Manual 3062
Manual 3062
Manual 3062
UFCD
3062 MANUTENÇÃO DE JARDINS
Índice
Introdução.......................................................................................................................................2
1. Sacha............................................................................................................................................4
5. Preparação de terriço...........................................................................................................20
Bibliografia....................................................................................................................................31
Pág. 1/31
Introdução
Âmbito do manual
Objetivos
Conteúdos programáticos
Sacha
Monda de placas ajardinadas
Retanchas em canteiros e outras placas ajardinadas
Recolha de detritos vegetais
Preparação de terriço
Destroçador de resíduos vegetais
Pág. 2/31
Limpeza geral dos jardins, tanques, lagos, jogos de água, etc.
Carga horária
50 horas
Pág. 3/31
1. Sacha
Pág. 4/31
A terra de um jardim é parecida com uma conta bancária, ou seja, a longo prazo não se
pode dar ao luxo de retirar mais do que aquilo que é depositado. Deve-se criar uma boa
terra para o jardim e plantas de forma a retirar o máximo rendimento das plantações.
Sem conhecer bem o terreno onde irá plantar cada planta, muito do trabalho poderá
acabar por ter sido em vão. Um bom conhecimento do terreno irá permitir escolher as
melhores espécies para plantar. Para além disso, tal conhecimento irá permitir comprar o
número de plantas adequadas ao espaço e assim não se corre o risco de plantar em
excesso. Ter muitas plantas pode não significar que se tenha um jardim saudável.
A sacha é uma operação muito importante para dar arejamento ao solo. O oxigénio e a
entrada de calor no solo vai aumentar o desenvolvimento de toda a planta.
A sacha vai romper esta crosta que se forma nesta fase e vai também arrancar algumas
infestantes que passaram aos herbicidas.
Na sacha será necessário utilizar utensílios próprios de forma a ajudar a evitar destruir
plantas e raízes, já que no passado tínhamos bastante mais plantas arrancadas devido ao
erro humano e ao cansaço que esta operação provocava nos operadores.
Uma sacha com bastantes erros poderá diminuía o potencial produtivo de um jardim.
A sacha permite além do arejamento do solo, afastar ervas daninhas, folhas e outras
folhagens, ajuda na limpeza em torno de plantas e flores.
Pág. 5/31
Lavar as ferramentas e os seus utensílios de jardinagem é fundamental. A sua não-lavagem
poderá facilitar a transmissão de doenças, pestes e insetos entre as diferentes plantas. É
também necessário ter em atenção a formação de ferrugem.
Os melhores amigos de qualquer jardineiro são, sem dúvida, os seus utensílios. Para
plantar, cuidar, regar e apanhar…são:
Pág. 6/31
7 - Tesouras de podar: para flores e para árvores, necessita de pelo menos uma de cada
para remover folhas e flores secas, para aparar arbustos e árvores e, claro, para apanhar
flores e exibir num bonito vaso dentro de casa.
8 - Tesouras corta-relva: estas tesouras revelam-se extremamente práticas para aparar
a relva em zonas aonde a máquina de cortar não chega.
9 - Arame plastificado: um aliado eficaz para prender folhas, hastes e galhos que
parecem não querer manter-se erguidos, ajudando ainda a orientar a direção de plantas e
arbustos.
10 - Regador: seja em plástico, latão ou cobre, um regador é essencial para regar plantas
de forma individual ou para a aplicação de fertilizantes. Os mais equilibrados são aqueles
que apresentam um bico mais comprido.
11 - Pulverizador: de menor dimensão, mas igualmente essencial, um pulverizador é
perfeito para borrifar folhas de plantas ou zonas específicas da mesma (no caso da
aplicação de algum produto), sendo a sua ação spray completamente direcionável uma
importante mais-valia.
12 - Mangueira: para um jardim muito extenso, uma mangueira é fundamental para
facilitar uma rega equilibrada. Adicionalmente, pode optar por mangueiras perfuradas que,
colocadas diretamente no chão, permitem que a água entre diretamente para a terra,
hidratando de forma suave e contínua as raízes das plantas, ou seja, a zona que mais H2O
necessita. Existem ainda muitos jardineiros que optam pela rega por aspersão, existindo
vários modelos e sistemas disponíveis.
