Guiao de Correcao de Exame de Recorrencia Final - 2019
Guiao de Correcao de Exame de Recorrencia Final - 2019
Guiao de Correcao de Exame de Recorrencia Final - 2019
Questionário Cot.
1. Considere os complexos z1 = 2i − 3 e z2 = 1 + i . Determinar
CORRECÇÃO
z1 −3 − 2i −3 − 2i 1 − i −3 − 2i + 3i + 2 ( i )
2 1.5
a) = = =
1+ i 1+ i 1− i 1 − (i )
2
z2
−3 − 2i + 3i + 2 ( −1) −5 + i 5 1
= = =− + i
1 − ( −1) 2 2 2
CORRECÇÃO
c) z2
1 1.5
z2 = 1 + i, z2 = 12 + 12 = 2, tg ( ) = = 1 = 450 =
1 4
z2 = 1 + i = z2 ( cos + i sen ) = 2 cos + i sen
4 4
n z = n z
+ 2 k + 2 k
2 2 cos + i sen , k = 0, 1, 2, n − 1
n n
+ 2 k + 2 k
2 z2 = 2 z2 cos + i sen , k = 0, 1
2 2
+ 2 k + 2 k
1+ i = 2 cos 2 + i sen 2 , k = 0, 1
2 2
+ 2 0 + 2 0
para k = 0, z= 2 cos 2 + i sen 2 = 2 cos 2 + i sen 2
2 2 2 2
2 2 48 48
= 4 2 + i = + i
2 2 2 2
1
+ 2 1 + 2 1
para k = 1, z= 2 cos 2 + i sen 2
2 2
5 5 4
8 48
= 4 2 cos + i sen = − − i
4 4 2 2
4
5
CORRECÇÃO
→ →
a) a área do paralelogramo determinado pelos vectores a e b . 1.5
→ → →
→ → i j k
→ −2 1 → 2 1 2 −2 → → → →
a b = 2 −2 1 = i − j +
k = − i + j + 4 k
3 −1 −1 −1 −1 3
−1 3 −1
1 → → 1 18 3 2
( −1)
2
A = a b = + 12 + 42 = = umd
2 2 2 2
CORRECÇÃO
→ →
b) Se a e b são ortogonais? 1.0
→ →
a b = ( 2, − 2, 1) ( −1, 3, − 1) = 2 ( −1) + ( −2 ) 3 + 1 ( −1) = −2 − 6 − 1 = −9 0
Não são ortogonais
CORRECÇÃO
c) Uma matriz P = c ct chama-se projector se P é Idempotente, isto é P 2 = P ,
P é Simétrica, isto é Pt = P e se c 2 = 1 então P é Ortogonal
2.0
e projecta qualquer vector v na sua imagem, isto é, Im(v) .
Encontre a matiz P e Verifique se P é idempotente, simétrico e ortogonal.
T
→ 35
→ 9 12
P = c . c = ( 35 5) =
4 25 25
45 12
25
16
25
9 25 12
9 25
25
12
9 25
25
12
25
P2 = = = P é Idempotente
16 12 16 16
12 25 25 25 25 12 25 25
T
9 25 12
9 25
25
12
25
P =
T
= = P é Simetrico
16 16
12 25 25 12 25 25
→ 2 T
3
→ → 3 3 4 4 9 16
c = c c = ( 35 4
5 ) 45 = + = + = 1 P é Ortogonal
2 5 5 5 5 5 25 25
2 x − 3 y − z = 4
3. Considere sistema de equações linear x + 2 y + z = 3 . Resolver o sistema usando
3 x − y − 2 z = 1
2
o método de Gauss-Jordan,
CORRECÇÃO
2 x − 3 y − z = 4 x + 2 y + z = 3 x + 2 y + z = 3
L2 −2 L1 + L2
x + 2 y + z = 3 L1 L2 2 x − 3 y − z = 4 − 7 y − 3z = −2
3 x − y − 2 z = 1 3 x − y − 2 z = 1 L3 −3L1 + L3 4.5
− 7 y − 5 z = −8
x + 2 y + z = 3 x + 2 y + z = 3
L1 − L3 + L1
L3 − L2 + L3 − 7 y − 3z = −2 L3 1
−2 L3 − 7 y − 3z = −2
L2 3L3 + L2
− 2 z = −6 z =3
x + 2 y = 0 x + 2 y = 0 x =2
−7y = 7 L2 −17 L2 y = −1 L1 −2 L2 + L1 y = −1
z =3 z =3 z =3
S = ( 2, − 1, 3) IR3 .
