo das linguagens humanas, a música é vista como manifestação criativa, artística, com forte
simbologia cultural identitária e que, aqui, busca relacionar a vida humana com a natureza em produções
de artistas alagoanos, reconhecidos em nível nacional e/ou local.
Objetivando aprofundar conhecimentos cognitivos que fortaleçam competências e habilidades da BNCC e
do RecAL, o desafio inicial deste percurso se dará por meio de uma experiência com composições autorais
do cantor e compositor Djavan, nascido em Alagoas, com carreira consolidada dentro e fora do Brasil. A
partir disso, os/as estudantes serão estimulados/as a construir suas próprias percepções e refletir sobre a
relação subjetiva criativa feita pelo artista com o tema “água” para além dos aspectos físico-químicos
naturais desse elemento. Sendo possível proporcionar que se façam novas releituras de suas próprias
referências de mundo, de modo a criar novos sentidos em textos de gêneros discursivos diversos. Almeja-
se, com os encontros e propostas da atividade, mobilizar a habilidade dos Itinerários Formativos associada
às Competências Gerais da BNCC EMIFLGG04; as habilidades específicas associadas aos Eixos Estruturantes
EMIFLGG04 e EMIFLGG07; as competências e habilidades do RecAL próprias da Área de Linguagens
EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603 e EM13LGG604; além das
habilidades do componente de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, EM13LP46, EM13LP47, EM13LP49 e
EM13LP54.
DJAVAN
No primeiro momento, sugere-se que o/a professor/a apresente
uma foto do cantor Djavan, impressa ou através do recurso digital
disponível, e pergunte aos/as estudantes qual a referência que
possuem sobre o artista: Conhecem alguma música cantada por
ele? Quais músicas conhecem? Qual o estilo de música que ele
canta? Ele é natural de que estado brasileiro? Recorda alguma
informação relacionada a ele veiculada na imprensa ou publicada
em algum site e/ou rede social? Nessa atividade de sondagem
inicial os/as estudantes devem ser estimulados/as a indicar suas
referências de mundo sobre o artista. Essas informações podem
ser organizadas em um mapa mental montado por meio de uma
ferramenta digital, como padlet, ou no próprio caderno, em
fiquem registradas as contribuições dos/das estudantes.
Figura: 1
Não se espera, no entanto, que todos/as os/as estudantes
Fonte: https://djavan.com.br/
apresentem alguma informação sobre Djavan, nem se quer
Acesso em: 18 setembro. 2023.
determinar que a escolha intencional pelo artista proposta na
atividade
dddas o privilegia, ou suas composições ou estilo musical em detrimento de outros/as tantos/as
existentes, inclusive os/as preteridos/as pelos/as estudantes, pelo contrário, é possível que alguns/algumas
nem se quer o conheçam, não recordem de suas canções ou nem mesmo se identifiquem com seu o estilo
musical. Após o registro das contribuições, o/a professor/a pode apresentar um resumo com algumas
informações biográficas previamente selecionadas sobre o artista para que, de modo introdutório, seja
possível traçar um perfil, a ser aprofundado mais adiante.
34
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
O uso da ferramenta Padlet também pode ser uma boa alternativa por
apresentar as produções de forma mais visual, no formato de painel. E as
postagens podem receber comentários do professor e dos colegas.
Disponível em:
https://pt-br.padlet.com
Dando continuidade a atividade, pode ser proposta uma audição coletiva com algumas canções autorais de
Djavan, compostas entre a década de 1970 e a década atual 2020. Para facilitar a organização desse
momento, antecipadamente, além de contar com o auxílio de um equipamento para reprodução sonora, é
oportuno o/a professor/a avaliar as condições do ambiente para evitar interrupções ou dispersões e
preparar uma playlist com as músicas “Quantas voltas dá o meu mundo”, (1976), “Água” (1978), “Banho de
rio” (1982), “Navio” (1987), “Oceano” (1989), “Deixa o sol sair” (1996) e “Beleza destruída” (2022),
apresentadas cronologicamente pela sua data de lançamento, como na Figura 2. As músicas, também,
podem ser facilmente encontradas na plataforma de vídeos online Youtube.
QUANTAS VOLTAS
BANHO DE RIO OCEANO OCEANO
DÁ MEU MUNDO
Figura: 2
Canções de autoria do compositor Djavan que apresentam relação com o elemento “água”.
35
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Para garantir a concentração e a qualidade da escuta, o/a professor/a deve reforçar junto aos/às
estudantes que as músicas que serão apresentadas podem ser ou não desconhecidas para eles/as, ou
serem produções não recentes, mas que a atenção aos detalhes da letra, à melodia, ao modo como são
interpretadas pelo artista são cruciais para que possam desempenhar, com qualidade, as próximas etapas
da atividade. Com a execução em andamento, não será difícil perceber que as músicas apresentadas
mencionam, vez de modo explícito, vez de modo implícito, o elemento “água” ou alguma variação semântica
diretamente relacionada, geralmente de forma subjetiva e metafórica. Essa é, intencionalmente, uma
associação estratégica que se pretende fazer e perceber e que pode ser explorada após a escuta, sendo
posteriormente aprofundada.
No diário de bordo, pode ser oportuno para o/a estudante registrar as suas primeiras impressões diante da
escuta de cada música, as palavras desconhecidas, os versos que chamam atenção, os efeitos de sentido
suscitados pela melodia e pelo ritmo das canções.
A audição pode, também, ser pausada a cada música para que seja possível aos ouvintes apresentar e
compartilhar as impressões da apreciação ou pode ser continuada, com os comentários sendo feitos ao
final. Caberá ao/a professor/a junto com os/as estudantes avaliar o formato mais dinâmico e funcional e a
gestão do tempo disponível para desenvolvimento da proposta de modo adequado.
SAIBA MAIS
O diário de bordo pode ser construído de forma física (em cadernos ou pastas) ou de forma virtual. A
escolha dependerá do contexto da escola e do acordo entre os/as professores dos diferentes
componentes. Caso seja possível a utilização de um diário de bordo digital, as ferramentas de
documentos da Google (Google Apresentações e Google Docs) podem ser opções interessantes, pois
permitem que as modificações do documento sejam acompanhadas pelo/a professor/a, ficando
registradas a data e a pessoa responsável. Além disso, elas permitem a construção de um documento
contendo diferentes tipos de linguagem (áudio, imagem, vídeo e texto). Estas ferramentas permitem,
ainda, a inserção de comentários numa avaliação do/a professor/a ou em uma avaliação por pares.
AVALIAÇÃO
Professor/a, ao longo das sugestões de atividades, são possíveis diferentes formas de avaliação e
autoavaliação da aprendizagem, destacando seu caráter processual e formativo. Seja através de um
instrumento avaliativo ou de suas observações em sala de aula, priorize o registro das evidências de
aprendizagem, de medidas de engajamento e as devolutivas aos/às estudantes. Esses registros
indicarão se os objetivos de aprendizagem estão sendo atingidos e lhe darão melhor suporte para
adequar as propostas às necessidades da sua turma e às devolutivas.
INTRODUÇÃO
Na segunda parte da atividade, será proposta uma imersão na vida e obra do artista Djavan, destacando-se
sua relação com o Estado de Alagoas em diversas fases da sua vida e carreira. Para isso, os/as estudantes
serão agrupados em até 7 (sete) equipes, às quais serão apresentados os detalhes das próximas fases.
Com o intuito de fornecer suporte e indicar referências oficiais que tenham, certamente, passado pelo crivo
do próprio artista, o/a professor/a pode projetar o site oficial do artista, https://djavan.com.br/, e fazer uma
demonstração de acesso online às abas “discografia”, “notícias”, “biografia”, “escute” e às redes sociais ali
indicadas. A indicação desse site oficial não tem a pretensão de limitar ou delimitar as possibilidades de
pesquisa pelos grupos, pelo contrário, é mais uma oportunidade para ampliar e garantir uma ampla
fgfgfgfgf
36
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Que gênero é esse? De modo geral, como ramo da literatura, o gênero BIOGRAFIA se dedica à
descrição ou narração da vida de alguém que se destacou de alguma forma. Em um sentido restrito,
uma biografia atribui-se a toda a extensão da vida do/a biografado/a, recontando os eventos que a
compõem e também recriando a imagem dele/a como é ou era. Esse gênero possibilita uma riqueza de
elementos e muitas informações geográficas, culturais, históricas, entre outras.
GONÇALVES, R. de C.; SILVEIRA, F. J. N. da. Biografias e autobiografias como fontes de informação e memória.
InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, [S. l.], v. 12, n. 1, p. 82-103, 2021. DOI:
10.11606/issn.2178-2075.v12i1p82-103.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/incid/article/view/178542
Acesso em: 15 setembro 2023.
A pesquisa biográfica proposta deve ser conduzida cuidadosamente pelo grupo, ou seja, é essencial que
cada um de seus integrantes participe ativamente desse processo, refletindo criticamente sobre as
informações acessadas, a confiabilidade das diversas fontes disponíveis, promovendo uma seleção de
dados de modo ético e responsável em que fiquem demonstrados o compromisso e a seriedade da
pesquisa, além de exercer entre si os preceitos da democracia e do cooperativismo.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Diante do desafio de estimular as equipes a produzirem um texto biográfico colaborativo, pode ser
necessário retomar os conhecimentos acerca de conceitos e de características desse gênero discursivo,
bem como apresentar técnicas e orientações que facilitem a elaboração da proposta textual em curso,
orientando sobre especificidades linguísticas, estruturais e estéticas para favorecer uma produção
qualificada e condizente com as aprendizagens e com o domínio de competências e habilidades esperadas
para os/as estudantes do Ensino Médio.
Nesse sentido, o/a professor/a pode mobilizar materiais, exercícios, sequências didáticas e recursos
disponíveis que, eventualmente, julgue oportunos para fortalecer a aprendizagem nos encontros sobre o
gênero “biografia²”. O site “Preparaenem”, disponível na internet, por exemplo, traz um resumo sobre o
gênero de autoria do professor Rafael Camargo de Oliveira que pode ajudar os/as estudantes nesse
entendimento. Com a mediação do/a professor/a será possível fazer uma leitura instrutiva e minuciosa em
que as dúvidas sejam sanadas e as dificuldades sejam superadas, convergindo para elaboração de uma
biografia autoral, com estilo e traços de originalidade, fruto das diversas leituras e releituras realizadas.
Dando seguimento, o/a professor/a deve definir e comunicar os critérios para distribuição das composições
autorais do artista entre as equipes. Pode ser realizado um sorteio para essa definição, garantindo que
cada grupo fique com apenas uma canção. A quantidade de participantes em cada grupo será definida de
acordo com o número de estudantes da turma. O/A professor/a tem autonomia para propor outras formas
de organização e a quantidade de grupos, uma vez que deve avaliar as melhores estratégias para qualificar
o trabalho proposto.
A CANÇÃO não é um simples SOM. É uma das formas mais antigas e populares da MÚSICA, criada por
um COMPOSITOR para ser cantada por um INTÉRPRETE. Por isso ela não é só MELODIA. Tem também
muita poesia. LETRA e melodia andam juntinhas na canção, respeitando a HARMONIA, para não sair do
TOM. Canção pode ser tocada na festa, na rádio [...]. Pode ser triste, engraçada ou romântica. Se o
RITMO for mais balançado, olha lá gente dançando! Se for um pouco mais paradinho, dá uma vontade
de ficar quietinho... Tem canção para relaxar, divertir, ninar, curtir, rezar. Dá pra imaginar a vida sem
canção? O mundo da canção é uma fábrica movida pelo combustível dos nossos sonhos.
Sugere-se, então, que as canções sejam organizadas considerando o ano cronológico de lançamento do
álbum do qual fazem parte, como assim dispostos:
GRUPO 01
GRUPO 02
ÁGUA
ÁLBUM: DJAVAN - 1978
AUTOR: DJAVAN
EDITORA: LUANDA EDIÇÕES MUSICAIS
DISPONIVEL: https://youtu.be/XyspaOKvYPo?feature=shared
Folha de saião
Uma colcha de brim Ah, meu cantador
Longe um cantador Versejar pra quê?
Versejou pra mim Hoje eu tô tão assim
Fumega lampião Sem saber
Na parede Prazer nenhum...
O sonho secou Sem meu amor
Na nesga do amor Não tomo banho de rio
há sede Nem sou feliz tão cedo…
Dias como bois
Passam e nem me vêem
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO 03
BANHO DE RIO
ÁLBUM: LUZ - 1982
AUTOR: DJAVAN
EDITORA: LUANDA EDIÇÕES MUSICAIS
DISPONIVEL: https://youtu.be/XyspaOKvYPo?feature=shared
Folha de saião
Passam e nem me vêem
Uma colcha de brim
Ah, meu cantador
Longe um cantador
Versejar pra quê?
Versejou pra mim
Hoje eu tô tão assim
Fumega lampião
Sem saber
Na parede
Prazer nenhum...
O sonho secou
Sem meu amor
Na nesga do amor
Não tomo banho de rio
há sede
Nem sou feliz tão cedo…
Dias como bois
GRUPO 04
NAVIO
ÁLBUM: NÃO É AZUL MAS É MAR - 1987
AUTOR: DJAVAN/MAX VIANA/FLÁVIA VIRGÍNIA
EDITORA: LUANDA EDIÇÕES MUSICAIS/MUBAIRI (LUANDA)/WARNER CHAPPELL
DISPONIVEL: https://youtu.be/XyspaOKvYPo?feature=shared
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO 05
OCEANO
ÁLBUM: DJAVAN (OCEANO) - 1989
AUTOR: DJAVAN
EDITORA: LUANDA EDIÇÕES MUSICAIS
DISPONIVEL: https://youtu.be/XyspaOKvYPo?feature=shared
GRUPO 06
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO 07
BELEZA DESTRUÍDA]
ÁLBUM: D - 2022
AUTOR: DJAVAN
EDITORA: LUANDA EDIÇÕES MUSICAIS
DISPONIVEL: https://youtu.be/XyspaOKvYPo?feature=shared
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Após distribuir cada letra de canção entre as equipes, deve ser apresentado um roteiro para guiar a
próxima etapa a ser realizada. É esse o ponto da atividade em que se pretende chegar às referências
semânticas subjetivas e metafóricas presentes nas canções de Djavan.
Antes de apresentar o roteiro de interpretação, o/a professor/a pode propor aos/às estudantes uma
sondagem de território: Conhecem outros artistas locais que abordam o elemento “água” em suas
produções? Há algum compositor local que trata dessa temática? Que outras canções fazem referência a
essa temática? A organização dos itens a serem investigados e analisados nesta pesquisa e na interpretação
das canções foram definidos, tendo-se considerado, especialmente, as habilidades e competências
indicadas na introdução da atividade. Nesse sentido, recomenda-se ao/à professor/a realizar, sempre que
necessário, retomadas de objetos de conhecimento para favorecer a aprendizagem dos/as estudantes de
modo efetivo, estimulando a leitura crítica, o exercício da escrita, o estímulo à formação de novos/as
leitores/as, o contato com as diversas manifestações da linguagem e o protagonismo juvenil.
Os itens da análise e interpretação das letras das canções também podem ser modificados pelo/a
professor/a ou até mesmo pelos/as próprios/as estudantes à medida em que a investigação vá ganhando
forma. No entanto, vale ressaltar que não se deve perder de vista que o objetivo das atividades, em
consonância com o proposto no Componente “Encantos das Águas”, é a referência à temática “águas
naturais” no contexto territorial dos/das estudantes. Como dito anteriormente, essa discussão não se dará
apenas em se tomando o termo “águas naturais” em seu sentido literal, etimológico, dicionarizado, mas,
também, sendo permeado pelas relações criativas, próprias da diversidade e singularidade cultural de cada
povo, especialmente o alagoano, e das manifestações resultantes da interação entre o homem, a natureza
e as múltiplas linguagens.
SAIBA MAIS
A professora Mayra Mattar Moraes apresenta uma sequência didática sobre o gênero canção popular,
elaborada para turmas do Ensino Médio disponível em: https://acesse.dev/R9xJB acesso em: 22 dez.
2023, e que pode ajudar o/a professor/a na sistematização de encontros que fortaleçam a retomada
sobre esse gênero discursivo e alguns pontos para análise e interpretação das letras disponibilizadas
aos grupos. No material disponibilizado, é possível encontrar, inclusive, exemplos de análise e
referências que podem subsidiar o trabalho de mediação do/a professor/a. Como proposta para
análise das canções de Djavan, parcialmente e com adaptações, parte das referências disponíveis na
sequência didática também serão utilizados nessa etapa da atividade.
I. Aspectos sociais:
Quem são os autores/as e/ou produtores/as;
Contexto histórico, geográfico e social de autores/as e/ou produtores/as;
Gênero musical ao qual pertence;
Movimento musical ao qual pertence (se pertencer);
Características do álbum ao qual pertence a canção.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
V. Releituras:
Pensando em uma releitura da canção, sugira outro título;
Impressões sensoriais geradas a partir da melodia da canção;
Outros/as intérpretes que cantam a canção;
Impressões sensoriais diferentes no/a ouvinte a partir da melodia da canção na voz de outros/as
intérpretes;
Imagens de lugares que podem ser geradas por meio da leitura ou escuta da canção;
Seleção de imagens que ilustram os lugares do território dos/das ouvintes que lembram os que
aparecem na canção;
Canções de artistas alagoanos/as que também abordam elementos da canção analisada;
Manifestações de artistas brasileiros/as que de algum modo referenciam a temática “água” como faz a
canção analisada;
Se fosse uma narrativa, que história a canção poderia contar?
A análise dos pontos acima não deve ser desenvolvida em um dia apenas, deve ser utilizado o número de
encontros que permita aos/às estudantes registrarem suas contribuições, rascunhando, organizando e
sistematizando as informações de modo claro, compreensível, para facilitar sua utilização na etapa final da
atividade. A mediação do/a professor/a é muito importante nessa fase para orientá-los/las quanto às
possibilidades e formas de registros e os recursos disponíveis a serem utilizados, físicos ou virtuais.
AVALIAÇÃO
Professor/a, as questões orientadoras que integram cada uma das atividades desenvolvidas, podem ser
muito bem aproveitadas também para a avaliação. Retomar as questões e favorecer a reflexão e escrita
dos/as estudantes em resposta a elas, torna-se um ótimo exemplo de avaliação do processo de
aprendizagem.
SISTEMATIZAÇÃO
No momento final da atividade, pode-se conduzir a realização de uma roda de conversa com a participação
de todas as equipes. Esse momento pode ser denominado “AS ÁGUAS DE DJAVAN”, como na Figura 2,
apresentada na primeira etapa desta atividade, ou, se preferir, outro nome pode ser pensado em conjunto
com os/as estudantes da turma. Nessa culminância proposta, intenciona-se fortalecer a aprendizagem
nos/nas estudantes contribuindo, ainda, para socialização de descobertas de novas perspectivas e saberes.
O/a professor/a pode dedicar um encontro para sistematização prévia desse momento em que se pense,
conjuntamente com os/as estudantes, no planejamento detalhado para definição do formato, do espaço
adequado, dos recursos físicos e digitais necessários e no conjunto de regras e tempos para que a atividade
seja desenvolvida.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Abertura e acolhimento com apresentação musical (por integrantes da equipe e/ou convidados/as, de
forma presencial ou por meio de vídeos e plataforma de reprodução musical, em formato instrumental,
etc.);
Representação artística do cantor pela equipe (fotografia, pintura, desenho, caricatura, grafite, colagem,
etc.);
Cada grupo apresenta o resultado da pesquisa na ordem combinada com o/a professor/a, destacando-
se as informações mais relevantes sobre o artista e a canção;
A equipe pode apresentar sua análise da relação semântica captada na canção com referência ao
elemento “água”, seja no sentido literal e/ou metafórico;
Cada equipe pode preparar uma pergunta para o grupo que estiver apresentando que suscite alguma
curiosidade ou ponto singular da pesquisa;
No encerramento, a equipe pode apresentar como foi a experiência com a pesquisa, as dificuldades, os
pontos altos e a sua avaliação das entregas diante dos desafios propostos durante o percurso da
Atividade 1.
O objetivo desse momento é que sejam promovidos debates em que se oportunizem aos grupos o
compartilhamento entre si dos resultados da pesquisa desenvolvida para compreensão da relevância social
e cultural do trabalho autoral do artista, da valorização das referências temáticas e das personalidades que
se constituem no território alagoano. Além disso, importa dividir as reflexões sobre a abordagem temática
“águas naturais” e suas diversas formas de manifestações nas linguagens humanas para posterior
apresentação desses resultados à comunidade escolar; o que se pretende fazer por meio da realização de
uma grande mostra cultural na Atividade 4, última proposta didática deste Componente.
