Resumo Do Resumo de Exôdo
Resumo Do Resumo de Exôdo
Resumo Do Resumo de Exôdo
No entanto, as parteiras hebreias, Shifrá e Puá, se recusam a cumprir essa ordem cruel. O
versículo 17 nos diz: “As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito
lhes tinha ordenado; deixaram os meninos viverem”. Essas mulheres demonstram uma coragem
extraordinária ao desafiar a autoridade do faraó em nome de valores mais elevados e de sua fé
em Deus.
Êxodo 1:20-22
²⁰ Deus foi bondoso com as parteiras; e o povo ia se tornando ainda mais numeroso, cada vez
mais forte.
²¹ Visto que as parteiras temeram a Deus, ele concedeu-lhes que tivessem suas próprias famílias.
²² Por isso o faraó ordenou a todo o seu povo: "Lancem ao Nilo todo menino recém-nascido, mas
deixem viver as meninas".
I. O Nascimento de Moisés (Êxodo 2:1-2)
A. Joquebede e Amram (Êxodo 2:1)
B. O bebê Moisés é escondido (Êxodo 2:2)
Gênesis 46:3 Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito,
porque lá eu farei de ti uma grande nação.
Êxodo 3:6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus
de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.
Esboço de Êxodo 4
A. A hesitação de Moisés (4:1)
B. Transformação do cajado em serpente (4:2-5)
C. A mão de Moisés torna-se leprosa e é curada (4:6-8)
D. Deus promete ser com Moisés (4:9)
A. Moisés expressa suas limitações (4:10) Moises gago, fanho e de língua presa ( suposições ),
Deus diz a Moisés não foi eu quem criou a boca?
B. Deus nomeia Aarão como porta-voz (4:11-17
Moisés recebe permissão para partir (4:18-20) Moises diz a Jetro que queria voltar ao Egito para
ver se havia parentes dele ainda vivos e Jetro o autoriza. Deus havia dito a ele que todos os que
queriam matá-lo já haviam morrido.
B. A jornada de Moisés e sua família para o Egito (4:21-23)
Mulher e filho, e com ele o seu cajado, e Deus diz a ele para estar pronto a fazer os prodígios
a qual o havia capacitado, pois Deus endureceria o coração de farão.
Deus tem Israel é meu primeiro filho, então liberte-o se não matarei o seu primerio filho.
Esboço de Êxodo 5
I. O Pedido de Moisés e Arão (Êxodo 5:1-3)
A. Moisés e Arão se apresentam diante do faraó (Êxodo 5:1)
Disem que o Deus dos hebreus veio ao encontro deles, e pediu que libertasse o seu povo, e se
não fizesse isso Deus os castigaria com pragas ou a espada.
Queriam ir a uma distância de três dias para celebrar uma festa no deserto.
C. A resposta desafiadora do faraó (Êxodo 5:3)
Faraó disse que não e quem seria o Deus que ele deveria obedecer, então aumenta a Opressão
(Êxodo 5:4-9)
PERGUNTA: Mas o porque disso? Bem podemos começar analisando a fala de Deus a
Moisés que endureceria o coração de Faraó, e nunca foi a intenção de Deus ter o povo
escravizado e liberado apenas para celebrar o deserto de pois voltar novamente a
escravidão.
A. O faraó acusa os israelitas de ociosidade
Fará fala que os israelitas eram preguiçosos, tira deles as palhas e cobra a mesma quantidade
de tijolos diariamente.
Esboço de Êxodo 6
I. Promessa de Libertação (Êxodo 6:1-8)
No início deste capítulo, encontramos Moisés em um momento de desânimo, após enfrentar a
resistência do faraó em relação à libertação dos israelitas. Moisés estava desanimado, e é
nesse contexto que Deus intervém de maneira poderosa. Ele se revela a Moisés como o
Senhor, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Essa revelação é significativa, pois reafirma a
aliança de Deus com os antigos patriarcas de Israel e, por extensão, com todo o povo.
Deus começa reafirmando Sua promessa de libertação ao dizer a Moisés: “Agora, você verá o
que farei ao faraó” (Êxodo 6:1). Essa declaração enfatiza o fato de que a libertação não
depende da força ou habilidade de Moisés, mas do poder soberano de Deus. Deus é quem
agirá de forma extraordinária para cumprir Sua promessa.
Em seguida, Deus menciona a promessa de herança que Ele fez aos patriarcas: “Eu sou o
Senhor. Eu apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso, mas pelo meu
nome, o Senhor, não lhes fui conhecido” (Êxodo 6:2-3). Essa afirmação é profunda e revela o
caráter progressivo da revelação divina. Deus havia se revelado aos patriarcas como o Deus
Todo-Poderoso, mas agora, para Moisés e o povo de Israel, Ele se apresenta como o Senhor,
o Deus que está prestes a cumprir Sua promessa de libertação.
Vá dizer a farão que liberte o meu povo, mas Moisés, mas uma vez diz ao Senhor que nem o
povo israelita está lhe ouvindo que dirá faraó.
Ai vem a genealogia das tribos que seria como uma preparação da libertação do seu povo de
acordo com as tribos (clãs).
Esboço de Êxodo 7
O Chamado de Moisés e Arão (Ex 7:1-7)
Êxodo 7:1-25
¹ O Senhor disse a Moisés: "Vê: vou fazer de ti um deus para o faraó, e teu irmão Aarão será teu
profeta.
² Dirás tudo o que eu te mandar, e teu irmão Aarão falará ao rei para que ele deixe sair de sua
terra os israelitas. ( Mais uma vez Deus afirmando a Moises que os dois poderiam fazer um
excelente trabalho juntos)
³ Mas eu endurecerei o coração do faraó, e multiplicarei meus sinais e meus prodígios no Egito.
⁴ Ele não vos ouvirá. Então estenderei minha mão sobre o Egito e farei sair dele os meus
exércitos, meu povo, os israelitas, com uma grandiosa manifestação de justiça
⁵ Os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a mão sobre o Egito e fizer sair
dele os israelitas." . (vemos aqui Deus reforçando a promessa que libertaria ao seu povo)
A primeira praga
¹⁵ Vai procurá-lo amanhã cedo, no momento em que ele sair para ir à margem do rio; esperá-lo-ás
à beira do Nilo, tomarás na mão a vara que se mudou em serpente,
¹⁶ e dir-lhe-ás: o Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me a ti para dizer-te: deixa ir o meu povo,
para que me preste culto no deserto. Até agora não me escutaste.
¹⁷ Eis o que diz o Senhor: nisto reconhecerás que eu sou o Senhor: vou ferir as águas do Nilo
com a vara que tenho na mão e elas se mudarão em sangue.
¹⁸ Os peixes do Nilo morrerão, o rio tornar-se-á infecto e os egípcios terão nojo insuportável de
beber suas águas."
¹⁹ O Senhor disse a Moisés: "Dize a Aarão: toma a tua vara e estende a mão sobre as águas do
Egito, sobre os seus rios e seus canais, sobre seus lagos e seus reservatórios, para que essas
águas se tornem sangue. Haverá sangue em todo o Egito, assim nos recipientes de madeira
como nos de pedra".
²⁰ Moisés e Aarão obedeceram à ordem do Senhor. Sob os olhos do faraó e de sua gente, Aarão
levantou sua vara e feriu a água do Nilo, que se mudou toda em sangue.
²¹ Morreram os peixes do Nilo, e o rio tornou-se tão infecto que os egípcios não podiam beber de
suas águas. Houve sangue em todo o Egito.
²² Mas os mágicos do Egito, fizeram outro tanto com seus encantamentos; o coração do faraó
permaneceu endurecido e, como o Senhor havia predito, ele não ouviu Moisés e Aarão.
²³ Voltou e entrou em sua casa sem mais se cuidar do acontecido.
²⁴ Todos os egípcios cavaram o solo nas proximidades do Nilo procurando água potável, porque
não se podia beber a água do rio.
²⁵ Sete dias se passaram depois que o Senhor feriu o Nilo.
Esboço de Êxodo 8
I. A Praga das Rãs (Êxodo 8:1-15)
A. Moisés confronta o faraó com a demanda de libertação (Êxodo 8:1-4)
B. O faraó pede a Moisés que ore para que as rãs sejam removidas (Êxodo 8:5-6)
C. Moisés permite que o faraó escolha o momento para a remoção das rãs (Êxodo 8:7)
D. As rãs inundam o Egito, causando miséria (Êxodo 8:8-11)
E. O faraó promete libertar o povo, mas retira sua promessa (Êxodo 8:12-15)
Esta praga é uma aflição única e surpreendente. O texto nos descreve uma inundação massiva
de rãs que saem dos rios e invadem as casas, os quartos, os leitos, os fornos e até as mesas do
povo egípcio. É uma imagem vívida e intrigante que nos faz questionar a natureza extraordinária
desse evento.
Assombrado pela invasão de rãs em todos os lugares, o faraó, finalmente, chama Moisés e
suplica por alívio. O faraó concorda em liberar o povo para oferecer sacrifícios a Deus em troca
da remoção das rãs. Uma promessa é feita e Moisés dá a palavra de que, no dia seguinte, Deus
irá afastar as rãs.
Assim Moisés intercede a Deus e as rãs ficam somente no Nilo.
O faraó, apesar de experimentar o alívio temporário da praga, não reconhece a autoridade divina
por trás dos milagres. Sua dureza de coração o leva a voltar atrás em sua palavra, ignorando a
promessa feita a Moisés.
O que torna essa praga ainda mais significativa é a reação dos magos do faraó. Os magos, que
antes haviam tentado replicar os milagres realizados por Moisés e Arão, agora estão diante de
um desafio insuperável. Eles reconhecem que os piolhos são um ato de Deus e não conseguem
reproduzir esse milagre.
Esboço de Êxodo 9
A Sexta Praga – Feridas nos Animais (Ex 9:1-7)
Êxodo 9:1-35
¹ Depois o Senhor disse a Moisés: "Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor, o Deus dos
hebreus: Deixe o meu povo ir para que me preste culto.
² Se você ainda não quiser deixá-lo ir e continuar a impedi-lo,
³ saiba que a mão do Senhor trará uma praga terrível sobre os rebanhos do faraó que estão
nos campos: os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas.
⁴ Mas o Senhor fará distinção entre os rebanhos de Israel e os do Egito. Nenhum animal
dos israelitas morrerá".
⁵ O Senhor estabeleceu um prazo: "Amanhã o Senhor fará o que prometeu nesta terra".
⁶ No dia seguinte o Senhor o fez. Todos os rebanhos dos egípcios morreram, mas nenhum
rebanho dos israelitas morreu.
⁷ O faraó mandou verificar e constatou que nenhum animal dos israelitas havia morrido. Mesmo
assim, seu coração continuou obstinado e não deixou o povo ir.
⁸ Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: "Tirem um punhado de cinza de uma fornalha, e
Moisés a espalhará no ar, diante do faraó.
⁹ Ela se tornará como um pó fino sobre toda a terra do Egito, e feridas purulentas surgirão nos
homens e nos animais em todo o Egito".
¹⁰ Eles tiraram cinza duma fornalha e se puseram diante do faraó. Moisés a espalhou pelo ar, e
feridas purulentas começaram a estourar nos homens e nos animais.
¹¹ Nem os magos podiam manter-se diante de Moisés, porque ficaram cobertos de feridas, como
os demais egípcios.
¹² Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, e ele se recusou a atender Moisés e Arão,
conforme o Senhor tinha dito a Moisés.
Pragas de Granizos
¹³ Disse o Senhor a Moisés: "Levante-se logo cedo, apresente-se ao faraó e diga-lhe que assim
diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixe o meu povo ir para que me preste culto.
¹⁴ Caso contrário, mandarei desta vez todas as minhas pragas contra você, contra os seus
conselheiros e contra o seu povo, para que você saiba que em toda a terra não há ninguém como
eu.
¹⁵ Porque eu já poderia ter estendido a mão, ferindo você e o seu povo com uma praga que teria
eliminado você da terra.
¹⁶ Mas eu o mantive de pé exatamente com este propósito: mostrar-lhe o meu poder e fazer que
o meu nome seja proclamado em toda a terra.
¹⁷ Contudo você ainda insiste em colocar-se contra o meu povo e não o deixa ir.
¹⁸ Amanhã, a esta hora, enviarei a pior tempestade de granizo que já caiu sobre o Egito,
desde o dia da sua fundação até hoje.
¹⁹ Agora, mande recolher os seus rebanhos e tudo o que você tem nos campos. Todos os
homens e animais que estiverem nos campos, que não tiverem sido abrigados, serão atingidos
pelo granizo e morrerão".
²⁰ Os conselheiros do faraó que temiam a palavra do Senhor apressaram-se em recolher aos
abrigos os seus rebanhos e os seus escravos.