CORRECÇÃO
a) Os polinómios p1 , p2 e p3 são linearmente dependentes ou independentes
1.5
1 2 3
4 6 8 L2 −4 L1 + L2 e L3 2 L1 + L3
−2 −5 −8
1 2 −3 1 2 −3
0 −2 −4 L3 − 2 L2 + L 3 0 −2 −4
1
0 −1 −2 0 0 0
Logo o conjunto de polinómios p1 , p2 e p3 são Lineamente dependente.
CORRECÇÃO
b) Com os Polinómios p1 , p2 e p3 encontre uma base de polinómios grau 2 1.5
p1 = 1 + 2 x − 3x2 , p2 = x − 2 x 2 e completando com o polinómio da base
canónica p3 = x 2 formam uma base de polinómios grau 2, isto é qualquer
polinómio de grau 2 pode ser escrito como combinação linear destes
polinómios grau 2 da base ou seja este polinómios formam um conjunto
gerador de polinómios grau 2 ou ainda esses polinómios geram polinómios
grau 2.
CORRECÇÃO
c) Escrever o polinómio p4 como combinação linear dos polinómios
p1 , p2 e p3
1.5
3
( ) ( ) ( )
a p1 + b p2 + c p3 = p4 a 1 + 2 x − 3x 2 + b x − 2 x 2 + c x 2 = 3 + 4 x + 5x 2
a + 2ax − 3ax 2 + bx − 2bx 2 + cx 2 = 3 + 4 x + 5 x 2
a = 3
a + ( 2a + b ) x + ( −3a − 2b + c ) x = 3 + 4 x + 5 x 2a + b = 4
2 2
−3a − 2b + c = 5
a = 3
b = 4 − 2 3 = −2 p4 = a p1 + b p2 + c p3 = 3 p1 − 2 p2 + 10 p3
c = 5 + 3 3 + 2 −2 = 10
( )
p4 = a p1 + b p2 + c p3 = 3 p1 − 2 p2 + 10 p3
CORRECÇÃO
Teorema:
Seja W um subconjunto de um espaço vectorial V . Então W é um subespaço
de V se e somente se:
i) O W , isto é, o vector nulo esta em W (ou W , isto é, W é não
vazio)
ii) W é fechado sob a adição vectorial, isto é, para todos u , v W a soma
u + v W
iii) W é fechado sob a multiplicação por escalar, isto é, para todos
u W e k K , k u W
Assim
Resolução:
Para mostrar que W é subespaço vectorial de IR 3 basta provar que W cumpre 3.5
com uma das condições do teorema.
i) O = ( 0, 0, 0 ) W , pois 0 = 2 0 + 0 , logo W é não vazio. W .
ii) Dados dois vectores u = ( u1 , u2 , u3 ) W , com u1 = 2u2 + u3 , condição para
que u seja elemento de W e v = ( v1 , v2 , v3 ) W , com v1 = 2v2 + v3 , condição
para que v seja elemento de W .
u + v = ( u1 , u2 , u3 ) + ( v1 , v2 , v3 ) = ( u1 + v1 , u2 + v2 , u3 + v3 ) , para que este vector
pertença a W , vamos verificar se a primeira componente é 2 vezes a segunda
somada a terceira, isto é,
2 ( u2 + v2 ) + ( u3 + v3 ) = 2 u2 + 2v2 + u3 + v3
= 2 u2 + u3 + 2v2 + v3
= ( 2 u2 + u3 ) + ( 2v2 + v3 ) = u1 + v1
Como a soma das componentes de u + v é igual a zero, então u + v W
iii) Dado um vector u = ( u1 , u2 , u3 ) W , com u1 = 2u2 + u3 , condição para que u
seja elemento de W e k IR , isto é, k qualquer numero real.
4
k u = k ( u1 , u2 , u3 ) = ( ku1 , ku2 , ku3 ) , para que este vector pertença a W ,
vamos verificar se a primeira componentes de k u é 2 vezes a segunda
somada a terceira 2ku2 + ku3 = k ( 2u2 + u3 ) = k u1 então k u W
Como as três condições do teorema do subespaço vectorial verifica para o
subconjunto W de IR 3 , então W é um subespaço Vectorial de IR 3 .
BONUS
6.0 Seja W um subconjunto de IR 3 definido por
W = ( x, y, z ) IR3 : x = , onde IR \ 0 . Mostrar que W não é um subespaço 2.0
vectorial de IR 3 .
CORRECÇÃO
O exercício tem um pedido diferente de outra avaliações, Para mostrar que W não
é subespaço vectorial de IR 3 basta provar que W não cumpre com uma das
condições do teorema, não precisa verificar todas as condições.