SAIBA MAIS
Professor/a, as 10 músicas listadas abaixo, interpretadas por outros/as artistas, também referenciam o
elemento “água” e podem ser úteis para se pensar em novos desdobramentos didáticos para quaisquer
das atividades do Componente “Encantos das Águas”, porém, é importante que você analise,
antecipadamente, como podem ser trabalhadas. Vale, ainda, estimular os/as estudantes verificarem se
(re)conhecem
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Sá e Guarabyra - “Sobradinho”
Disponível em:
https://youtu.be/naxgLThFCsc?feature=shared
AVALIAÇÃO
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 2
INTRODUÇÃO
Na Atividade 1 do Componente “Encantos das Águas”, os/as estudantes tiveram contato com algumas
músicas autorais do artista alagoano Djavan e discutiram, entre outros pontos, as possíveis relações que se
podem estabelecer com o elemento “água”, em seu aspecto físico e/ou metafórico. Através do
levantamento de informações que a turma pôde construir, descobriram mais sobre a vida do cantor e
puderam ampliar o seu repertório musical e cultural.
Nesta segunda atividade, buscar-se-á, de maneira integrada e lançando mão de outros recursos visuais e
artísticos, reconhecer e analisar fotografias e obras imagéticas de estudantes, artistas e fotógrafos/as
alagoanos/as, com intuito de promover e ampliar aprendizagens. Busca-se estimular os/as estudantes a
enxergarem cenários, reflexões sobre a realidade e aspirações profissionais, partindo de experiências
vivenciadas ainda na escola que favoreçam sua autonomia, a releitura do seu território e o
desenvolvimento de seus projetos de vida.
Nesse sentido, a educação integral do sujeito é motriz que se busca alcançar ao longo do percurso de
aprofundamento delineado no componente “Encantos das Águas”, pois ela intenta garantir o
desenvolvimento humano em todas as suas dimensões: intelectual, física, afetiva, social e cultural. O que se
torna possível através das variadas propostas educativas construídas, incluindo o contato com as diversas
manifestações das linguagens humanas.
As experiências a serem vivenciadas ao longo da atividade têm como intuito fortalecer nos/nas estudantes
as habilidades dos Itinerários Formativos associadas às Competências Gerais da BNCC, EMIFCG02 e
EMIFCGG04; as habilidades específicas dos Eixos Estruturantes EMIFLGG01, EMIFLGG04 e EMIFLGG07; as
competências e habilidades do RecAL próprias da Área de Linguagens EM13LGG301, EM13LGG601 e
EM13LGG602; e a habilidade do componente de Língua Portuguesa para o Ensino Médio EM13LP46. Tais
aprendizagens corroboram para o compartilhamento de conhecimento, assim como de novos pontos de
vista e saberes construídos.
A fotografia será tomada aqui como instrumento a serviço da aprendizagem e para representação de
manifestações de linguagens artísticas, culturais e identitárias. No atual contexto da sociedade, a captura de
imagens e a divulgação através das redes sociais têm se tornado comuns e muito mais acessíveis,
especialmente para as juventudes. Nesse sentido, o ato de fotografar vai muito além de registar momentos
especiais apenas, pelo contrário, a rotina, os encontros, as atividades diárias - mesmo que triviais - os
engajamentos e as posições diante de temas diversos são, rotineiramente, capturados pelas lentes de
aparelhos celulares.
Para fundamentar a caracterização da fotografia como gênero discursivo dentro do estudo das múltiplas
linguagens, Dias e Moura (2011) apresentam no artigo “Um mundo de imagens: inclusão do gênero
discursivo imagético no processo de aprendizagem” um quadro de categorias de análise teórico literária,
que pode ajudar o/a professor/a a compreender melhor e conceituar esse processo:
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Quadro: 1
Fonte: Dias, Ângela & Moura, Karina. (2017). Um mundo de imagens: inclusão do gênero discursivo imagético
no processo de aprendizagem. Revista de Estudos da Comunicação. 11. 10.7213/rec.v11i24.22327.
Diante disso, a fotografia, antes restrita às máquinas fotográficas de profissionais da área ou de pessoas
com maior poder aquisitivo, popularizou-se de tal modo que tornou comum a atividade de fotografar,
inclusive no espaço escolar, pelos/as estudantes. É nesse sentido que ela se configura como um gênero
discursivo com grande potencialidade para a aprendizagem escolar, dada sua popularidade e
acessibilidade, uma vez que possui a capacidade de transmitir ideias tal qual um texto de estrutura verbal.
No entanto, isso não se dá de qualquer maneira, ou de forma despretensiosa, sem intencionalidade
pedagógica, é preciso atentar se os aspectos apresentados anteriormente, como heterogeneidade,
intertextualidade, interatividade, interdisciplinaridade, dialogismo e polifonia estão explicitamente postos
no uso que se pretende fazer da fotografia em sala de aula; além de aguçar o olhar dos/das estudantes
para os detalhes da imagem, os contextos e técnicas de produção, os sentidos empregados e as
possibilidades de interpretação para extrair o máximo de sua utilização como instrumento pedagógico de
aprendizagem.
A Atividade 2 sugere uma multiplicidade de olhares suscitados pelas imagens fotografadas e que estão
presentes no entorno da vida cotidiana das juventudes do Ensino Médio - no seu território de vivências - e
trabalhos de fotógrafos alagoanos. A partir das análises a serem realizadas, será possível refletir sobre
como as cenas recortadas pela percepção dos/as diferentes fotógrafos/as - amadores/as ou profissionais -
constroem narrativas, revelam opiniões, reverberam sentimentos, despertam a curiosidade e transformam
o jeito de olhar com singularidade e de forma especial para o que está a sua volta.
Inicialmente, propõe-se que o/a professor/a apresente três fotografias, impressas ou por meio de recurso
digital disponível, da Mostra de Fotografia Estudantil ocorrida em 2023, no 6º Encontro Estudantil da
Educação de Alagoas. As produções autorais “No rio da nossa história, a criatividade nasce no berço
ancestral” de Kailane Celestino Ribeiro Bento, estudante da Escola Estadual Indígena Cacique Alfredo
Celestino, em Palmeira dos Índios-AL; “Antes do projeto de vida, nossa vida Severina” de Maria Tereza
Barros da Silva, estudante da Escola Estadual Demócrito Gracindo, em Mata Grande-AL; e “Momento de
triunfo”, do Estudante João Gabriel Lopes da Silva, da Escola Estadual Constança de Goes Monteiro, em
Major Izidoro-AL. A escolha, no primeiro momento, por produções estudantis como objeto de análise nesta
Atividade busca, intencionalmente, colocá-los/las no lugar de protagonismo que exercem em vários
projetos dos quais participam na rede de ensino, dentro da escola e na comunidade, ou seja, em
diversificados espaços de aprendizagem.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Nesse momento, deve-se mobilizar a participação da turma para observar os elementos que compõem as
cenas captadas: O que esses elementos trazem de informação? A foto é colorida ou preto e branco? Qual o
impacto da cor, ou ausência dela, para a composição da fotografia? Que narrativa pode ser construída a
partir da imagem captada? Deve-se mencionar que cada fotografia possui um título dado pelo/a autor/a, o
nome do/a estudante, sua escola e cidade. Além disso, o/a professor/a pode instigar a análise da relação
entre o título e a imagem, assim como as interpretações que se podem depreender a partir dessas
observações. Para o registro das percepções individuais, os/as estudantes podem fazer anotações no diário
de bordo daquilo que foram reparando ao longo da atividade de leitura de imagens.
Na sequência, pode-se conduzir uma discussão sobre semelhanças encontradas nas fotografias, que
elementos as aproximam, o que as diferenciam; como também, quais informações podem ser extraídas a
partir delas e que se relacionam às características locais e/ou regionais do território e de que maneira essas
imagens referenciam o elemento “água” nos contextos da diversidade de saberes, identidades e culturas. É
interessante destacar que os registros fotográficos, cada um a seu modo, trazem esse elemento na sua
composição artística evidenciada e, com as análises acontecendo em sala, não será difícil perceber a sua
presença. Esse foi, intencionalmente, um critério para a seleção das imagens e que trará diferentes
compreensões para posterior aprofundamento e ampliação da temática e de seus desdobramentos.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Na primeira fotografia é possível visualizar a água na sua condição natural, vinda do rio; na segunda, a água
como necessidade básica para a sobrevivência; e, na terceira fotografia, a água que impulsiona o fazer
científico. A partir das várias possibilidades de leitura das imagens, observações e discussões pode-se levá-
los/las a refletir sobre o olhar apurado e único do/a fotógrafo/a e de como é possível transformar um
momento simples e cotidiano em um arquivo da memória.
SAIBA MAIS
“Os processos de comunicação e informação, na sociedade contemporânea, têm sido permeados por
diversas linguagens, gêneros, formatos e mídias (televisão, cinema, rádio, internet, outdoors, jornais,
revistas, livros, etc); em muitos desses (senão em todos) as imagens estão presentes, comunicando e
expressando o que, muitas vezes, os textos escritos ou orais não conseguiriam manifestar”.
DIAS, Ângela, A. C. As imagens do mundo no mundo da escola: repensando contribuições da tecnologia para
Imagem & Educação. Rede de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal, Porto
Alegre, v. 31, n. 3, p. 223-231, 2007.
“A leitura da imagem possibilita caminhar por áreas de conhecimento, que auxiliam no entendimento
de muitas questões. Ora, se a imagem é composta por figuras, elementos estruturais ou signos visuais,
é importante conhecer o significado destes signos para melhor compreensão da mensagem.”
BUENO, Mara Lúcia Adriano. Leitura de imagem / Mara Lúcia Adriano Bueno. Indaial :
UNIASSELVI, 2012.
"Houve um tempo no qual a imagem era um mero adereço na educação, na divulgação científica e na
produção literária, porém hoje os mais diversos campos do saber, da produção e da comunicação
humana se apoiam na linguagem visual e imagética."
COSTA, Cristina. Educação, imagem e mídias. 2 ed. v. 12. São Paulo: Cortez, 2013. (Coleção aprender e ensinar
com textos).
Após a análise das fotografias propostas acima, é chegado o momento de proporcionar aos estudantes um
passeio pela fotografia genuinamente alagoana. Para isso, a turma pode ser organizada, a depender do
total de estudantes, em até dez grupos, os quais terão contato, cada um, com quatro imagens para realizar
a análise. Intencionalmente, foram selecionadas fotografias de artistas alagoanos/as que, de modo próprio
e singular, fazem referência ao elemento “água”.
Os/as estudantes/as poderão encontrar, facilmente, tanto as imagens como informações sobre seus/suas
autores/as no blog Aqui Acolá, na tag “Dossiê Fotografia Alagoana”, um espaço que mostra um panorama
da fotografia produzida em terras alagoanas. Nela, é apresentada, também, a relação da fotografia com a
contemporaneidade, fotografia documental, fotografia artística, tendências, exposições, equipamentos;
além de abordar a profissionalização e desafios desse mercado local.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 1
Fonte: https://aquiacola.net/2018/06/15/a-rua-como-palco-nas-imagens-de-felipe-camelo-e-roger-silva
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 2
Fonte: https://aquiacola.net/2018/06/15/a-rua-como-palco-nas-imagens-de-felipe-camelo-e-roger-silva
GRUPO: 1
Fonte: https://aquiacola.net/2018/05/06/as-fotoconexoes-entre-ambientes-e-pessoas-de-arthur-celso-e-
alexandre-carvalho/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 5
Fonte: https://aquiacola.net/2018/04/09/as-aguas-e-paisagens-fotograficas-de-ramatis-haywanon-e-marcelo-
albuquerque/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 5
Fonte: https://aquiacola.net/2018/06/15/a-rua-como-palco-nas-imagens-de-felipe-camelo-e-roger-silva
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 6
Fonte: https://aquiacola.net/2018/01/27/construindo-caminhos-fotograficos-com-luna-gavazza-e-andrea-
guido/
GRUPO: 7
Fonte: https://aquiacola.net/2017/11/29/joao-dionisio-e-claudia-leite-experiencia-visuais-antropologicas-com-
perspectiva-documental/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 8
Fonte: https://aquiacola.net/2017/10/29/joao-facchinetti-e-alberto-lima-multiplicando-a-fotografia-em-
alagoas/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
GRUPO: 9
Fonte: https://aquiacola.net/2017/08/28/dossie-fotografia-alagoana-a-poesia-das-formas-em-preto-e-branco-
de-luisa-patury-e-tony-admond/
GRUPO: 10
Fonte: https://aquiacola.net/2021/08/19/dilma-de-carvalho-e-ducy-lima-fotografia-e-amizade/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Ao apresentar o desafio, o/a professor/a pode promover um sorteio para definir o/a fotógrafo/a e as
fotografias a serem analisadas pelos grupos. Posteriormente, pode-se organizar a sala ou outro local da
escola para que os/as estudantes da turma compartilhem entre si as imagens e socializem as conclusões da
análise. Para se ter acesso às informações sobre os/as artistas, os contextos de produção, as tendências e
inspirações, é importante que os/as estudantes visitem a página de onde foram retiradas as fotografias, nos
links indicados logo abaixo das imagens, ou pesquisem outras fontes de sua preferência.
Como é um trabalho coletivo e colaborativo, que favorece a troca de informações e a construção de
múltiplos sentidos, o desafio proposto para análise das imagens pode ser feito considerando os mesmos
pontos utilizados pelo/a professor/a no exercício inicial, como sugerido no início desta atividade, com as
figuras 4, 5, 6. Para o registro de pontos importantes, os/as estudantes podem fazer anotações daquilo que
foram reparando ao longo da análise no diário de bordo. Nesse sentido, além das percepções advindas da
compreensão e análise das fotografias, vale estimular para que todas as referências encontradas na
pesquisa sobre o/a artista e suas produções sejam levadas em conta e postas em debate pelo grupo para
seleção daquelas que comporão o repertório para apresentação na Exposição Artístico Fotográfica “ESSAS
ÁGUAS E EU”, no final desta Atividade.
Dando seguimento aos encontros, com o intuito de mobilizar a criatividade, estimular a autonomia, os
processos criativos e o protagonismo juvenil, o/a professor/a pode sugerir que os mesmos grupos façam
registros fotográficos autorais com a “água” sendo o elemento comum às produções. O objetivo, nesse
momento, é exercitar as habilidades mobilizadas e aguçar experiências estéticas plurais, assim como
apurar o olhar para o território de forma ampla, seja em casa, na comunidade onde moram ou na escola. É
relevante para a exposição que criem um título para as imagens fotográficas registradas, pois tal exercício
autoral será um potencializador da criatividade e percepção dos grupos.
Após realizados os registros imagéticos e com o intuito de compartilhar as produções fotográficas para a
turma, as imagens podem ser projetadas em tv ou datashow enquanto os/as estudantes justificam e/ou
explicam as escolhas, local fotografado, entre outras questões que considerem pertinentes. No entanto,
para a mostra cultural que acontecerá no final do Componente, é pertinente, também, a elaboração de um
vídeo, ou outra forma de apresentação, que reúna as produções fotográficas do grupo e que possa ser
exibido para a comunidade escolar no dia do evento.
SAIBA MAIS
O diário de bordo pode ser construído de forma física (em cadernos ou pastas) ou de forma virtual. A
escolha dependerá do contexto da escola e do acordo entre os/as professores dos diferentes
componentes. Caso seja possível a utilização de um diário de bordo digital, as ferramentas de
documentos da Google (Google Apresentações e Google Docs) podem ser opções interessantes, pois
permitem que as modificações do documento sejam acompanhadas pelo/a professor/a, ficando
registradas a data e a pessoa responsável. Além disso, elas permitem a construção de um documento
contendo diferentes tipos de linguagem (áudio, imagem, vídeo e texto). Estas ferramentas permitem,
ainda, a inserção de comentários numa avaliação do/a professor/a ou em uma avaliação por pares.
AVALIAÇÃO
O diário de bordo pode ser construído de forma física (em cadernos ou pastas) ou de forma virtual. A
escolha dependerá do contexto da escola e do acordo entre os/as professores dos diferentes
componentes. Caso seja possível a utilização de um diário de bordo digital, as ferramentas de
documentos da Google (Google Apresentações e Google Docs) podem ser opções interessantes, pois
permitem que as modificações do documento sejam acompanhadas pelo/a professor/a, ficando
registradas a data e a pessoa responsável. Além disso, elas permitem a construção de um documento
contendo diferentes tipos de linguagem (áudio, imagem, vídeo e texto). Estas ferramentas permitem,
ainda, a inserção de comentários numa avaliação do/a professor/a ou em uma avaliação por pares.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
História da Fotografia.
Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/historia-da-fotografia/
Celso Brandão
Disponível em:
https://territoiresensible.com/2019/06/celso-brandao-2/?lang=pt-br
Leitura de Imagem.
Disponível em:
https://aprovatotal.com.br/leitura-de-imagem/
60
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
INTRODUÇÃO
61
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
62
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
ETAPA 1
Inicialmente, deverá ser solicitado que os grupos pesquisem imagens de autorretratos de artistas diversos –
e um pouco sobre suas vidas - em períodos variados, antigos ou atuais. Uma sugestão é elaborar um painel
a ser exposto na sala de aula ou fora dela, no qual será visível a criatividade e a diversidade artística das
obras. Caso prefira, o/a professor/a pode escolher, antecipadamente, com os/as estudantes quais artistas
serão selecionados para pesquisa (a exemplo de Rembrandt, Frida Kahlo, Pablo Picasso, Salvador Dalí, MC.
Escher, Tarsila do Amaral, Cindy Sherman, Paul Gauguin, Vik Muniz, Anita Malfatti, Leonardo da Vinci e Van
Gogh, para mencionar alguns/algumas). Após a seleção das produções imagéticas de autorretrato, os
grupos apresentam suas pesquisas e impressões. Cabe destacar que a visualização das obras são
inspiração para a criação das suas próprias produções individuais e será importante, inclusive, para a
ampliação do repertório e a mobilização de conhecimentos necessários para o aprofundamento de
competências e habilidades.
“Dessa forma, o autorretrato pode ser útil reconhecer sua identidade, aprimorando a capacidade de
observação e sensibilidade do olhar em relação a si mesmo, e na construção da identidade em relação
à comunidade.”
(BRASIL, 2016;KREMER, 2003;RAUEN;MOMOLI, 2015)
“através da Arte é possível desenvolver diversas relações de conhecimento nos estudantes, como:
autonomia, percepção, imaginação e criticidade frente às questões de sua sociedade, de modo a mudar
a forma de enxergar a sua realidade.”
(BARBOSA, 1998)
ETAPA 2
Na sequência, após a elaboração do painel coletivo sobre autorretratos, é a hora da oficina de mão-na-
massa na qual os/as estudantes irão criar seus próprios autorretratos com criatividade, de maneira
espontânea e individual. No entanto, antes da oficina, pode-se trazer para a sala de aula a leitura literária
de dois poemas de consagrados poetas brasileiros: o poema “O autorretrato”, de Mário Quintana, para
promover a reflexão sobre o olhar para si mesmo/a, a transitoriedade da vida e a descoberta do eu-lírico
enquanto pessoa e poeta. Um outro poema que traz a temática e pode ser utilizado é “Espelho”, de Cecília
Meireles, no qual é possível promover a análise sobre reconhecer a si mesmo/a, a passagem do tempo e as
mudanças advindas dela. Com o intuito de envolver a turma para além de uma leitura decodificada do
texto, é fundamental que se leia com expressividade, com emoção, pois assim a profundidade das palavras
poéticas poderão reverberar para além do texto. Outra sugestão para abordar o assunto pode ser trazida
através do vídeo da campanha publicitária “Retratos da Real Beleza”, da marca Dove. Por meio dessa
produção audiovisual, será estimulada a troca de ideias e debate de opiniões sobre como os outros nos
veem e como nós nos percebemos. Apesar de o vídeo ser legendado, não haverá dificuldade para sua
compreensão. Após o momento de leitura poética e da exibição da campanha publicitária, que forneceram
um aprofundamento de questões relativas ao tema autorretrato, é a hora da oficina de criação.