13 - Saco de jardim: para facilitar a limpeza do jardim, nomeadamente a recolha de
ervas daninhas, folhas secas ou até mesmo lixo, nada como um saco de jardim em material
ultraleve que é muito fácil de arrastar à medida que dá a volta ao terreno. Atualmente,
existem muitos modelos desdobráveis que praticamente desaparecem na hora de os
guardar.
Pág. 7/31
14 - Luvas: um jardineiro precisa das suas mãos, daí a importância das luvas que são
uma proteção contra uma série de fatores. Há quem goste de trabalhar com luvas e há
quem não consiga – experimente as duas formas.
15 - Joelheiras: esta invenção veio apoiar os joelhos de jardineiros em todo o mundo,
dando-lhes algum conforto quando passam horas ajoelhados a tratar do jardim.
16 - Carrinho de mão: para transportar todos os utensílios de jardinagem nada como um
prático carrinho de mão, principalmente quando tiver de carregar sacos de terra ou no final
de uma sessão de limpeza do jardim. As suas costas agradecem!
Mondar, que significa limpar ou separar as impurezas, retirar ervas daninhas ou podar.
Pág. 8/31
A monda térmica
É uma técnica recente, que repousa sobre uma ideia: aquecem-se as plantas, o que as
deita abaixo sem produtos químicos nem esforço. É um método eficaz, mas não universal...
O princípio
A monda térmica faz-se com um aparelho com chamas, com uma espécie de maçarico
portátil. Em contacto com a chama, os tecidos vegetais rebentam e morrem rapidamente.
Para ser eficaz, não se deve queimar a planta, mas apenas a aquecer, não é preciso insistir
muito tempo com a chama. Isto pode parecer paradoxal: quanto mais se aquece menos
resulta! Na verdade, se queimarmos a planta, as partes que ficam intactas vão cicatrizar e
voltarão a crescer. Se, se contentar em dar apenas “um aquecimento” à planta, vai
estragar os seus tecidos e vai enfraquecê-la. Ao se tratar de uma plantinha, ela nunca mais
vai ter força para rebentar novamente. A armadilha consiste em carbonizar as ervas
daninhas: elas voltarão a crescer com mais força!
Passar repetidas vezes
Para bem mondar com a monda térmica, planeie passar várias vezes afim de esgotar
progressivamente as plantas que possam tentar recuperar do tratamento anterior. Na
verdade, com este método é difícil livrar-se das plantas que têm raízes profundas como o
dente-de-leão e a grama. As plantas com folhas largas e enraizadas profundamente como a
tanchagem controlam-se facilmente desta maneira. Nos caminhos, na horta entre as
carreiras e nos locais de acesso difícil (entre as pedras das calçadas, por exemplo), a
monda térmica é interessante. Claro que nunca se deve utilizar em zonas onde seja
proibido fazer fogo, no mato seco nem na relva pois vai estragá-la.
Vantagens indiscutíveis
Pág. 9/31
Mondar com a chama, é uma maneira de controlar as plantas que estorvam, sem se
cansar. Os caminhos do jardim ficarão limpos sem produtos químicos, apenas com a
passagem da chama. E desta maneira, eliminar as plantas que poderiam florir e formar
milhares de sementes, como os cardos ou as ortigas. É uma solução prática quando chega
o fim-de-semana e que o tempo falta!
Para os quintais e as superfícies maiores planas que queremos manter limpas, há alguns
modelos de aparelhos de monda adaptados, fixados sobre rodas e alimentados por uma
garrafa de gás grande.
Alguns inconvenientes
Onde antes não havia plantinhas, ao passar a chama, vai provocar a germinação de muitas
ervas daninhas. Assim, é necessário passar a chama uma segunda vez alguns dias depois.
Por fim, a monda térmica é menos eficiente sobre o cascalho pois as plantas estão aí, mais
protegidas que noutro sítio e nascem mais facilmente depois do escaldão.