²¹ Mas os que não se importaram com a palavra do Senhor deixaram os seus escravos e os seus
rebanhos no campo.
²² Então o Senhor disse a Moisés: "Estenda a mão para o céu, e cairá granizo sobre toda a
terra do Egito: sobre homens, sobre animais e sobre toda a vegetação do Egito".
²³ Quando Moisés estendeu a vara para o céu, o Senhor fez vir trovões e granizo, e raios caíam
sobre a terra. Assim o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito.
²⁴ Caiu granizo, e raios cortavam o céu em todas as direções. Nunca houve uma tempestade de
granizo como aquela em todo o Egito, desde que este se tornou uma nação.
²⁵ Em todo o Egito o granizo atingiu tudo o que havia nos campos, tanto homens como animais;
destruiu toda a vegetação, além de quebrar todas as árvores.
²⁶ Somente na terra de Gósen, onde estavam os israelitas, não caiu granizo.
²⁷ Então o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse-lhes: "Desta vez eu pequei. O Senhor é
justo; eu e o meu povo é que somos culpados.
²⁸ Orem ao Senhor! Os trovões de Deus e o granizo já são demais. Eu os deixarei ir; não
precisam mais ficar aqui".
²⁹ Moisés respondeu: "Assim que eu tiver saído da cidade, erguerei as mãos em oração ao
Senhor. Os trovões cessarão e não cairá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao
Senhor.
³⁰ Mas eu bem sei que tu e os teus conselheiros ainda não sabem o que é tremer diante do
Senhor Deus! "
³¹ ( O linho e a cevada foram destruídos, pois a cevada já havia amadurecido e o linho estava em
flor.
³² Todavia, o trigo e o centeio nada sofreram, pois só amadurecem mais tarde. )
³³ Assim Moisés deixou o faraó, saiu da cidade, e ergueu as mãos ao Senhor. Os trovões e o
granizo cessaram, e a chuva parou.
³⁴ Quando o faraó viu que a chuva, o granizo e os trovões haviam cessado, pecou novamente e
obstinou-se em seu coração, ele e os seus conselheiros.
³⁵ O coração do faraó continuou endurecido, e ele não deixou que os israelitas saíssem, como o
Senhor tinha dito por meio de Moisés.
Êxodo 11:1-10
¹ Disse então o Senhor a Moisés: "Enviarei ainda mais uma praga sobre o faraó e sobre o Egito.
Somente depois desta ele os deixará sair daqui e até os expulsará totalmente.
² Diga ao povo, tanto aos homens como às mulheres, que peça aos seus vizinhos objetos de
prata e de ouro".
³ O Senhor tornou os egípcios favoráveis ao povo, e o próprio Moisés era tido em alta estima no
Egito pelos conselheiros do faraó e pelo povo.
⁴ Disse, pois, Moisés ao faraó: "Assim diz o Senhor: ‘Por volta da meia-noite, passarei por todo o
Egito.
⁵ Todos os primogênitos do Egito morrerão, desde o filho mais velho do faraó, herdeiro do trono,
até o filho mais velho da escrava que trabalha no moinho, e também todas as primeiras crias do
gado.
⁶ Haverá grande pranto em todo o Egito, como nunca houve antes nem jamais haverá.
⁷ Entre os israelitas, porém, nem sequer um cão latirá contra homem ou animal’. Então vocês
saberão que o Senhor faz distinção entre o Egito e Israel!
⁸ Todos esses seus conselheiros virão a mim e se ajoelharão diante de mim, suplicando: ‘Saiam
você e todo o povo que o segue! ’ Só então eu sairei". E, com grande ira, Moisés saiu da
presença do faraó.
⁹ O Senhor tinha dito a Moisés: "O faraó não lhes dará ouvidos, a fim de que os meus prodígios
se multipliquem no Egito".
¹⁰ Moisés e Arão realizaram todos esses prodígios diante do faraó, mas o Senhor lhe endureceu o
coração, e ele não quis deixar os israelitas saírem do país.
Êxodo 12:1-51 Aqui vemos os princípios da lei que seria estabelecida para o
povo de Israel.
¹ O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito:
² "Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês.
³ Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar
um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa.
⁴ Se uma família for pequena demais para um animal inteiro, deve dividi-lo com seu vizinho mais
próximo, conforme o número de pessoas e conforme o que cada um puder comer.
⁵ O animal escolhido será macho de um ano, sem defeito, e pode ser cordeiro ou cabrito.
⁶ Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-
lo, ao pôr-do-sol.
⁷ Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas
nas quais vocês comerão o animal.
⁸ Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, juntamente com ervas amargas e pão
sem fermento.
⁹ Não comam a carne crua, nem cozida em água, mas assada no fogo: cabeça, pernas e
vísceras.
¹⁰ Não deixem sobrar nada até pela manhã; caso isso aconteça, queimem o que restar.
¹¹ Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão.
Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor. (preparação da saída do povo)
¹² "Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens
como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!
¹³ O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o
sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.
¹⁴ "Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes o comemorarão como
festa ao Senhor. Comemorem-no como decreto perpétuo.
¹⁵ Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque
quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel.
¹⁶ Convoquem uma reunião santa no primeiro dia e outra no sétimo. Não façam nenhum trabalho
nesses dias, exceto o da preparação da comida para todos. É só o que poderão fazer.
¹⁷ "Celebrem a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os
exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas
gerações.
¹⁸ No primeiro mês comam pão sem fermento, desde o entardecer do décimo quarto dia até o
entardecer do vigésimo primeiro.
¹⁹ Durante sete dias vocês não deverão ter fermento em casa. Quem comer qualquer coisa
fermentada será eliminado da comunidade de Israel, seja estrangeiro, seja natural da terra.
²⁰ Não comam nada fermentado. Onde quer que morarem, comam apenas pão sem fermento".
²¹ Então Moisés convocou todas as autoridades de Israel e lhes disse: "Escolham um cordeiro ou
um cabrito para cada família. Sacrifiquem-no para celebrar a Páscoa!
²² Molhem um feixe de hissopo no sangue que estiver na bacia e passem o sangue na viga
superior e nas laterais das portas. Nenhum de vocês poderá sair de casa até o amanhecer.
²³ Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e
nas laterais da porta e passará sobre aquela porta; e não permitirá que o destruidor entre na casa
de vocês para matá-los.
²⁴ "Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus
descendentes.
²⁵ Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia.
²⁶ Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia? ’,
²⁷ respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas
no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios". Então o povo curvou-se em
adoração.
²⁸ Depois os israelitas se retiraram e fizeram conforme o Senhor tinha ordenado a Moisés e a
Arão.
²⁹ Então, à meia-noite, o Senhor matou todos os primogênitos do Egito, desde o filho mais velho
do faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho do prisioneiro que estava no calabouço, e
também todas as primeiras crias do gado.
³⁰ No meio da noite o faraó, todos os seus conselheiros e todos os egípcios se levantaram. E
houve grande pranto no Egito, pois não havia casa que não houvesse um morto.
³¹ Naquela mesma noite o faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse: "Saiam
imediatamente do meio do meu povo, vocês e os israelitas! Vão prestar culto ao Senhor, como
vocês pediram.
³² Levem os seus rebanhos, como tinham dito, e abençoem a mim também".
³³ Os egípcios pressionavam o povo para que se apressasse em sair do país, dizendo: "Todos
nós morreremos! "
³⁴ Então o povo tomou a massa de pão ainda sem fermento e a carregou nos ombros, nas
amassadeiras embrulhadas em suas roupas.
³⁵ Os israelitas obedeceram à ordem de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata e de
ouro, bem como roupas.
³⁶ O Senhor concedeu ao povo uma disposição favorável da parte dos egípcios, de modo que
lhes davam o que pediam; assim eles despojaram os egípcios.
³⁷ Os israelitas foram de Ramessés até Sucote. Havia cerca de seiscentos mil homens a pé, além
de mulheres e crianças.
³⁸ Grande multidão de estrangeiros de todo tipo seguiu com eles, além de grandes rebanhos,
tanto de bois como de ovelhas e cabras.
³⁹ Com a massa que haviam trazido do Egito, fizeram pães sem fermento. A massa não tinha
fermentado, pois eles foram expulsos do Egito e não tiveram tempo de preparar comida.
⁴⁰ Ora, o período que os israelitas viveram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.
⁴¹ No dia quando se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor
saíram do Egito.
⁴² Assim como o Senhor passou em vigília aquela noite para tirar do Egito os israelitas, estes
também devem passar em vigília essa mesma noite, para honrar ao Senhor, por todas as suas
gerações.
⁴³ Disse o Senhor a Moisés e a Arão: "Estas são as leis da Páscoa: Nenhum estrangeiro poderá
comê-la.
⁴⁴ O escravo comprado poderá comer da Páscoa, depois de circuncidado,
⁴⁵ mas o residente temporário e o trabalhador contratado dela não comerão.
⁴⁶ "Vocês a comerão numa só casa; não levem nenhum pedaço de carne para fora da casa, nem
quebrem nenhum dos ossos.
⁴⁷ Toda a comunidade de Israel terá que celebrar a Páscoa.
⁴⁸ "Qualquer estrangeiro residente entre vocês que quiser celebrar a Páscoa do Senhor terá que
circuncidar todos os do sexo masculino da sua família; então poderá participar como o natural da
terra. Nenhum incircunciso poderá participar.
⁴⁹ A mesma lei se aplicará ao natural da terra e ao estrangeiro residente".
⁵⁰ Todos os israelitas fizeram como o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Arão.
⁵¹ No mesmo dia o Senhor tirou os israelitas do Egito, organizados segundo as suas divisões.
Esboço de Êxodo 13
I. Instruções sobre a Consagração dos Primogênitos (Êxodo 13:1-2)
A. Deus ordena que os primogênitos sejam consagrados a Ele (Êxodo 13:1)
B. Lembrete da libertação do Egito (Êxodo 13:2) Essa data deve ser perpetuada
Esboço de Êxodo 14
I. O Povo de Israel Enfrenta uma Encruzilhada (Êxodo 14:1-4)
A. A posição do acampamento israelita junto ao Mar Vermelho (Deus os leva para o mar
vermelho e endurece o coração de faraó mais uma vez, seus lideres questionam o que fizemos e
então partem em perseguição aos egípcios.
Esboço de Êxodo 15
I. Cântico de Triunfo (Êxodo 15:1-5)
A. Louvor a Deus pela Vitória sobre o Inimigo
B. Exaltação da Grandeza de Deus
Esboço de Êxodo 16
A. A murmuração do povo (Êxodo 16:1)
B. Lamentações sobre a comida no deserto (Êxodo 16:2)
C. O desejo de voltar ao Egito (Êxodo 16:3)
Êxodo 16:2,3
² No deserto, toda a comunidade de Israel reclamou a Moisés e Arão.
³ Disseram-lhes os israelitas: "Quem dera a mão do Senhor nos tivesse matado no Egito! Lá nos
sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram
a este deserto para fazer morrer de fome toda esta multidão! "
B. Deus instrui Moisés a ferir a rocha (Êxodo 17:5) ⁵ Respondeu-lhe o Senhor: "Passe à frente do
povo. Leve com você algumas das autoridades de Israel, tenha na mão a vara com a qual você
feriu o Nilo e vá adiante.
Esboço de Êxodo 19
I. Preparação para a Revelação Divina (Êxodo 19:1-6)
A. A chegada dos israelitas ao Monte Sinai
B. Deus fala através de Moisés
C. O pacto entre Deus e Israel
Esboço de Êxodo 20
I. A Entrega dos Dez Mandamentos (Ex 20:1-2)
A. Deus fala a Moisés no Monte Sinai
B. O chamado para o povo de Israel
II. O Primeiro Mandamento: Não Terás Outros Deuses (Ex 20:3)
A. A proibição da idolatria
B. O compromisso com a adoração exclusiva a Deus
IV. O Terceiro Mandamento: Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão (Ex 20:7)
A. A importância do respeito ao nome de Deus
B. A responsabilidade de cumprir promessas e juramentos
VI. O Quinto Mandamento: Honra teu Pai e tua Mãe (Ex 20:12)
A. O valor da obediência e respeito aos pais
B. A promessa de uma vida longa na terra
Esboço de Êxodo 21
I. Leis sobre Servos e Servas (Êxodo 21:1-11)
As Leis sobre Servos e Servas, encontradas em Êxodo 21:1-11, lançam luz sobre um aspecto
peculiar da sociedade antiga e, ao mesmo tempo, destacam a importância da justiça e da
compaixão nas relações entre mestres e servos. Neste segmento do texto, Deus instrui Moisés a
fornecer diretrizes específicas para a relação entre servos hebreus e seus mestres, revelando
assim Sua preocupação com a dignidade e os direitos humanos, mesmo na realidade da
escravidão.