63
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
ETAPA 3
Na sociedade atual há uma maneira tecnológica de criar autorretratos como composições visuais
individuais, o recurso é o celular e a selfie é o autorretrato dos nossos dias, que pode ser alcançada de
forma quase instantânea. Nesse aspecto não há distinção de idade, a possibilidade de criação imagética é
para todos/as, desde as crianças até os/as idosos/as. Apenas utilizando a câmera do celular e,
posteriormente, caso deseje, um aplicativo para aplicar alterações de cor, linhas, formato da imagem para
desenho, dentre outras opções, é possível ter um autorretrato digital. Durante essa parte da atividade, cada
estudante vai escolher uma foto que já possui ou fará a sua selfie com o celular. É interessante refletir,
juntamente com a turma, como se dará a escolha de imagem, se colorida ou preto e branco, com utilização
de efeito ou natural, se corpo inteiro ou só do rosto. Outras perguntas que motivam a reflexão no olhar
para si, são: Quem sou? Como sou? Como estou? Como me sinto? A imagem que vejo é a mesma que os
outros enxergam? De que maneira o meio no qual vivo interfere na imagem que vejo? Como gostaria de me
parecer? Cada informação levantada durante as etapas anteriores, juntamente com as citadas
anteriormente, devem ser resgatadas, pois conduzem à reflexão sobre sensibilidade do olhar em relação a
si, subjetividade, autonomia na criação e também sobre autoria. Os autorretratos escolhidos deverão ser
impressos - num segundo momento - para compor o acervo de criações individuais.
Autoria: Estudante Kauan Goes de Souza, Escola Autoria: Estudantes Yasmin da Silva Ferreira,
Estadual de Educação Básica Nezinho Pereira – Escola Estadual Indígena José Carapina –
Inhapi-AL. Pariconha-AL.
64
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Ambas as produções imagéticas autorais refletem a visão de estudantes do Ensino Médio sobre o
protagonismo juvenil na escola e foram participantes da Mostra de Fotografia Estudantil, realizada no 6º
Encontro Estudantil da Educação de Alagoas, ocorrido em 2023, que teve como tema “Escola, espaço de
aprendizagem criativa: Engajamento para o Ensino Inovador na Rede Estadual de Ensino de Alagoas”.
AVALIAÇÃO
Professor/a, as questões orientadoras que integram as atividades desenvolvidas podem ser muito bem
aproveitadas também para a avaliação. Retomar as questões e favorecer a reflexão e escrita dos(as)
estudantes em resposta a elas, torna-se um ótimo exemplo de avaliação do processo de aprendizagem.
SISTEMATIZAÇÃO
A culminância do percurso realizado na Atividade 2 do Componente “Encanto das Águas” pode ser
concretizada por meio da realização de uma exposição artístico fotográfica, na qual poderão ser
compartilhados com os/as demais estudantes e integrantes da escola os resultados da pesquisa sobre
fotógrafos/as alagoanos/as e todas as produções artísticas autorais criadas durante as experimentações
promovidas ao longo das etapas. Sugere-se, para a exposição, o título “ESSAS ÁGUAS E EU” ou um outro em
que fique explícito o olhar para o sujeito e sua relação com a “água”.
Os encontros dessa última fase da atividade - a sistematização - devem ser dedicados para que os grupos
planejem cada detalhe do evento a ser realizado. Desse modo, o/a professor/a pode dividi-las por etapa,
considerando as ações necessárias e o cronograma para a efetivação da exposição. Sugere-se a
organização do espaço escolar ou outro espaço disponível na comunidade para que seja possível expor as
imagens com a temática da água dos/as fotógrafos/as alagoanos/as e as produções dos/as estudantes ao
longo de cada etapa da Atividade. Para que o momento de partilha seja significativo, é essencial que os/as
estudantes estejam em contato com as pessoas que visitarão a exposição e possam dividir com elas suas
percepções através das imagens, assim como ouvir as opiniões dos/as visitantes. Os tópicos descritos a
seguir podem direcionar o planejamento e organização do evento:
Cronograma;
Função de cada integrante do grupo;
Espaço da exposição/Acessibilidade/Identificação visual do evento/Layout;
Cenário/Organização visual;
Formas de exposição das imagens/Disposição das imagens no espaço;
Recursos necessários para execução;
Agenda do evento/Atrações/Participações especiais/Divulgação;
Acolhimento ao público/Ambientação musical;
Vestimenta do grupo;
Parcerias com outros atores da escola/comunidade.
Por fim, espera-se que os/as estudantes exercitem plenamente o protagonismo, estabeleçam parcerias
com outros atores da escola, trabalhem colaborativamente e mobilizem habilidades adquiridas para
exercer a criatividade e dar a sua participação no evento com sentido, singularidade e identidade próprios;
estimulando, também, no público espectador, profundas reflexões, interpretações e releituras
transformadoras e significativas do território.
SAIBA MAIS
Veja mais algumas referências sobre fotografia, autorretrato e selfie, temáticas trabalhadas durante os
encontros:
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
O poder do autorretrato
Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/historia-da-fotografia/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Selfie ou autorretrato
Disponível em:
https://www.portugues.com.br/gramatica/selfie-ou-autorretrato.html
AVALIAÇÃO
Professor/a, organize com os/as estudantes um momento de autoavaliação sobre o percurso formativo
até aqui e a repercussão da exposição artístico fotográfica realizada na escola. Nesse momento
avaliativo será relevante refletir sobre como tudo aconteceu, se o evento foi capaz de mobilizar o
público espectador a fazer profundas reflexões, interpretações e releituras transformadoras e
significativas do seu território, como se intencionou.
ATIVIDADE 3
INTRODUÇÃO
As atividades colocadas em prática até o momento, dão conta das imagens e de como elas representam o
olhar para o território dos/as estudantes através da temática da água; o olhar para eles/as próprios/as e
suas percepções individuais. Além disso, permitem reflexões sobre a construção da identidade, o olhar para
si mesmo/a e para o outro, que se ampliam em possibilidades a serem desenvolvidas, discutidas e
aprofundadas no decorrer dos encontros.
É o que se propõe na Atividade 3 , na qual há também a oportunidade de realizar esse exercício de olhar
para si mesmo/a através das palavras, ou seja, com a produção textual. O gênero discursivo autobiografia,
no qual o/a autor/a constrói sua visão de si por meio da escrita, é o que se pretende apresentar à turma
para ampliar o repertório textual no campo de atuação artístico-literário dos/as estudantes. Já houve o
contato com o gênero discursivo biografia, utilizado para leitura e pesquisa na Atividade 1 do componente
“Encantos das Águas” para se conhecer um pouco mais sobre o cantor e compositor alagoano Djavan.
Com o foco em aprofundar conhecimentos que fortaleçam competências e habilidades do RecAL, o desafio
inicial deste percurso se dará por meio de uma experiência com a autobiografia do escritor alagoano
Graciliano Ramos, nascido em Quebrangulo e com reconhecimento de sua obra literária dentro e fora do
Brasil. A partir disso, os/as estudantes serão estimulados/as a construir suas próprias biografias e refletir
sobre suas vidas, apurar o olhar para si mesmo/a e desenvolver uma escrita autoral. Intenta-se, com a
proposta, mobilizar as habilidades dos Itinerários Formativos associadas às Competências Gerais da BNCC,
EMIFCG07 e EMIFCGG08; a habilidade geral dos Eixos Estruturantes EMIFLGG05; as competências e
habilidades do RecAL próprias da área de linguagens EM13LGG301, EM13LGG603 e EM13LGG604; e as
habilidades do componente de Língua Portuguesa para o Ensino Médio, EM13LP17, EM13LP18 e EM13LP54.
Caminhando nas trilhas literárias, será feita a leitura de um texto autobiográfico do renomado escritor
alagoano Graciliano Ramos, conhecido nacional e internacionalmente pela inestimável contribuição de suas
obras para o cenário literário brasileiro, sobretudo no Modernismo, com a geração de 30. A obra a ser
trabalhada em sala por meio da leitura e análise é “Autorretrato aos 56 anos”, a partir dela os/as estudantes
irão conhecer particularidades do Mestre Graça e poderão comparar a escrita literária com uma escrita
biográfica feita por meio de pesquisa.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
A AUTOBIOGRAFIA é um tipo de gênero literário que constitui uma narrativa de caráter pessoal e o seu
traço mais significativo é a inserção do próprio escritor como personagem principal. Escrever uma
autobiografia implica num pacto literário e não histórico ou documental, porque ora a narrativa
apresenta um resgate memorialístico (baseado na realidade) ora constrói a trama com os fios da ficção.
Por isso, as autobiografias podem assumir diversos formatos como diários, memórias, poemas,
músicas, roteiros, cartas, entre outros. O caráter biográfico da obra não acontece na sua formatação,
mas em seus elementos linguísticos. Normalmente a narração é feita na primeira pessoa do singular e
aborda questões íntimas e pessoais.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Autorretrato
(*) Optamos por obedecer à nova grafia, vigente desde jan.2012, para o título desta seção, mas preferimos
manter a grafia original no título do texto.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Professor/a, O texto biográfico pode ser escrito de diferentes formas e com características distintas,
seja em prosa ou verso, primeira ou terceira pessoa, mais detalhado ou mais enxuto. Nesse sentido, há
a liberdade de criação pelo/a escritor/a. Abaixo estão algumas indicações de obras biográficas e
autobiográficas para pesquisa e leitura. Como também indicação de blog com análise do texto de
Graciliano Ramos.
Eu sou Malala
Disponível em:
https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535923438/eu-sou-malala
O texto graciliânico foi escrito no ano de 1948 e vale instigá-los/as com o questionamento: numa
autobiografia hoje, o que pode ou precisa ser dito? Como forma de sistematização das ideias, orienta-se
separá-los/las em duplas para anotar quais informações devem constar numa autobiografia. É possível
também retomar os tópicos utilizados para a pesquisa biográfica utilizados no desenvolvimento da
Atividade 1. Em seguida, os/as estudantes compartilham com a turma as ideias levantadas. Outra sugestão
interessante é a criação da “Linha do tempo da minha vida”, nela serão detalhados os acontecimentos mais
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
marcantes vivenciados por eles/as até o momento da escrita. Tal atividade, os/as ajudará a visualizar os
eventos marcantes de suas trajetórias de vida e para auxiliar no planejamento e na organização da linha do
tempo, inicialmente pode ser feito um levantamento com dados assim ordenados: ano, acontecimentos
marcantes, locais onde aconteceram e sentimentos (próprios ou relatados por familiares).
Na sequência da leitura e sua análise, será o encaminhamento para a escrita autoral autobiográfica, na qual
cada um/a fará a sua escrita individual. Para a correção e reescrita, pode-se promover a troca das
produções textuais e a leitura comentada com um/a colega de sala. Dentre os aspectos a serem observados
estão questões de escrita, como: ortografia, acentuação, pontuação, regência verbal e nominal,
concordância verbal e nominal, crase; assim como com relação à estrutura do texto, à organização das
ideias e a ordem cronológica dos fatos, para citar alguns. É recomendado que, durante a leitura das
produções, sejam registrados os comentários e sugestões de melhorias no texto em forma de bilhete ou
em tópicos; com isso, será mais direcionada a etapa de reescrita. Neste momento é indispensável
mencionar a importância do respeito ao trabalho do outro e da ética em todo processo. O roteiro a seguir
pode ser utilizado como norteador nessa etapa de análise e reescrita, sendo apropriado destacar que, a
depender da estrutura escolhida para a construção textual, algumas das perguntas precisam ser alteradas
(a exemplo de um texto na estrutura em tópicos):
É interessante mencionar um dado curioso sobre o velho Graça: em 1937, numa carta endereçada ao
tradutor Raúl Navarro, Graciliano verbaliza suas impressões a respeito de não ter o que dizer sobre sua
vida e sua biografia. Anos depois, escreve não apenas um texto biográfico, mas dois, sendo eles
“Autorretrato aos 56 anos”, utilizado nos encontros e “Autorretrato, Graciliano visto por Graciliano”, texto
em prosa referenciado na seção “Saiba Mais”. Cada texto, a seu modo, mostra um pouco da vida, obra e
visão de mundo do escritor alagoano. O recorte da carta segue abaixo para leitura:
“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até
pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi
uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam
um cidadão. Depois que redigi esses infames relatórios, os jornais e o governo resolveram não me
deixar em paz. Houve uma série de desastres: mudanças, intrigas, cargos públicos, hospital, coisas
piores e três romances fabricados em situações horríveis – Caetés, publicado em 1933, S. Bernardo, em
1934, e Angústia, em 1936. Evidentemente, isso não dá uma biografia. Que hei de fazer? Eu devia
enfeitar-me com algumas mentiras, mas talvez seja melhor deixá-las para romances.”
Trecho de carta enviada em nov.1937 por Graciliano a Raúl Navarro, tradutor argentino, para ser anexado a
um conto em vias de publicação em Buenos Aires
IN: Cartas inéditas de Graciliano Ramos a seus tradutores argentinos Benjamín de Garay e Raúl Navarro, p.
123, EDUFBA, 2008.
71
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Professor/a, para pesquisa e ampliação de repertório sobre alagoanos/as que marcaram a história
através de seu trabalho, selecionamos abaixo imagens criadas em diferentes linguagens artísticas e um
pouco da vida dessas personalidades.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, as questões orientadoras que integram as atividades desenvolvidas podem ser muito bem
aproveitadas também para a avaliação. Retomar as questões e favorecer a reflexão e escrita dos(as)
estudantes em resposta a elas, torna-se um ótimo exemplo de avaliação do processo de aprendizagem.
DESENVOLVIMENTO
A partir desse ponto da atividade, os/as estudantes serão levados/as a vivenciar e reconhecer o território no
qual estão inseridos/as numa perspectiva permeada por diferentes práticas de linguagem, textuais e
imagéticas, que propiciem uma imersão nos espaços e paisagens naturais, atuais ou que façam parte do
passado da comunidade. Além disso, será proposta uma experimentação com o gênero discursivo “causo”,
que se configura de forma muito marcante como práticas de linguagem, nas manifestações culturais e no
imaginário popular da região Nordeste. Para isso, utilizar-se-á como ponto de partida a obra do escritor
alagoano Graciliano Ramos “Histórias de Alexandre”, que teve sua primeira edição publicada em 1944 pela
Editora Leitura.
73
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
A publicação mais recente do livro data de 2017, pela Editora Record, apresenta Alexandre como um
“contador de causos” do sertão nordestino, meio caçador e meio vaqueiro, alto, magro, já velho e com um
olho torto. Nas quinze histórias do livro, esse homem cheio de conversas conta acontecimentos que
retomam o nordeste anterior ao rádio e à televisão, já era por meio de contação de histórias fantásticas,
transmitidas oralmente, que as pessoas se distraiam e dividiam seu folclore e suas tradições.
SAIBA MAIS
Que gênero é esse? O CAUSO é um gênero textual que tem como função sócio-comunicativa
materializar a cultura popular brasileira, sendo, assim, importantíssimo instrumento para preservação
e disseminação cultural. São histórias, geralmente, passadas de geração a geração, originariamente por
meio da oralidade.
GEDOZ, Sueli; COSTA-HÜBES, Terezinha da Conceição. O gênero discursivo causo: reflexões sobre sua
caracterização a partir da teoria bakhtiniana. Travessias, Cascavel/PR, v. 5, n. 1, p. 1-18, 2011.
A partir desse ponto, o/a professor/a pode, quando julgar conveniente, mobilizar materiais, exercícios,
sequências didáticas e recursos disponíveis que, eventualmente, considere oportunos para fortalecer a
aprendizagem nos encontros sobre o gênero discursivo “causo”, dada a diversidade de possibilidades dessa
forma de construção textual como recurso didático.
Na perspectiva de “Histórias de Alexandre”, o/a professor/a pode começar o encontro apresentando a
sinopse da obra aos/às estudantes e propor, inicialmente, uma leitura individual silenciosa do primeiro
conto “Apresentação de Alexandre e Cesária”. O conto pode ser disponibilizado aos/às estudantes impresso
ou em formato de pdf, caso a escola não disponha da obra física para a classe toda. Posteriormente, pode
ser feita uma leitura compartilhada para se discutir as impressões iniciais do texto, as peculiaridades da
linguagem, as características dos/as personagens, a disposição dos elementos da narrativa e os espaços e
tempos suscitados a partir da leitura do conto.
É importante, nesse momento, estimular o gosto pela leitura e o contato com o texto literário,
reconhecendo a relevância do autor da obra no cenário cultural e literário estadual, nacional e
internacional. As contribuições podem ser organizadas e registradas em um mapa mental montado por
meio de uma ferramenta digital como padlet, ou no diário de bordo, para que, posteriormente, possam ser
utilizadas em outras etapas da atividade.
Dando continuidade, a turma pode ser organizada em quatorze grupos de estudantes, sendo sorteados
entre eles os demais contos da obra para o trabalho de leitura e análise, assim divididos:
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Professor/a, a obra “Histórias de Alexandre”, de Graciliano Ramos, inspirou outras produções ao longo
do tempo, de gêneros diversos:
Alexandre e Outros Heróis (1962), obra póstuma publicada pela Editora Martins, contos infanto-juvenis
- Nome que foi dado à reunião de três obras de Graciliano Ramos: A Terra dos Meninos Pelados,
Histórias de Alexandre e Pequena História da República. São histórias folclóricas sobre heróis e
grandezas – todas inverossímeis. Nelas, Graciliano une o real ao imaginário, cabendo ao leitor
demarcar a fronteira entre os territórios.
Fonte: https://graciliano.com.br/obra/alexandre-e-outros-herois-1962/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Pantaleão é um personagem criado e interpretado por Chico Anysio, humorista brasileiro, que surge na
década de 1970 num programa de televisão nomeado como Chico City. Pantaleão Pereira Peixoto é um
caçador pernambucano aposentado que está sempre a contar histórias falsas. Vive em sua cadeira de
balanço, na companhia de sua esposa Tertuliana e de Pedro Bó, um adulto com postura de criança
adotado por ele. Sempre pergunta para sua mulher se ele está mentindo que, por sua vez, não tinha
coragem de contradizê-lo e sempre garantia ser verdade. Possui um óculos com uma lente escura e
outra incolor. Seu visual é inspirado em Dom Pedro II, enquanto a voz é similar a do cantor Luiz
Gonzaga. Suas histórias sempre ocorrem no ano de 1927.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_personagens_criados_por_Chico_Anysio
É Mentira Terta – 1973, de autoria de Chico Anysio, publicado pela Editora Sabia - São dezenove
“causos” acontecidos ou presenciados por Pantaleão, um brasileiro do nordeste, famoso por suas
histórias. O personagem é um velho contador de causos mentirosos e sempre confirmados por sua fiel
e submissa companheira, a Terta. Na estrutura de narrativas populares, as histórias espalham-se de
boca em boca e ninguém põe a mão no fogo pela veracidade destes causos.
Fonte: https://www.evef.com.br/modelos-de-impressos/santinho-de-luto-e-falecimento/17-santinho-de-
luto-e-falecimento/579-homenagem-ao-chico-anysio
O "Auto da Compadecida" é uma peça teatral em forma de Auto em três atos, escrita em 1955 pelo
autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a
tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura
popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do
personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste. Esta peça
projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais
popular do moderno teatro brasileiro".
Fonte: https://www.ficcoeshumanas.com.br/post/resenha-o-auto-da-compadecida-de-ariano-suassuna
O Auto da Compadecida é um filme brasileiro de comédia dramática, lançado em 2000, dirigido por
Guel Arraes, com roteiro de Adriana Falcão, João Falcão e do próprio Arraes, e baseado na peça teatral
Auto da Compadecida de 1955 de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de
um Coração, ambas do mesmo autor, além de influências de Decamerão, clássico de Giovanni
Boccaccio. Trata-se de uma adaptação de formato da minissérie homônima, lançada em 1999.
Fonte: https://maryalcantaras.wordpress.com/2019/10/23/desafio-dos-200-filmes-um-filme-baseado-
em-uma-peca-de-teatro/
Diante do próximo desafio que se pretende propor, pode ser oportuno retomar alguns conceitos da
estrutura e dos elementos da narrativa: o enredo, os personagens, o espaço, o tempo e o próprio narrador.
