DESENVOLVE: Revista de Gestão do Unilasalle (ISSN 2316-5537)
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Canoas, v. 2, n. 2, set. 2013
TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL: ESTUDO DE CASO NA ÁREA
OPERACIONAL DE UM BANCO ESPECIALIZADO EM FINANCIAMENTOS
Cristiane de Cássia Fernandes Santos1
Eduardo Basso Júnior2
Flávio Régio Brambilla3
Resumo
Este artigo buscou identiicar a percepção dos colaboradores da área operacional em relação ao programa de treinamento e desenvolvimento de um banco especialista em inanciamentos, na perspectiva estratégica da gestão de
pessoas. Por meio de um estudo de caso com análise quantitativa, foram identiicados atributos relevantes para a
adequada gestão e preparação do corpo funcional, em especial de operações (analistas). Foram propostas iniciativas
em quatro blocos temáticos de análise, bem como ilustrado o diagnóstico da situação organizacional, sendo a etapa
inal desenvolvida mediante a técnica da análise de conteúdo.
Palavras-chave: Treinamento; Desenvolvimento; Educação Continuada; Gestão Estratégica de Pessoas.
STAFF TRAINING AND DEVELOPMENT: CASE STUDY IN THE
OPERATIONAL AREA OF A FINANCINGS SPECIALIZED BANK
Abstract
This article attempted to identify the perceptions of employees from the operational area in relation to the training
program and development of a bank expert in inance from the perspective of strategic human resources management. Through a case study with quantitative analysis were identiied attributes relevant to the adequate management and preparation of the staff in special operations (analysts). By four thematic blocks the analysis initiatives
have been proposed and illustrated the diagnosis of the organization, the inal step being carried out by the technique
of the content analysis.
Keywords: Training; Development; Continuing Education; People Strategic Management.
Introdução
Treinamento e Desenvolvimento (T&D) são ferramentas relevantes para as organizações, já que
essas precisam de pessoas preparadas para executar as atividades e gerar valor agregado, com o foco em
Administradora Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Av. Farroupilha, nº 8001, Bairro São José, Canoas/RS. E-mail:
[email protected]
2
Mestre em Administração. Coordenador e professor do Curso de Administração da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).
3
Doutor em Administração Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Professor e Pesquisador do PPGA Mestrado
Proissional em Administração da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Professor da Universidade Luterana do Brasil
(ULBRA).
1
Cristiane de Cássia Fernandes Santos, Eduardo Basso Júnior, Flávio Régio Brambilla
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resultados. Com a utilização do termo T&D, muitas vezes não há uma adequada separação entre os conceitos de treinamento, que visa preparar o colaborador para exercer atividades a curto prazo, e de desenvolvimento, que busca preparar o colaborador para assumir atividades mais complexas em sua carreira a longo
prazo. O contexto ainda absorve novos termos como educação corporativa, competências, aprendizagem,
entre outros, mas a essência é a noção de educação contínua e o desenvolvimento como forma mais duradoura de preparação para o trabalho.
Para tratar do tema em questão, o aspecto estratégico não pode ser abdicado. Neste sentido, o presente artigo é desenvolvido com o foco na estratégia, que conforme integra as principais metas, políticas
e sequência de ações de uma organização em um todo coerente (MINTZBERG e QUINN, 2001). Ou seja,
sem estratégia não há foco para preparação dos colaboradores. A estratégia deve ser executada em todos os
níveis da organização (KAPLAN e NORTON, 2001). Os autores Kaplan e Norton (2001) deinem estratégia como não sendo um processo gerencial isolado, mas parte de um contínuo que começa no sentido mais
amplo com a missão da organização, e que deve ser traduzida para que as ações individuais com ela se
alinhem e lhe proporcionem apoio. Além disso, Fischer (2002) menciona que as organizações dependem
do desempenho das pessoas para alcançar seus objetivos, e por isso é necessário desenvolver e organizar
formas de gerenciar o comportamento humano, o que é conhecido como Gestão de Pessoas.