Pág. 10/31
A retancha é a operação de cortar para que crescer com mais força, e isto executa-se em
canteiros, jardins, placas ajardinadas e portes de arbustos e arvores.
Poda dos arbustos
A poda dos arbustos consiste em suprimir certas partes que tem por objectivo de favorecer
a sua vegetação e a sua floração.
Embora a poda de formação já é geralmente começada pelo viveirista é bom de continuar
durante pelo menos os 2 ou 3 primeiros anos segundo a plantação, em função da espécie,
da velocidade de crescimento e da forma procurada.
Poda de formação
O primeiro ano após a plantação, de novembro a março, pode os ramos de cerca da
metade para provocar ramificações.
Pág. 11/31
O segundo ano, de fevereiro a março, reequilibre a forma do arbusto se for preciso. Pode
os ramos muito vigorosos mais curtos que os mais fracos. Reduza o conjunto da ramada
pelo menos de um terço, suprime os galhos demasiados fracos ao pé do arbusto.
O terceiro ano se o arbusto apresentar uma assimetria ou for ainda demasiado fraco
renova a operação.
Poda de manutenção
Os anos seguintes, preserva a forma natural do arbusto. Suprime os ramos mortos, elimine
de seguida os ramos duplicados (os que se cruzam e encontram-se em concorrência por
outros que têm a mesma direção).
Para uma boa floração, os arbustos com flores precisam de uma poda anual, pelo menos
para tirar as flores murchas. Se a
floração for primaveril espere o fim da
floração para podar, senão vai eliminar
futuras flores. Se a floração for estival
pode no fim do inverno e sempre antes
do inicio da vegetação.
Cuidado, no entanto, porque certos
arbustos toleram muito mal a poda.
Como por exemplo a azálea, a camélia, a
laranjeira do México, o ciste, o
rododendro...
Poda das árvores e arbustos sem flores
A poda das árvores e arbustos sem flores tem para objetivo de embelezar a folhagem e de
trabalhar a forma.
A época a mais favorável à poda das árvores é a do descanso de vegetação, ou seja, do
mês de novembro até ao fim do mês de março. É o período durante o qual a poda vai
perturbar o menos a vida da planta. Evite, no entanto, podar quando gela.
Pág. 12/31
A época a mais favorável à poda das árvores é a do descanso de vegetação, ou seja, do
mês de novembro até ao fim do mês de março. É o período durante o qual a poda vai
perturbar o menos a vida da planta. Evite, no entanto, podar quando gela.
Há 2 períodos de poda:
- Se a floração for primaveril, as estacas florais situam-se nos ramos produzidos o ano
precedente ou nos mais idosos. Espere o fim da floração para podar, porque senão vai
eliminar as futuras flores. À maneira da poda pode fazer ramos gigantes para suprimir os
ramos idosos e renovar a ramada.
- Se a floração for estival ou outonal as estacas com flores formam-se na madeira do
próprio ano ou da nova madeira. Pode no fim do inverno e sempre antes do início da
vegetação. Pode muito severamente para desenvolver muitos ramos vigorosos que vão
trazer as flores na corrente do ano.
Na dúvida, só uma coisa a reter: pode sempre após a floração.
Pág. 13/31
da frescura dos rebentos primaveris. Não pode após setembro porque os cortes
cicatrizariam mal.
As sebes são bonitas e nítidas apenas se forem regularmente podadas. Se for mal mantida,
uma sebe tem tendência a alargar-se, e a desguarnecer-se do interior.
Distingue-se uma sebe adulta de uma sebe em formação. Para uma sebe adulta, tratar-se
de podas de manutenção. Para uma sebe em formação, tratar-se de podas de formação
destinadas a acompanhar os vegetais até à altura adulta favorecendo o desenvolvimento
de ramos laterais e evitando que a base desguarneça-se, e isso desde o primeiro ano.
Para as sebes livres, só a tesoura de podar é autorizada nas formas irregulares. Suprime a
madeira morta no interior evitando fazer buracos. Antes de cada golpe de tesoura de poda,
avalia bem o que vai suprimir.