O/a professor/a pode fazer isso por meio de suas próprias referências e com textos disponíveis no livro
didático ou em outros materiais de apoio. Interessa muito a partir desse ponto da atividade, as concepções
de tempo e espaço na perspectiva bakhtiniana da construção da narrativa, como se pode referendar em
gêneros discursivos como é o “causo”, entre tantos outros:
76
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
É esse olhar para o tempo e o espaço na obra de Graciliano Ramos que pode estimular os/as estudantes a
perceberem e reconhecerem o próprio território por meio de observações, pesquisas, captação de registros
e escuta ativa de vozes da sua própria comunidade. O Referencial Curricular de Alagoas do Ensino Médio
(2023), por exemplo, reforça que “as manifestações das linguagens no território alagoano estão presentes
do litoral ao sertão e se tornam visíveis para quem percorre o estado, vivencia suas práticas cotidianas e
contempla o encanto de suas paisagens. Toda essa expressividade da linguagem se manifesta, também,
por meio das habilidades de sua gente e são representativas nos campos da dança, da música, da
arquitetura, do folclore, do artesanato, do teatro, do cinema, do esporte, da literatura, dentre outros. Essas
expressões foram constituídas pelas diversidades das culturas indígenas, africanas, europeias e,
posteriormente, quilombolas; as quais favoreceram as tradições relacionadas à musicalidade, ao corpo, à
língua, à culinária, às artes plásticas, à dança, ao artesanato etc”.
Nos encontros seguintes, com o intuito de contemplar a temática referenciada no componente “Encantos
das Águas”, será proposta a realização de uma entrevista com o objetivo de estimular os/as estudantes a se
conectarem com o território, dando voz e promovendo o encontro com outras gerações. Esses/as
personagens da sua família e/ou da comunidade, comumente carregam consigo memórias preciosas do
passado, de manifestações culturais e folclóricas regionais, da formação da paisagem ao longo do tempo e
dos espaços permeados pela faixa litorânea ou por reservas naturais de água ou mananciais ainda
existentes em seu entorno ou que fazem parte do imaginário dos habitantes locais, dada as transformações
e intervenção do homem na natureza. Se quer com isso, muito mais que um mero exercício de
consolidação de habilidades, de aprendizagens cognitivas formalizadas no currículo escolar na área de
linguagens, objetiva-se a oportunidade de escrever a história do outro e de si mesmo/a através do resgate
de memórias e da escrita literária.
Na verdade, a partir do olhar para a própria comunidade, para o seu povo, os/as estudantes terão a
possibilidade de resgatar lembranças, representadas em formato de causos ou por meio de outros tipos de
narrativa reverberadas através de práticas de linguagem, mas que ainda resistem ao tempo ou que tenham
sido silenciadas pela própria dinâmica de transformação do seu território.
Outro ponto de grande relevância neste Componente, é colocar o/a estudante frente a frente com a riqueza
e diversidade de paisagens naturais do Estado de Alagoas que, como afirma Cavalcante (2005, p.02),
destaca-se como atrativo turístico que o enquadra na denominação de “paraíso das águas”, contando com
um extenso litoral, composto por águas doces e salgadas. Segundo o mesmo autor, são quase 400 rios, 44
lagoas e 230 quilômetros de praias. Percorrendo cada canto do território alagoano, também, é possível
encontrar lagos, lagunas, açudes, riachos, cachoeiras e poços subterrâneos.
³ Mikhail Bakhtin conceitua de “cronotopo” (literalmente, "espaço- tempo") a ligação intrínseca das relações
temporais e espaciais que são artisticamente expressas na literatura. Esse termo é empregado em
matemática, e foi introduzido como parte da Teoria da Relatividade de Einstein.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Cachoeiras em Alagoas.
Disponível em:
https://culturaeviagem.wordpress.com/2022/01/16/cachoeiras-em-alagoas/
Cachoeiras em Alagoas.
Disponível em:
https://culturaeviagem.wordpress.com/2022/01/16/cachoeiras-em-alagoas/
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Que gênero é esse? A ENTREVISTA, nas suas diferentes aplicações, é uma técnica de interação social,
de interpenetração informativa, quebrando assim isolamentos grupais, individuais, sociais; pode
também servir à pluralização de vozes e à distribuição democrática da informação.
MEDINA, Cremilda de Araújo. Entrevista: o diálogo possível. 3. ed. São Paulo: Ática, 1990.
Como afirma Marcuschi (2008, p. 195), a entrevista faz parte do domínio do jornalismo, que apresenta um
número considerável de gêneros discursivos orais e escritos, responsáveis pela produção de ações
comunicativas com propósitos e objetivos específicos, conforme se pode observar no quadro apresentado
abaixo:
Heterogeneidade Oralidade
Quadro: 2
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gênero e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
Nesta etapa da atividade, a entrevista pode ser construída de várias formas, sob o ponto de vista de cada
grupo, buscando-se captar nas vozes dos/as entrevistados/as, singularidades, memórias individuais e
coletivas do passado e do presente e percepções próprias; mas é muito importante que o/a professor/a
apresente ao/às estudantes possibilidades, estratégias, exemplos e referências para subsidiar o seu
desenvolvimento.
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Na abordagem que se pretende aplicar no componente “Encantos das Águas”, muito além de trazer o
elemento “água” como ponto de partida para diversas reflexões, se quer considerar os contextos dos
sujeitos, de suas vivências, e a relação entre espaço e tempo que, inevitavelmente, de modo intencional ou
inconsciente, eles/as consolidam em suas experiências com a natureza e com suas práticas de linguagem.
Desse modo, pretende-se revisitar elementos do imaginário popular por meio das vozes de sertanejos/as,
ribeirinhos/as, indígenas, quilombolas, entre outros; valorizando a contação de histórias/estórias, os
sotaques, as expressões regionais, as representações artísticas, promovendo, especialmente, encontros de
gerações, incluindo assim, a voz de idosos/as, tantas vezes silenciadas na passagem do tempo.
É prioritário ouvir os/as estudantes previamente sobre o conhecimento que possuem e experiências
anteriores com o gênero, os recursos que podem ser utilizados, tecnológicos ou não, e os meios úteis para
registrar os relatos, as imagens e as filmagens dos/as entrevistados/as. Assim, pode orientá-los/as,
apresentando um roteiro para o desenvolvimento da entrevista:
Durante a entrevista, os/as estudantes poderão fazer perguntas que julgarem relevantes, tendo em mente
o planejamento para efetivação do produto final da atividade a culminar na produção do curta-metragem.
Nesse sentido, alguns dos questionamentos indicados abaixo podem ser direcionados aos/às
entrevistados/as para cumprir esse objetivo:
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COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
A entrevista deve ser um instrumento em que fique demonstrado claramente o respeito à comunidade e
aos seus integrantes, à diversidade e pluralidade de ideias e manifestações identitárias, culturais e
linguísticas, além da estrita observância aos direitos de imagem que, no contexto da legislação brasileira,
refere-se ao direito individual e inviolável de cada pessoa sobre sua própria imagem, garantindo-lhe o
controle e proteção contra sua utilização não autorizada.
AVALIAÇÃO
Professor/a, as questões orientadoras que integram cada uma das atividades desenvolvidas, podem ser
muito bem aproveitadas também para a avaliação. Retomar as questões e favorecer a reflexão e escrita
dos/as estudantes em resposta a elas, torna-se um ótimo exemplo de avaliação do processo de
aprendizagem.
SISTEMATIZAÇÃO
Na última etapa do percurso proposto na Atividade 3 do Componente “Encanto das Águas”, o/a professor/a
pode sugerir a produção de um curta-metragem com os resultados da entrevista realizada. Nele, além das
vozes dos depoimentos e relatos, será possível incluir representações imagéticas, como fotografias e
filmagens das paisagens da comunidade.
Para produção do curta-metragem, será preciso orientar os/as estudantes sobre as possibilidades dessa
construção e os recursos a serem utilizados. Para isso, oportunamente, pode ser utilizado como material
orientador o Caderno Docente “Orientações para Produção do Gênero Documentário”, disponível no portal
do Programa Escrevendo o Futuro, do Cenpec, responsável pela Olimpíada de Língua Portuguesa, ou outro
material indicado pelo/a professor/a ou pesquisado pelos/as estudantes.
SAIBA MAIS
82
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Coletânea.
Disponível em:
https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/caderno/documentari
o/coletanea/
Após concluírem a produção do curta-metragem, cada grupo poderá socializar sua produção na sala de
aula para os/as demais. É nesse momento que compartilharão suas experiências, técnicas e recursos
utilizados e refletirão sobre o percurso das atividades que realizaram.
A mediação do momento avaliativo deve ser feita de modo que seja possível verificar qualitativamente a
condução e desempenho do grupo, tanto o envolvimento individual de cada componente, como o
comprometimento coletivo com cada etapa. Desse modo, ainda com as apresentações das produções, será
possível revisá-las e aperfeiçoá-las com o olhar e contribuição de todos/as.
Após os ajustes indicados e aprimoramentos sugere-se, como ponto alto do Componente “Encantos das
Águas”, que o curta-metragem seja exibido à comunidade escolar na mostra cultural que será proposta na
Atividade 4.
AVALIAÇÃO
Professor/a, oriente que os/as estudantes considerem a trajetória que realizaram até aqui, por meio de
uma autoavaliação. Em função do acompanhamento que realizou ao longo das atividades propostas
neste percurso, de seus registros sobre falas e produções dos/as estudantes, prepare uma devolutiva
para o coletivo da turma ou, se for o caso, para grupos ou até estudantes individualmente. Destaque os
avanços, conquistas, aprendizagens em relação ao que se esperava deles neste percurso. Para isso,
retome as habilidades listadas no início do documento, esperadas para o desenvolvimento dos/as
jovens.
83
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 4
INTRODUÇÃO
Na última atividade do Componente “Encantos das Águas” propor-se-á aos/às estudantes consolidar as
competências e habilidades referenciadas nas propostas didáticas vivenciadas até esse ponto do percurso,
tomando os produtos construídos como objetos de análise para sua revisão, aperfeiçoamento e melhoria, a
fim de que sejam apresentados e apreciados pela comunidade escolar. Nessa perspectiva, sugere-se que a
escola se torne palco para uma culminância artística e cultural em que as águas naturais da comunidade e
do Estado de Alagoas, sob os múltiplos olhares, as diversas (re)releituras e (res)significações do território
construídas e a capacidade criativa dos/das estudantes, sejam representadas. Busca-se, nesse sentido, que
tais produções autorais sirvam para mobilizar a comunidade, levantando questões sensíveis relacionadas à
cidadania, à diversidade, ao cuidado, à preservação e utilização das águas naturais, o que estimulará a
consciência e a postura coletivas frente aos desafios atuais do território.
Objetivando aprofundar conhecimentos por meio de competências e habilidades do RecAL, os/as
estudantes serão instigados/as a elaborar textos que possam dialogar com a comunidade sobre a temática
da água e todas as questões e problemáticas que ela engloba; assim como apurar o olhar para o território e
desenvolver uma escrita autoral de textos nos diferentes campos de atuação social e para diferentes
finalidades. Projeta-se, com a proposta, mobilizar as habilidades dos itinerários formativos associada às
Competências Gerais da BNCC EMIFCG01 e EMIFCG06; as habilidades específicas dos Eixos Estruturantes
EMIFLGG07 e EMFLGG08; as competências e habilidades do RecAL próprias da área de linguagens
EM13LGG304 e EM13LGG305; e as habilidades do componente de Língua Portuguesa para o Ensino Médio,
EM13LP11, EM13LP15 e EM13LP27.
O/a professor/a pode iniciar o encontro solicitando aos/às estudantes que resgatem as produções que
fizeram nas atividades 1, 2 e 3 para avaliarem quais serão utilizadas na atividade final do componente.
Desse modo, será oportuno promover os ajustes e organizá-los do modo como acharem adequado para
atender aos objetivos que definirão para os próximos passos a serem dados. Outro ponto muito
importante é trazer para o centro do encontro os registros realizados nos diários de bordo ao longo do
percurso. É partindo deles que será possível indicar melhorias, considerando percepções registradas,
aprendizados e informações relevantes não contemplados nas produções anteriormente.
Em posse das produções e dos registros, estejam estes dispostos em formato físico ou virtual, mesmo
tendo sido construídos individualmente ou em grupos; os/as estudantes devem ser mobilizados a avaliar a
qualidade de suas produções, as possíveis adequações para apresentação delas ao público, se refletem a
mensagem que objetivaram transmitir, se precisam de melhorias ou aprimoramentos, se possuem a
capacidade de provocar sensações, inquietações e sentimentos no público e se são representações que
traduzem valores éticos, morais, democráticos e inclusivos condizentes com os propósitos sociais e
educativos. Esse é um momento de troca de percepções e experiências, de trabalho coletivo, de
compartilhamento de opiniões e de contribuição mútua entre toda turma.
Para ajudar os/as estudantes a fazerem essa retomada e realizar a seleção das produções mais relevantes
desenvolvidas no componente “Encantos das Águas, o/a professor/a pode apresentar o quadro que
sintetiza, na ordem em foram indicadas, as principais atividades propostas durante a execução deste
componente:
84
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Favorecer o reconhecimento de
Imagens de Djavan
personalidades alagoanas.
Quadro: 3
85
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Como foi destacado no início do componente, valendo-se de alguns gêneros discursivos, as atividades
propostas no componente “Encanto das Águas” intencionam, de forma muito explícita, referenciar a
temática “águas naturais”, possibilitando a construção de novos significados com vistas a ampliar o gosto
pela leitura e compreensão de gêneros discursivos, exercitando a avaliação, a análise e o posicionamento
crítico sobre a realidade por meio de um olhar subjetivo para dentro do sujeito, para suas relações com o
mundo e com o seu território.
Dentro do amplo campo das linguagens humanas, as manifestações criativas analisadas e produzidas
buscaram traduzir a forte simbologia cultural identitária que relacionou a vida humana com a natureza,
vivenciadas em produções de vários/as artistas alagoanos/as. Seja por meio da música e das imagens
fotográficas; do trabalho com as palavras na (auto)biografia e no texto literário; ou das vozes, memórias e
cenários na entrevista como também no curta-metragem, foi possível mergulhar nas “águas do
conhecimento”. Em todas as atividades propostas, os/as estudantes foram levados/as a experienciar e
reconhecer o território no qual estão inseridos/as numa perspectiva permeada por diferentes práticas de
linguagem que possibilitaram a imersão nos espaços e paisagens naturais - reais e imaginários - que fazem
parte do Estado de Alagoas e das suas comunidades.
O último desafio proposto neste Componente visa consolidar as habilidades e experiências adquiridas ao
longo de todo o percurso, situando o/a estudante mais ainda no centro do processo de aprendizagem;
estimulando sua autonomia, protagonismo e criatividade, além de promover diálogos com seus pares e
com a comunidade escolar. Diferentemente das atividades anteriores, mais centradas em propostas
didáticas com foco em trabalhos individuais ou em pequenos grupos, a Atividade 4 será desenvolvida
coletivamente, resultando numa produção de toda a turma. Para isso, o/a professor/a será indispensável
para garantir a mediação efetiva junto aos/às estudantes, a fim de que construam e apresentem um projeto
artístico cultural que gere impactos e possa repercutir positivamente na comunidade, oportunizando
reflexões sobre as questões relacionadas às águas naturais no âmbito local e regional.
Será retomada a experiência adquirida na exposição artístico fotográfica “ESSAS ÁGUAS E EU” -
recomendada como culminância na Atividade 2 - na qual foram compartilhados, com os/as demais
estudantes e integrantes da escola, os resultados da pesquisa sobre fotógrafos/as alagoanos/as e as
produções artísticas autorais dos/das estudantes, criadas durante as experimentações promovidas ao
longo das etapas daquela atividade. Dando seguimento à etapa final do componente, sugere-se a realização
de uma mostra artística cultural aberta à comunidade escolar, que pode ser intitulada “MEU POVO E
NOSSAS ÁGUAS” ou outro nome escolhido entre os/as estudantes, no qual fique explícito o olhar de quem
integra o território e as relações que estabelecem com a “água”.
Os encontros dessa última atividade - nas etapas introdução, desenvolvimento e sistematização - devem ser
dedicadas para que se ponha em prática o planejamento objetivando a concretização da mostra. Este
evento, dado o espectador que pretende atingir, exigirá atenção em cada detalhe, pois assim será bem-
sucedido e capaz de gerar na comunidade os resultados e impactos esperados. Nesse sentido, o/a
professor/a deve distribuir seus encontros considerando os dias letivos ainda disponíveis para o
componente, visando o cumprimento do cronograma e a execução das ações indispensáveis para a
efetivação do evento.
Na introdução, como já mencionado anteriormente, espera-se que os/as estudantes revisitem as produções
elaboradas desde o início do componente até a Atividade 3. Pretende-se, dessa forma, que possam, juntos
e colaborativamente, realizar o aperfeiçoamento e as adequações necessárias; além de selecionar as
produções que serão exibidas para a comunidade escolar. No desenvolvimento, será proposta a execução
de oficinas mão-na-massa com diversos gêneros discursivos - tradicionais e/ou digitais - para criações
baseados em práticas de linguagem que auxiliem para disseminação, orientação, divulgação,
conscientização e mobilização da comunidade nas questões relacionadas à utilização, à preservação e à
conservação dos recursos naturais do território, especialmente no que diz respeito às águas naturais. Por
último, a sistematização dará conta da execução das ações idealizadas para o término do componente com
a culminância - que resultará na realização da mostra - devendo esta ser uma experiência que envolva toda
a turma em que cada estudante exerça papel significativo de protagonismo e autonomia; aproveitando
suas habilidades e aptidões, assim como mantendo o respeito às suas singularidades.
86
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, ao longo das sugestões de atividades, são possíveis diferentes formas de avaliação e
autoavaliação da aprendizagem, destacando seu caráter processual e formativo. Seja através de um
instrumento avaliativo ou de suas observações em sala de aula, priorize o registro das evidências de
aprendizagem, de medidas de engajamento e as devolutivas aos estudantes. Esses registros indicarão
se os objetivos de aprendizagem estão sendo atingidos e lhe darão melhor suporte para adequar as
propostas às necessidades da sua turma e as devolutivas.
DESENVOLVIMENTO
Nessa perspectiva, o sujeito está em constante construção, seja a partir do contato com o outro, pelo
encontro com a palavra do outro, em variadas situações sociais e em diferentes momentos de sua vida.
Sendo assim, é imprescindível trazer para a escola a multiplicidade de práticas de linguagem com as quais
os/as estudantes têm contato fora dela e que se efetivam nos diversos campos de atuação social. Dessa
maneira, intenciona-se torná-los/las ativos/as na interação leitora e produção escrita na escola e para além
de seus muros.
Para efetivar competências e habilidades por meio de uma aprendizagem significativa, serão utilizados
alguns gêneros discursivos recorrentes nas práticas de linguagem do cotidiano, inseridos nos diferentes
campos de atuação social, tendo por objetivo impulsionar a comunicação entre sujeitos. Os gêneros
discursivos abaixo destacados são sugestões para serem utilizados com a turma, não impedindo o trabalho
com outros que podem ser escolhidos por professores/as e/ou estudantes, visto que há uma gama de
opções disponíveis.
87
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
“Os gêneros virtuais imersos na Internet e suportados pelos sites apresentam-se como espaço da
escrita diferenciado, os quais não possuem limitações geográficas e temporais, pautados numa lógica
multidimensionada que permite ao leitor/escritor coordenar seu acesso às informações conforme
preferências pessoais, de acordo com seus interesses, bem como interagir na produção de
informação.”
“Todos os gêneros ligados na Internet são eventos textuais baseados na escrita. Na Internet, a escrita
continua essencial, apesar da integração da imagem e do som”.
“Todos os gêneros ligados na Internet são eventos textuais baseados na escrita. Na Internet, a escrita
continua essencial, apesar da integração da imagem e do som”.
“Tecnicamente, um hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras,
páginas, imagens, gráficos ou partes gráficas, sequências sonoras, documentos complexos que podem
eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda
conosco, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular.
Navegar em um hipertexto significa, portanto, desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão
complicada quanto possível. Isso porque cada nó pode conter uma rede inteira”.
“Estamos chegando à forma de leitura e de escrita mais próximo do nosso próprio esquema mental:
assim como pensamos em hipertexto, sem limites para a imaginação de cada sentido dado a uma
palavra, também navegamos nas múltiplas vias que o novo texto nos abre, não mais em páginas, mas
em dimensões superpostas que se interpenetram e que podemos compor e recompor em cada
leitura.”
