IALTH Temas Atuais em Teologia
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01) Explique o uso do verbo pisteuõ nos diversos casos, dando exemplo bíblico
para cada caso:
a) Seguido de “que”
R= o verbo pisteou também pode ser seguido pelo dativo simples, quando o sentido
é dar crédito ou aceitar como verdadeiro aquilo que alguém afirma, como Jesus
relembra aos judeus em Mateus 21;32
R= quando o verbo pisteou é seguido pela preposição eis ela está indicando
a fé salvadora, João 15.4
d) Seguido de epi
R = quando pisteou é seguido por epi “sobre”, isso quer fala sobre uma fé
com uma base firme, como em Atos 9.42, onde o povo pode ver o que Cristo é
capaz de fazer e depositaram sua fé “sobre” ele.
e) Uso absoluto do verbo
02) Explique o uso do verbo pisteuõ nos casos particulares, dando exemplo
bíblico para cada caso:
a) Evangelhos sinóticos
b) Evangelho de João
R= No quarto evangelho, a fé ocupa um lugar proeminentíssimo, pois ali o
verbo pisteuo é encontrado por 98 vezes. Curioso é que o substantivo pistis "fé",
nunca é usado. Isso possivelmente se deve ao seu uso em círculos de tipo gnóstico.
Existem indicações que João tinha tais oponentes em vista, e é possível que ele
tivesse querido evitar um vocábulo que os gnósticos usavam constantemente. Ou
talvez tenha preferido o significado mais dinâmico expresso pelo verbo. Qualquer
que tenha sido a sua razão, João emprega o verbo pisteuo mais frequentemente que
qualquer outro escritor do NT, de fato, três vezes com mais frequência que os três
primeiros evangelhos conjuntamente. Sua construção característica é o verbo
pisteuo com a preposição eis, "confiar dentro de", "confiar baseado em". O ponto
importante é a conexão entre o crente e o Cristo. De acordo com isso, João se
refere, por muitas e muitas vezes, sobre o crer nele, chamando isso de fé "no nome"
de Cristo (p. ex., Jo 3.18). "Nome", para os homens da antiguidade, era uma
maneira de sumarizar a personalidade inteira Crer no nome de Cristo, por
conseguinte, significa confiar em tudo quanto ele é essencialmente em si mesmo. Jo
3.:18 também diz: "Quem nele crê não é julgado: o que não crê já está julgado". É
ponto característico do ensino joanino que as questões eternas são decididas agora
e nesta existência. Fé não dá simplesmente segurança aos homens de que
possuem uma vida perpétua em algum tempo específico do futuro. Mas lhes
concede vida eterna agora, desde esta própria existência. Aquele que confia no Filho
"tem" a vida eterna (3.36 cf. 5.24 etc).
c) Atos
d) Hebreus
O escritor da Epístola aos Hebreus compreende que a fé sempre foi uma
característica do povo de Deus. Em sua grande galeria de retratos de vultos
eminentes da fé, em Hb 11, ele passa em revisão os heróis do passado, mostrando
como um por um ilustram o grande tema que "sem fé é impossível agradar a Deus"
(Hb 11:6). Ele mostra-se particularmente interessado na oposição entre a fé e a
vista. A fé é a "certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não
vêem" (Hb 11.1). O escritor sagrado frisa o ponto que os homens que nada
possuíam no referente a provas externas para confirmar as promessas de Deus,
apegaram-se, não obstante, firmemente as mesmas. Em outras palavras, andavam
pela fé, e não pela vista.
e) Demais escritores do NT
R = Quanto aos demais escritores do NT, devemos notar Tiago, pois ele tem
sido por muitos reputado como escritor em contradição com Paulo nessa questão.
Onde Paulo insiste que o homem é justificado pela fé e não pelas obras, Tiago
mantém que "uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente" (Tg 2.24).