Dentre as estratégias voltadas para o pessoal organizacional, ou colaboradores, a formação é relevante para a qualidade do trabalho, o que ocorre mediante basicamente duas modalidades, o treinamento,
mais focado em tarefa e, o desenvolvimento, centrado em conhecimentos mais arraigados, de maior valor
e desta forma mais duradouros e demorados para adquirir. Marras (2000) esclarece que treinamento e
desenvolvimento não são a mesma coisa, embora possam utilizar técnicas em comum, mas perseguem
objetivos diferenciados. Conforme o autor, o treinamento prepara o homem para a realização de tarefas
especíicas, enquanto o desenvolvimento oferece uma macrovisão do negócio, preparando-o para atuações
mais consistentes e geralmente no longo prazo. Dutra (2006) destaca que o desenvolvimento se encontra
como uma preparação de pessoal com maior nível de complexidade.
A organização onde esse estudo foi realizado é do setor inanceiro e atua em inanciamentos para
diferentes segmentos de mercado, como agricultura, saúde, construção e indústria. Essa pesquisa foi realizada na área operacional deste banco. O setor de inanciamentos movimentou R$ 1,4 trilhão (um trilhão
de reais) em 2009 no Brasil, abrangendo um total de 5.657 municípios e envolvendo 460 mil funcionários,
conforme dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban, 2009), o que demonstra a relevância do
setor.
O sistema de gestão de carreiras dessa organização foi estabelecido em 2008, tendo em vista proporcionar serviços de maior qualidade. Para ins de preservação do nome da empresa, não será divulgado
seu nome. O objetivo central da pesquisa foi investigar a percepção de um grupo de colaboradores,em
relação ao programa de treinamento e desenvolvimento do banco, para identiicação das perspectivas dos
participantes com vistas aos processos de melhorias.
2. Referencial Teórico
Treinamento e desenvolvimento não são a mesma coisa, embora ambos possam utilizar técnicas em
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comum, na verdade perseguem objetivos diferenciados. O treinamento prepara o homem para a realização
de tarefas especíicas, enquanto um programa de desenvolvimento oferece ao treinando uma macro visão
do negócio, preparando-o para voos mais altos, a médio e longo prazos (MARRAS, 2000). As organizações estão percebendo a necessidade de estimular e apoiar o contínuo desenvolvimento das pessoas, como
forma de manter suas vantagens competitivas (DUTRA, 2006). Para Chiavenato (2004) os processos de
desenvolvimento de pessoas envolvem as atividades de treinamento, desenvolvimento de pessoas e organizacional.
2.1 Treinamento
Treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar
conhecimentos, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou otimização
do trabalho (MARRAS, 2000). Para Bohlander (2005), o treinamento é relevante no desenvolvimento e
fortalecimento das competências, que são um conjunto básico de conhecimentos e experiências que dão
às empresas uma vantagem sobre os concorrentes. Muitas vezes, o termo treinamento é usado de forma
casual para descrever qualquer esforço da empresa para estimular aprendizagem, entretanto, se concentra
na atuação de curto prazo.
Marras (2000) divide o processo de treinamento em quatro etapas: [1] diagnóstico e levantamento
das necessidades, identiicada por instrumentos como questionários e outras intervenções que veriiquem
as demandas dos colaboradores; [2] planejamento e programação, o que conforme Behmer (2002) se refere à identiicação das necessidades reais e preparação do treinamento; [3] execução, que é aplicação do
que foi planejado, o que conforme Falcão (2006) e Boog e Boog (2006) inclui adequada noção da aprendizagem vivencial; e [4] avaliação dos resultados, referente à avaliação dos resultados.
A execução do treinamento é a aplicação daquilo que foi planejado e programado para suprir as
necessidades de aprendizagem identiicadas na organização. Para a execução há dois elementos importantes: (a) a qualidade da aplicação dos módulos; e (b) a eiciência dos resultados. A qualidade está ligada
aos fatores como didática dos instrutores, preparo técnico, lógica do módulo, qualidade dos recursos e as
técnicas utilizadas (MARRAS, 2000).
Segundo Bohlander (2005), a escolha a respeito dos métodos de treinamento é o aspecto fundamental para execução do programa, para identiicar quais são os meios mais adequados para que os conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA) sejam aprendidos. Para o autor, os programas de treinamento
podem ser divididos em dois grupos: funcionários em cargos não gerenciais e para gerentes, sendo que os
métodos são semelhantes, porém, o segundo mais direcionados aos gerentes.