Para as sebes regulares, não pode às cegas, utilize um cordel ou um fio de ferro (mais
resistente aos golpes de cisalha) sobre estacas fixadas na terra. A linha formada deve ser
perfeitamente horizontal (utilize um nível). Corte de seguida fazendo deslizar a cisalha ao
longo do fio de ferro.
Poda de formação das sebes regulares:
O ano da plantação e os primeiros anos igualize as faces da sebe. A base deve ser
ligeiramente mais larga que a parte mais acima para que todos os ramos possam
aproveitar do sol. Para as sebes folhudas, suprime 30 a 40% do crescimento do ano e isso
até atingir a altura e a largura final desejada. Corta-se o cimo das coníferas apenas quando
atingirem a poda desejada. Entretanto, vamos contentar-nos de podar os ramos laterais.
Em alguns anos, a sua sebe vai atingir o tamanho definitivo, basta então efetuar podas de
manutenção anuais para que ficarem bonitas.
Períodos de poda das sebes:
A época da poda das sebes floridas é a mesma que a dos arbustos com flores solitárias, ou
seja após a floração.
A época da poda das sebes regulares ou sebes ecrã depende do vegetal que compõe estas
sebes.
Pág. 14/31
Para as sebes folhudas, pode na primavera (abril) e fim de setembro.
Para as coníferas, pode em junho para aproveitar da frescura dos crescimentos primaveris.
Não pode após setembro porque os cortes cicatrizariam mal.
Cuidado com a velocidade das cisalhas com motor que causa às vezes, sobretudo para o
novato, podas desastrosas e difíceis de recuperar. Tome o seu tempo, tem que ser
paciente senão utilize uma cisalha de mão que oferece a vantagem de cortar ramo por
ramo.
Poda das plantas com flores
Depois da flor ter murchado se proceder a uma pequena limpeza o efeito será
surpreendente. Isto encorajará a segunda floração e dará muito bom aspeto à planta.
Bastam alguns minutos e vale mesmo a pena!
Limpeza útil
A maior parte das flores perdem o seu belo aspeto quando murcham. Algumas abandonam
as pétalas e formam mesmo um pequeno tapete sujo: é o caso das camélias, as peónias e
algumas rosas. No início é bonito (durante alguns dias) mas depois dá um aspeto bastante
triste. Mais vale então fazer a limpeza ainda na planta. A estética não é a única coisa em
jogo. Suprimir as flores murchas é um gesto simples que redirige a energia da planta para
os rebentos novos e mesmo novos botões de flores. Por fim, a última razão é que na
natureza as plantas estão programadas para dar sementes. E enquanto a planta não
produzir sementes a natureza leva-a a continuar a dar flor. É por isso que as plantas
estéreis (originadas de seleções hortícolas) continuam a dar flor até que cheguem as
geadas.
Como proceder?
Retire as corolas das flores murchas ou muito abertas logo que as primeiras pétalas
comecem a escurecer. O método varia de flor para flor: limpe as roseiras e os arbustos
com uma tesoura de podar, assim como as vivazes com caules grossos (peónias). Para as
Pág. 15/31
anuais e as vivazes de caule fino, cortar os raminhos com a unha logo abaixo das cápsulas
que se formam. Não deixe ramos que não tenham flores ou botões.
Roseiras
corte logo abaixo da flor e não abaixo da primeira folha como muitas vezes vemos escrito.
Deste modo a produção de novas flores é mais rápida.
Lilás
O melhor é antecipar e fazer bonitos ramos. Senão o fizer corte 20 cm abaixo dos caules
com flores secas.
Plantas floridas em vaso
corte na base os pequenos ramos (pedúnculos) que ligam as flores secas ao ramo
principal.
Bolbos e hemerocales
retire as flores murchas antes que estas comecem a produzir as cápsulas de sementes.
Deixe o caule verde pois ele continua a fazer a fotossíntese e ajuda a fornecer a energia ao
bolbo e aos pequenos bolbos à volta (e assim favorecer o aparecimento de flores no
próximo ano).