88
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Campanha
Quadrinho Fanzine Carta aberta Propaganda
publicitária
Fórum de Manual de
Blog Tirinha Charge
discussão instrução
Quadro: 4
Diante das possibilidades apresentadas, espera-se que nem todos os gêneros sejam conhecidos pelos/as
estudantes. É partindo disso, no entanto, que será proposta a realização de oficinas mão-na-massa que
auxiliem na disseminação de informações e orientações relevantes junto à comunidade, contribuindo na
divulgação, conscientização e mobilização para as questões relacionadas aos recursos naturais do território,
especialmente no que diz respeito a sua utilização e conservação.
SAIBA MAIS
Neste espaço estão indicados alguns sites contendo opções de trabalhos, planos de aula, vídeos,
tutoriais e outras informações sobre os gêneros discursivos que podem ser socializados junto aos/às
estudantes.
89
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
90
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
91
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
O que é um E-zine?
Disponível em:
https://www.e-zine.ufscar.br/institucional/e-
zine#:~:text=Transita%20entre%20a%20revista%20eletr%C3%B4nica,no%20a
mbiente%20tradicional%20da%20academia
Wiki na educação.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/educacao/wiki-na-educacao.htm
92
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Carta aberta.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-aberta.htm
93
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Dentre as formas com as quais se pode iniciar o trabalho de leitura e escrita de textos, que serão
produzidos e utilizados posteriormente para mediar o diálogo com a comunidade, está a seleção/escolha
de gêneros discursivos. Após a etapa de escolha, será o momento de pesquisar e trazer para a escola
alguns exemplos dos gêneros em estudo - já conhecidos ou desconhecidos - o que pode ser feito em duplas
ou grupos utilizando a metodologia da sala de aula invertida. Nessa metodologia, os/as estudantes realizam
estudos e pesquisas com autonomia, e estes serão compartilhados com o coletivo. Posteriormente, os
grupos de estudantes podem organizar-se para compartilhar os conhecimentos relacionados aos gêneros
discursivos pesquisados, ação implementada sob mediação docente.
Na sequência, serão feitas as análises textuais, buscando-se coletar informações a respeito da estrutura do
gênero discursivo, os elementos que o compõem e outras particularidades. Com isso, espera-se que os/as
estudantes ampliem seu repertório em relação às práticas de linguagem e a diversidade de gêneros e os
contextos em que são produzidos e podem ser utilizados. Os tópicos abaixo irão auxiliar nessa atividade
inicial, de acordo com o gênero discursivo que despertou o interesse dos/das estudantes:
94
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Cartilha Vlog
Quadro: 5
Com relação aos gêneros discursivos digitais, é importante atentar para as seguintes características:
Objetividade; Frases curtas e diretas; Mescla de elementos textuais e audiovisuais; Uso de hipertexto;
Interatividade com os/as leitores/as e/ou espectadores/as; Dentre outras que serão identificadas nos
momentos de contato com os gêneros discursivos digitais.
No decorrer das atividades do Componente “Encanto das Águas”, foi possível observar diferentes
percepções sobre as águas no território dos sujeitos. Agora é o momento de retomar questões levantadas e
os problemas percebidos ao longo das produções para discutir a temática na escola e para além dela.
Sendo assim, é imprescindível recuperar, nos diários de bordo, nas produções textuais e imagéticas, quais
pontos podem ser aprofundados num trabalho mais amplo de sensibilização da comunidade.
Quanto à abordagem sobre as águas naturais no território, cabe pensar detalhadamente sobre a escrita
dos textos. Inicialmente, os/as estudantes irão sistematizar o projeto de escrita. Desta maneira, com o
intuito de auxiliar o planejamento da escrita, destacamos alguns aspectos a serem considerados durante a
escolha da temática e do gênero discursivo para a produção textual. O quadro abaixo pode ser preenchido
durante o momento de troca de ideias:
Quadro: 5
PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
Ação proposta por meio do gênero textual O que será feito? Qual gênero será utilizado?
Quadro: 6
95
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
De posse da primeira versão dos gêneros textuais elaborados, os/as estudantes podem compartilhar, uns
com outros, as habilidades e técnicas utilizadas e avaliarem se os objetivos pretendidos foram
explicitamente materializados em suas produções. Caberá ao/à professor/a, nesse sentido, criar um
ambiente propício que resulte numa avaliação respeitosa e colaborativa entre os/as estudantes. É nesse
momento que ele pode contribuir com feedbacks e sugestões, considerando sua expertise e experiência
para, de algum modo, qualificar ainda mais o que será apresentado à comunidade escolar pela turma.
Considerando a realização da Mostra Artística Cultural “MEU POVO E NOSSAS ÁGUAS”, uma boa produção
na oficina será aquela em que fique explícita a abordagem de um tema relevante para comunidade, que
toque em aspectos da temática deste Componente; a escolha por um gênero discursivo que seja eficaz em
seu propósito comunicativo; a relevância e o caráter sensibilizador da mensagem que se quer transmitir; o
uso da linguagem que considere o público-alvo; os detalhes e capricho na elaboração das produções; e a
forma criativa e inventiva como o trabalho é apresentado aos espectadores, seja por meio de recursos
físicos ou virtuais.
AVALIAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
Nessa etapa do percurso, o/a professor/a distribuirá os últimos encontros para que os/as estudantes se
dediquem a realizar as ações necessárias para efetivação da mostra artístico cultural “MEU POVO E NOSSAS
ÁGUAS”. Após a revisão e seleção das produções que serão apresentadas e de ter construído materiais de
divulgação e sensibilização nas oficinas mão-na-massa, será o momento para a turma se debruçar sobre
cada detalhe para garantir o sucesso do evento.
O/a professor/a deve aproveitar o envolvimento de todos/as para avaliar qualitativamente a condução e
desempenho dos/as estudantes, tanto o envolvimento individual de cada componente, como o
comprometimento coletivo enquanto grupo.
Sugere-se que a mostra seja realizada no espaço da escola que comporte, de forma confortável, o público
previsto, considerando suas eventuais necessidades e adaptações para acessibilidade de pessoas com
deficiência, com limitação motora, sonora ou visual. Se não for possível realizar na escola, pode-se pensar
em outro espaço disponível na comunidade. Como proposto na culminância da Atividade 2, os tópicos
descritos visam ajudar no planejamento e organização do evento:
Cronograma;
Função de cada integrante do grupo;
Espaço da exposição/Acessibilidade/Identificação visual do evento/Layout;
Seleção de produções que serão apresentadas/expostas no evento/Formas de exposição das
produções/Disposição das produções no espaço disponível;
Recursos necessários para realização da mostra;
Agenda do evento/Atrações/Participações especiais;
Divulgação/Meios de divulgação e engajamento para participação;
Acolhimento ao público/Ambientação sonora;
Vestimenta do grupo/Disposição dos componentes no espaço;
Parcerias com outros atores da escola/comunidade;
Avaliação de resultados após realização do evento.
96
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Com tudo planejado, será a hora de “colocar o time em campo” e concretizar esse momento de modo que o
público presente seja acolhido e estabeleça uma relação de pertencimento com o que vê e “mergulhe” nas
águas naturais do seu território, partindo de lugares e olhares inéditos por meio dos recortes, das
manifestações e das práticas de linguagem nas produções apresentadas.
SAIBA MAIS
Professor/a, estão disponíveis sites com sugestões diversas, como projetos de intervenção
interdisciplinares, gincana, mostra, materiais para sensibilização, curso, museu virtual, reciclagem da
água, entre outros. É importante uma visita prévia para selecionar quais poderão ser utilizados em sala,
considerando os recursos a serem utilizados.
97
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
Água e Gênero.
Disponível em:
https://www.escolavirtual.gov.br/curso/834
98
COMPONENTE 2 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, no encerramento do componente, pode-se propor uma roda de conversa com os/as
estudantes para que, conjuntamente com o/a professor/a, avaliem o percurso formativo e a
repercussão da mostra cultural na comunidade. Nesse momento avaliativo será relevante refletir sobre
como tudo aconteceu, se o evento foi capaz de mobilizar o público espectador a fazer profundas
reflexões, interpretações e releituras transformadoras e significativas do seu território, como se
intencionou.
99
COMPONENTE 3 - ALIMENTOS D’ÁGUAS
ALIMENTOS D’ÁGUAS
INFORMAÇÕES GERAIS:
O componente “Alimentos d’águas” contém sugestões de atividades voltadas para a formação cidadã
dos/as estudantes no que se refere a questões que envolvem uso da água e dos alimentos provenientes
dela, considerando dados estatísticos. Tanto águas como alimentos permeiam o cotidiano de todas as
pessoas e estão contemplados em dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU: 2
“Fome zero e agricultura sustentável” e 6 “Água potável e saneamento”. É importante que os/as estudantes
possam incorporar valores e reunir dados e evidências que contribuam para a tomada de decisões
conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis nesses contextos. As atividades sugeridas
misturam diferentes abordagens de ensino de Ciências que são voltadas para a formação cidadã. No
decorrer deste componente, os/as estudantes serão convidados/as a investigar as mudanças que
ocorreram em processos de análise de dados sobre a produção de alimento ao longo do tempo e seus
impactos sociais. Analisando a realidade de populações ribeirinhas, selecionadas pelos/as estudantes, irão
reconhecer as questões envolvidas na relação com a água para produção e higienização de alimentos.
Através de experimentos científicos, os/as estudantes poderão buscar dados, levantar e testar hipóteses
que buscam explicar os processos tecnológicos envolvidos na obtenção e uso das águas. Inspirados/as no
desenvolvimento de tecnologias para a vida fora da Terra, os/as estudantes poderão, ainda, propor
soluções inovadoras para os problemas vivenciados pelas comunidades investigadas por eles/as. A
proposta é que as produções dos/as estudantes sejam registradas em um diário de bordo do componente
para acompanhamento das aprendizagens e para dar suporte à construção do produto final da unidade.
Algumas atividades propostas irão contribuir com o projeto STEAM desenvolvido no componente
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
100
COMPONENTE 3 - ALIMENTOS D’ÁGUAS
HABILIDADE - EM13MAT101
Interpretar criticamente situações econômicas, sociais e fatos relativos às Ciências da Natureza que
envolvam a variação de grandezas, pela análise dos gráficos das funções representadas e das taxas de
variação, com ou sem apoio de tecnologias digitais.
HABILIDADE - EM13MAT102
Competência Específica 2
Propor ou participar de ações para investigar desafios do mundo contemporâneo e tomar decisões éticas e
socialmente responsáveis, com base na análise de problemas sociais, como os voltados a situações de
saúde, sustentabilidade, das implicações da tecnologia no mundo do trabalho, entre outros, mobilizando e
articulando conceitos, procedimentos e linguagens próprios da Matemática.
HABILIDADE - EM13MAT202
Planejar e executar pesquisa amostral sobre questões relevantes, usando dados coletados diretamente
ou em diferentes fontes, e comunicar os resultados por meio de relatório contendo gráficos e
interpretação das medidas de tendência central e das medidas de dispersão (amplitude e desvio
padrão), utilizando ou não recursos tecnológicos.
Competência Específica 3
Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas
implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para
propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e
conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias
digitais de informação e comunicação (TDIC).
HABILIDADE - EMIFCG03
HABILIDADE - EMIFCG06
Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e
plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os
interlocutores pretendidos.
101
COMPONENTE 3 - ALIMENTOS D’ÁGUAS
HABILIDADE - EMIFCG07
Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes: Investigação
Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo.
HABILIDADE - EMIFCNT01
HABILIDADE - EMIFCNT02
Levantar e testar hipóteses sobre variáveis que interferem na dinâmica de fenômenos da natureza e/ou
de processos tecnológicos, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais, utilizando
procedimentos e linguagens adequados à investigação científica.
HABILIDADE - EMIFMAT03
HABILIDADE - EMIFMAT06
Propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais, considerando a
aplicação dos conhecimentos matemáticos associados ao domínio de operações e relações
matemáticas simbólicas e formais, de modo a desenvolver novas abordagens e estratégias para
enfrentar novas situações
HABILIDADE - EMIFMAT08
HABILIDADE - EMIFMAT09
102
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 1
INTRODUÇÃO
Sugerimos que o primeiro momento do componente seja destinado a acolher os/as estudantes e descrever
o tema dentro do contexto do itinerário, Águas Naturais, e do aprofundamento como um todo. Isso irá
ajudar a mostrar a integração entre as atividades e entre os componentes, além de promover o “embarque”
dos/as estudantes no percurso de aprendizagem. Durante a acolhida, procure saber de que forma o
aprofundamento escolhido se relaciona com o projeto de vida dos/as estudantes. Embora o
aprofundamento vise desenvolver habilidades importantes para diversos projetos de vida e também para o
mundo do trabalho, conhecer o interesse dos/as estudantes ajudará a ajustar as atividades à turma, de
forma a promover maior engajamento.
A atividade 1 tem grande potencial para discutir a formação para o mundo do trabalho com os/as
estudantes , pois mobiliza dois aspectos muito relevantes: i) a tecnologia e a importância de seu avanço
para os processos e a sociedade; ii) os processos produtivos e as cadeias envolvidas nesses processos.
Assim, sugerimos que você destaque a importância da formação dos/as estudantes para o ingresso no
mundo do trabalho por meio do desenvolvimento de diferentes habilidades.
Conforme descrito na introdução deste Itinerário, as produções dos/as estudantes serão registradas em um
diário de bordo. Caso esta ideia ainda não tenha sido apresentada à turma, aproveite o momento para falar
sobre como será utilizada esta ferramenta.
SAIBA MAIS
O diário de bordo pode ser construído de forma física (em cadernos ou pastas) ou de forma virtual. A
escolha dependerá do contexto da escola e do acordo entre os/as professores/as dos diferentes
componentes.
Caso seja possível a utilização de um diário de bordo digital, as ferramentas de documentos da Google
(Google Apresentações e Google Docs) podem ser opções interessantes, pois permitem que as
modificações do documento sejam acompanhadas pelo/a professor/a, ficando registradas a data e a
pessoa responsável. Além disso, elas permitem a construção de um documento contendo diferentes
tipos de linguagem (áudio, imagem, vídeo e texto). Estas ferramentas permitem, ainda, a inserção de
comentários numa avaliação do/a professor/a ou em uma avaliação por pares.
O uso da ferramenta Padlet também pode ser uma boa alternativa por
apresentar as produções de forma mais visual,
no formato de painel. E as postagens podem receber comentários do
professor e dos colegas.
Disponível em:
https://pt-br.padlet.com/
Acesso em 29 de outubro de 2023.
103
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
A seguir, sugerimos que seja feita uma atividade de mobilização e diagnóstico, para promover o
engajamento dos/as estudantes e o levantamento de conhecimentos prévios que irão embasar o
planejamento do restante da atividade e do componente.
Para essa mobilização, sugerimos apresentar aos/às estudantes, utilizando, trechos de vídeos ou textos,
algum processo de produção ou obtenção de alimentos na forma como era realizado décadas ou séculos
atrás. Vale aqui trazer também métodos que já eram utilizados no passado e continuam sendo utilizados
atualmente, como o terraceamento e o uso de curvas de nível. Para atrair mais a atenção dos/as
estudantes, é interessante que os processos mostrados estejam relacionados à economia local, a povos
tradicionais relacionados à cultura da comunidade ou a alguma série ou jogo que seja de interesse dos/as
estudantes.
PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
Principais pescados no Brasil segundo o WWF chama atenção para a pesca marinha responsável no
Brasil e na América do Sul.
SAIBA MAIS
104
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Em Belo Horizonte, MG, existe um museu (Museu de Artes e Ofícios) cujo objetivo é contar a história
das atividades produtivas e seu encanto está em mostrar ao público como as atividades de hoje eram
realizadas no passado.
As peças deste museu ou de um espaço semelhante na região da escola podem ser utilizadas na
mobilização. Na sua cidade tem algum museu ou um espaço semelhante? Se for possível uma visita a
um local de preservação de alguns dos processos, a experiência tenderá a ser ainda mais mobilizadora
para os/as estudantes.
105
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Museu A Karandsh.
Disponível em:
http://www.karandash.com.br/pt/Galeria
Revolução Verde.
Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/revolucao-verde.htm
PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
106
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Para estimular a participação de todos/as, ou quando a turma estiver pouco participativa em uma
discussão oral, o levantamento de conhecimentos prévios pode ser feito utilizando a metodologia de
um tapete de ideias (placemat activity). Nessa atividade, os/as estudantes são divididos em pequenos
grupos e, em um cartaz, todos/as os/as integrantes possuem um espaço para responder a um
questionamento. Em seguida, o grupo ouve a opinião de todos/as e constrói sua resposta com base na
contribuição coletiva.
AVALIAÇÃO
Professor/a, ao longo das sugestões de atividades, serão apontados diferentes pontos de avaliação da
aprendizagem, destacando seu caráter processual e formativo.
Seja utilizando um instrumento avaliativo ou de suas observações em sala de aula, priorize o registro
das evidências de aprendizagem, de medidas de engajamento e as devolutivas aos/às estudantes.
Esses registros indicarão se os objetivos de aprendizagem estão sendo atingidos e lhe darão melhor
suporte para adequar as propostas às necessidades da sua turma e as devolutivas.
DESENVOLVIMENTO
Após as atividades iniciais, propomos que os/as estudantes investiguem, em sua comunidade ou região, as
variáveis que interferiram na dinâmica dos processos tecnológicos envolvidos na produção de alimentos
(agricultura, pesca, coleta ou preparo) ao longo do tempo (EMIFCNT01). Para isso, sugerimos que eles/as
realizem um levantamento bibliográfico e entrevistas com pessoas que conviveram ou convivem de perto
com diferentes técnicas e equipamentos empregados nesses processos ou mesmo considerando a moradia
das pessoas. A intenção é investigar como os alimentos eram obtidos e como são atualmente, como eram
higienizados e como é a higienização atual. Caso seja necessário, você pode convidar profissionais
envolvidos na produção de alimentos para conversar com os/as estudantes em videoconferências, caso
exista dificuldade de eles/as encontrarem fontes que os/as ajudem a perceber as alterações no processo de
produção. Provavelmente, no quesito das moradias e preparo dos alimentos, esse levantamento se mostra
mais simples por ser facilmente acessado por pessoas da comunidade.
Como as pessoas envolvidas na produção de alimentos são impactadas com a implementação de novas
tecnologias?
107
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Por que mudanças, principalmente as apoiadas por tecnologias, vêm sendo continuamente
implementadas na produção de alimentos?
Sabemos que toda tecnologia apoia um ponto, mas pode causar danos que não foram previstos, tanto
para as pessoas quanto para o ambiente. Existem casos como esse em sua região?
SAIBA MAIS
Geralmente, podemos encontrar informações científicas nos portais de busca, como Google Acadêmico
e Scielo. Também são relevantes as páginas de universidades, institutos federais e órgãos públicos de
pesquisa e do poder executivo, como Fiocruz, Embrapa, Anvisa, os diferentes Ministérios do Brasil e
Secretarias Estaduais/Municipais.
Alguns textos que são boas fontes de informações e servem como exemplo de fontes científicas sobre
a evolução do cultivo da cana-de-açúcar:
Sugerimos que, inicialmente, seja feito um planejamento das estratégias de investigação. Para isto, a turma
pode ser dividida em grupos e cada grupo investiga um processo diferente. Também pode ser escolhido
um único processo e cada grupo se encarrega de investigar aspectos diferentes do mesmo.
O planejamento deve envolver um roteiro, os locais de pesquisa, as fontes e os prazos de entrega. No caso
das entrevistas, será preciso verificar a disponibilidade de os/as estudantes entrarem em contato com essas
pessoas ou se há a possibilidade de as pessoas serem entrevistadas, irem até a escola. Será necessário,
ainda, definir um roteiro de entrevista semi-estruturada, dada a diversidade e complexidade do tema. Com
relação à pesquisa bibliográfica, é importante orientar os/as estudantes sobre como encontrar boas fontes
de informações científicas para embasar a pesquisa e sobre a necessidade de indicar corretamente as
fontes utilizadas. Caso os/as estudantes não tenham acesso à internet, é possível selecionar previamente
alguns textos justificando a escolha das fontes.
108
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Para organizar as informações obtidas e tornar o processo visual, os/as estudantes podem construir uma
linha do tempo (digital ou não). A linha do tempo deve conter os avanços tecnológicos e suas implicações
sociais e ambientais, considerando os diferentes pontos de vista levantados. Acompanhe a produção dos/as
estudantes ao longo do processo e dê devolutivas que os/as ajudem a realizar melhorias. Se considerar
necessário, elabore um checklist que possa orientar os/as estudantes na construção da linha do tempo.