O versículo inicial de Êxodo 21:1 estabelece o contexto dessa seção, descrevendo como essas
leis foram reveladas por Deus a Moisés no Monte Sinai. Ele ordena que, se um servo hebreu
decidir voluntariamente se tornar servo de alguém, ele servirá por seis anos. Esse ato de servidão
voluntária tinha suas razões na necessidade econômica ou em algum tipo de acordo contratual. O
sétimo ano, no entanto, é um ano de liberdade, conforme estabelecido em Êxodo 21:2, e o servo
deve ser libertado sem pagar resgate.
Uma reviravolta notável acontece em Êxodo 21:3, onde é mencionado que, se o servo hebreu
entrar em sua servidão já casado, sua esposa e filhos também serão libertados com ele no
sétimo ano. Isso reflete a preocupação divina com a unidade familiar e a proteção dos
direitos das esposas e filhos de servos.
No entanto, o texto continua a oferecer uma opção ao servo hebreu que deseja permanecer com
sua família e mestre após o sétimo ano. Em Êxodo 21:4-5, se o servo declarar seu amor por sua
esposa e filhos e decidir permanecer, ele passará por um ritual de compromisso simbólico. Seu
mestre o levará à presença dos juízes, e ele terá sua orelha furada com uma sovela na
porta, simbolizando sua escolha de servir voluntariamente por amor.
Por fim, Êxodo 21:10-11 aborda a questão das relações conjugais entre mestres e servas.
Se o mestre tomar uma serva como esposa e depois se casar com outra, a serva não deve ser
negligenciada em termos de comida, roupa e relacionamento conjugal. Ela deve ser tratada com
dignidade e honra, não abandonada ou rebaixada.
Em contrapartida, Êxodo 21:15 estabelece uma lei que lida com ferimentos não fatais,
causados por brigas entre indivíduos. Se alguém ferir gravemente seu próximo, mas não
matá-lo, ele não deve ser condenado à morte.
O versículo seguinte, Êxodo 21:16, condena explicitamente a prática da escravidão por meio do
sequestro e venda de indivíduos. Aqueles que raptam outra pessoa para fins de escravidão
enfrentam a pena de morte. Esta lei reforça a ideia de que cada ser humano possui dignidade
inalienável e não pode ser tratado como propriedade.
A partir de Êxodo 21:18, entramos em uma série de leis que tratam de ferimentos causados por
animais. Se um boi ferir alguém, seu dono é responsável pelo dano, e uma compensação deve
ser paga. Isso reflete a preocupação com a responsabilidade dos proprietários de animais por
qualquer dano que seus animais possam causar a terceiros.
Êxodo 21:22-25 é uma das passagens mais notáveis deste capítulo e discute ferimentos
causados durante uma briga que afetam uma mulher grávida. Se uma briga resultar em
ferimentos à mulher grávida, e ela sofrer um aborto espontâneo ou perder seu filho, uma
compensação deve ser determinada. Esta lei reconhece a vida em desenvolvimento e a
necessidade de proteger tanto a mãe quanto o feto.
Finalmente, Êxodo 21:28-32 lida com situações em que um boi causa a morte de uma pessoa.
Nesse caso, o boi deve ser morto, e seu dono não é responsabilizado pela morte humana, desde
que o boi não tenha demonstrado sinais de agressão anteriormente. Esta lei equilibra a
necessidade de proteger a vida humana com a compreensão de que os animais podem agir de
forma imprevisível.
O início desta seção, em Êxodo 21:33-34, lida com a responsabilidade pelo dano causado por um
poço. Se alguém cavasse um poço e não tomasse as devidas precauções para protegê-lo, e um
boi ou asno caísse nele e morresse, o dono do poço deveria compensar o proprietário do animal.
Essa lei enfatiza a necessidade de precaução e responsabilidade ao lidar com estruturas
potencialmente perigosas, como poços.
Em seguida, Êxodo 21:35-36 aborda a responsabilidade pelo dano causado por animais. Se um
boi ferir o boi de outra pessoa, o dono do boi feridor deve compensar o proprietário do boi ferido.
Além disso, se o boi feridor já tivesse demonstrado tendência à violência e seu dono não tomasse
medidas para contê-lo, ele também seria responsabilizado pela morte do boi ferido.
Uma característica notável dessas leis é que elas refletem uma preocupação com a justiça e a
equidade. Elas garantem que a parte prejudicada seja devidamente compensada pelo dano
sofrido. Além disso, consideram as circunstâncias e a negligência do proprietário, garantindo que
a responsabilidade seja atribuída de forma apropriada.
Essas leis também servem como um lembrete da importância de tratar a propriedade alheia com
respeito. Elas incentivam a consideração mútua e a cooperação na sociedade, promovendo a
ideia de que cada indivíduo deve ser cuidadoso com o que possui e também respeitoso com o
que pertence aos outros.
Embora essas leis possam parecer específicas para um contexto agrário e pastoral antigo, seus
princípios básicos têm aplicação universal. A responsabilidade, a justiça e o respeito pela
propriedade alheia são valores que transcendem o tempo e o espaço. Na sociedade moderna,
ainda é crucial que reconheçamos nossas responsabilidades quando causamos danos à
propriedade de outras pessoas e que tomemos medidas para prevenir tais danos.
Esboço de Êxodo 22
I. Diretrizes para Roubo e Danos (Êxodo 22:1-15)
No primeiro segmento de Êxodo 22, encontramos uma série de diretrizes que tratam de questões
de roubo e danos. Este trecho da Escritura oferece uma visão valiosa sobre como a justiça era
buscada e administrada em uma sociedade antiga, mas também contém princípios atemporais
que ainda podem ser aplicados à nossa vida contemporânea.
Essa lei busca não apenas compensar a vítima, mas também desencorajar o roubo, uma vez que
o custo da restituição é significativamente maior do que o valor do animal roubado. Além disso,
ela enfatiza a importância da propriedade e do respeito pelos bens alheios na sociedade.
II. Restituição por Roubo de Propriedade (Êxodo 22:5-6)
Este trecho continua a abordar a restituição, agora referente a danos causados à propriedade
alheia. Se alguém causar dano à plantação ou ao campo de outra pessoa com seu gado, ele terá
que compensar o proprietário pelo dano total causado. Isso destaca a importância de ser
responsável pelo próprio rebanho e tomar precauções para evitar danos à propriedade alheia.
Essas leis são cruciais para garantir a justiça e a equidade nas relações entre proprietários e
cuidadores. Elas incentivam a confiança mútua e a responsabilidade na gestão de propriedades
alugadas, ao mesmo tempo em que protegem os direitos dos proprietários contra perdas injustas.
Essa lei tinha o objetivo de proteger a honra e a integridade das mulheres, bem como
promover a responsabilidade dos envolvidos nas relações sexuais.
II. Advertência Contra a Bruxaria (Êxodo 22:18)
O versículo 18 é conhecido por sua proibição à bruxaria: “Não permitirás que viva a feiticeira”.
Embora essa proibição possa parecer estranha à nossa sociedade moderna, ela reflete as
crenças e os temores do povo de Israel na época. A bruxaria era vista como uma prática que
poderia levar as pessoas a buscar poderes sobrenaturais fora de Deus, ameaçando a pureza da
adoração e da fé.
Essa lei era, portanto, uma maneira de preservar a fé monoteísta dos israelitas e evitar que eles
se desviassem para outras formas de espiritualidade. No entanto, é importante notar que essa
proibição está enraizada em um contexto histórico específico e não deve ser interpretada de
maneira literal ou simplista nos dias de hoje.
Em continuação, Êxodo 22:19 proíbe a adoração de outros deuses, afirmando: “Todo aquele que
sacrificar a outros deuses, senão somente ao Senhor, será destruído”. Essa lei visa preservar a
pureza da adoração e a fidelidade ao Deus de Israel.
Essa proibição não apenas fortalece a crença monoteísta dos israelitas, mas também os lembra
da necessidade de manter sua devoção exclusivamente a Deus e evitar a tentação de seguir
outros deuses ou adotar práticas religiosas estranhas.
IV. Pena de Morte para Quem Oferecer Sacrifícios a Outros Deuses (Êxodo 22:20)
O trecho final desta seção estabelece a pena de morte para aqueles que oferecem sacrifícios a
outros deuses. Essa medida pode parecer rigorosa aos padrões modernos, mas era vista como
uma salvaguarda fundamental para proteger a fé e a coesão da comunidade israelita.
A aplicação rigorosa dessa lei refletia a seriedade com que o povo de Israel encarava sua relação
com o Deus único e sua disposição de evitar qualquer influência que pudesse minar essa relação.
Quanto à proibição da bruxaria e da adoração de outros deuses, podemos aplicar o princípio de
manter nossa fé e devoção ao que consideramos mais importante em nossas vidas. Isso envolve
evitar influências que possam nos desviar de nossos valores e crenças centrais.
As Escrituras começam com uma exortação à proteção dos estrangeiros, viúvas e órfãos. “Não
maltratarás nem oprimirás o estrangeiro”, declara o versículo 21, enfatizando a importância de
tratar com justiça aqueles que são vulneráveis e desfavorecidos na sociedade.
A proteção dos estrangeiros, viúvas e órfãos é uma chamada à compaixão e à inclusão em nossa
sociedade globalizada. Devemos garantir que as políticas e as ações que promovemos não
marginalizem os vulneráveis, mas sim os protejam e ofereçam oportunidades para que
prosperem.
No que diz respeito aos empréstimos e à assistência aos necessitados, essas diretrizes nos
incentivam a adotar uma abordagem ética nas questões financeiras. Devemos evitar a exploração
financeira e estar dispostos a ajudar aqueles que estão em dificuldades, sem esperar nada em
troca.
Em última análise, as lições contidas em Êxodo 22:21-27 nos lembram que a justiça e o cuidado
social são valores fundamentais que devem ser incorporados em nossas vidas diárias. Elas nos
desafiam a ser agentes de mudança em nossa sociedade, buscando a igualdade, a compaixão e
a justiça para todos, especialmente para aqueles que mais precisam.
Essas diretrizes também nos lembram do exemplo de Jesus Cristo, que ensinou a importância de
amar o próximo como a nós mesmos e de cuidar dos necessitados. Assim, ao seguir esses
princípios, não apenas cumprimos a lei, mas também refletimos os valores do Reino de Deus em
nossas vidas e contribuímos para um mundo mais justo e compassivo.
O versículo 28 começa com uma exortação simples e poderosa: “Não blasfemarás contra Deus,
nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo”. Este mandamento enfatiza a importância de
reverenciar a Deus e mostrar respeito pelas autoridades designadas.
Os versículos 29 e 30 tratam das ofertas e dos sacrifícios que os israelitas eram instruídos a
apresentar a Deus. “As tuas primícias e os teus sacrifícios não retardarás”, afirma o versículo 29,
e o versículo 30 continua: “Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficarão
com sua mãe; ao oitavo dia mos darás”.
Essas leis refletem a importância do culto e do relacionamento com Deus na vida dos israelitas. A
apresentação das primícias e dos sacrifícios era uma expressão de gratidão, adoração e
obediência a Deus.
Aplicação Atual
Embora essas leis do Antigo Testamento possam parecer distantes em relação à nossa
experiência religiosa moderna, ainda podemos aprender lições valiosas delas.
No que diz respeito ao dever de honrar a Deus, isso nos lembra da importância da reverência e
do respeito em nossa vida espiritual. Devemos manter uma atitude de reverência para com Deus
e mostrar respeito pelos líderes religiosos que nos orientam em nossa jornada espiritual.
Quanto às leis sobre ofertas e sacrifícios, embora não estejamos mais sob o sistema sacrificial do
Antigo Testamento, podemos aplicar o princípio da dedicação e da generosidade em nossa
adoração. Devemos apresentar nossos dons e recursos a Deus com um coração grato,
reconhecendo que tudo o que temos vem dele.
Além disso, esses versículos nos lembram da importância de cumprir nossos compromissos com
Deus de maneira oportuna. Não devemos adiar nossos deveres religiosos, mas sim buscar uma
relação constante e sincera com o Criador.
O versículo 31 afirma: “Assim sereis para mim homens santos; e não comereis carne de animal
dilacerado no campo; lançá-la-ás aos cães”. Este versículo encerra o capítulo de maneira
poderosa, enfatizando duas questões cruciais.
1. Chamado à Santidade
Primeiramente, o versículo reforça o chamado à santidade que é central nas Escrituras. O povo
de Israel é chamado a ser “homens santos”, ou seja, a viver de maneira separada e dedicada a
Deus. Isso implica seguir as leis, praticar a justiça e adorar o Senhor de maneira fiel.