Pág. 16/31
apreciam bastante as sementes: é o caso das equináceas, as rudbeckias, os girassóis, as
nigelas, os eryngium mas também as roseiras que dão lindas bagas (frutos da rosa) e
outras plantas com bagas.
Compostagem
Pág. 17/31
Esta pode ser uma alternativa aos fertilizantes minerais, com algumas vantagens, mas o
facto que poderá ser mais interessante é que qualquer um de nós o pode produzir para a
sua pequena exploração agrícola ou para o seu jardim. Este fertilizante é feito com
materiais naturais e o seu objetivo é fertilizar e enriquecer a terra.
Um fertilizante orgânico é composto por cinco elementos essenciais, onde cada um ocupa
um papel importante no que respeita à produção de nutrientes para o solo:
• Ar
• Água
Pág. 18/31
Deve-se misturar as duas camadas no compostor, colocando três partes da camada
castanha para uma da camada verde. Acrescenta-se água aos componentes e um
pouco de terra. Devem misturar-se os materiais diariamente e acrescentar água com
regularidade.
A mistura vai-se decompondo, durante semanas, até que acabará por ficar pronta a
utilizar.
5. Preparação de terriço
Pág. 19/31
Terra de qualidade
O segredo de um jardim é a terra. Nos seus vasos e floreiras deverá tentar estimular a
vida no solo. Deixe as minhocas desenvolverem-se à vontade pois elas constituem o
pulmão das raízes das suas plantas! Nos seus vasos utilize também as boas práticas da
jardinagem, começando pela cobertura de solo. Cubra o solo junto do pé das plantas
com uma camada de 5cm de espessura, de pequenos seixos, por exemplo. Isto
encoraja o desenvolvimento dos microrganismos subterrâneos e oferece um ambiente
favorável às raízes das plantas.
Não ligue aos bichos que vivem debaixo dos vasos como as centopeias ou os bichos-de-
conta. Eles não atacam as plantas e ajudam a decomposição dos resíduos vegetais. É
estranho vê-los remexer nos vasos, mas eles apenas reproduzem o ecossistema
(simplificado):a jardinagem ecológica num vaso inclui gostar dos bichos-de-conta!
Tipos de solo:
O melhor solo é aquele que é fértil, bem drenado, com equilíbrio de argila e areia. O
solo arenoso, leve e aberto, requer pouca cava, embora seque muito depressa. Tem
necessidade de muito composto para conservar volume e manter-se húmido.
O solo argiloso é pesado para trabalhar e lento para aquecer. As suas partículas finas
agarram-se umas às outras, formando torrões; tornam-se pegajosas quando molhadas
e duras como pedras quando secas. É geralmente um solo rico mas mal drenado que
exige a incorporação de composto, estrume ou terriço, Junte-lhe areia grossa ou cinzas
expostas ao tempo para o ajudar a abrir.
Não cave o solo argiloso molhado. Espere até que já não se agarre às suas botas. É
mais fácil cavá-lo no Outono, permitindo, além disso, que as geadas do Inverno o
ajudem a destorroar para as sementeiras da Primavera.
Pág. 20/31
O solo calcário, normalmente pouco fundo, seca rapidamente, mas torna-se pegajoso
quando molhado. Deve juntar-lhe composto e estrume para lhe dar volume e
nutrientes. O solo de turfa tem tendência para alagar e é geralmente ácido e deficiente
em fósforo e potássio. Neste tipo de solos mal drenados é relativamente fácil cavar
valados fundos e enchê-los até ao meio com cascalho para ajudar a sua drenagem.
Calagem:
Todos os solos, à exceção do solo calcário, devem ser ocasionalmente melhorados com
cal para que não se tornem ácidos. A maioria das plantas desenvolve-se melhor num
solo neutro, ou seja, onde existe equilíbrio entre a alcalinidade e a acidez. A acidez ou a
alcalinidade de um solo são medidas de acordo com uma escala, conhecida por escala
pH. O solo neutro é pH7. Um solo com um pH mais alto (superior a 7) é alcalino e não
precisa de mais cal se o pH for mais baixo, o solo é ácido. Pode adquirir facilmente os
acessórios para medição do pH, mas deve ter em conta o facto de este variar em
diferentes locais nas diversas estações do ano.