Caso as pesquisas dos/as estudantes sejam focadas tanto na produção de alimentos (agricultura, pecuária,
agroindústria, extrativismo [vegetal, mineral, animal] e etc) quanto no preparo dos alimentos, será
interessante construir duas linhas do tempo independentes para tornar a visualização mais clara.
Algumas ferramentas digitais gratuitas que possibilitam a construção da linha do tempo são: PowerPoint,
Google Apresentações, Padlet, Canva, Flippity e Genially. Caso seja utilizada uma ferramenta digital com a
qual os/as estudantes não estão familiarizados, será necessário destinar um tempo dos encontros para
esta aprendizagem. A linha do tempo digital pode ser facilmente adicionada aos diários de bordo. Caso a
linha do tempo seja física, ela pode ficar exposta na sala de aula e ser registrada por meio de fotos e de
forma resumida no diário de bordo. Isso servirá, não apenas como registro do processo de aprendizagem,
mas como fonte de consulta para as atividades seguintes e também de outros componentes deste
Itinerário.
AVALIAÇÃO
Professor/a, oriente que os/as estudantes considerem a trajetória que realizaram até aqui, por meio de
uma autoavaliação. Em função do acompanhamento que realizou ao longo das atividades propostas
neste percurso, de seus registros sobre falas e produções dos/as estudantes, prepare uma devolutiva
para o coletivo da turma ou, se for o caso, para grupos ou até estudantes individualmente. Destaque os
avanços, conquistas, aprendizagens em relação ao que se esperava deles neste percurso. Para isso,
retome as habilidades listadas no início do documento, esperadas para o desenvolvimento dos/as
jovens.
109
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SISTEMATIZAÇÃO
Para encerrar a primeira atividade, sugerimos que os/as estudantes retomem, no diário de bordo, o quadro
inicialmente produzido e registrem o que mudou em relação ao que haviam respondido. Quais outros
processos foram identificados e quais novas justificativas podem acrescentar?
Se houver disponibilidade do uso de celulares ou computadores ao longo das atividades, sugerimos que
os/as estudantes gravem vídeos ou podcasts, de até 2 min de duração, contando fatos interessantes que
descobriram nas pesquisas, entrevistas e experimentações. Os vídeos podem utilizar ou não a imagem
dos/as estudantes. Caso utilizem, é importante conversar com a coordenação sobre a autorização para
publicação do material, disponibilizando-os em redes sociais relacionadas à escola.
A proposta é criar “pílulas de conhecimento” (atividade 3) que podem ser compartilhadas com a
comunidade ao final do componente, divulgando o trabalho feito pelos/as estudantes. Uma alternativa aos
vídeos/podcasts é a produção de textos curtos, cartazes ou panfletos. Estes materiais funcionam também
como exercício de síntese e de comunicação, habilidades importantes para o mundo do trabalho.
AVALIAÇÃO
Professor/a, oriente que os/as estudantes considerem a trajetória que realizaram até aqui, por meio de
uma autoavaliação. Em função do acompanhamento que realizou ao longo das atividades propostas
neste percurso, de seus registros sobre falas e produções dos/as estudantes, prepare uma devolutiva
para o coletivo da turma ou, se for o caso, para grupos ou até estudantes individualmente. Destaque os
avanços, conquistas, aprendizagens em relação ao que se esperava deles neste percurso. Para isso,
retome as habilidades listadas no início do documento, esperadas para o desenvolvimento dos/as
jovens.
ATIVIDADE 2
INTRODUÇÃO
Na primeira atividade, os/as estudantes investigaram sua própria comunidade sobre as mudanças na
produção de alimentos ao longo do tempo e analisaram suas consequências sob diferentes pontos de vista.
Agora, aproximando do tema deste itinerário, Águas Naturais, e ampliando os horizontes, propomos que
os/as estudantes analisem questões sobre nutrição e saúde no contexto de diferentes comunidades que
tenham uma relação estreita com cursos d’água (EMIFCNT01 e EMIFCG07). Ampliar os horizontes ajuda a
enxergar outras realidades e outras possibilidades, o que é importante para o desenvolvimento do projeto
de vida dos/as estudantes.
Os processos de produção dos alimentos, desde a coleta/pesca, criação ou cultivo, variam não apenas com
o tempo, mas também com a realidade de diferentes lugares e povos. Isso vale também para os hábitos
alimentares, os modos de obtenção e preparo de alimentos e a relação das pessoas com a água.
Para que os/as estudantes reconheçam e analisem as questões culturais, sociais e ambientais envolvidas na
relação alimento, água e saúde de comunidades ribeirinhas/litorâneas, propomos iniciar a atividade com
uma revisão ou levantamento de conhecimentos prévios.
Ao longo da vida escolar, os/as estudantes desenvolvem diferentes habilidades relacionadas a alimentação
saudável, saneamento básico e doenças transmitidas por água e alimentos. No entanto, nem sempre esses
conhecimentos foram consolidados ou são apresentados de forma desconectada pelos/as estudantes. Por
isso, sugerimos que a estratégia de Jigsaw (ou Quebra-cabeça) seja utilizada para associar os conceitos.
110
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
O jigsaw é uma atividade que utiliza o trabalho colaborativo para abordar temas complexos e
conceituais. Ela auxilia a desenvolver ainda a autonomia e a comunicação. Veja a seguir algumas fontes
para aprofundar sobre o tema:
Nessa estratégia, os/as estudantes são separados em grupos de 4 a 6 integrantes e cada um recebe um
material para estudo. Estudantes com o mesmo material são reagrupados para discutirem e se prepararem
para explicar o assunto para seu grupo de origem. Alguns exemplos de temas para serem abordados: O
que é uma alimentação humana saudável? Quais hábitos de higiene são necessários com o corpo e com os
alimentos? Quais doenças podem ser transmitidas pela água ou pelos alimentos? Qual é a importância do
saneamento básico?
O número de temas deve ser igual ao número de integrantes do grupo inicial. Se os estudantes não tiverem
autonomia suficiente para estudar o material, é interessante preparar um estudo dirigido.
SAIBA MAIS
Professor/a, esses materiais podem ser úteis para a atividade, porém, é importante que você faça a
leitura anteriormente e selecione as partes a serem trabalhadas.
Alimentação saudável.
Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/alimentacao-saudavel/
111
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Ao retornarem para os grupos de origem e cada estudante explicar o que aprendeu, os grupos podem
construir um mapa mental mostrando as conexões entre os diferentes tópicos na relação água-alimento-
saúde.
112
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Professor/a, ao longo das sugestões de atividades, serão apontados diferentes pontos de avaliação da
aprendizagem, destacando seu caráter processual e formativo.
Seja utilizando um instrumento avaliativo ou de suas observações em sala de aula, priorize o registro
das evidências de aprendizagem, de medidas de engajamento e as devolutivas aos/às estudantes.
Esses registros indicarão se os objetivos de aprendizagem estão sendo atingidos e lhe darão melhor
suporte para adequar as propostas às necessidades da sua turma e as devolutivas.
DESENVOLVIMENTO
Após o momento inicial, sugerimos que os/as estudantes iniciem uma nova pesquisa. Por terem realizado
uma pesquisa semelhante na atividade anterior, espera-se que tenham maior autonomia para o
desenvolvimento da presente tarefa.
O objetivo da pesquisa é que para cada comunidade investigada os/as estudantes identifiquem: as
condições de higiene e saúde nessas comunidades; os hábitos alimentares; as relações diretas e indiretas
que têm com o rio/lagoa/mar; os problemas relacionados à saúde e nutrição enfrentados. O ideal é que
cada grupo trabalhe com uma comunidade culturalmente ou geograficamente distinta daquelas
pesquisadas pelos outros grupos. Se não for possível uma comunidade para cada grupo, pelo menos duas
comunidades para a turma. Preferencialmente, comunidades locais ou regionais podem ser escolhidas,
mas os grupos também podem investigar comunidades de diferentes regiões do estado, do país ou do
mundo. Além das pesquisas bibliográficas (de textos e vídeos), se possível, os/as estudantes podem entrar
em contato, por meio das redes sociais, com pessoas que vivem ou viveram nesses locais e possam
descrever suas experiências pessoais.
Novamente será necessária a sua mediação para orientar os/as estudantes nas etapas da pesquisa. O
desenvolvimento de uma rubrica de acompanhamento da pesquisa pode ser bastante útil nesse momento.
Tendo feito uma pesquisa anterior, os/as estudantes terão maior autonomia para definir aqueles critérios
que são fundamentais para analisar o sucesso de cada etapa da investigação e os parâmetros que indicam
o melhor e o pior desempenho.
SAIBA MAIS
Águas de Makunaima
Esta narrativa se dedica a explorar a importância das águas subterrâneas e as relações que a
população possui com elas. Lazer, produção agrícola, abastecimento de residências e indústrias, além
dos perigos da contaminação e mau uso da água, são objeto de discussão dos diversos atores. A
narrativa se desenvolve a partir da constatação da dinâmica natural do ciclo hidrológico, ora debatendo
o período chuvoso, das cheias nos corpos d'água e elevação do lençol freático, ora trazendo à tona
questões a partir da estiagem e da vazante dos rios.
113
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Veja alguns exemplos de materiais sobre diferentes comunidades que podem ser utilizados pelos/as
estudantes/as e complementados com outras fontes:
114
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Nesta seção ainda é possível desenvolver estratégias de ensino envolvendo a culinária alagoana, para isso é
necessário que os/as estudantes pesquisem pratos de comidas de sua região que sejam procedentes das
águas doces e/ou salgadas do Estado. Em seguida, pedir para que os/as estudantes criem um cardápio com
os ingredientes do prato. Faça perspectivas de alteração dos ingredientes, como exemplo criar um prato
para 2 pessoas, criar um prato para 4 pessoas, criar um prato para 8 pessoas.
SAIBA MAIS
Ao final da pesquisa, propomos que os estudantes apresentem seus resultados aos colegas em formato de
Carrossel, ou seja, todos os grupos passam por todos os trabalhos. A forma de exposição dos resultados
pode ser elaborada segundo os interesses dos/as estudantes, painel, apresentação de slides, vídeo, etc. Se
desejar, os trabalhos podem ser avaliados pelos pares segundo critérios pré-estabelecidos. Após serem
corrigidas, as pesquisas devem ser adicionadas ao diário de bordo.
115
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
Para estimular o interesse dos/as estudantes pelas apresentações dos/as colegas e para que possam
refletir sobre as semelhanças e diferenças entre as comunidades investigadas, sugerimos a realização de
um quadro comparativo. A proposta é que cada grupo crie um quadro comparando a comunidade
pesquisada com as demais. O quadro deverá ter duas colunas: O que esta comunidade tem de diferente
das outras? e O que esta comunidade tem em comum com as outras? Os quadros podem ser
compartilhados com a turma e complementados com as contribuições dos pontos de vista dos/as colegas.
Após a realização da atividade 2, acreditamos que seja um bom momento para uma autoavaliação dos/as
estudantes. Para isso, propomos uma adaptação da rotina de pensamento chamada Connect, Extend,
Challenge (Conectar, Ampliar, Desafiar em tradução livre). disponível em:
http://www.pz.harvard.edu/resources/connect-extend-challenge. Acesso em 30 de outubro de 2023.
Nesse momento, os/as estudantes são convidados a responder a três perguntas, em seu diário de bordo:
Como as ideias e informações vistas até aqui se conectam com o que você já sabia? De que forma esses
novos conhecimentos ampliaram seus pensamentos, valores e ideias? Quais dúvidas você ainda tem sobre
os temas abordados ou realidades pesquisadas?
AVALIAÇÃO
Professor/a, com base nas respostas da rotina de pensamento, você poderá observar o que os/as
estudantes levarão dos encontros para a vida fora da escola e se identificaram e incorporaram valores
importantes para si e para o coletivo.
Se desejar, você pode incluir nos questionamentos uma pergunta com resposta mais concreta: Como
os conhecimentos construídos poderão contribuir com sua vida após o término do ensino médio?
SAIBA MAIS
116
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 3
INTRODUÇÃO
117
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
A água é utilizada para o preparo dos alimentos, para nossas refeições diárias, em sua higienização e
também para a produção dos alimentos relacionados às ações de plantio, colheita e distribuição. Você
tem ideia da quantidade de água necessária para produzir os alimentos que chegam às nossas mesas?
A figura a seguir mostra exemplos sobre a quantidade para a produção de alguns alimentos:
Nessa perspectiva, sugerimos que os/as estudantes escolham uma receita (preferencialmente algo
relacionado à culinária regional) e realizem uma pesquisa do quantitativo de água necessário para
produzir cada item da receita escolhida (se possível, utilize a quantidade de água proporcional a
quantidade do item sugerido na receita). Esses dados podem ser apresentados por meio de gráficos,
tabelas, infográficos ou até mesmo vídeos, utilizem a criatividade!
Professor/a pode-se também fazer uma reflexão sobre os dados apresentados no gráfico, como o que
você compreende sobre os dados do gráfico? Traga novos produtos produzidos e a quantidade de águas
produzidas? Aqui também podem ser aprofundados a porcentagem, a proporcionalidade e a
probabilidade de dados na produção de alimentos.
A água invisível que "comemos" todo dia sem saber (e seus problemas).
Disponível em:
https://exame.com/economia/a-agua-invisivel-que-comemos-todo-dia-sem-
saber-e-seus-problemas/
118
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Para mais detalhes sobre o jogo, consulte o livro “A sala de aula inovadora: estratégias para fomentar o
aprendizado ativo” (Camargo, F. & Daros, T. Porto Alegre: Penso, 2018).
Veja abaixo algumas sugestões de fontes de consulta para elaboração das afirmativas:
119
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
DESENVOLVIMENTO
Após a mobilização inicial, sugerimos que sejam realizados experimentos que, por exemplo, testem
diferentes técnicas de preparação de alimentos, tipos de utensílios utilizados, processos de preservação ou
formas de tratamento de água para diferentes aplicações. A proposta é que esses experimentos sejam
realizados de forma investigativa, na qual um problema proposto aos/às estudantes deve ser resolvido por
meio de um experimento. A ideia é que os/as estudantes possam formular hipóteses e testá-las.
Por isso, será necessário organizar um tempo para o levantamento das hipóteses, planejamento e
montagem dos experimentos, coleta e análise dos dados e formulação da conclusão em resposta ao
problema inicial.
SAIBA MAIS
O Ensino por Investigação é uma estratégia didática que favorece o protagonismo dos/as estudantes
em sua própria aprendizagem. Nela, o experimento científico deve ser apresentado como um problema
que desperte o interesse dos/as estudantes e sirva como contexto para a aplicação de conceitos
teóricos e práticos. O ensino investigativo desenvolve não apenas a capacidade de resolver problemas,
mas também a argumentação.
Veja abaixo alguns materiais para aprofundamento sobre o Ensino por Investigação.
120
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Os experimentos a seguir podem servir como sugestão e inspiração para o seu planejamento.
A fim de sistematizar as etapas dos experimentos e contribuir com o letramento científico, sugerimos que
os/as estudantes elaborem um pequeno artigo científico, contendo introdução, hipótese, metodologia,
resultados e discussão. Os artigos fazem parte da rotina dos/as cientistas e exercitam a comunicação clara
e objetiva, a capacidade de síntese e a argumentação, habilidades importantes no mundo do trabalho.
Caso os artigos sejam produzidos sem o auxílio de uma ferramenta digital, o livro “A sala de aula inovadora:
estratégias para fomentar o aprendizado ativo”, citado no tópico “saiba mais” dessa atividade, descreve
uma dinâmica interessante. A dinâmica é chamada de “Planejamento de escrita científica por meio de um
diagrama”. Nela, cada grupo recebe um diagrama de uma pirâmide dividida em pelo menos seis fatias, em
um cartaz. De cima para baixo, os/as estudantes devem preencher a pirâmide com post-its contendo as
diferentes partes do artigo.
A partir do diagrama preenchido, você, Professor/a, terá uma ideia geral da produção dos/as estudantes e a
possibilidade de mover as ideias de lugar, além de excluir ou acrescentar, se necessário. Facilitando a
correção.
121
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
O conhecimento científico só faz sentido se for comunicado e promover, de alguma forma, um benefício
para a comunidade em geral. Por isso, sugerimos que este momento seja destinado à produção das “pílulas
de conhecimento” mencionadas na atividade 1.
A proposta é que os conhecimentos científicos obtidos pelos/as estudantes em suas pesquisas ou
experimentos sejam divulgados à comunidade, transmitindo informações que ajudem a melhorar a saúde e
a qualidade de vida das pessoas.
Antes da divulgação, promova um momento de avaliação por pares, utilizando uma lista de critérios
previamente estabelecida. Se o material for produzido de forma digital, sugerimos que as produções sejam
expostas em um mural virtual, como o Padlet, e as avaliações sejam adicionadas na forma de comentários.
Caso as produções sejam em cartazes ou panfletos, sugerimos que elas sejam expostas pela sala ou outro
espaço da escola, juntamente a um cartaz em branco onde os estudantes podem inserir comentários e
sugestões. Cada grupo pode ter uma cor para diferenciar as avaliações. Após receber os comentários
dos/as colegas, cada grupo pode partilhar o que concorda ou não e descrever o que será feito para
melhorar o trabalho.
AVALIAÇÃO
Professor/a, quando a avaliação por pares é aplicada, é importante deixar claro aos/às estudantes o
valor dos pontos de vista diferentes e a necessidade de fazer devolutivas respeitosas.
ATIVIDADE 4
INTRODUÇÃO
Professor/a, as atividades propostas neste componente buscam utilizar o desenvolvimento tecnológico
envolvido na produção de alimentos para desenvolvimento da cidadania e do pensamento científico.
Através das atividades os/as estudantes poderão reconhecer a variação das técnicas e equipamentos em
diferentes épocas e locais e aplicar o pensamento científico para obter respostas a problemas comuns.
Nesta última atividade, propomos que os/as estudantes reconheçam os estudos espaciais como uma fonte
de tecnologia para o nosso cotidiano (EMIPCG03) e utilizem a criatividade para propor soluções tecnológicas
aos problemas de alimentação e disponibilidade de água aqui na Terra (EMIFCG06).
122
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Desde a primeira corrida espacial, o investimento em pesquisas relacionadas ao tema resultou não apenas
no sucesso de várias missões espaciais, mas no desenvolvimento de tecnologias disponíveis à população
em geral. Alguns exemplos são, tênis de corrida que absorvem melhor o impacto, câmeras de celular cada
vez mais potentes e sistemas de localização geográfica cada vez mais precisos.
A proposta de mobilização do presente módulo é permitir que os/as estudantes reconheçam a importância
das pesquisas espaciais para a melhoria da qualidade de vida aqui na Terra e estimular a curiosidade que
favorece a aprendizagem significativa.
Para tanto, utilizando a estratégia de sala de aula invertida, apresentar aos/às estudantes materiais que
descrevem possibilidades de sobrevivência de seres humanos fora da Terra e as tecnologias desenvolvidas,
dando destaque para soluções utilizadas para produzir alimentos e água potável.
Nossa sugestão é que, a partir dos materiais apresentados e pesquisas individuais, os/as estudantes listem
soluções utilizadas pelos astronautas (na vida real ou na ficção) para lidar com a falta de alimento e água
potável no espaço. A lista deve ser levada para as atividades coletivas em aula.
Como sugestão, indicamos a plataforma interativa Home & City da NASA (disponível em:
https://homeandcity.nasa.gov/. Acesso em: 30 out. 2023) e o filme “Perdido em Marte”. Os dois materiais
tendem a ser atrativos aos/às estudantes, aspecto importante para a sala de aula invertida. Na ausência de
internet para uso da plataforma interativa, é possível acessar textos associados às tecnologias mostradas e
fornecê-los de forma impressa. Este é o caso do texto sobre o tênis de alto desempenho (disponível em:
https://homeandcity. nasa.gov/nasa/bedroom/143/improved-footwear. Acesso em: 30 out. 2023) e do texto
sobre agricultura lunar (disponível em: https://www.nasa.gov/johnson/HWHAP/moon--farming. Acesso em:
30 out. 2023). Embora a plataforma e os textos estejam em inglês, eles/as podem ser traduzidos utilizando
o tradutor do navegador de internet.