A santidade não se limita apenas a rituais religiosos, mas permeia todos os aspectos da vida
cotidiana. Os israelitas eram chamados a serem santos em suas ações, atitudes e
relacionamentos. Essa ênfase na santidade é uma lembrança atemporal de que nossa vida deve
refletir os valores e os princípios que professamos em nossa fé.
Além disso, o versículo proíbe o consumo de carne de animal dilacerado no campo, instruindo
que essa carne deve ser lançada aos cães. Essa proibição tinha implicações tanto práticas
quanto morais.
Do ponto de vista prático, evitar o consumo de carne de animal dilacerado no campo era uma
medida de saúde e higiene. Essa carne estava sujeita a contaminações e não era adequada para
o consumo humano. Assim, essa proibição visava proteger a saúde do povo de Israel.
Do ponto de vista moral, a proibição também transmitia uma mensagem importante. Ela reforçava
o valor da responsabilidade e da justiça na administração da criação de Deus. Os israelitas eram
instruídos a tratar os animais com respeito e dignidade, mesmo ao abater para alimentação.
Estudo de Êxodo 23
A primeira advertência é contra a falsa testemunha, alguém que mente e distorce a verdade
diante dos tribunais. Deus nos exorta a não nos deixarmos levar por falsidades e a sermos
testemunhas íntegras, promovendo a verdade e a justiça em todos os aspectos de nossas vidas.
Isso ressalta a importância da honestidade como um pilar fundamental da moralidade.
Além disso, somos orientados sobre a necessidade de agir com compaixão em relação aos
outros. Deus enfatiza que não devemos negar ajuda aos necessitados, mas sim estender nossa
mão para auxiliá-los. Essa diretriz nos lembra da importância de praticar a empatia e a
solidariedade, colocando o bem-estar do próximo em primeiro plano.
Outro aspecto fundamental deste trecho é a ênfase na imparcialidade nos tribunais. Deus adverte
contra o favoritismo, seja em favor dos ricos ou dos pobres, quando se trata de julgar casos. A
justiça deve ser cega, tratando todos igualmente perante a lei. Isso serve como um lembrete de
que a justiça não deve ser influenciada por status social ou recursos financeiros, mas sim pela
equidade.
A proibição de aceitar suborno é outra diretiva importante. Isso assegura que os juízes e líderes
não se deixem corromper por ganhos pessoais, garantindo que os julgamentos sejam feitos com
base na verdade e na justiça. Essa proibição destaca a integridade como um valor essencial na
administração da justiça.
Ao considerar esses ensinamentos, podemos extrair princípios valiosos para a nossa própria
conduta ética. Devemos ser pessoas honestas, que buscam a verdade em todas as situações.
Além disso, é crucial que pratiquemos a compaixão, estendendo a mão aos necessitados e
agindo de maneira justa e imparcial em nossas interações com os outros.
Essas diretrizes transcendem a época e a cultura em que foram dadas. Elas continuam a nos
orientar nos dias de hoje, à medida que enfrentamos desafios complexos em nossa sociedade.
Podemos aplicar esses princípios em nossas relações pessoais, em nosso ambiente de trabalho
e em nosso envolvimento cívico. Eles nos recordam que a justiça e a moralidade são valores
universais que devem ser cultivados em todas as áreas de nossas vidas.
A seção também enfatiza a generosidade divina ao abordar questões agrícolas. Deus instrui os
israelitas a permitirem que a terra descanse a cada sete anos, um período conhecido como
“ano sabático”..
Além disso, Êxodo 23:10-19 aborda as festas sagradas que celebram a colheita e a adoração a
Deus. A Festa dos Pães Asmos e a Festa da Colheita eram ocasiões especiais de alegria e
gratidão. Elas lembravam aos israelitas a provisão divina e a importância de reconhecer Deus
como o Doador de todas as coisas boas. Hoje, essas festas podem nos inspirar a expressar
gratidão por tudo o que recebemos e a lembrar que Deus é o sustentador de nossas vidas.
A proibição de cozinhar um cabrito no leite de sua mãe (Êxodo 23:19) pode parecer um detalhe
peculiar, mas também carrega um significado mais profundo. Ela nos lembra da necessidade de
respeitar a vida animal e tratar os seres vivos com compaixão. Essa proibição reflete a
preocupação de Deus com a justiça e a consideração pelos seres criados por Ele.
A instrução para obedecer à voz do Anjo é crucial. Deus destaca que a desobediência resultaria
em Sua ira, e o Anjo não perdoaria transgressões. Isso ressalta a importância da obediência e da
reverência para com Deus. A obediência é a chave para desfrutar plenamente das promessas
divinas de proteção e prosperidade.
Outra promessa notável nesta seção é a garantia de que Deus irá derrotar os inimigos de
Israel. Ele promete confundir as nações hostis e fazer com que elas fujam diante do povo
de Israel. Isso não apenas demonstra o poder de Deus, mas também enfatiza que Ele é o
protetor de Seu povo contra ameaças externas.
Esboço de Êxodo 24
I. Preparação para a Aliança no Monte Sinai (Êxodo 24:1-2)
¹ Depois Deus disse a Moisés: "Subam o monte para encontrar-se com o Senhor, você e Arão,
Nadabe e Abiú, e setenta autoridades de Israel. Adorem à distância.
² Somente Moisés se aproximará do Senhor; os outros não. O povo também não subirá com ele".
³ Quando Moisés se dirigiu ao povo e transmitiu-lhes todas as palavras e ordenanças do Senhor,
eles responderam em uníssono: "Faremos tudo o que o Senhor ordenou".
⁴ Moisés, então, escreveu tudo o que o Senhor dissera. Na manhã seguinte Moisés levantou-se,
construiu um altar ao pé do monte e ergueu doze colunas de pedra, representando as doze tribos
de Israel.
⁵ Em seguida enviou jovens israelitas, que ofereceram holocaustos e novilhos como sacrifícios de
comunhão ao Senhor.
⁶ Moisés colocou metade do sangue em tigelas e a outra metade derramou sobre o altar.
⁷ Em seguida, leu o Livro da Aliança para o povo, e eles disseram: "Faremos fielmente tudo o que
o Senhor ordenou".
Esboço de Êxodo 25
I. Disse o Senhor a Moisés:
² "Diga aos israelitas que me tragam uma oferta. Receba-a de todo aquele cujo coração o
compelir a dar.
³ Estas são as ofertas que deverá receber deles: ouro, prata e bronze,
⁴ fios de tecido azul, roxo e vermelho, linho fino, pêlos de cabra,
⁵ peles de carneiro tingidas de vermelho, couro, madeira de acácia,
⁶ azeite para iluminação; especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático;
⁷ pedras de ônix e outras pedras preciosas para serem encravadas no colete sacerdotal e no
peitoral.
⁸ "E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.
⁹ Façam tudo como eu lhe mostrar, conforme o modelo do tabernáculo e de cada utensílio.
¹⁰ "Faça uma arca de madeira de acácia com um metro e dez centímetros de comprimento,
setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
¹¹ Revista-a de ouro puro, por dentro e por fora, e faça uma moldura de ouro ao seu redor.
¹² Mande fundir quatro argolas de ouro para ela e prenda-as em seus quatro pés, com duas
argolas de um lado e duas do outro.
¹³ Depois faça varas de madeira de acácia, revista-as de ouro
¹⁴ e coloque-as nas argolas laterais da arca, para que possa ser carregada.
¹⁵ As varas permanecerão nas argolas da arca; não devem ser retiradas.
¹⁶ Então coloque dentro da arca as tábuas da aliança que lhe darei.
¹⁷ "Faça uma tampa de ouro puro com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta
centímetros de largura,
¹⁸ com dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa.
¹⁹ Faça um querubim numa extremidade e o segundo na outra, formando uma só peça com a
tampa.
²⁰ Os querubins devem ter suas asas estendidas para cima, cobrindo com elas a tampa. Ficarão
de frente um para o outro, com o rosto voltado para a tampa.
²¹ Coloque a tampa sobre a arca, e dentro dela as tábuas da aliança que darei a você.
²² Ali, sobre a tampa, no meio dos dois querubins que se encontram sobre a arca da aliança, eu
me encontrarei com você e lhe darei todos os meus mandamentos destinados aos israelitas.
²³ "Faça uma mesa de madeira de acácia com noventa centímetros de comprimento, quarenta e
cinco centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
²⁴ Revista-a de ouro puro e faça uma moldura de ouro ao seu redor.
²⁵ Faça também ao seu redor uma borda com a largura de quatro dedos e uma moldura de ouro
para essa borda.
²⁶ Faça quatro argolas de ouro para a mesa e prenda-as nos quatro cantos dela, onde estão os
seus quatro pés.
²⁷ As argolas devem ser presas próximas da borda para que sustentem as varas usadas para
carregar a mesa.
²⁸ Faça as varas de madeira de acácia, revestindo-as de ouro; com elas se carregará a mesa.
²⁹ Faça de ouro puro os seus pratos e o recipiente para incenso, as suas tigelas e as bacias nas
quais se derramam as ofertas de bebidas.
³⁰ Coloque sobre a mesa os pães da Presença, para que estejam sempre diante de mim.
³¹ "Faça um candelabro de ouro puro e batido. O pedestal, a haste, as taças, as flores e os botões
do candelabro formarão com ele uma só peça.
³² Seis braços sairão do candelabro: três de um lado e três do outro.
³³ Haverá três taças com formato de flor de amêndoa num dos braços, cada uma com botão e flor,
e três taças com formato de flor de amêndoa no braço seguinte, cada uma com botão e flor.
Assim será com os seis braços que saem do candelabro.
³⁴ Na haste do candelabro haverá quatro taças com formato de flor de amêndoa, cada uma com
botão e flor.
³⁵ Haverá um botão debaixo de cada par dos seis braços que saem do candelabro.
³⁶ Os braços com seus botões formarão uma só peça com o candelabro, tudo feito de ouro puro e
batido.
³⁷ "Faça-lhe também sete lâmpadas e coloque-as nele para que iluminem a frente dele.
³⁸ Seus cortadores de pavio e seus apagadores serão de ouro puro.
³⁹ Com trinta e cinco quilos de ouro puro faça o candelabro e todos esses utensílios.
⁴⁰ Tenha o cuidado de fazê-lo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte".
Esboço de Êxodo 26
I. Preparação das cortinas (Êxodo 26:1-6)
I. Preparação das cortinas (Êxodo 26:1-6)
A. Tecidos de linho fino (26:1-2)
B. Cores e tamanhos das cortinas (26:3-6)
Esboço de Êxodo 27
I. Preparação do Altar do Holocausto (Ex 27:1-8)
A passagem de Êxodo 27:1-8 nos conduz a um dos elementos centrais do Tabernáculo, o Altar
do Holocausto, que desempenhava um papel crucial nas práticas de adoração e sacrifício do
povo de Israel. Nesta seção, somos apresentados a detalhes fascinantes sobre a construção e
significado deste altar sagrado, que representa a busca da comunhão com Deus.
A primeira coisa que notamos ao explorar essa parte das Escrituras é a importância dada à
precisão e à obediência nas instruções divinas. O Altar do Holocausto não era apenas uma
estrutura qualquer, mas um lugar santificado pelo próprio Deus. Ele deveria ser feito de madeira
de acácia, uma madeira durável e resistente, e revestido de bronze, simbolizando a purificação e
a santidade. As dimensões também eram estritamente definidas: cinco côvados de comprimento,
cinco côvados de largura e três côvados de altura, proporcionando uma base sólida e simétrica.
A inserção de quatro anéis no Altar do Holocausto, dois de cada lado, também tinha um propósito
significativo. Eles serviam para fixar varas que permitiam o transporte do altar de um lugar para
outro. Isso era essencial, pois o Tabernáculo era uma estrutura portátil, significando que o povo
de Israel deveria estar preparado para seguir a orientação divina e mover-se quando necessário.
Além disso, a simetria e as dimensões exatas do altar nos ensinam sobre a importância da ordem
e da obediência em nossa adoração a Deus. Assim como o Altar do Holocausto era construído de
acordo com as instruções divinas, também devemos buscar adorar a Deus com sinceridade e
reverência, seguindo Sua Palavra.
Em resumo, Êxodo 27:1-8 nos apresenta ao Altar do Holocausto, uma peça fundamental do
Tabernáculo, que representa a busca pela comunhão com Deus e a expiação dos pecados. Suas
características e simbolismo nos lembram da necessidade de obedecer às instruções divinas e
nos apontam para o sacrifício definitivo de Cristo como nossa redenção.