Existem várias técnicas de treinamento, dentre as quais se destacam os estudos de caso, simulações,
seminários e worshops, coaching, mentoring e métodos vivenciais. O estudo de caso é uma técnica que
estimula a criatividade e instiga a familiarização com os problemas do dia a dia (MARRAS, 2000). As simulações, segundo Bohlander (2005), costumeiramente utilizadas no treinamento de pessoas que operam
equipamentos dão ênfase ao realismo destes com um custo mínimo e máxima segurança. Os seminários
permitem troca de ideias e conceitos, com a vantagem de interação e intercâmbio de experiências (CHIAVENATO, 2009), e os workshops, por sua vez, são diferenciados por se tratar de trabalhos em grupos ou
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equipes a partir da apresentação de conceitos e ideias. O coaching é um método indicado para pessoas
em desenvolvimento, principalmente em posições de direção ou liderança (BEHMER, 2002). Bernhoeft
(2002) diz que o coaching pode ser visto como uma ferramenta muito eiciente para o desenvolvimento e
motivação de pessoas por seus responsáveis, focando aspectos que exigem treinamento, exploração e novas responsabilidades com uso intensivo de feedbacks e orientações. O mentoring pode ser deferido como
a relação de uma pessoa experiente (mentor) para ensinar e preparar outra pessoa (orientando), ou seja, é
voltado para o desenvolvimento e é proporcionada orientação, modelagem de papel, compartilhamento de
contatos e redes de relacionamento e apoio geral (CHIAVENATO, 2009). Métodos vivenciais envolvem
dinâmicas de grupo, jogos de diversos tipos, atividades ao ar livre, esportes radicais, trabalhos voluntários
e outros (FALCÃO, 2006). Segundo Boog e Boog (2006), essa técnica é realizada em locais abertos, ao
ar livre, e beneicia tanto o indivíduo quanto o coletivo. São várias as possibilidades de aplicações e de
competências a serem desenvolvidas e/ou reforçadas no outdoor training.
2.2. Desenvolvimento de pessoas
O desenvolvimento de pessoas é mais complexo e mais profundo que o treinamento, e conforme Dutra (2009), faz parte da preparação dos colaboradores para cenários mais exigentes, quais requerem maior
nível de comprometimento e apresentam maiores níveis de diiculdade. Segundo o autor, é preciso agregar
os conceitos de competência e carreira, para dar direção e foco ao desenvolvimento. Também visa, ainda,
que o colaborador possa assumir cargos de maior necessidade intelectual.
Entre os diversos fatores adotados pelas organizações para fazer a sua escolha em termos de desenvolvimento, Marras (2000) diz que a noção de talento recai sobre as pessoas que apresentam excelente
desempenho, entre outros, nos seguintes itens: quociente de inteligência, nível de inteligência emocional, qualidade educacional, identiicação com a cultura organizacional, nível motivacional, habilidade de
negociação, técnica ou capacidade decisória, espírito de liderança, maturidade, background e trajetória
estável. Dutra (2009) menciona a carreira como ponto importante no desenvolvimento pessoal, e Bohlander (2005) salienta que um programa de desenvolvimento de carreira deve ser visto como um processo
dinâmico que associa as necessidades da empresa com a dos colaboradores.
2.3. Gestão Estratégica de Pessoas
Para Albuquerque (1999 apud FISCHER, 2002), a expressão “administração estratégica de recursos
humanos” surgiu na literatura internacional no início da década de 1980, sob diferentes perspectivas, seja
com base nas críticas ao papel funcional e/ou burocrático e nas fraquezas da área, seja por pressões ambientais que demonstravam a natureza estratégica de recursos humanos e de sua gestão. De acordo com
Albuquerque e Wood (1992 apud FLEURY & FLEURY, 2001), essa expressão diz respeito à participação
de todos no processo de elaboração das estratégias, ou seja, essa discussão não deve ser apenas privilégio
de uma minoria pensante, mas de várias esferas da vida organizacional. Ainda para os mesmos autores,
a estratégia de recursos humanos deve seguir as etapas do processo de formulação e implementação da
estratégia corporativa, baseando-se na visão do negócio para desenvolver as diversas etapas da estratégia
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funcional que irão integrar a estratégia da organização.