Aplique carbonato ou óxido de cálcio à superfície do solo, numa proporção de 200 g por
melro quadrado num solo de mediana tenacidade e acidez moderada; utilize metade
dessa quantidade em solo arenoso e duplique-a em solo pesado. Repita esta operação
uma vez em cada cinco anos no Outono. A cal dissolve-se rapidamente no solo, mas
não produz um efeito imediato. Em solos ácidos, aplique o dobro da quantidade usada
para solos neutros, mas não o faça em demasia para não o tornar deficiente em ferro e
magnésio. Não misture a cal com estrume orgânico ou outros fertilizantes, pois esta
destruirá nutrientes valiosos contidos nestes últimos. Aplique a cal pelo menos um mês
antes ou, no mínimo, dois meses depois do estrume ou do fertilizante.
Pág. 21/31
Estrumar e adubar. O adubo e o estrume em conjunto não só melhoram a estrutura do
solo, como também fornecem nutrientes. Os fertilizantes químicos fornecem nutrientes,
mas não melhoram a estrutura. Assim, a utilização contínua de fertilizantes, não
compensada pela aplicação de estrume, provoca a deterioração da estrutura do solo.
Não deite estrume fresco diretamente no solo, a menos que o enterre bem fundo, e
deixe o solo de pousio durante o Inverno. O estrume fresco é demasiado rico e inibe o
crescimento da planta. Empilhe-o num monte firme e deixe-o a curtir. Recolha a água
de escorrência do estábulo, rica em nutrientes, e deite-a no monte de estrume. Quando
cavar a terra, junte-lhe composto ou estrume bem curtido — cerca de um balde por
metro quadrado.
Rotação de culturas
Pág. 22/31
Ocorrem diversas situações em que se torna necessário ou benéfico a eliminação ou
redução da vegetação espontânea, nomeadamente arbustiva. Estas situações
abrangem o controlo da competição da vegetação em ações de arborização, em
plantações recentemente instaladas e a redução do risco de incêndio em povoamentos
florestais e áreas arbustivas. Pode também incidir em situações de manutenção do
pastoreio e promoção da vida selvagem em que é necessário o controlo de vegetação
demasiado desenvolvida e indesejável (Newton and Comeau, 1990). Vários estudos
mostram ganhos na sobrevivência e crescimento em jovens arborizações decorrentes
da redução da vegetação arbustiva (Thompson, 1993; Smith et al., 1996). A
competição por luz, água e nutrientes, e efeitos alelopáticos, são eliminados ou
reduzidos. Este controlo da vegetação é aconselhável que se faça por meios mecânicos.
Em situações de vegetação arbustiva muito desenvolvida, é recomendável o seu
controlo estratégico devido ao risco elevado de incêndio. Por outro lado, o uso do fogo
pode não ser aconselhável devido aos riscos envolvidos e potenciar a perda de solo e
de nutrientes.
Pág. 23/31
impedindo fenómenos erosivos (Pritchett e Fisher, 1987). A permanência dos resíduos
permitirá um enriquecimento do solo em matéria orgânica e nutrientes, melhorando a
estrutura e arejamento do solo, aumentando a taxa de infiltração de água no solo. Por
outro lado, deixando uma camada de resíduos orgânicos atrasa a rebentação e
desenvolvimento da vegetação, alargando o período de intervenção no controlo da
vegetação.
Tornam-se cada vez mais comuns as pilhas de relva e restos de podas junto aos
contentores, criando um aspeto de sujidade e desmazelo, com as autarquias sem
capacidade de resposta imediata.
A verdade é que estamos a falar de matéria orgânica que pode ser valorizada e útil,
contudo a falta de soluções e de pontos de recolha origina dificuldades.