Primeiramente, somos informados sobre a cerca que rodeava o pátio. Essa cerca, com uma
altura de cinco côvados (aproximadamente 2,3 metros), servia como uma barreira física que
separava o espaço sagrado do mundo exterior. Era feita de tecido de linho fino, que é um material
que evoca pureza e santidade. Esta barreira visível lembrava ao povo de Israel que a adoração a
Deus exigia separação e dedicação.
Além da cerca, a passagem nos diz que esta barreira era sustentada por colunas de bronze,
fincadas no solo. Essas colunas, com ganchos de prata e capitéis ornamentados, eram mais do
que meros suportes físicos; elas eram símbolos da força e da beleza da comunhão com Deus. As
bases de bronze nos lembram da firmeza da fé, enquanto os ganchos de prata simbolizam a
pureza necessária para estar na presença de Deus.
Outro elemento notável no Pátio do Tabernáculo era a entrada. Aqui, somos informados sobre
uma cortina que servia como a única passagem para acessar o pátio. Essa entrada era feita de
linho fino bordado, púrpura, azul e vermelho, cores que também aparecem nas vestes sacerdotais
e que representam diferentes aspectos da relação entre Deus e o homem. A entrada era uma
porta estreita, lembrando-nos de que Jesus disse que Ele é a porta estreita pela qual devemos
entrar para a vida eterna.
Além disso, a cortina da entrada era sustentada por cinco colunas de madeira de acácia, cobertas
de ouro. Essas colunas representam a beleza e a divindade de Cristo, que é a porta para a
salvação. As bases de bronze novamente enfatizam a firmeza da fé necessária para entrar na
presença de Deus.
Essa seção também nos fala sobre os cordões e estacas que mantinham a cerca e a entrada
firmemente no lugar. Esses elementos práticos tinham um significado espiritual profundo. Os
cordões representavam a conexão entre o povo de Israel e Deus, enquanto as estacas
simbolizavam a estabilidade e a fundação de sua fé.
Além disso, à medida que exploramos a simbologia desses elementos, vemos a conexão com
Jesus Cristo, que é a porta estreita pela qual devemos passar para ter acesso a Deus. As cores,
os materiais e as dimensões nos apontam para a obra redentora de Cristo e a necessidade de
uma fé sólida para entrar na presença de Deus.
Em resumo, Êxodo 27:9-19 nos leva a uma jornada através do Pátio do Tabernáculo, destacando
a importância da separação, da fé e da compreensão simbólica na adoração a Deus. Esta seção
das Escrituras nos lembra que a comunhão com Deus requer dedicação e preparação, e que
Jesus Cristo é a porta para a presença divina.
Esses dois versículos finais do capítulo são concisos, mas eles nos trazem uma mensagem
fundamental. Aqui, Deus instrui Moisés a ordenar aos filhos de Israel que tragam azeite de oliva
puro, extraído a frio, para manter a lâmpada do Tabernáculo acesa continuamente, do entardecer
ao amanhecer, diante do Senhor.
A lâmpada, ou menorá, era uma peça central no Tabernáculo. Ela representava a presença
contínua de Deus no meio do Seu povo. Manter a lâmpada acesa era uma responsabilidade
sagrada, pois simbolizava a luz da verdade divina que ilumina o caminho do povo de Deus.
Essa ideia de luz também está profundamente ligada a Cristo, que se declarou como “a luz do
mundo”. Assim como a lâmpada no Tabernáculo iluminava o ambiente, Jesus ilumina nossas
vidas, revelando a verdade e afastando as trevas espirituais.
Além disso, o óleo de oliva, usado para manter a lâmpada acesa, é um símbolo do Espírito Santo.
Assim como o óleo nutria a chama da lâmpada, o Espírito Santo nutre e fortalece nossa fé, nos
capacitando a viver de acordo com a vontade de Deus.
Em nossas vidas hoje, a mensagem desses versículos continua relevante. Devemos buscar a
pureza e a integridade em nossa adoração e relacionamento com Deus. A luz espiritual,
representada pela lâmpada, nunca deve ser apagada, e a presença contínua de Deus em nossas
vidas nos guiará em meio às trevas deste mundo.
Além disso, devemos lembrar que o Espírito Santo é a fonte de nosso poder espiritual,
capacitando-nos a viver vidas de fé e obediência. Assim como o óleo de oliva nutria a lâmpada, o
Espírito Santo nos fortalece e nos capacita a brilhar como luzes em um mundo em trevas.
Em resumo, Êxodo 27:20-21 nos ensina sobre a importância da luz espiritual, da pureza e da
presença de Deus em nossas vidas. Esses versículos nos lembram que Jesus é a luz do mundo,
o Espírito Santo nos fortalece, e a verdade divina nunca deve ser apagada. Que possamos viver
como lâmpadas acesas, iluminando o caminho para os outros e refletindo a glória de Deus em
tudo o que fazemos.
Esboço de Êxodo 28
I. Preparação dos Sacerdotes (Êxodo 28:1-5)
O capítulo 28 de Êxodo nos leva a uma viagem singular pela indumentária sacerdotal,
começando com a preparação dos sacerdotes para o serviço sagrado. Neste primeiro trecho,
encontramos instruções precisas dadas por Deus a Moisés sobre como convocar e vestir Arão e
seus filhos para o papel sagrado de sacerdotes.
No versículo 1, Deus ordena que Moisés “chame a Si Arão, teu irmão, e seus filhos consigo,
dentre os filhos de Israel, para que me ofertem o serviço sacerdotal.” Aqui, vemos que a
convocação para o serviço sacerdotal não era uma escolha arbitrária, mas uma designação
divina. Arão e seus descendentes foram escolhidos por Deus para cumprir um papel crucial na
adoração e na intercessão em nome do povo de Israel. Esta convocação nos lembra da
importância da escolha divina e da separação para o serviço sagrado em nossas próprias vidas
espirituais.
No versículo 6, Deus instrui Moisés a fazer “o manto do éfode, inteiramente de azul.” O azul, ao
longo das escrituras, é frequentemente associado ao céu e à divindade. Neste contexto, o manto
azul representa a conexão direta entre o sacerdote e Deus, lembrando-nos da importância da
verticalidade em nossa fé – nossa busca por uma comunhão íntima com o Criador.
Além do azul, o versículo 8 nos fala do uso de “ouro, azul, púrpura, púrpura escarlate e linho fino
torcido” no manto. Essa mistura de materiais não apenas adiciona beleza à veste, mas também
simboliza a riqueza espiritual que o sacerdote traz consigo ao se aproximar de Deus. O ouro, em
particular, representa a preciosidade da adoração e a pureza do coração.
Nos versículos 10 a 12, encontramos detalhes sobre as duas cadeias de ouro que prendem o
éfode ao manto. Essas cadeias representam a ligação inseparável entre o sacerdote e sua
função. A união do manto e do éfode é uma metáfora visual da conexão entre a adoração e o
serviço sacerdotal. Assim como essas cadeias não podem ser separadas, a adoração e o serviço
devem ser intrinsecamente ligados em nossa vida espiritual.
Finalmente, no versículo 14, a seção conclui com a descrição de ombreiras no éfode, onde duas
pedras de ônix são engastadas, gravadas com os nomes das doze tribos. As ombreiras
representam a força e a responsabilidade do sacerdote, lembrando-o de que ele carrega o povo
de Israel sobre seus ombros, perante Deus.
Em resumo, a descrição do manto e do éfode no capítulo 28 de Êxodo nos apresenta uma visão
profunda das vestimentas sacerdotais e seu simbolismo espiritual. O manto azul, a mistura de
materiais, as pedras preciosas e as cadeias de ouro todos nos lembram da beleza, da riqueza
espiritual, da responsabilidade e da ligação que permeiam o serviço sacerdotal. Esses elementos
são mais do que simples ornamentos; eles são representações visuais da relação entre o
sacerdote e Deus, bem como da conexão entre a adoração e o serviço na vida espiritual. Como
aprendizes da fé, podemos refletir sobre como essa conexão se aplica a nós e como podemos
trazer mais significado e profundidade à nossa própria adoração e serviço a Deus.
No versículo 15, somos apresentados ao peitoral de julgamento, também conhecido como “éfode
do juízo”. Este peitoral era feito de materiais preciosos, como o ouro, o azul, a púrpura, a púrpura
escarlate e o linho fino torcido. O uso do ouro representa a divindade e a santidade, enquanto as
cores simbolizam a majestade de Deus. O peitoral era uma vestimenta especial usada pelo sumo
sacerdote quando ele buscava orientação divina e tomava decisões importantes, como no caso
de julgamentos e consultas a Deus. Isso nos lembra que, em nossas próprias vidas, a busca pela
sabedoria divina e a tomada de decisões importantes devem ser guiadas pela busca da vontade
de Deus.
A característica mais notável do peitoral eram as doze pedras preciosas que o adornavam,
cada uma gravada com o nome de uma das doze tribos de Israel. Essas pedras tinham um
propósito significativo e profundo. Elas representavam a unidade das tribos e a
responsabilidade do sumo sacerdote de interceder por todo o povo diante de Deus. Além
disso, as pedras eram usadas para o “juízo dos filhos de Israel” (versículo 30). Isso significa que o
peitoral era uma ferramenta para buscar a direção de Deus em questões importantes e para
discernir Sua vontade em situações de julgamento e tomada de decisões.
A inclusão das pedras preciosas com os nomes das tribos também nos ensina sobre a
importância da comunidade na fé. Assim como o sumo sacerdote carregava as tribos sobre o
peitoral, somos lembrados de que nossa fé não é uma jornada solitária. Fazemos parte de uma
comunidade de crentes, e nossas ações e intercessões podem impactar a todos.
Além disso, a descrição das pedras preciosas nos convida a contemplar a diversidade e a
singularidade das tribos de Israel. Cada uma delas tinha um nome, uma história e um lugar
especial no coração de Deus. Isso nos lembra que, na família de Deus, somos todos únicos e
valiosos aos olhos do Pai Celestial.
Outro detalhe significativo é que o peitoral estava amarrado ao éfode por correntes de ouro.
Essas correntes representam a conexão inseparável entre o peitoral, que simboliza a intercessão
e o julgamento, e o éfode, que representa o serviço e a adoração. Isso nos ensina que nossa
adoração a Deus e nossa intercessão pelos outros estão intrinsecamente ligadas. Não podemos
separar nossa busca por Deus da responsabilidade de orar e interceder por aqueles que
precisam.
Em resumo, a descrição do peitoral e das pedras preciosas em Êxodo 28:15-30 nos revela a
profundidade e a riqueza do simbolismo das vestimentas sacerdotais. O peitoral, com suas
pedras gravadas e as correntes de ouro, nos lembra da importância da intercessão, do
julgamento e da unidade na fé. Essas peças não eram apenas ornamentos, mas instrumentos
sagrados que o sumo sacerdote usava para buscar a vontade de Deus e representar o povo
diante do Altíssimo. Podemos encontrar inspiração nesse simbolismo enquanto buscamos uma
conexão mais profunda com Deus e uma maior compreensão do papel da intercessão em nossas
próprias vidas espirituais.
O manto de linho, descrito no versículo 39, era uma peça de vestuário simples, feita inteiramente
de linho fino. O linho, ao longo das Escrituras, é frequentemente associado à pureza e à justiça.
Neste contexto, o manto de linho simboliza a retidão e a integridade necessárias para o serviço
sacerdotal. Ele nos lembra que, ao nos aproximarmos de Deus em adoração e serviço, devemos
fazê-lo com corações puros e vidas santificadas.
Além disso, a seção conclui com a ideia de que “isto será a Arão e a seus filhos por estatuto
perpétuo” (versículo 43). Isso significa que as vestimentas sacerdotais eram uma parte
permanente do serviço sacerdotal, transmitido de geração em geração. Isso nos lembra da
continuidade da fé e da responsabilidade de transmitir nossos valores espirituais às futuras
gerações.
Em resumo, o quarto trecho de Êxodo 28 nos apresenta as vestimentas finais dos sacerdotes,
incluindo o manto de linho, a mitra e a coroa de santidade. Essas peças carregam consigo
significados profundos de pureza, santidade e consagração. Elas nos lembram da importância da
reverência em nossa adoração a Deus e do compromisso contínuo com a fé ao longo das
gerações. À medida que exploramos essas vestimentas, somos desafiados a considerar como
podemos trazer mais santidade e reverência ao nosso próprio relacionamento com o Divino.
Esboço de Êxodo 29
As vestimentas sacerdotais eram mais do que simples roupas; elas eram uma manifestação
tangível da separação e da santidade dos sacerdotes. Elas representavam a distinção entre o
sagrado e o comum, o divino e o terreno. O Senhor, que é santo, exigia que Seus servos também
fossem santos, e essas vestimentas eram um símbolo visível dessa separação.