De acordo com Mascarenhas (2008), diminuir a distância entre as necessidades previstas para a
implantação das estratégias corporativas e as realidades das organizações, em termos de pessoas para
implantá-las, implicava em executar o planejamento estratégico de pessoas alinhado às decisões tomadas
pela alta direção. O crescimento da gestão estratégica de pessoas fez com que os papéis da gestão de pessoas e da área de RH fossem questionados, e diversos autores defenderam a mudança da atuação da área
de RH. Para o mesmo autor, no nível de gestão de pessoas, o planejamento estratégico de pessoas pode ser
entendido como os processos por meio dos quais são antecipadas demandas ambientais e dos negócios,
bem como direcionadas essas demandas em suas dimensões de gestão de pessoas.
4. Metodologia da pesquisa: Estudo de Caso
A presente pesquisa, desenvolvida mediante a técnica do Estudo de Caso, foi operacionalizada conforme os preceitos de Yin (2001), e se caracteriza como um estudo de caso do tipo simples. Foi utilizada
apenas uma unidade de análise, o banco. Neste sentido, o foco consiste em estudo exploratório, tendo
em vista absorver da realidade elementos relevantes para a identiicação de novos elementos que possam
contribuir para teorias vindouras. Para Coutinho e Chaves (2002, p.222), este método é como “um plano
de investigação que envolve o estudo intensivo e detalhado de uma entidade bem deinida”, que é o caso,
ou seja, não pretende estipular generalização, mas sim aprofundar o estudo de um tipo de ambiente, que
no futuro poderá contribuir para estudos mais amplos.
Este Estudo de Caso, de abordagem quantitativa, pode ser classiicado quanto à natureza como pesquisa-diagnóstico (exploratória), pois buscou identiicar a percepção dos colaboradores da área Operacional em relação ao programa de treinamento e desenvolvimento de um banco. Para a coleta de dados, foi realizada, primeiramente, pesquisa documental, observação assistemática, conversas informais e aplicação
de um questionário. O público-alvo dessa pesquisa foi a área operacional, composta por 40 colaboradores,
sendo que foi obtido retorno de 30 colaboradores (3 gestores e 27 analistas). Vale destacar que desses,
60% é do sexo feminino, 40% está há mais de seis anos na empresa, 43% tem idade entre 26 e 35 anos e
90% estão no cargo de analista. Destaca-se, ainda, que o método de Estudo de Caso foi operacionalizado
atendendo ao que se pede em termos de múltiplas fontes de evidência (BRAMBILLA, 2011).
O questionário aplicado contemplou a seguinte estrutura: total de 28 questões, divididas em três partes: [1] Primeira: seis questões referentes ao peril dos colaboradores (gênero, idade e tempo de empresa);
[2] Segunda: 20 airmações com opção de resposta em escala tipo Likert (do 1 ao 5), na qual 1- Discordo
totalmente, 3- Neutralidade e 5- Concordo Totalmente; [3] Terceira: duas questões, sendo uma fechada
com resposta de múltipla escolha e outra do tipo aberta, tendo em vista a captação de percepções adicionais sobre o tema.
Antes da aplicação efetiva do questionário, foi realizado um pré-teste, com cinco colaboradores,
para identiicar possíveis diiculdades na interpretação dos dados. Desta forma, puderam ser realizadas
alterações necessárias no formulário de coleta de dados (questionário). O instrumento foi encaminhado
aos colaboradores através de e-mail, sendo que alguns devolveram por meio eletrônico e outros de forma
física. Para análise dos dados coletados, foram utilizadas as técnicas de análise estatística com o uso da
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frequência e médias das respostas, e para a questão aberta utilizou-se a análise de conteúdo, extraindo as
categorias iniciais, intermediárias e inais (BARDIN, 1977).