Pág. 24/31
Uma forma de redução de volume e consequente aceleração do processo de
decomposição, passa redução do tamanho dos resíduos através de processos de
trituração.
Nos resíduos lenhosos essa trituração passa pela utilização de trituradores, que
produzem estilha, material esse que pode posteriormente ser colocado nas pilhas de
compostagem ou até mesmo utilizado como cobertura ornamental em canteiros,
floreiras e vasos.
Este processo, não é mais que o corte e recorte sistemático do material vegetal,
através de um sistema de lâminas especifico, que permite a criação de pequenas
porções, praticamente impercetíveis, que são projetadas para o solo, libertando de
imediato a água retida e a médio prazo de nutrientes essenciais para a cobertura.
Extremamente usual nos países nórdicos, este processo vai ganhando adeptos no nosso
país através de equipamento mais eficientes e adaptados, que permitem um serviço
mais rápido, sem resíduos e com qualidade aceitável.
Aproveitem a terra…
Pág. 25/31
7. Limpeza geral dos jardins, tanques, lagos, jogos de água,
etc.
Um jardim é sempre uma mais valia para qualquer casa, mas um jardim bonito pode
mudar completamente a visão que temos de determinado imóvel. A relva impecável, as
flores coloridas e, quem sabe, uma piscina de sonho, lagos, fazem com que a sua casa
vire casa de revista, onde todos os seus amigos gostam de estar. Mas para manter um
espaço exterior assim, é importante ter em conta a necessidade de manutenção do
Pág. 26/31
mesmo. A limpeza e o cuidado com as plantas, mobiliário e decoração farão toda a
diferença entre um jardim com potencial e um jardim de sonho!
Um tapete relvado? Sim! Um tapete de folhas secas? Nem pensar! Por muito que goste
do ar de outono, as folhas secas vão dar um ar mais abatido e menos convidativo ao
seu jardim. A menos que faça questão de não desperdiçar esta altura do ano, evite
deixar acumular estes elementos no chão.
Aparar as árvores do seu jardim vai ajudar a que as mesmas cresçam de forma
saudável e ornamentem o espaço equilibradamente, evitando que doenças se alastrem.
Faça o mesmo com arbustos e esteja sempre atento ao crescimento das possíveis
trepadeiras que tenha no jardim.
Se tem uma área com relva no jardim, é muito importante que a mantenha bem
cortada. Em relação à altura, acreditamos que seja uma questão de gosto pessoal, mas
não convém deixá-la muito grande pois corre o risco de dar um ar muito desleixado ao
seu jardim.
Pág. 27/31
Limpeza de Lagos
Nos períodos de maior pluviosidade, essa renovação vai-se fazendo naturalmente, não
havendo margem para fazer uma regeneração mais profunda. Para rentabilizar essa
limpeza ao máximo, antes de voltar a repor uma nova água, espere durante duas ou
três horas para que a circulação de oxigénio possa ser maior. Evite também alimentar
Pág. 28/31
os peixes em excesso nos períodos mais frios, pois nessa altura tendem a ingerir menos
quantidade e os resíduos acumulam-se mais.
Por ’elementos decorativos’ entendemos tudo o que está no seu jardim com o propósito
de o tornar mais bonito, mas que não é nenhuma planta ou recurso hídrico. Aqui,
estamos a falar de todo o mobiliários e ornamentos que utiliza no exterior para o tornar
mais convidativo e atraente. Quando começa o bom tempo, tenha o cuidado de
verificar todos estes elementos para perceber se estão em condições de mais uma
temporada ou se é necessário substituir alguma coisa, por forma a não comprometer o
resto do quadro.
Pág. 29/31
Bibliografia
Manual de boas práticas em Espaços verdes Haman, D.Z. & Yeager, T.H., 2001. Field
Evaluation of Container Nursery Irrigation Systems: Uniformity of Water Application in
Sprinkler Systems. FS98-2 Florida Cooperative Extension Service, Universityof Florida.
Pereira, L.S., 2004. Necessidades de água e métodos de rega. Publicações Europa América.
Mem Martins, Portugal.
Pág. 30/31