No versículo 1, Deus ordena que Moisés traga seu irmão Arão e seus filhos até a entrada
do Tabernáculo, indicando a importância deste ato de consagração. Essa reunião à entrada
do Tabernáculo simboliza a transição dos sacerdotes para um estado mais elevado de serviço a
Deus e à comunidade. O lugar escolhido para esse momento é significativo, pois é ali que a
presença de Deus se manifestaria de maneira especial.
O versículo 2 nos detalha as vestimentas que seriam colocadas sobre Arão: uma túnica, um
manto, o colete sacerdotal, o efod e o peitoral. Cada peça tinha seu propósito e significado
específico. A túnica, por exemplo, representava a justiça e a pureza que os sacerdotes deveriam
possuir, enquanto o manto azul simbolizava a autoridade e o serviço ministerial. O colete
sacerdotal, com suas pedras preciosas, lembrava o povo de Israel da responsabilidade dos
sacerdotes de levar a nação em sua interação com Deus.
O efod, uma peça de linho branco e fios azuis, roxos e escarlates, era um símbolo da glória e
beleza de Deus, enquanto o peitoral continha as pedras do Urim e Tumim, que eram usadas para
buscar a orientação divina. Juntas, essas vestimentas formavam uma vestimenta majestosa e
santa, que destacava a importância da função sacerdotal.
O versículo 3 nos revela a instrução divina de colocar o turbante na cabeça de Arão, que trazia a
inscrição “Santo ao Senhor”. Este turbante, com sua inscrição, destacava a santidade e a
separação dos sacerdotes, lembrando-os de que eles eram consagrados para o serviço exclusivo
do Deus Todo-Poderoso. Era uma marca visível de sua dedicação e compromisso com a
adoração a Deus.
Em resumo, a preparação dos sacerdotes descrita em Êxodo 29:1-3 nos apresenta a importância
da santidade, separação e consagração no serviço a Deus. As vestimentas sacerdotais eram
mais do que simples indumentárias; eram símbolos tangíveis da chamada divina e da
responsabilidade solene que recaía sobre aqueles que lideravam o culto no Tabernáculo. Isso
nos lembra da necessidade contínua de santidade em nossa própria vida espiritual e da
reverência que devemos ter ao nos aproximarmos de Deus em adoração.
O processo de consagração começa com a imposição das mãos sobre o novilho, como
mencionado no versículo 4. Esse ato tinha um simbolismo profundo, representando a
transferência simbólica dos pecados e impurezas dos sacerdotes para a oferta sacrificial. Essa
transferência era uma lembrança vívida da necessidade da expiação e purificação antes de se
aproximarem de Deus em serviço.
A seguir, o novilho era sacrificado, e seu sangue era aspergido sobre o altar e sobre os chifres do
altar, como visto nos versículos 10 e 12. Isso tinha o propósito de santificar o altar, tornando-o um
lugar sagrado de encontro com Deus. O sangue também era colocado sobre Arão e seus filhos,
simbolizando a purificação e a consagração dos sacerdotes.
No versículo 15, somos introduzidos ao primeiro carneiro, que também é sacrificado como um
holocausto. Esse ato representa o compromisso total dos sacerdotes com Deus, oferecendo-se
completamente em serviço. O sacrifício do segundo carneiro, mencionado nos versículos 19-20,
tem uma conotação semelhante e enfatiza ainda mais a necessidade de total dedicação.
A unção dos sacerdotes com óleo sagrado, conforme descrito nos versículos 22-25, era um ato
simbólico de consagração e capacitação divina. Isso os separava para o serviço sacerdotal e os
capacitava para liderar a adoração do povo de Israel.
A consagração do altar, mencionada nos versículos 26-28, era fundamental, pois tornava o altar
um lugar adequado para a oferta de sacrifícios a Deus. O altar era o local onde o povo de Israel
buscava reconciliação e comunhão com Deus, e sua santificação refletia a santidade de Deus e
Sua disposição para se encontrar com Seu povo.
O versículo 30 introduz a ideia de que a ordenação sacerdotal era uma questão perpétua, pois se
referia a Arão e seus filhos como “sacerdotes para sempre”. Isso significava que a consagração
não era apenas um evento único, mas uma designação que passaria de geração em geração.
Essa continuidade enfatiza a importância do sacerdócio como uma instituição central na adoração
a Deus.
A cerimônia de ordenação, como revelada nos versículos 31 a 35, tinha uma duração de sete
dias. Esse período era caracterizado por ofertas diárias de novilhos como sacrifícios pelo pecado,
simbolizando a constante necessidade de expiação e purificação. Os sete dias também eram um
período de separação e dedicação completa ao serviço de Deus. Durante esse tempo, os
sacerdotes não só se familiarizavam com os rituais, mas também eram imbuídos da seriedade de
sua vocação e responsabilidade.
No versículo 36, lemos que, no último dia da ordenação, um novilho era oferecido como um
sacrifício pelo pecado para purificar o altar, tornando-o completamente aceitável diante de Deus.
Essa etapa final da cerimônia era crucial, pois estabelecia um altar purificado para a adoração
contínua do povo de Israel. O altar era o local de encontro entre Deus e Seu povo, e sua pureza
era essencial para que a comunhão com Deus fosse possível.
A ordenação sacerdotal não era apenas um rito cerimonial; era um compromisso de vida. No
versículo 37, Deus afirma que o altar é “santíssimo” e tudo o que o toca se torna santo. Isso
ilustra como a santidade da ordenação dos sacerdotes impactava tudo o que estava relacionado
ao Tabernáculo e ao culto a Deus. Os sacerdotes não podiam tratar sua vocação de maneira
leviana; eles eram responsáveis por manter a santidade do altar e facilitar o encontro do povo
com Deus.
O versículo 43 inicia com uma afirmação marcante: “Eu virei ao encontro dos filhos de Israel e os
abençoarei.” Essas palavras destacam a promessa de Deus de estar presente e ativo na vida do
Seu povo. Deus não apenas chamou os sacerdotes para servi-Lo, mas também prometeu Sua
bênção e Sua presença constante como recompensa por sua consagração.
A presença de Deus era simbolizada pelo Tabernáculo, que era a morada terrena de Sua glória.
Quando o Tabernáculo estava pronto e os sacerdotes devidamente consagrados, Deus habitava
no meio do acampamento de Israel. Isso era uma demonstração tangível da Sua fidelidade à Sua
aliança com Israel e Sua disposição de estar próximo a eles.
O versículo 44 continua a enfatizar essa relação especial entre Deus e Seu povo. Ele declara:
“Assim santificarei a tenda da revelação e o altar; santificarei também a Arão e seus filhos para
que me administrem o sacerdócio.” A santificação da tenda da revelação e do altar era essencial,
pois eles eram os lugares onde Deus encontraria Seu povo. Através dessa santificação, Deus
reafirma Sua presença e santidade no Tabernáculo.
Além disso, a santificação de Arão e seus filhos como sacerdotes tinha o propósito de capacitá-
los a administrar o sacerdócio de maneira adequada e digna. Eles foram escolhidos por Deus e
consagrados para cumprir esse papel sagrado com reverência e fidelidade.
O versículo 45 destaca a proximidade desejada por Deus: “Habitarei no meio dos filhos de Israel
e serei o seu Deus.” Esta afirmação ressalta a aliança pessoal entre Deus e Seu povo. Deus não
apenas queria ser adorado de longe; Ele desejava estar no meio do Seu povo, compartilhando
sua jornada e cuidando de suas necessidades. Isso reflete a intimidade que Deus deseja ter
conosco em nosso relacionamento com Ele.
Por fim, o versículo 46 encerra essa seção com a afirmação de que o propósito de todo esse
ritual de consagração era mostrar a Israel que Deus é o Senhor, que os tirou do Egito para ser o
seu Deus. A consagração dos sacerdotes, a santificação do Tabernáculo e a promessa da
presença de Deus eram uma lembrança constante para o povo de que eles pertenciam a Deus,
que Ele os resgatou e que Ele desejava ser o seu Deus fiel.
Um detalhe notável é a presença de “cornos” no altar. Estes quatro “cornos” nas extremidades do
altar eram proeminentes e simbolizavam a autoridade e o poder divinos. Eles também serviam
como um local onde o sangue de certos sacrifícios poderia ser aspergido como parte de
cerimônias específicas, realçando a dualidade do altar como um lugar de adoração e
reconciliação.
As instruções para o uso do altar do incenso são igualmente importantes. A oferta de incenso
deveria ser contínua, realizada diariamente pelo sacerdote designado. Essa oferta regular de
incenso cria uma atmosfera de santidade contínua no Tabernáculo, enchendo o ambiente com
uma fragrância doce e agradável, que simboliza as orações que sobem a Deus.
É interessante observar que o altar do incenso está localizado na parte interna do Tabernáculo,
no Santo dos Santos, separado por uma cortina densa. Isso destaca a natureza íntima e
reverente da adoração a Deus, enfatizando que somente o sacerdote designado tinha permissão
para entrar nesta área e oferecer incenso diante do Senhor.
Em resumo, a preparação do altar do incenso em Êxodo 30:1-10 nos ensina sobre a importância
da adoração contínua, da intimidade com Deus e da reverência na aproximação do divino. O altar
do incenso representa um lugar de comunhão e intercessão, onde as orações do povo de Israel
eram elevadas a Deus, e sua presença e fragrância eram um lembrete constante da proximidade
de Deus no Tabernáculo.
A quantia do meio siclo de prata era relativamente pequena, mas o seu significado era profundo.
Essa oferta representava o valor da vida de cada indivíduo perante Deus. Cada pessoa
reconhecia sua dependência de Deus e sua necessidade de redenção e purificação. Além disso,
o uso específico dos fundos também tinha um propósito sagrado: a manutenção do Tabernáculo,
incluindo o cuidado com o altar do incenso, os utensílios sagrados e a tenda da congregação.
O ato de contribuir com o meio siclo de prata era um lembrete constante da responsabilidade
individual perante Deus. Isso destacava a igualdade de todos perante o Senhor,
independentemente de sua posição social ou riqueza material. O rico não poderia dar mais, nem
o pobre poderia dar menos. Todos eram igualmente valiosos e necessários na comunidade de
Israel.
Além disso, a contribuição tinha implicações para a purificação ritual. O texto afirma que a prata
recolhida deveria ser usada para fazer expiação pelas almas dos israelitas. Isso reflete a ideia de
que a pureza espiritual da comunidade era crucial para manter uma relação adequada com Deus.
A oferta do meio siclo de prata simbolizava o desejo de se arrepender e buscar a reconciliação
com o divino.
Outro aspecto notável é a proibição de contar o povo diretamente. O texto instrui Moisés a coletar
a oferta sem realizar um recenseamento formal. Isso demonstra a preocupação de Deus em não
encorajar um orgulho nacional baseado em números ou em confiar demasiadamente na força
militar ou nos recursos materiais do povo de Israel. Em vez disso, Deus desejava que o foco
estivesse na dependência dele e na consciência da necessidade espiritual.
Em resumo, “II. O Resgate das Almas” em Êxodo 30:11-16 nos ensina sobre a importância da
igualdade espiritual, da responsabilidade individual e da necessidade de purificação na
comunidade de Israel. A contribuição do meio siclo de prata era um ato simbólico e prático que
lembrava a todos que a vida e a pureza espiritual eram valores inestimáveis. Era uma maneira de
manter o foco na relação com Deus e na dependência dele, enquanto garantia os recursos
necessários para o Tabernáculo e o serviço divino. Essa seção ressalta a profunda conexão entre
a adoração e a responsabilidade social no contexto da fé israelita.
O Lava-Pés, descrito no início desta seção, era uma bacia de bronze posicionada entre o altar do
incenso e a tenda da congregação. Era utilizado pelos sacerdotes para lavar as mãos e os pés
antes de se aproximarem do altar ou entrarem na tenda da congregação. Este ato simbólico era
fundamental para a purificação ritual dos sacerdotes, representando a necessidade de santidade
e pureza ao se aproximarem de Deus.
A escolha do material, o bronze, para a bacia é significativa. O bronze era associado à força e à
firmeza. Isso destacava a ideia de que a pureza espiritual e a firmeza na fé eram igualmente
essenciais para o serviço sacerdotal. O ato de lavar as mãos e os pés também simbolizava a
remoção de impurezas e pecados, preparando os sacerdotes para o serviço divino.
Além disso, o texto menciona o “Óleo Santo” e suas aplicações. O óleo santo era uma mistura
especial de óleos aromáticos e especiarias, cuidadosamente preparada para fins sagrados. Era
usado para ungir tanto o Tabernáculo quanto os sacerdotes, conferindo-lhes uma consagração
especial e indicando sua separação para o serviço de Deus.