O Estudo de Caso foi desenvolvimento em um banco que atua em inanciamentos para diferentes
segmentos de mercado, como a agricultura, saúde, construção e indústria. Esse localiza-se em Porto Alegre, RS, e possui ilial em São Paulo, SP, contando com cerca de 250 funcionários. Essa pesquisa foi realizada na área operacional desse banco. O setor de inanciamentos movimentou R$ 1,4 trilhão (um trilhão
e quatrocentos mil reais) em 2009 no Brasil, abrangendo um total de 5.657 municípios e envolvendo 460
mil funcionários, conforme dados da Febraban (2009), o que demonstra a relevância do setor.
5. Resultados do estudo
Os dados coletados através de questionário foram separados em quatro blocos: [1] Gestão Estratégica de Pessoas; [2] Treinamento; [3] Desenvolvimento; e, [4] Pontos Fortes e Oportunidades de Melhorias
ao Programa. Os 30 colaboradores que responderam ao questionário foram divididos em dois grupos: Gestores (dois coordenadores e um gerente) e Analistas (demais colaboradores). Os resultados estão separados
por gestores e analistas e, após essa descrição da frequência, são comentadas as médias de cada bloco, na
visão dos gestores (três respondentes), dos analistas (27 respondentes) e na visão geral (30 respondentes).
O Bloco 4, dos Pontos Fortes e Oportunidades de Melhorias para o Programa, foi analisado através da
técnica análise de conteúdo, por tratar da pergunta aberta no questionário aplicado.
5.1. Bloco 1: gestão estratégica de pessoas
Esse bloco de perguntas buscou identiicar a percepção dos colaboradores em relação às iniciativas
de treinamento e desenvolvimento e seu alinhamento com as estratégias corporativas. Nesse requisito, a
visão dos gestores respondeu por uma pontuação com média inal de 4,25 em 5 pontos possíveis. Identiicou-se que há uma gestão estratégica de pessoas, pois a maioria concordou com todas as airmativas.
Na visão dos analistas, a média inal foi de 3,46 e isso representa que, na maioria das questões, foi
escolhida a opção Neutro ou Concordo. Cabe ressaltar que a opção Neutro, indica que o entrevistado não
conhece o assunto ou não quis manifestar-se. A média geral inal do bloco foi de 3,54, o que indica uma
neutralidade substancial e vem ao encontro à média dos analistas que se posicionaram dessa maneira, em
sua maioria. É importante destacar que os analistas representam 27 colaboradores dos 30 entrevistados.
Nota-se maior neutralidade e discordância em relação às competências-chave, desempenho, treinamento
alinhado às estratégias e programa de desenvolvimento.
De acordo com Kaplan e Norton (2004), o capital humano representa as competências estratégicas,
pois envolve a disponibilidade de habilidades, conhecimento e talento para executar as atividades requeridas pela estratégia. Em complemento a isso, é importante o que Dutra (2009) destaca, que as competências
individuais estão ligadas às entregas, isto é, a contribuição efetiva do indivíduo à organização. Os autores
ainda citam alguns dos benefícios associados ao alinhamento da função gestão de pessoas à estratégia corporativa: [1] atingir a criação de valor por meio de sinergias entre o capital humano e organizacional; [2]
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tornar clara a contribuição da função gestão de pessoas para a entrega da oferta de valor da organização;
[3] facilitar a mensuração dos ativos intangíveis; e [4] maximizar a eiciência de processos internos de
gestão de pessoas e a alocação de recursos com o desenvolvimento do capital humano e organizacional
(KAPLAN, NORTON, 2004).
Conclui-se que é necessário que o programa de desenvolvimento e as estratégias do banco sejam
disseminados em todos os níveis, não apenas no nível de gestão. Além disso, que as competências individuais também possam ser trabalhadas com base nas competências-chave, para tanto, precisam ser mais
bem exploradas.
5.2. Bloco 2: treinamento
O objetivo desse bloco de questões foi identiicar como as etapas de treinamento são executadas e o
impacto sob a visão dos gestores e analistas. Nessa etapa, foram utilizadas cinco questões escalares, com
medição de frequência. São abordadas nesse bloco algumas técnicas de treinamento e desenvolvimento,
que podem contribuir mais para aprendizado, de acordo com a visão dos colaboradores, expressas pela
Tabela 1. Destaca-se que essas técnicas fazem parte do questionário, e foram obtidas através do referencial
teórico do estudo.