Também propomos que os/as estudantes, em sala de aula, utilizando a estratégia 1-2-4-todos, respondam à
questão: Quais tecnologias espaciais podem ser aplicadas para resolver/amenizar os problemas
identificados nas comunidades ribeirinhas/litorâneas brasileiras, nas atividades anteriores?
SAIBA MAIS
Ela favorece a participação ativa de todos os integrantes, a devolutiva entre pares e a oportunidade de
discussão de ideias antes de expô-las ao grande grupo. Na página do projeto há mais detalhes sobre
como aplicar a atividade.
O objetivo é fazer um levantamento das possibilidades que podem ser desenvolvidas em seguida.
123
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
DESENVOLVIMENTO
Com base no que foi discutido com a turma durante a introdução desta atividade, propomos que os/as
estudantes elaborem protótipos virtuais ou físicos, que descrevam ou simulem a aplicação das soluções
levantadas na realidade das comunidades investigadas nas atividades 1 e 2.
Para a construção dos protótipos virtuais, pode-se utilizar programas como Scratch ou Minecraft. Já para os
físicos, pode-se optar pela criação de maquetes utilizando materiais reaproveitados ou biodegradáveis,
destacando a importância da sustentabilidade ao transformar os resíduos sólidos em atividades didáticas.
A construção dos protótipos exercita a criatividade, o pensamento lógico e a capacidade de planejamento e
de tomada de decisões. Para que as produções ocorram no prazo disponível, organize com os/as
estudantes um cronograma indicando as datas e tarefas a serem cumpridas. Caso os/as estudantes não
tenham domínio do uso dos programas a serem utilizados, será necessário planejar um tempo para uma
oficina onde possam aprender. Essa oficina pode ser organizada por você, professor/a, por algum/a
estudante ou um/a convidado/a que domine a ferramenta.
SAIBA MAIS
124
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Para a apresentação dos protótipos, sugerimos que cada grupo de estudantes elabore uma carta de ficção
científica, “vinda do futuro”, explicando como essa tecnologia foi inventada e por que a sua utilização
melhorou a vida da comunidade. Essa melhoria pode ser em relação à acessibilidade à água e alimentos ou
à saúde e bem estar, por exemplo.
A carta, contendo o texto e imagens do protótipo, deve fazer parte do diário de bordo.
AVALIAÇÃO
SISTEMATIZAÇÃO
Para finalização do trabalho, professor/a, você pode propor uma seleção das melhores produções e a
apresentação em um perfil nas redes sociais, um site ou uma revista para divulgar os conhecimentos à
comunidade. Para essa seleção, se o diário de bordo for físico, é muito importante que as produções dos/as
estudantes tenham sido armazenadas na escola ou sejam registradas com fotos e textos detalhados.
No mundo do trabalho atual, as redes sociais são consideradas ferramentas essenciais por terem diversas
aplicações. É importante que os/as estudantes possam explorar o seu uso para além do lazer, num
contexto de exercício da cidadania e de promoção de suas produções.
SAIBA MAIS
125
COMPONENTE 3 - ATIVIDADES
Para encerrar o componente, propomos uma adaptação da rotina de pensamento Walk the week (Percorrer
a semana, em tradução livre), disponível em http://www.pz.harvard. edu/node/773310. Acesso em 30 out.
2023. O objetivo é conectar as aprendizagens dos/as estudantes com o seu cotidiano, expandir a
compreensão dos temas trabalhados e verificar novamente se eles/as conseguem transpor os
conhecimentos para fora da escola. Essa capacidade é fundamental para o desenvolvimento dos projetos
de vida dos/as estudantes e sua preparação para o mundo do trabalho.
Observando as produções da turma, peça que os/as estudantes respondam a três perguntas: Durante a
semana, quais acontecimentos ou fatos estão de alguma forma conectados com o que foi visto no
componente? De que forma eles estão conectados? Como você pode aplicar na sua vida o que você
aprendeu no componente?
AVALIAÇÃO
Além da autoavaliação dos/as estudantes, é importante que você, professor/a, também dê a sua
devolutiva sobre as aprendizagens da turma e possa avaliar seu próprio trabalho ao longo do
componente.
A sua devolutiva (ao longo das atividades e ao final) deve estar baseada nas evidências coletadas e nos
objetivos de aprendizagem traçados a partir das habilidades selecionadas.
A sua autoavaliação é muito importante para que possa melhorar a sua prática e rever as escolhas para
as próximas turmas.
Esse momento pode contar com questões de autoavaliação, como: Quais escolhas resultaram em
pouco engajamento da turma? Como distribuir melhor o tempo das atividades?
No entanto, a participação dos/as estudantes também é fundamental. Para isso, você pode promover
um questionário anônimo onde os/as estudantes possam avaliar sua prática em relação ao que eles/as
consideraram mais ou menos engajados, por exemplo.
126
COMPONENTE 4 - TECNOLOGIAS & ÁGUA
INFORMAÇÕES GERAIS
O componente Tecnologias & Água leva os/as estudantes a refletirem sobre os fenômenos químicos
envolvidos no tratamento da água, os parâmetros físicos, químicos e biológicos de qualidade da água, e a
investigar processos alternativos e sustentáveis por meio da integração com outros componentes. Para
isso, o foco desse componente é pautado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 -
“Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. O/A estudante será
direcionado/a a repensar hábitos e mobilizar conhecimentos científicos na aplicação de práticas solidárias
às questões de sustentabilidade, na perspectiva do equilíbrio entre o meio ambiente e a sociedade. Diante
disso, serão capazes de propor ações criativas e inovadoras visando uma vida melhor para os indivíduos e
suas comunidades, no que diz respeito à utilização racional da água e do desenvolvimento de novas
tecnologias voltadas para o seu tratamento, incorporando valores importantes para si e para o coletivo, que
assegurem a tomada de decisões conscientes, colaborativas e responsáveis. Para fins de registro e
acompanhamento das aprendizagens construídas neste componente, os/as estudantes podem usar um
diário de bordo, físico ou digital, com a finalidade de oportunizar o protagonismo, a reflexão crítica e a
escrita científica no processo de construção do conhecimento.
Além disso, os questionamentos propostos estão em consonância com as habilidades dos eixos de
investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural e estão diretamente
relacionados à educação para o desenvolvimento sustentável, à dignidade humana, bem como à segurança
alimentar e energética, temáticas que são abordadas nos outros componentes deste aprofundamento.
A sequência didática prevista pretende contribuir para a formação cidadã dos/as estudantes e espera-se
que ao final do percurso, eles/as possam se posicionar em relação ao uso racional de água potável e
inovações tecnológicas para o tratamento de água, com base em argumentos coerentes e baseados em
evidências, além de propor alternativas criativas e sustentáveis para mitigar os impactos no meio ambiente
dos tratamentos tradicionais.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
Classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento (Resolução
CONAMA Nº 357, de 17 de março de 2005 e suas atualizações).
Água para consumo humano e padrão de potabilidade (Portaria GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021 e
suas atualizações).
Especificações Técnicas para o Aproveitamento de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa,
destinadas ao envase, ou como ingrediente para o preparo de bebidas em geral ou ainda destinada
para fins balneários (Portaria DNPM nº 374, de 1º de outubro de 2009 e suas atualizações).
Águas Envasadas e gelo para consumo humano (Resolução da Diretoria Colegiada ANVISA - RDC Nº 717,
de 1° de julho de 2022 e suas atualizações).
Tratamento de água (etapas e processos físicos, padrões de potabilidade e impactos para o meio
ambiente).
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COMPONENTE 4 - TECNOLOGIAS & ÁGUA
Competência Específica 1: Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas relações
entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos,
minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e/ou
global.
HABILIDADE - EM13CNT105
HABILIDADE - EM13CNT206
HABILIDADE - EM13CNT301
128
COMPONENTE 4 - TECNOLOGIAS & ÁGUA
HABILIDADE - EM13CNT303
Interpretar textos de divulgação científica que tratem de temáticas das Ciências da Natureza,
disponíveis em diferentes mídias, considerando a apresentação dos dados, tanto na forma de textos
como em equações, gráficos e/ou tabelas, a consistência dos argumentos e a coerência das conclusões,
visando construir estratégias de seleção de fontes confiáveis de informações.
HABILIDADE - EM13CNT310
Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC: Investigação Científica,
Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural.
HABILIDADE - EMIFCGO1
Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção,
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
HABILIDADE - EMIFCG02
Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências
para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas,
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia,
justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade.
HABILIDADE - EMIFCG03
HABILIDADE - EMIFCG07
129
COMPONENTE 4 - TECNOLOGIAS & ÁGUA
HABILIDADE - EMIFCG09
HABILIDADE - EMIFCNT01
HABILIDADE - EMIFCNT04
Reconhecer produtos e/ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre a
dinâmica dos fenômenos naturais e/ou de processos tecnológicos, com ou sem o uso de dispositivos e
aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
HABILIDADE - EMIFCNT07
HABILIDADE - EMIFCNT09
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COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 1
INTRODUÇÃO
Professor/a, sugere-se para o primeiro momento, (que os/as estudantes elaborem um mapa
conceitual/mental com os componente dos percurso de aprofundamento) descrever o componente no
contexto do percurso de aprofundamento para que o/a estudante tenha uma visão do todo e perceba a
integração entre os componentes deste aprofundamento. A seguir, entendemos que seja importante o
engajamento dos/as estudantes, por isso, sugerimos a utilização de um acolhimento e mobilização que
sejam atrativos para eles.
Uma das habilidades que será trabalhada é a EM13CNT206, do eixo de investigação científica, mobilizando
o seguinte objeto de conhecimento: Parâmetros qualitativos e quantitativos que caracterizam a água
potável. No tocante à relação entre o mundo do trabalho e o saneamento básico, o/a professor/a pode
proporcionar discussões sobre a importância do saneamento básico para a manutenção da vida e buscar
uma visão macro, partindo dos indivíduos, até as empresas e sociedade em geral, demonstrando a
importância do conhecimento desse contexto.
Após a apresentação do componente, é importante realizar uma mobilização dos/as estudantes em torno
do tema. Professor/a, nesse momento, você pode engajá-los/as numa atividade investigativa pautada nos
princípios da Abordagem Didática Ensino por Investigação, de maneira a aproximá-los/as do conhecimento
sobre a dinâmica dos recursos hídricos na natureza. Para isso, você pode levar os/as estudantes para o
laboratório de Ciências, viabilizar materiais para a construção de um terrário, propor um problema
relacionado ao ciclo da água, organizar os/as estudantes em grupos para que possam levantar e testar suas
hipóteses, e, por fim, orientar que registrem todo o processo e reunir todos/as para sistematização das
ideias.
Com essa atividade, será trabalhada a habilidade EMIFCNT01 das Ciências da Natureza e do eixo
investigação científica, bem como o aprofundamento da habilidade EM13CNT301 da Base Nacional Comum
Curricular (2018) para a Formação Geral Básica. Estima-se que serão necessários dois a três encontros para
a investigação, visto que o experimento precisa de tempo para possibilitar a observação.
SAIBA MAIS
131
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Construção de um terrário.
Disponível em:
https://cutt.ly/EwmUUCvA
SAIBA MAIS
Proponha uma leitura compartilhada e, em seguida, um debate sobre o Novo Marco Legal de Saneamento
Básico, onde os/as estudantes podem analisar as principais mudanças e os impactos na sociedade
resultantes da universalização dos serviços sanitários de água e esgoto. Para mais informações sobre as
principais mudanças no novo Marcos Legal do Saneamento Básico, consulte: https://cutt.ly/5MJT31p .
Acesso em: 19 set. 2023.
132
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
SAIBA MAIS
Posteriormente, inicie com uma tempestade de idéias ou uma questão disparadora sobre o que os/as
estudantes acreditam ser água potável, por exemplo, “Quais parâmetros que caracterizam/definem a água
potável?”. A tempestade de ideias é uma estratégia comumente utilizada em dinâmicas de grupo com a
finalidade de explorar a capacidade criativa dos/das estudantes. Nesse sentido, essa proposta está em
consonância com o desenvolvimento da Competência Geral 2 da educação básica e das habilidades do eixo
de investigação científica por estimular o exercício da curiosidade e o pensamento científico.
Professor/a, você pode registrar os parâmetros no quadro, por meio de uma lista, ou criar uma nuvem de
palavras usando uma apresentação interativa. Uma ferramenta interessante para essa finalidade é o
Mentimenter, disponível em: https://www.mentimeter.com/pt-BR. Acesso em 19 de nov. de 2022. Você
também pode questionar os/as estudantes sobre a origem da água que eles consomem, seja na escola ou
em suas moradias, e fornecer informações sobre quais são e como operam as estações de tratamento que
possibilitam a distribuição de água potável na região.
Além disso, os/as estudantes podem investigar quais são os rios e córregos presentes na região e os
possíveis problemas relacionados à eles. O mapeamento de matrizes aquáticas pode facilmente ser
realizado pelos estudantes no Google Maps. A etapa pode ser concluída pelo compartilhamento por parte
dos estudantes de forma oral, em pequenos grupos, ou mesmo por meio do uso de algum recurso digital
ou físico, que trará inspiração aos estudantes ao longo da rota do componente. Sugere destinar um
encontro para esse levantamento de dados.
Em pequenos grupos, os estudantes buscam algumas referências sobre os distintos parâmetros (nacionais
e internacionais) disponíveis em empresas estaduais de saneamento., e, em seguida, sistematizam as
informações coletadas. As informações podem ser compartilhadas coletivamente por meio do Padlet, A
ferramenta permite compartilhar tudo o que é criado na plataforma com outros usuários do serviço, o que
facilita o gerenciamento de trabalho em equipes nas instituições de ensino. um mural virtual colaborativo,
com o cuidado de citar as fontes dos recursos (EMIFCNT03). Essas etapas correspondem à de resolução de
problemas e à apresentação dos resultados, respectivamente.Esse momento possibilita o desenvolvimento
das competências gerais 2, 3, 4, 7, 9 e 10, pois estimula a curiosidade intelectual e emprega a abordagem
própria das ciências, permitindo que os/as estudantes possam debater e argumentar sobre o tema
desenvolvido com base em informações confiáveis.
SAIBA MAIS
133
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
DESENVOLVIMENTO
Professor/a, resgate a reflexão proposta sobre o provimento de água potável e a universalização dos
serviços sanitários de água e esgoto, fazendo referência à Agenda 2030 e aos ODS. Isso possibilita que os/as
estudantes valorizem e utilizem o conhecimento socialmente construído (competência 1), exercitem a
curiosidade intelectual e desenvolvam um posicionamento crítico. Em seguida, proponha a criação de um
Webquest sobre tecnologias modernas, sustentáveis e alternativas para tratamento da água. O WebQuest
um formato de aula orientada no qual os recursos utilizados para resolver uma tarefa advém da Web, e os
estudantes interagem e buscam soluções por meio da construção coletiva do conhecimento.
O primeiro elemento fundamental de um WebQuest é a introdução, momento de aproximação do objeto
de estudo, que deve instigar e gerar curiosidade. Para esse momento, sugerimos a exibição do vídeo que
aborda a utilização de uma planta nativa do semiárido para tratar água barrenta: Tecnologias de
tratamento d’água - Jornal Nacional. Disponível em https://cutt.ly/tMJDoq9. Acesso em: 07 nov. 2023. Com
essa atividade, poderão ser trabalhadas as habilidades EMIFCNT04, relacionada aos processos criativos das
Ciências da Natureza, e a EMIFCNT07, atrelada a mediação e intervenção sociocultural na mesma área de
conhecimento supracitada. Essa tecnologia poderá ser retomada de forma prática e investigativa durante a
atividade 4 deste componente.
Sugestão: Um dos elementos fundamentais de um WebQuest é a introdução, que tem o propósito de
aproximar os estudantes do objeto de estudo e despertar a curiosidade. Para esse momento, sugere-se a
exibição de um vídeo que aborda a utilização de uma planta nativa do semiárido para tratar água barrenta:
SAIBA MAIS
134
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
A tarefa, etapa subsequente, é o principal desafio da WebQuest e tem como objetivo estimular a pesquisa.
Em grupos, os/as estudantes podem levantar informações provenientes de diferentes fontes, selecionar,
avaliar e construir as questões. Caso os/as estudantes não tenham conexão de internet durante o encontro,
o/a professor/a pode organizar o material de pesquisa e enviar previamente pelo WhatsApp para que
deixem armazenado em seus aparelhos ou criar um mural no Padlet, colocar no grupo de whatsApp para
que todos os/as estudantes tenham acesso ao material de pesquisa. Os textos a seguir podem subsidiar
tais construções:
Soluções sustentáveis para o uso da água. Disponível em: https://encr.pw/QrqU8. Acesso em: 07 nov. 2023.
SAIBA MAIS
135
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
SISTEMATIZAÇÃO
Professor/a, sugere-se solicitar aos/às estudantes que elaborem um texto de sistematização de todas as
ações realizadas, depois peça que leiam o texto produzido de maneira a socializar com os/as colegas. Nessa
etapa, você pode propor questionamentos como: por que essa ação foi realizada? Como fez isso? De
maneira a convidar os/as estudantes a refletirem sobre as próprias ações.
Após os/as estudantes levantarem informações provenientes de diversas fontes, selecionar e avaliá-las,
está prevista a Tarefa de compilação (Compilation task), em que os/as estudantes devem elaborar um
produto final utilizando as informações coletadas. O produto final pode ser um mapa mental, físico ou
digital. Os mapas mentais são extremamente úteis para estabelecer conexões entre distintos aspectos e
organizar as informações, facilitando a aprendizagem.
AVALIAÇÃO
Para promover uma reflexão consistente sobre o percurso, sugerimos a utilização de rubricas cuja
estrutura e pontos a serem avaliados, pode ser construída coletivamente, junto aos/às estudantes. As
rubricas são capazes de promover análises detalhadas a respeito do que está sendo investigado e podem
ser preenchidas de acordo com a autoavaliação ou avaliação do processo.
SAIBA MAIS
Rubricas de avaliação.
Disponível em:
https://cutt.ly/hWUua7O
136
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
ATIVIDADE 2
INTRODUÇÃO
SAIBA MAIS
137
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Professor/a, nesse momento é de suma importância discutir como as diferentes formas de utilização da
água demandam diferentes tratamentos. A água para beber tem uma demanda diferente que a água para
lavar a calçada, por exemplo. Nesse caso, podemos estimular o consumo sustentável, a cidadania e o
pensamento crítico dos/as estudantes. Se possível, durante a retomada do conceito de solução química.
Para que ocorra uma solução é importante a existência de um solvente. Nesse sentido, relacione essa
propriedade da água a sua capacidade de dissolver uma grande variedade de substâncias . Por isso, a água
é considerada como “solvente universal”. A propriedade de dissolver substâncias faz com que a água exerça
um importante papel na regulação do funcionamento do corpo humano. Disponível em:
https://acesse.one/8n63Q. Acesso em: 01.Out.2023. Ela é capaz de dissolver minerais, vitaminas,
aminoácidos, entre outras moléculas, deixando-as disponíveis para a célula. Sugiro , solicitar aos/as
estudantes que façam uma pesquisa sobre os benefícios da propriedade da água em dissolver substância.
Faça uma roda de conversa para que os/as estudantes possam expor o que foi pesquisado.
É importante solicitar que os/as estudantes registrem as dúvidas colaborativamente para que seja possível
discuti-las durante o encontro.
A intenção dessa abordagem é retomar a compreensão dos objetos de conhecimentos que serão
imprescindíveis para ampliar o conhecimento sobre os índices físicos, químicos, biológicos e parâmetros
qualitativos e quantitativos da água potável.
AVALIAÇÃO
DESENVOLVIMENTO
Agora, a proposta é abordar o conceito de solução a partir de uma perspectiva multidimensional. Uma
abordagem conceitual, experimental e virtual. Para esta atividade recomenda-se a utilização da
metodologia de rotação por estações:
Estação 1: Abordagem conceitual com a produção de flashcards sobre soluções. A produção de flashcards
possibilita correlacionar conceitos ou organizá-los em um sistema de perguntas e respostas, além de
possibilitar a revisão de objetos de conhecimento. Nos flashcards é importante abordar conceitos como
diluição, concentração comum, turbidez, coeficiente de solubilidade etc.
Para a produção de flashcards digitais, uma das possibilidades é o uso da ferramenta de aprendizagem
Quizlet (Disponível em: https://quizlet.com. Acesso em: 07 de nov. 2023) ou através do aplicativo/website
Canva (Disponível em www.canva.com/pt_br/. Acesso em: 07 nov. 2023).