A unção com o óleo santo tinha um significado profundo. Ela simbolizava a escolha divina e a
capacitação para o serviço sacerdotal. Era um ato de consagração, separando os sacerdotes e os
objetos sagrados para a obra de Deus. A unção também tinha uma dimensão profética,
apontando para o papel do Messias como o Ungido de Deus.
A importância do óleo santo é enfatizada pelo fato de que sua reprodução era estritamente
proibida para uso pessoal. Isso destacava sua exclusividade e seu caráter sagrado, evitando que
fosse utilizado de forma profana. Era um lembrete constante da separação entre o sagrado e o
comum, e da importância de manter a santidade.
Em resumo, “III. O Lava-Pés e o Óleo Santo” em Êxodo 30:17-33 nos fornece uma visão profunda
da necessidade de pureza e consagração no serviço religioso. O Lava-Pés representava a
purificação ritual dos sacerdotes, preparando-os para se aproximarem de Deus com santidade e
reverência. O Óleo Santo, por sua vez, simbolizava a unção divina e a consagração especial dos
sacerdotes e dos objetos sagrados. Ambos os elementos eram essenciais para a manutenção da
santidade no Tabernáculo e no relacionamento entre o povo de Israel e o Senhor. Eles nos
lembram da importância da pureza espiritual e da consagração em nossa própria jornada de fé,
buscando uma relação mais próxima com o divino.
O texto começa descrevendo a composição específica do incenso sagrado, que seria usado na
cerimônia de unção. Este incenso era feito de uma mistura de especiarias aromáticas finas,
incluindo mirra, cálamo aromático, canela e cássia. Cada um desses elementos contribuía com
uma fragrância única, criando uma mistura aromática distinta e agradável. Esta fragrância não era
apenas física, mas também espiritual, representando a presença e a comunhão com Deus.
O incenso também era preparado com óleo de oliva puro. O óleo de oliva era altamente
valorizado na cultura antiga por suas propriedades nutritivas e curativas, simbolizando a unção e
a capacitação divina. Essa mistura de óleo de oliva e especiarias aromáticas criava um líquido
precioso, exclusivo para fins sagrados, destacando a importância da separação do sagrado e do
comum.
A cerimônia de unção tinha como alvo principal os sacerdotes, especificamente Arão e seus
filhos, que seriam os líderes espirituais e os mediadores entre o povo e Deus. A unção com o óleo
sagrado era um ato de consagração, separando-os para o serviço sagrado. Isso simbolizava a
escolha divina e a capacitação para a função sacerdotal. A unção também tinha uma dimensão
profética, apontando para o papel do Messias como o Ungido de Deus.
Além dos sacerdotes, os objetos sagrados também eram ungidos com o óleo. Isso incluía o altar
do incenso, o altar do holocausto e todos os utensílios usados no serviço religioso. Cada um
desses elementos era separado e consagrado para o serviço sagrado, destacando a santidade do
Tabernáculo e sua importância na vida espiritual de Israel.
A repetição da cerimônia de unção era crucial. O texto enfatiza que essa unção deveria ser
realizada “dia após dia”. Isso indicava a necessidade contínua de consagração e purificação no
serviço religioso. A santidade não era um estado estático, mas um compromisso constante com
Deus e sua presença.
A proibição de reproduzir essa mistura de óleo e especiarias para uso pessoal era significativa.
Isso destacava a exclusividade do óleo sagrado e sua separação do profano. O povo de Israel
deveria entender que a unção era reservada para propósitos sagrados e não poderia ser usada
para ganhos pessoais ou profanos.
Em resumo, “IV. A Unção dos Sacerdotes e dos Utensílios” em Êxodo 30:34-38 nos oferece uma
visão profunda da cerimônia de unção no Tabernáculo. Essa cerimônia era fundamental para a
separação e a consagração dos sacerdotes e dos objetos sagrados, garantindo a santidade do
serviço religioso. O óleo sagrado e as especiarias aromáticas representavam a fragrância da
comunhão com Deus, enquanto a unção simbolizava a escolha divina e a capacitação para a
função sacerdotal. Era um lembrete constante da importância da pureza espiritual e da separação
do sagrado e do comum. Essa seção nos convida a refletir sobre a necessidade de consagração
em nossa própria jornada espiritual, buscando uma relação mais profunda com o divino e um
serviço dedicado a Deus.
Em nossos dias, a ideia de adoração continua sendo central em muitas tradições religiosas.
Assim como o incenso simbolizava as orações que sobem a Deus no Tabernáculo, nossas
próprias práticas de adoração são uma forma de nos conectarmos com o divino. Podemos
lembrar que a adoração não é apenas um ato exterior, mas também uma expressão sincera de
nossos corações. Independentemente da tradição religiosa que seguimos, podemos buscar uma
adoração que seja cheia de significado, onde nossas palavras e ações reflitam nossa devoção e
amor por Deus.
A ideia de separação entre o sagrado e o profano é outra lição relevante para nossos dias. Em
um mundo secularizado, é fácil perder de vista a importância da sacralidade e do respeito pelo
divino. Êxodo 30 nos recorda que há coisas que são reservadas para propósitos sagrados, e é
fundamental preservar essa distinção. Isso nos desafia a manter uma reverência pela
espiritualidade em meio às distrações da vida moderna.
Além disso, a cerimônia de unção descrita no capítulo nos fala sobre a capacitação divina. Assim
como os sacerdotes eram ungidos para seu serviço sagrado, podemos refletir sobre como Deus
nos capacita em nossa própria jornada. Isso nos lembra que não estamos sozinhos em nossos
esforços espirituais, mas contamos com o apoio e a capacitação divina para cumprir nossa
missão.
Esboço de Êxodo 31
I. A Capacitação dos Artesãos (Êxodo 31:1-6)
A seção “A Capacitação dos Artesãos” em Êxodo 31:1-6 é um retrato notável da maneira como
Deus equipa indivíduos com habilidades e talentos específicos para cumprir Sua vontade. Nesses
versículos, somos apresentados a Bezalel e Aoliabe, dois artífices escolhidos por Deus para
liderar a construção do tabernáculo, um local de adoração de grande importância para o povo de
Israel. Essa narrativa ressalta algumas lições valiosas sobre a maneira como Deus utiliza os dons
de cada pessoa para Seus propósitos divinos.
Primeiramente, notamos o chamado divino a Bezalel. Deus não apenas escolheu Bezalel, mas
também o “chamou pelo nome” (Êxodo 31:2). Isso demonstra uma intimidade notável entre Deus
e Seu servo. O Senhor não apenas tinha um plano específico para Bezalel, mas também o
conhecia pessoalmente, evidenciando o cuidado divino pelas necessidades individuais de Seu
povo. Esse chamado destaca que Deus não age aleatoriamente; Ele tem um propósito específico
para cada um de nós, conhece-nos profundamente e nos equipa de acordo com Seu plano
soberano.
Além disso, observe-se que Deus preencheu Bezalel com o Espírito de Deus, bem como com
habilidade, inteligência e conhecimento em todas as formas de artesanato (Êxodo 31:3). Isso
sublinha que a capacitação divina não se limita a dons naturais, mas inclui a infusão do Espírito
Santo. A obra de Deus não é feita apenas com talento humano, mas com a unção e capacitação
do Espírito Santo. Isso nos lembra que, ao seguir a vontade de Deus, não estamos sozinhos, mas
somos fortalecidos pelo poder divino.
O versículo 4 menciona que Bezalel receberia “habilidade para ensinar”, o que é uma qualidade
significativa. Não se trata apenas de ser habilidoso, mas também de compartilhar e ensinar essas
habilidades aos outros. Isso ilustra a importância de passar adiante o conhecimento e as
habilidades que Deus nos concede. Não devemos apenas usá-los para nosso benefício pessoal,
mas também para abençoar e capacitar outros em sua jornada espiritual.
Além disso, a inclusão de Aoliabe e outros artífices no versículo 6 destaca a ideia de que Deus
não confia apenas em uma pessoa, mas mobiliza uma equipe diversificada para realizar Sua
obra. Cada pessoa tem um papel único a desempenhar, contribuindo com suas habilidades
específicas para o projeto global. Essa diversidade de dons e talentos reflete a riqueza da
comunidade de fé e a importância de colaborar em unidade para a realização da vontade de
Deus.
Em resumo, a capacitação dos artífices em Êxodo 31:1-6 nos ensina lições fundamentais sobre
como Deus opera em nossas vidas. Ele nos chama pelo nome, nos capacita com o Espírito
Santo, nos dá habilidades para ensinar e nos coloca em uma comunidade diversificada para
cumprir Sua obra. À medida que consideramos a história de Bezalel e Aoliabe, somos
encorajados a reconhecer nossos próprios dons, buscar o Espírito Santo, compartilhar nossas
habilidades e colaborar em unidade para a glória de Deus.
O sábado é um dos pilares da fé judaica e também tem relevância para os cristãos, que o
observam no domingo. Ele representa um período de descanso, um momento de se desconectar
das atividades cotidianas e focar na adoração e na renovação espiritual. No contexto de Êxodo
31, o sábado é apresentado como um sinal da aliança entre Deus e Israel, um testemunho visível
de que o Senhor é o seu Deus e que eles são Seu povo escolhido.
Outro ponto importante é que a observância do sábado era um ato de obediência. Deus tinha
dado uma ordem clara a Seu povo, e eles eram chamados a obedecer a essa instrução como um
sinal de sua lealdade a Ele. A quebra do sábado era considerada uma violação séria da aliança,
sujeita a punições severas.
No versículo 16, lemos que a observância do sábado deveria ser uma prática contínua e
perpétua. Não era algo temporário ou que pudesse ser descartado quando fosse conveniente.
Isso ressalta a importância da consistência na adoração e na obediência a Deus. O sábado era
um lembrete constante da presença e do senhorio de Deus na vida do povo.
Finalmente, o sábado é descrito como uma “aliança perpétua” entre Deus e Israel (versículo 17).
Isso significa que a observância do sábado era uma parte fundamental da relação entre Deus e
Seu povo. Era uma expressão tangível da fé e da devoção deles a Ele.
A entrega das Tábuas da Lei é um testemunho visível da interação entre Deus e Moisés. Nesse
ponto, após um longo período de comunicação direta entre Deus e Moisés no monte, o Senhor
confirma Sua aliança com Israel ao entregar as Tábuas da Lei a Moisés. Essas Tábuas, também
conhecidas como as Tábuas dos Mandamentos, continham as leis e os preceitos fundamentais
que governariam a vida do povo de Israel.
O ato de entregar as Tábuas da Lei simboliza a autoridade divina e a soberania de Deus sobre
Seu povo. É um lembrete poderoso de que a base da fé e da moralidade de Israel estava
enraizada na vontade de Deus. Esses mandamentos não eram meramente um conjunto de regras
arbitrariamente impostas, mas representavam os padrões de retidão e santidade estabelecidos
pelo próprio Criador.
A entrega das Tábuas da Lei também simboliza a responsabilidade de Israel em viver de acordo
com esses preceitos. Ao confiar os mandamentos a Moisés, Deus estava delegando a liderança
espiritual para transmiti-los ao povo. Isso implicava uma responsabilidade significativa para
Moisés como mediador entre Deus e o povo, bem como para o povo em relação à obediência a
esses mandamentos.
Além disso, a entrega das Tábuas da Lei destaca a natureza única da aliança entre Deus e Israel.
Essa aliança não era uma mera formalidade; era uma relação profundamente pessoal. Deus
estava comprometido com Seu povo, e a entrega das Tábuas da Lei representava Sua promessa
de guiar, proteger e abençoar Israel, desde que eles obedecessem aos Seus mandamentos.
A importância das Tábuas da Lei não se limita apenas ao contexto do Antigo Testamento. Esses
mandamentos têm uma influência duradoura nas crenças e práticas religiosas. Os Dez
Mandamentos, em particular, são reconhecidos como um código moral universal e têm sido
fundamentais na ética e na moral em várias tradições religiosas e sistemas legais ao longo da
história.
Em resumo, o versículo III. A Entrega das Tábuas da Lei (Êxodo 31:18) é um marco na história da
revelação divina e na relação entre Deus e Seu povo. Essas Tábuas da Lei representam a
autoridade divina, a responsabilidade do povo, a singularidade da aliança e a continuidade da
influência moral desses mandamentos. Elas têm desempenhado um papel vital na fé e na
moralidade ao longo dos séculos, e sua importância perdura até os dias de hoje. É um lembrete
atemporal da presença e da vontade de Deus em nossa jornada espiritual.
Esboço de Êxodo 32
I. A Impaciência de Israel (Êxodo 32:1-6)
No início do capítulo 32 de Êxodo, somos levados a testemunhar a inquietude crescente do povo
de Israel no sopé do Monte Sinai. Moisés, seu líder carismático e guia espiritual, havia subido a
montanha para receber as tábuas da Lei diretamente de Deus. No entanto, sua demora
aparentemente incompreensível começa a gerar uma agitação entre os israelitas, que começam a
duvidar de sua liderança e a sentir uma ansiedade crescente.