TABELA 1 - Técnicas de treinamento e desenvolvimento.
GESTORES
%
ANALISTAS
%
Grau 1
On the job
6,66
On the job
43,33
Grau 2
Estudo de casos
3,33
Palestras
20
Grau 2
On the job
3,33
Métodos vivenciais
20
Grau 2
Workshops
3,33
Estudo de casos
Grau 3
Coaching
6,66
Workshop
16,66
30
Fonte: elaborado pelos autores.
É importante destacar que na tabela anterior foram consideradas somente as técnicas com maior
percentual de incidência. Esta classiicação foi estipulada com base nas respostas, de acordo com o grau
de importância manifestado pelos gestores e analistas.
A técnica On the job foi classiicada em primeiro lugar, tanto para os gestores (6,66%) quanto para
os analistas (43,33%). No banco em estudo, essa técnica é bastante utilizada, principalmente quando um
colaborador inicia na atividade, outro colaborador ou até mesmo o gestor ensina as tarefas. Em segundo
lugar, os gestores (3,33%) apontaram três técnicas: estudos de caso, on the job e workshops. Para os analistas (20%), em segundo lugar, icaram as palestras e métodos vivenciais. Os estudos de caso são interessantes à atividade, pois segundo Marras (2000) essa técnica estimula a criatividade e instiga a familiarização
com os problemas reais do dia a dia.
Os workshops oportunizam trabalhos em grupos ou equipes, a partir da apresentação de determinado
conceito. Behmer (2002) fala que os mesmos proporcionam o exercício dos conhecimentos. Por meio da
observação assistemática, se identiicou que as subcélulas do setor operacional podem preparar workshops
para disseminação das suas atividades e processos dentro do setor, e até mesmo para as demais áreas. As
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palestras trazem benefícios quando o foco é apresentar algum tema aos colaboradores, sendo que o ministrante deverá ter o domínio do assunto (BEHMER, 2002).
Os métodos vivenciais, também apontados pelos analistas como importantes, tratam de diversos
aspectos relacionados à vivência, e com eles é possível trabalhar a superação de medos, inseguranças,
relacionamento de equipes, entre outros. Falcão (2006) diz que as metodologias vivenciais (dinâmica de
grupo, jogos de diversos tipos, atividades ao ar livre, esportes radicais, trabalhos voluntários e outros) têm
sido utilizadas com grandes níveis de sucesso.
Em terceiro lugar, ou grau de importância 3, os gestores (6,66%) apontam o Coaching e os analistas
(30%) apontam os Workshops, esse último já citado anteriormente. Coaching, de acordo com Behmer
(2002), é um método indicado para pessoas em desenvolvimento, principalmente em posições de direção
ou liderança. Esse método exige comprometimento do coach e do coachee. Na área operacional, pode ser
aplicado com um grupo de pessoas-chave, um grupo piloto e, de acordo com os resultados obtidos, estender aos demais funcionários.
A visão dos gestores (média 4,20) se destaca positivamente em relação à visão dos analistas (média
3,55), e na média de todos os colaboradores, o resultado é 3,61. Os resultados são tendenciosos ao concordo. Pode-se concluir o que precisa ser melhorado, através das médias mais baixas. As questões posteriores
(médias 3,23 e 3,13 respectivamente), demonstram que as etapas de diagnóstico e programação de treinamento podem ser mais bem trabalhadas. De fato, uma etapa inluencia a outra, e no momento em que é
realizado o diagnóstico adequado, os treinamentos serão programados de acordo com as necessidades dos
colaboradores. Haverá consequentemente melhor aproveitamento. Alguns autores como Behmer (2002)
e Marras (2000) citam exemplos de diagnóstico: mudanças organizacionais, identiicação de conlitos,
entrevistas de saída, baixa produtividade, grupos de discussão dentre outros possíveis.
5.3. Bloco 3: desenvolvimento de pessoas
Por meio desse bloco de perguntas buscou-se veriicar a percepção dos gestores e analistas sobre
o desenvolvimento de pessoas, que proporciona crescimento proissional e pessoal aos colaboradores.