138
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Estação 3: Simulação virtual com o uso da plataforma PhET – através da plataforma, disponível em:
https://phet.colorado.edu/pt/simulations/concentration. Acesso: 06 nov. 2023 – os/as estudantes podem
realizar simulações para analisar concentração, solubilidade, aspectos macroscópicos e microscópicos
relativos à dissolução de açúcar em água, dissociação de sal em água, solvatação e condutividade elétrica
das soluções. Durante essa etapa, é possível que respondam a um questionário investigativo e que sejam
convocados a modificar algumas variáveis.
Professor/a, após esse momento inicial de discussão sobre soluções, sugere-se que os/as estudantes
elaborem protocolos de análise da água, tanto para consumo humano, como também para a qualidade dos
corpos de água em geral. Sugere-se utilizar o exemplo de protocolo presente no Roteiro para a aula de
campo e aula de laboratório. Disponível em:
https://sites.unifoa.edu.br/portal_ensino/mestrado/mecsma/arquivos/2019/elias-dorino-pd.pdf. Acesso em:
06 nov. 2023. Dessa forma, sugere-se a elaboração de um protocolo de análise para a classificação dos
corpos de água baseando-se na Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de março de 2005 e suas atualizações.
Nesses mesmos moldes, sugere-se a elaboração de um protocolo de análise para água potável e para
consumo humano com base na Portaria GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021 e suas atualizações e na
Resolução da Diretoria Colegiada ANVISA - RDC Nº 717, de 1° de julho de 2022 e suas atualizações , e outro
para o aproveitamento da água conforme a Portaria DNPM nº 374, de 1º de outubro de 2009 e suas
atualizações.
Após a elaboração dos protocolos, entende-se a importância de desenvolver uma atividade investigativa
para que os protocolos possam ser utilizados pelos/as estudantes. Nesse sentido, o/a professor/a pode
propor um problema envolvendo um corpo de água local para a análise. Nesse momento, pode-se destinar
um encontro para levantar hipóteses acerca da qualidade da água. Posteriormente, propõe-se uma visita
técnica ao local para a coleta ou utilizar os registros da visita realizada no primeiro encontro para testar as
hipóteses e discutir os resultados em aula posterior. Por fim, é importante destinar de dois a três
momentos para que os estudantes possam sistematizar a investigação em um relatório e socializar com os
pares.
AVALIAÇÃO
Professor/a, ressaltamos a importância de realizar uma autoavaliação com os estudantes sobre esse
momento de uso de novas metodologias.
SISTEMATIZAÇÃO
Para o desenvolvimento dessa proposta, você pode utilizar algumas questões norteadoras:
139
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Os relatórios das atividades experimentais, bem como as sistematizações desse momento, devem ser
considerados como instrumentos de avaliação de caráter formativo, contínuo e processual.
Com base nos objetivos de aprendizagem previstos, você pode construir previamente, aos estudantes,
uma rubrica a ser utilizada para avaliar as produções durante a rotação por estações e a metodologia
Think-Pair-Share. É importante que os estudantes tenham a oportunidade de realizar a autoavaliação
para fomentar ainda mais a autonomia. Com base em suas observações, ofereça feedbacks
(devolutivas) sobre a autoavaliação e o percurso.
SAIBA MAIS
140
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Think Pair Share por meio de Ensino Remoto: práticas científicas sobre
higienização das mãos no Ensino Fundamental.
Disponível em:
https://cutt.ly/UMJBHlL
Para finalizar a sistematização, sugere-se que os conhecimentos construídos por meio das ações realizadas
durante o desenvolvimento sejam utilizados para divulgação científica. Para isso, pode-se disponibilizar dois
encontros para que os/as estudantes possam elaborar materiais de divulgação e planejem as melhores
estratégias para a comunicação com a comunidade.
ATIVIDADE 3
INTRODUÇÃO
Professor/a, para esta atividade a mobilização pode ser realizada através da discussão de um estudo de
caso. O estudo de caso é uma abordagem de ensino baseada em contextos reais, portanto, deve ser
organizado em torno de temas científicos com implicações sociais, promover a curiosidade, a exploração, a
investigação e a discussão entre pares.
Essa estratégia permite desenvolver competências e habilidades relativas à resolução de problemas, à
tomada de decisão, à capacidade de argumentação e ao trabalho efetivo em equipe, o/a estudante deixa de
ser um sujeito passivo e passa a protagonizar a sua aprendizagem.
Além do mais, as discussões sobre Estação de Tratamento de Água (ETA) e contaminação dos ambientes
aquáticos, possibilitam mostrar o quão ampla é a atuação dos indivíduos no mundo do trabalho. Somente
com relação direta à água, o volume de pessoas que estão trabalhando para que todos tenham acesso à
água potável é imenso, desde pessoas que trabalham na parte operacional das estações de tratamento até
pesquisadores que ajudam a acompanhar os parâmetros de qualidade da água em laboratórios. Desde a
captação, até chegar na casa das pessoas é um grande processo, com pessoas envolvidas que precisam de
uma formação integral.
Professor/a levantar e discutir dados referentes a ações do tratamento de água da sua região, no caso da
região metropolitana de Maceió, além disso, analisar as consequências da qualidade da água do complexo
lagunar, na produção da pesca, do extrativismo, impactados pela tirada da salgema.
Tal questão deve direcionar as discussões e investigações durante a prática do estudo de caso. Essa
metodologia possibilitará ao estudante investigar situações de contaminação da água por diversas fontes,
analisar suas implicações na saúde dos seres vivos e os desafios vivenciados pela comunidade científica na
busca de soluções eficientes para mitigar os impactos deletérios no meio ambiente e nos seres vivos. A
situação deve permitir que o estudante mobilize seus conhecimentos para resolver o problema observado.
É imprescindível que o caso seja atrativo, com linguagem e situação próxima ao contexto do jovem. Além
disso, deve-se considerar a atualidade, os diálogos, personagens envolvidos, a questão é o problema
proposto. Alguns temas relevantes para o desenvolvimento dos estudos de caso são:
141
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
A resolução do estudo de caso proposto está em consonância com a habilidade (EMIFCNT01 e 03), tendo
em vista que os estudantes são conduzidos a investigar e analisar situações-problemas e variáveis que
interferem em fenômenos da natureza.
Professor/a, é importante que os estudos de caso propostos sejam seguidos de questões que devem ser
respondidas coletivamente. Em grupos, os/as estudantes levantam informações para a resolução do caso e,
em seguida, a discussão é feita pela classe. A finalização da etapa deve ser conduzida pelo/a professor/a e
retomar pontos importantes. Na aba SAIBA MAIS, há um material para apoiar a utilização do estudo de caso
como abordagem de ensino.
AVALIAÇÃO
DESENVOLVIMENTO
Durante a investigação proposta no estudo de caso, pode-se propor a análise de notas técnicas emitidas
pelas companhias de abastecimento de água. Dessa forma, é possível aprofundar e ampliar os
conhecimentos dos parâmetros de qualidade da água, relacionando-os com conceitos fundamentais de
concentração (em massa, em volume, densidade, %, ppm, ppb, em quantidade de matéria, íons, fração),
analisando os valores máximos permitidos e possíveis de organismos patogênicos, de metais e outros
contaminantes emergentes. O termo contaminantes emergentes se refere a produtos tóxicos que não são
removidos ou eliminados pelos processos tradicionais de tratamento de água para consumo humano.
Ainda durante o processo de investigação, recomenda-se a pesquisa de documentos emitidos pela Estação
de Tratamento de Água (ETA) e fornecedora de água potável da região ou proximidades, investigar sobre a
dessalinização, tratamento de águas residuais, tecnologia de reuso, as tecnologias e métodos utilizados
durante o tratamento de água, gestão integrada de recursos hídricos, planejamento hidráulico para recarga
de águas subterrâneas, indicadores de saneamento básico e o desperdício de água potável e as
consequências à saúde humana relacionadas à falta de saneamento. Se possível, é recomendável realizar
uma visita técnica na ETA.
142
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Professor/a, se possível, sugere-se que os/as estudantes construam maquetes em uma perspectiva hands-
on, de forma que os/as estudantes utilizem materiais reciclados para a construção de modelos que
simulem tecnologias no tratamento da água como a ETA. Para essa atividade é importante destinar de
quatro a cinco encontros para o planejamento do modelo, organização dos materiais, construção e
socialização dos modelos.
Para sistematizar a atividade, promova a socialização das soluções encontradas por cada grupo, para o
problema do estudo de caso.
SISTEMATIZAÇÃO
Professor/a, uma estratégia pedagógica para sistematização das aprendizagens é a produção de vídeos
educativos sobre novas tecnologias e materiais no tratamento da água e estratégias para despoluição dos
recursos hídricos. As produções coletivas podem compor um repositório digital comum, como um canal no
Youtube da comunidade escolar etc. Além disso, é possível inscrever as produções em festivais, como o
Festival do Minuto Escola Pública (disponível em: https://cutt.ly/mWNxyz3, acesso em: 20 nov. 2022). Caso
não seja possível a gravação e disponibilização dos vídeos, por falta de recursos tecnológicos, é possível
propor a produção de cartilhas em formatos diferenciados, como história em quadrinho (HQ) ou cordel,
por exemplo.
Sugere que os/as estudantes possam construir um experimento simples que simula o tratamento de água
que ocorre em estações e ajuda a lembrar técnicas de separação de misturas. Para Disponivel em:
https://acesse.one/u2HFh Acesso em: 01 nov.2023
Dessa forma, é possível aprofundar e ampliar os conhecimentos sobre tratamento de água , relacionando-
os com conceitos fundamentais de Separação de Mistura , mistura homogênea e mistura heterogênea.
Por fim, pode-se organizar uma Feira de Ciências com a temática “Tecnologias no tratamento da água” para
a exposição dos modelos construídos pelos/as estudantes.
AVALIAÇÃO
Os relatórios das atividades experimentais, bem como as sistematizações desse momento devem ser
considerados como instrumentos de avaliação de caráter formativo, contínuo e processual.
SAIBA MAIS
143
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Think Pair Share por meio de Ensino Remoto: práticas científicas sobre
higienização das mãos no Ensino Fundamental.
Disponível em:
https://cutt.ly/UMJBHlL
Tratamento de esgotos.
Disponível em:
https://cutt.ly/JWMnOWN
144
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
Tratamento de água.
Disponível em:
https://cutt.ly/jWMnTjn
ATIVIDADE 4
INTRODUÇÃO
Para iniciar o encontro, sugere-se retomar as principais ideias dos/as estudantes, sobre os tratamentos
tradicionais da água das atividades anteriores. Além disso, é uma ótima oportunidade para retomar
habilidades e objetos de conhecimento previstos para a formação geral básica, como os processos de
separação de misturas e soluções. É possível realizar uma discussão sobre seus projetos de vida e o mundo
do trabalho. As atividades anteriores possibilitaram discussões sobre parâmetros de qualidade da água,
principais problemas que acometem o provimento de água potável e as tecnologias modernas no
tratamento da água, por meio da realização de atividades voltadas para o desenvolvimento de habilidades
e competências do eixo da investigação científica, através dos objetos de conhecimento, listados para este
componente.
O uso de tecnologias e o mapeamento de tecnologias sociais pode mostrar a amplitude do contexto da
água no mundo do trabalho. Destaca-se o papel do terceiro setor, por exemplo as ONGs e fundações, para
mostrar possibilidades que, por muitas vezes, os estudantes desconhecem ou conhecem de forma
enviesada. Esse conhecimento pode auxiliar os/as estudantes a ingressar no mundo do trabalho, mesmo
enquanto ainda estão na escola, com ações voluntárias e participação ativa para a melhoria da sociedade.
Professor/a, para esse primeiro momento, sugerimos a realização de oficinas com atividades
experimentais: os/as estudantes podem realizar a destilação por meio da elaboração de um destilador de
baixo custo, construir sistemas de filtração utilizando materiais alternativos etc. Os experimentos podem
ser feitos com materiais naturais disponíveis, tais como fibras vegetais, resíduos recicláveis e/ou idealizado
com ajuda de ferramentas digitais. Para construir o experimento, os/as estudantes precisarão articular
conhecimentos teóricos e práticos, que asseguram a aprendizagem significativa e a incorporação de valores
que os ajudarão a tomar decisões conscientes, colaborativas e responsáveis.
Nesse momento, os/as estudantes podem ser inseridos/as em uma atividade investigativa pautada nos
princípios da Abordagem Didática Ensino por Investigação. Para isso, você pode levar os/as estudantes para
o laboratório, preparar um recipiente com água suja; viabilizar materiais para a construção de um filtro
caseiro (presente em um dos textos da etapa do WebQuest da atividade 1); propor um problema
relacionado a filtração da água suja; dividir os/as estudantes em grupos para que possam levantar e testar
suas hipóteses, e, por fim, orientar que registrem todo o processo e reunir todos para sistematização das
ideias.
146
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Para incitar a criatividade, proponha uma tempestade de ideias. Para tanto, é preciso que os/as estudantes
estejam alinhados/as com a proposta e consigam visualizar que é possível chegar à solução e de que forma
a ideia proposta é exequível e vinculada ao contexto local/regional.
Em seguida, permita que os/as estudantes selecionem informações para o desenvolvimento do projeto,
analisem possíveis materiais e levantem ideias para a produção do experimento. No curso da atividade,
os/as estudantes devem responder alguns questionamentos fundamentais, por exemplo:
Professor/a, é preciso especificar, para cada etapa do processo de produção, as competências e habilidades
que serão desenvolvidas durante essa atividade. Isso pode ser atingido através da construção de uma
rubrica de avaliação.
A intencionalidade dessa atividade é trazer para a sala de aula alguns pilares da cultura maker:
criatividade, colaboratividade, sustentabilidade e escalabilidade. Por meio da criatividade, os/as
estudantes selecionam e mobilizam recursos criativos para propor um projeto, articulado ao projeto de
vida ou de caráter produtivo, considerando as tecnologias disponíveis, a natureza dos recursos e a
possibilidade de produzi-lo em larga escala e com custo acessível. A exposição e compartilhamento dos
experimentos desenhados é importante para que os/as estudantes obtenham novos feedbacks, conheçam
outros pontos de vista e sejam parabenizados por seu projeto e sua trajetória formativa. Cabe destacar,
que implementar a solução, quando possível, é uma etapa de concretização do projeto investigativo.
Paralelamente, objetos de conhecimento que não foram aprofundados durante a trajetória, podem ser
trabalhados ao final, com o intuito de ressaltar, como aquele conhecimento poderia ter contribuído para o
desenho da atividade. Ao final, os/as estudantes devem produzir um relatório demonstrando toda a
atividade de investigação, curadoria, análise conceitual e experimental, bem como a avaliação do
procedimento considerando uma maior escala, que possibilite atender parte da sociedade, considerando o
consumo médio de água por pessoa. Para mensurar o consumo de água por pessoa, pode-se utilizar o
Simulador de Pegada Hídrica. Disponível em: https://encr.pw/JjiQ5. Acesso: 06 nov. 2023. Ao final, é
importante que os grupos compartilhem os resultados e discutam as avaliações dos demais.
146
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
DESENVOLVIMENTO
Para esta atividade, é possível ampliar a investigação e análise do tratamento de água com os experimentos
propostos. Para tanto, o/a estudante deverá realizar as etapas de experimentação propostas na atividade
anterior, analisando a eficiência dos processos. Dando continuidade ao percurso investigativo, sugerimos a
continuidade da busca por tratamentos alternativos da água, acessíveis ou tecnologias sociais. Aqui, o/a
estudante deverá reconhecer e propor processos criativos e alternativas com foco em tecnologias sociais e
acessíveis. Para fortalecer a conexão com a tecnologia, com auxílio do Google Maps, os/as estudantes
podem produzir um mapa interativo dessas tecnologias alternativas e sociais envolvidas na obtenção de
água potável, captação, tratamento, reuso ou gestão de resíduos hídricos em distintas regiões do Brasil e
do próprio estado. Os mapas interativos são importantes recursos pedagógicos na educação ambiental por
se tratarem de um recurso multimídia e tornarem o processo de ensino e aprendizagem mais significativo.
Na ausência de tecnologia, os/as estudantes podem construir um mapa físico e usar dioramas (cenários em
3D) para representar graficamente as regiões e as tecnologias pesquisadas.
É possível, também, ampliar os conhecimentos do/a estudante em relação a tratamentos como a
dessalinização, propiciando a investigação e análise da obtenção de água potável por meio de usinas de
dessalinização em processos que envolvam evaporação, congelamento e osmose reversa.
Professor/a, você pode propor uma roda de conversa, para contextualizar a escassez hídrica e retomar a
discussão dos ODS previstos para este componente. Nesse momento, pode ser retomado um dos materiais
da atividade 1, que utilizou um vídeo sobre a utilização de uma planta nativa do semiárido para tratar água
barrenta: Tecnologias de tratamento d’água - Jornal Nacional. Disponível em https://cutt.ly/tMJDoq9. Acesso
em: 24 set. 2023. O objetivo da retomada é realizar o experimento para fomentar discussões sobre
tecnologias para locais de escassez hídrica. Sugere-se retomar conhecimentos acerca da separação de
misturas.
SISTEMATIZAÇÃO
Para esta atividade, é possível ampliar a investigação e análise do tratamento de água com os experimentos
propostos. Para tanto, o/a estudante deverá realizar as etapas de experimentação propostas na atividade
anterior, analisando a eficiência dos processos. Dando continuidade ao percurso investigativo, sugerimos a
continuidade da busca por tratamentos alternativos da água, acessíveis ou tecnologias sociais. Aqui, o/a
estudante deverá reconhecer e propor processos criativos e alternativas com foco em tecnologias sociais e
acessíveis. Para fortalecer a conexão com a tecnologia, com auxílio do Google Maps, os/as estudantes
podem produzir um mapa interativo dessas tecnologias alternativas e sociais envolvidas na obtenção de
água potável, captação, tratamento, reuso ou gestão de resíduos hídricos em distintas regiões do Brasil e
do próprio estado. Os mapas interativos são importantes recursos pedagógicos na educação ambiental por
se tratarem de um recurso multimídia e tornarem o processo de ensino e aprendizagem mais significativo.
Na ausência de tecnologia, os/as estudantes podem construir um mapa físico e usar dioramas (cenários em
3D) para representar graficamente as regiões e as tecnologias pesquisadas.
É possível, também, ampliar os conhecimentos do/a estudante em relação a tratamentos como a
dessalinização, propiciando a investigação e análise da obtenção de água potável por meio de usinas de
dessalinização em processos que envolvam evaporação, congelamento e osmose reversa.
Professor/a, você pode propor uma roda de conversa, para contextualizar a escassez hídrica e retomar a
discussão dos ODS previstos para este componente. Nesse momento, pode ser retomado um dos materiais
da atividade 1, que utilizou um vídeo sobre a utilização de uma planta nativa do semiárido para tratar água
barrenta: Tecnologias de tratamento d’água - Jornal Nacional. Disponível em https://cutt.ly/tMJDoq9. Acesso
em: 24 set. 2023. O objetivo da retomada é realizar o experimento para fomentar discussões sobre
tecnologias para locais de escassez hídrica. Sugere-se retomar conhecimentos acerca da separação de
misturas.
147
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
AVALIAÇÃO
Sugerimos, como culminância do projeto, a produção de uma revista eletrônica com a apresentação das
atividades e um compilado das alternativas tecnológicas sustentáveis e sociais levantadas no decorrer das
mesmas. O material produzido pode ser veiculado na forma de Ebook. Professor/a, algumas ferramentas
digitais que podem ser usadas na produção estão disponíveis no quadro Saiba Mais. Na ausência ou
impossibilidade de uso de tecnologias digitais, a culminância pode ocorrer com a produção de cartazes,
seminários ou exposições das pesquisas levantadas durante o módulo.
Também é importante pensar sobre a socialização das produções e nas estratégias de divulgação. Algumas
perguntas são fundamentais para definir o público alvo e a veiculação dos materiais produzidos, como:
Professor/a, estimule os/as estudantes a registrarem essa etapa de forma coletiva ou individual.
SAIBA MAIS
Água sem sal. Sistema de dessalinização que usa carvão ativado obtidos
de polímeros condutores.
Disponível em:
https://cutt.ly/kW1uaOr
148
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
149
COMPONENTE 4 - ATIVIDADES
150
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE ALAGOAS
REVISORES
DIAGRAMAÇÃO
151