A pressão sobre Aarão é intensa. Ele é abordado por uma multidão ansiosa e tumultuosa, que
exige uma resposta imediata para a ausência de Moisés. É importante notar que Aarão, em vez
de resistir à pressão, cede às demandas do povo de uma maneira que é surpreendente e trágica.
Ele concorda em coletar ouro de suas mãos e moldá-lo em um bezerro de ouro. Este ato é
profundamente problemático, pois representa a idolatria, uma violação direta do primeiro dos Dez
Mandamentos dados por Deus a Moisés no Monte Sinai.
Aarão, por sua vez, é culpado por não resistir à pressão e por ceder à demanda do povo. Sua
responsabilidade como líder religioso era guiar o povo na fé verdadeira, e ele falha gravemente
nesse momento crítico. Sua decisão de forjar o bezerro de ouro é um triste exemplo de como a
liderança pode ser influenciada pelas opiniões populares em detrimento dos princípios e valores
mais profundos.
Portanto, a impaciência de Israel em Êxodo 32:1-6 serve como um lembrete vívido e atemporal da
necessidade de manter nossa fé firme, mesmo nos momentos de maior inquietação, e de confiar
que Deus sempre nos guiará, mesmo quando não compreendemos completamente Seus
caminhos.
II. Moisés Intercede por Israel (Êxodo 32:7-14)
Após o dramático episódio da criação do bezerro de ouro por Aarão e a idolatria do povo de
Israel, Êxodo 32:7-14 nos apresenta um dos momentos mais impactantes da narrativa bíblica – a
intercessão de Moisés em favor de seu povo. Este trecho revela profundas lições sobre a relação
entre Deus e a humanidade, a importância da liderança compassiva e a natureza da misericórdia
divina.
No início deste relato, Deus expressa Sua indignação com o comportamento de Israel. Ele vê a
idolatria como uma afronta direta à Sua autoridade e aos mandamentos dados anteriormente a
Moisés. O Senhor sugere que Ele pode destruir completamente o povo de Israel e começar de
novo com Moisés como o novo patriarca. É nesse ponto crítico que Moisés emerge como um
mediador valente e compassivo.
Moisés, com um coração cheio de compaixão por seu povo, intercede diante de Deus em favor de
Israel. Sua oração é uma demonstração impressionante de amor e empatia. Ele começa por
lembrar a Deus de Sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, destacando a promessa divina de
fazer de Israel uma grande nação. Moisés apela à reputação de Deus e à Sua fidelidade,
argumentando que a destruição de Israel poderia ser interpretada como um fracasso de Deus em
cumprir Suas promessas.
O coração de Moisés está centrado na reconciliação e na misericórdia divina. Ele apela a Deus
para que Se acalme e mude de ideia sobre destruir Israel. Sua intercessão é uma poderosa
demonstração de como um líder compassivo pode agir em prol do povo, mesmo quando este
comete erros graves.
No final das contas, Êxodo 32:7-14 nos ensina que a misericórdia de Deus é acessível a todos,
desde que haja arrependimento sincero e uma intercessão compassiva. Esta passagem nos
lembra que, apesar de nossos erros e falhas, podemos encontrar esperança na capacidade de
Deus de transformar o julgamento em perdão e a destruição em restauração. É uma lição
atemporal de amor, compaixão e redenção que ressoa profundamente em nossa busca por uma
relação significativa com o Divino.
O versículo 15 nos informa que Moisés desceu do monte e trouxe consigo as duas tábuas de
pedra nas quais Deus havia gravado os Dez Mandamentos. Essas tábuas eram um símbolo da
aliança entre Deus e Israel, um compromisso solene que agora estava manchado pela idolatria do
bezerro de ouro.
Primeiro, ele lança as tábuas de pedra ao chão, quebrando-as em pedaços. Esse gesto dramático
não apenas simboliza a ruptura da aliança, mas também reflete a intensidade da sua tristeza e
desapontamento com a infidelidade do povo. As tábuas, originalmente destinadas a serem um
guia moral para Israel, agora estavam em fragmentos.
Em seguida, Moisés queima o bezerro de ouro, reduzindo-o a pó. Essa ação é uma resposta
direta à idolatria, eliminando a fonte do pecado que havia afligido o povo. Moisés não tolera a
adoração a falsos deuses e busca purificar o acampamento do mal que o contaminara.
A ira de Moisés, embora compreensível diante da gravidade do pecado, também nos mostra seu
profundo zelo pelo Senhor e pela aliança que tinha com Ele. Ele estava disposto a tomar medidas
drásticas para proteger a santidade de Deus e restaurar a relação entre Deus e Seu povo.
Este episódio também ressalta a tensão entre a justiça e a misericórdia. Moisés agiu com justiça
ao condenar a idolatria e destruir o bezerro de ouro, mas sua intercessão anterior também
mostrou sua busca pela misericórdia divina. Essa tensão é uma parte fundamental da relação
entre Deus e a humanidade, e Moisés a personifica de maneira notável.
No entanto, o episódio da ira de Moisés também nos lembra que, embora a ira seja uma emoção
natural diante do pecado, é importante temperá-la com sabedoria e discernimento. Moisés não
permitiu que sua ira o levasse a tomar medidas irreversíveis contra o povo; ele ainda tinha
esperança na restauração e na reconciliação.
Em resumo, Êxodo 32:15-20 nos apresenta um momento de intensa emoção na narrativa, onde a
ira justificada de Moisés é dirigida contra a idolatria de Israel. Este episódio enfatiza a importância
da santidade da aliança divina e nos recorda a complexa relação entre justiça e misericórdia na
fé. Moisés, como líder, demonstra coragem ao confrontar o pecado, mas também busca a
reconciliação e a restauração da aliança. É um lembrete poderoso de como nossas ações e
reações podem influenciar nossa jornada espiritual e nossa relação com Deus.
Moisés, ainda cheio de ira e indignação diante da idolatria que encontrou no acampamento, se
aproxima de Aarão em busca de respostas. Sua primeira pergunta, “Que te fez este povo, que
sobre ele tão grande pecado trouxeste?”, revela não apenas a surpresa diante das ações de
Aarão, mas também sua preocupação com o futuro de Israel e a integridade da aliança com
Deus.
A confrontação entre Moisés e Aarão nos lembra que, como líderes, somos chamados a agir com
integridade e responsabilidade. Aarão, como sacerdote e líder religioso, falhou em seu papel de
guiar o povo na verdadeira fé, cedendo à pressão e à idolatria. A interação entre os dois irmãos
também destaca a importância de abordar diretamente as questões quando ocorrem falhas na
liderança, em vez de se esquivar da responsabilidade.
Além disso, essa passagem sublinha a complexidade das relações familiares e de liderança.
Moisés e Aarão são irmãos, mas seu relacionamento é testado neste momento crítico. Moisés,
mesmo estando indignado com as ações de Aarão, ainda o confronta com amor e uma
preocupação genuína pelo bem-estar do povo e pela aliança com Deus.
À medida que refletimos sobre a confrontação entre Moisés e Aarão, somos desafiados a
examinar nossa própria responsabilidade como líderes, seja em nossa família, comunidade ou em
qualquer contexto. Devemos lembrar que a liderança traz consigo uma grande responsabilidade e
a necessidade de agir com integridade, humildade e coragem, mesmo quando enfrentamos
situações difíceis.
Além disso, essa passagem também nos recorda da importância de abordar diretamente os
conflitos e falhas na liderança, em vez de evitá-los ou negá-los. A comunicação aberta e honesta
é essencial para resolver questões e promover o crescimento e a restauração.
Portanto, a confrontação entre Moisés e Aarão em Êxodo 32:21-24 nos oferece lições valiosas
sobre liderança, responsabilidade e relacionamentos, e nos desafia a buscar a integridade e a
sabedoria em nossas próprias vidas.
Após a confrontação de Moisés com Aarão, ele se vira para o povo de Israel e proclama: “Vós
cometestes grande pecado; agora, porém, subirei ao Senhor, porventura farei propiciação pelo
vosso pecado.” Moisés reconhece a gravidade do pecado do povo e sua necessidade de
expiação diante de Deus. Sua disposição em interceder novamente em favor do povo revela sua
profunda compaixão e preocupação pelo bem-estar espiritual de Israel.
Moisés então volta-se para o Senhor e faz uma súplica, oferecendo-se como um mediador entre
Deus e o povo pecador. Ele diz: “Ah! Este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses
de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens
escrito.” Moisés está disposto a dar sua própria vida em troca do perdão de Israel, demonstrando
uma dedicação notável à reconciliação.
A resposta de Deus a Moisés é notável e reveladora. Ele declara que aqueles que pecaram serão
punidos, mas a punição não será imposta imediatamente. Deus envia uma praga sobre o povo
como forma de correção, mas Sua ira não é consumada naquele momento. Deus também deixa
claro que o castigo está relacionado com a idolatria e não atingirá Moisés, indicando Sua
aprovação da intercessão de Moisés.
A execução da punição é confiada aos levitas, que eram a tribo sacerdotal de Israel. Moisés
instrui os levitas a pegar suas espadas e passar pelo acampamento, matando aqueles que
estiveram envolvidos na adoração do bezerro de ouro. A execução dessa ordem é um momento
doloroso e dramático, mas serve como uma demonstração da seriedade da idolatria aos olhos de
Deus.
O episódio da punição e do arrependimento em Êxodo 32:25-29 nos oferece uma série de lições
significativas. Primeiro, vemos a importância da responsabilidade individual e coletiva em relação
ao pecado. Aqueles que participaram da idolatria enfrentaram consequências, mas também
tiveram a oportunidade de se arrepender e buscar o perdão de Deus.
O versículo 30 nos informa que, no dia seguinte à execução da punição sobre aqueles que
participaram da idolatria do bezerro de ouro, Moisés se coloca diante do povo e faz um chamado
enfático: “Vós cometestes um grande pecado; agora, porém, subirei ao Senhor; porventura farei
propiciação pelo vosso pecado”. Moisés, mais uma vez, reconhece a gravidade do pecado do
povo e se propõe a interceder junto a Deus em busca de perdão.
O que torna essa intercessão ainda mais notável é a disposição de Moisés de ir além de suas
palavras e oferecer sua própria vida como sacrifício em favor do povo. Ele diz: “Agora, pois,
perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do teu livro que tens escrito.” Moisés estava
disposto a ser separado da presença de Deus, a ser “riscado” do livro divino, se isso significasse
a reconciliação e o perdão de Israel. Essa disposição para sacrificar sua própria salvação em prol
de seu povo é um testemunho impressionante de sua dedicação e amor.
A resposta de Deus a Moisés é reveladora e cheia de significado. Deus não aceita a oferta de
Moisés de ser riscado do livro, mas, ao contrário, declara que aqueles que pecaram serão
responsabilizados por seus próprios pecados. Ele afirma: “Aquele, porém, que pecar contra mim,
a este riscarei do meu livro.” Isso reflete a justiça divina, onde cada indivíduo é responsável por
suas próprias ações diante de Deus.
No entanto, Deus também faz uma promessa a Moisés, dizendo: “Vai, pois, agora, guia o povo
para onde te tenho dito; eis que o meu Anjo irá adiante de ti.” A presença do Anjo do Senhor
continuaria a guiar e proteger o povo de Israel em sua jornada pelo deserto, apesar de suas
falhas.
A intercessão de Moisés em Êxodo 32:30-32 nos oferece uma série de lições profundas e
inspiradoras. Primeiramente, ela nos lembra da importância da intercessão e da disposição de
líderes compassivos em buscar a reconciliação e o perdão em nome de seu povo, mesmo diante
de transgressões graves.
Em segundo lugar, essa passagem nos ensina sobre a justiça e a responsabilidade individual
diante de Deus. Cada pessoa é responsável por suas próprias ações e deve prestar contas por
elas, mas também há espaço para o arrependimento e o perdão.
Por último, a resposta de Deus a Moisés enfatiza Sua fidelidade em continuar guiando e
protegendo Seu povo, apesar de suas fraquezas e falhas. Sua promessa de enviar o Anjo do
Senhor é um lembrete de Sua graça e cuidado constante.
Em resumo, a sexta seção de Êxodo 32 nos oferece uma visão profunda da intercessão de
Moisés, sua disposição para sacrificar sua própria salvação pelo bem de seu povo e a resposta
justa e graciosa de Deus. Essa passagem continua a ressoar como um exemplo de liderança
compassiva e comprometida com a busca pela reconciliação e pelo perdão divino.