Observou-se que os três gestores (10%) e 21 analistas (70%) consideram que os treinamentos oferecidos
contribuem para o seu desenvolvimento, conforme questionado. Destaca-se que os dois analistas (7%) que
discordaram e os quatro (13%) que icaram neutros estão na empresa com tempo de trabalho entre um e
cinco anos.
Quando se fala que cada um é o responsável pela sua carreira e que conhece as ferramentas que o
banco alcança para o planejamento da mesma, apenas um gestor (3%) icou neutro e os outros dois (6%)
concordaram. Entre os analistas, há uma divisão, pois 15 (50%) concordaram, nove (30%) icaram neutros
e três (10%) discordaram. Essa neutralidade pode estar relacionada à gestão estratégica de pessoas, que
trata do sistema de gestão de carreiras e desenvolvimento.
Foi possível identiicar que os gestores, assim como nos dois blocos anteriores, apresentam uma
concordância em relação ao desenvolvimento (3,95). Na visão dos analistas, há uma neutralidade grande
(3,29). Face à média geral desse bloco (3,36), vale salientar que em comparação com os outros blocos, este
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apresentou as menores médias, tanto para os gestores, quanto para os analistas, inclusive na média geral.
Houve maior discordância, ou neutralidade (médias: 2,23 e 2,47, respectivamente), e o mapa de carreira e
as etapas de aplicação do desenvolvimento não são conhecidos, principalmente pelos analistas. Conforme
citado anteriormente, a teoria aborda a importância de todos conhecerem os processos, regras, programas,
enim, que a relação entre empresa e colaborador seja clara (DUTRA, 2009). O colaborador é responsável
pela sua carreira e deve procurar saber o que a empresa oferece para o seu desenvolvimento (BOHLANDER, 2005). Conclui-se que é necessária uma melhor divulgação do programa de desenvolvimento, maior
participação de todos e explorar a educação corporativa, pois segundo Eboli (2004), a educação garante o
sucesso das organizações.
5.4. Bloco 4: pontos fortes e oportunidades de melhoria
A última pergunta do questionário, do tipo aberta, foi desenvolvida através da Análise de Conteúdo,
seguindo o que preconiza Bardin (1977), da qual foram extraídas as ideias centrais para a elaboração das
categorias. Com base no agrupamento das categorias iniciais, intermediárias e criação de novas ideias,
foram estabelecidas duas categorias inais, de modo a indicar os pontos fortes e as oportunidades de melhorias, com base na visão dos colaboradores. As categorias inais estão descritas a seguir, na Tabela 2.
TABELA 2 - Apresentação das categorias inais.
Categorias Iniciais
Categorias
Intermediárias
Ideias Centrais
Estrutura e recursos
Um programa estruturado
e recursos facilitam o
desenvolvimento de
pessoas.
Comunicação e
Alinhamento
A comunicação e
alinhamento das ações já
realizadas e futuras são
essenciais.
Treinamento
As quatro etapas
do treinamento são
fundamentais para
capacitação da equipe.
Desenvolvimento e
Carreira
O desenvolvimento
através das competências
e desempenho promove a
evolução na carreira.
Programa Estruturado
Disponibilidade de
Recursos
Divulgação e
Abrangência do
Programa
RH e Gestão Alinhados
Diagnóstico e Programa
de Treinamento
Execução e Avaliação dos
Treinamentos
Visão Ampla do
Treinamento
Mapa de Carreira
Avaliação de
Desempenho
Categorias Finais
Categoria I
Pontos fortes: estrutura
e recursos
Categoria II
Oportunidades de
Melhoria para o
Programa
Fonte: elaborado pelos autores.
5.4.1. Categoria I: pontos fortes: estrutura e recursos
As respostas providas enfatizam que o banco em estudo disponibiliza programa bem estruturado e
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com boas ideias e os colaboradores demonstram sua satisfação com iniciativas que os valorizam e promovem o desenvolvimento. Adicionalmente, entendem que há recursos para investir cada vez mais na
capacitação e desenvolvimento de seu capital humano, conforme os relatos evidenciam. O respondente
(E24) destaca que a existência do programa conigura um ponto forte para a empresa e é bem estruturado,
assim como o respondente (E19) menciona que um ponto forte é a atenção do banco para com os seus
funcionários.