Entretanto, não há aqui mais que uma contradição verbal. A espécie de "fé" que
Tiago combate não é aquela calorosa confiança pessoal num Salvador vivo, que é a
fé da qual Paulo fala. Mas é antes a fé que o próprio Tiago descreve: "Crês, tu, que
Deus, é um só? Fazes bem. Até os demónios crêem, e tremem" (Tg 2.19). Ele tem
em mente o mero assentimento intelectual a certas verdades, um assentimento que
não é acompanhado por uma vida vivida de conformidade com essas verdades (Tg
2.15). O que Tiago combate é a afirmação de alguns que diziam ter fé, ao mesmo
tempo que os frutos não se achavam presentes para comprová-la
No artigo o autor fala sobre o interesse sobre a revelação no século XX, fala
dos opositores da religião revelada. Definindo o termo revelação ele informa que ela
é a exposição daquilo que anteriormente era desconhecido. Ele explica a diferença
entre revelação geral e especial. A revelação geral é aquela que Deus faz através da
natureza, na história e na consciência. A revelação especial por sua vez é a
revelação redentora transmitida por atos e palavras sobrenaturais.
O autor aborda conceitos falsos acerta da revelação como a preocupação
platônica com ideias eternas. A ideia idealista de que a revelação de Deus é dada
apenas de modo geral, de que ela é apenas uma ideia universalmente acessível. E,
o racionalismo do Século XVIII.
Por fim ele aborda sobre a revelação no aspecto racional. Onde o ensino
bíblico sobre a revelação divina das escrituras encontra opositores como os neo-
ortodoxos, mas a igreja encontra teóricos que afirmam a necessidade da revelação
sobre a razão.
O autor inicia o artigo nos informando que a revelação geral trata daquela
revelação que é acessível a todas as pessoas, e que embora ela não ensine
verdades como a trindade, a encarnação e expiação, a revelação geral da a todos a
convicção de que Deus existe. Existem duas categorias de revelação geral, uma
interna a consciência e senso inato de deidade, e a externa a natureza, e a história
da providência.
O autor fala sobre os posicionamentos existentes com relação a revelação
geral, alguns não acreditam na existência da revelação geral, outro reconhecem a
existência dela, porém negam que o não regenerado tenham conhecimento concreto
dela. Outros, liberais, dizem que essa revelação é suficiente para a salvação. Alguns
teólogos como Aquino e a tradição tomista diz que a revelação geral é comprava
perfeitamente a existência de Deus. Outros teólogos como Agostinho, Lutero,
Calvino e outros acreditam na realidade objetiva da revelação geral, porém ela
segundo eles tem uma utilização limitada.
O autor cita passagens bíblicas que mostra que por meio da revelação geral
o homem é capaz de chegar a algum conhecimento rudimentar acerca de Deus. Por
fim o autor fala das finalidades da revelação universal, como por exemplo fornece
base autêntica para se distinguir o bem do mal, Todos possuem um conhecimento
rudimentar de Deus, e por isso os cristãos podem falar sobre Deus a eles e isso não
será algum incompreensível ao não crente. E, por ultimo a revelação geral faz a
revelação especial ter sentido.
a) O que é? Como surge o termo "teologia pública"? Como ela é aplicada ao dia a
dia?
A Teologia Pública, também conhecida como Teologia Pública Prática ou
Teologia Pública Aplicada, é uma área da Teologia que busca explorar a relevância
e a aplicação dos princípios teológicos no contexto da sociedade e da esfera pública
O termo "teologia pública" começou a ser mais amplamente utilizado na
década de 1960, especialmente na Alemanha, como uma resposta ao desafio de
lidar com questões sociais, políticas e éticas que afetavam a sociedade moderna.
Esse campo emergente da Teologia passou a enfocar a aplicação prática dos
princípios teológicos em áreas como política, economia, educação, direitos
humanos, justiça social e meio ambiente, entre outras.
No dia a dia a teologia publica pode ser aplicada de varias maneiras como:
participação cívica, influencia na formação politica, engajamento em temas
contemporâneos, etc.