Para Fleury e Fleury (2001), a motivação dos colaboradores é essencial para que se obtenha comprometimento de uma equipe de trabalho. Nestes termos, se torna importante proporcionar ambiente de
trabalho satisfatório para que os funcionários iquem motivados.
5.4.2. Categoria II: oportunidades de melhoria para o programa
Nessa categoria, buscou-se sintetizar o que, na visão dos colaboradores do banco, pode ser melhorado para contribuir com o desenvolvimento e para o avanço das suas carreiras. Estes elementos estão vinculados com a gestão estratégica de pessoas, na qual foi identiicado que o programa precisa ser explorado
em todos os níveis do banco e não apenas nos níveis de gestão. Conforme já mencionado, Dutra (2009) diz
que a gestão estratégica de pessoas preza por uma relação clara entre empresa e colaborador.
O segundo ponto destaca-se pelas fases do treinamento. De acordo com Marras (2000), o treinamento é composto por quatro etapas: diagnóstico, programação, execução e avaliação. Observa-se que pode
haver um melhor aproveitamento dos treinamentos se realizado um diagnóstico mais efetivo e conforme
já citado, a ferramenta de avaliação de desempenho é uma oportunidade de constatar a necessidade de
treinamento. Para compor a programação do treinamento, Behmer (2002) diz que os recursos precisam
ser cuidadosamente deinidos. Se os treinamentos forem diagnosticados, a programação será mais efetiva
e provavelmente não ocorrerão situações da participação de pessoas que não precisam, de acordo com depoimento de alguns analistas. A execução dos treinamentos, citada pelos analistas, carecem de treinamentos mais focados às atividades. Quanto à avaliação, quarta etapa do treinamento, percebe-se que na visão
dos colaboradores, falta uma ferramenta para acompanhamento dos resultados, o que pode proporcionar
melhor dimensionamento das atividades e retornos.
Com esta categoria inal, conclui-se que há necessidade de melhor comunicação e alinhamento entre
todos, em relação ao programa de capacitação e desenvolvimento e em relação às estratégias. Pode-se
qualiicar o diagnóstico e avaliação de treinamento, bem como na deinição de competências a serem exploradas para o desenvolvimento das pessoas, o que resultará em avanços na carreira.
6. Considerações inais
O objetivo desse estudo foi identiicar a percepção dos colaboradores da área operacional, em relação ao programa de desenvolvimento de um banco especialista em inanciamentos. O tema T&D foi
escolhido por ser de grande importância para as organizações, considerando que a empresa em questão
está diversiicando seus segmentos de atuação no mercado, e isso diante de alta competitividade. Primeira-
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TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL
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mente, buscou-se conhecer o sistema de gestão de carreiras desse banco, através de pesquisa documental,
conversas informais com especialistas da área de Recursos Humanos e observação assistemática.
Após a descrição do sistema de gestão de carreiras, foram coletados dados por meio de questionário,
aplicado aos colaboradores da área operacional. O questionário foi composto por perguntas fechadas (em
escala do tipo Likert e 1 aberta). Foi possível mensurar através das perguntas fechadas e de uma análise
quantitativa, a opinião dos colaboradores sobre determinados grupos de questões. A última pergunta do
questionário, do tipo aberta, possibilitou uma análise qualitativa (análise de categorias), mais profunda e
termos de relatos.
Nesse estudo, foi possível identiicar que os colaboradores da área operacional entendem que existe
um programa bem estruturado, porém a grande maioria não conhece especiicamente a parte de desenvolvimento e suas etapas de aplicação. Isso mostra que as ações não estão atingindo todos os níveis da organização e que a comunicação pode ser melhorada. Conclui-se que o objetivo desse estudo foi atendido e pode
ser considerada uma importante informação para o Banco, pois no contexto atual é relevante conhecer a
visão de seus colaboradores e, a partir disso, realizar um trabalho conjunto visando ao desenvolvimento.
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