Curso 153262 Aula 01 Simplificado A813
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Curso 153262 Aula 01 Simplificado A813
Autor:
Aula 01
18 de Novembro de 2020
CLASSES
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Essa aula é fundamental para entendermos análises sintáticas e semânticas mais elaboradas que virão. Se
você não entende o uso das classes, fica muito mais difícil aprender sintaxe e interpretar textos. Aqui,
estudaremos oito das dez classes de palavras existentes.
Atualmente, as palavras da língua portuguesa são classificadas dentro de dez classes gramaticais, conforme
reconhecidas pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, conjunção, interjeição,
preposição, artigo, numeral e pronome.
Algumas classes são variáveis, seguem regras de concordância, ou seja, flexionam-se em número e gênero
(O menino é bonito/ As meninas são bonitas), como o substantivo, o adjetivo, o pronome, o numeral, o
verbo. Outras permanecem invariáveis (João anda apressadamente e Joana, lentamente), sem flexão, sem
concordância, como advérbios, conjunções, preposições.
Também veremos que há uma estreita relação entre a classe da palavra e sua função sintática. Por
exemplo, a palavra “hoje” é um advérbio de tempo, da classe dos advérbios. Qual é sua função sintática? É
expressão de uma circunstância de tempo, um adjunto adverbial de tempo.
Muitas vezes um conjunto de palavras equivale a uma classe gramatical, podendo substituir essa palavra
sem prejuízo à correção ou ao sentido. Esses conjuntos são chamados de locuções e serão classificadas de
acordo com a classe que substituem. Por exemplo, podemos ter uma pessoa “corajosa” (adjetivo) ou uma
pessoa “com coragem” (locução adjetiva). Observe que um conjunto de duas palavras, usada para
qualificar o substantivo, substituiu perfeitamente o adjetivo que realizaria essa função.
SUBSTANTIVO
O substantivo é a classe que dá nome a seres, coisas, sentimentos, qualidades, ações (homem, gato, carro,
mesa, beleza, inteligência, estudo...). Em suma, é o nome das coisas em geral, é a palavra que nomeia tudo
o que percebemos. É uma classe variável, pois se flexiona em gênero, número e grau: um gato, dois gatos,
três gatas, quatro gatinhas, cinco gatonas...
Abstrato: Designa ação, estado, sentimento, qualidade, conceito. (Ex: Criação, Doença, Coragem,
Liberalismo...).
Coletivos: Designa uma pluralidade de seres da mesma espécie (Ex: tropa (soldados), cardume
(peixes), alcateia (lobos, animais ferozes), frota (veículos), panapaná (borboletas), esquadrilha (aviões),
rebanho (animais), cáfila (camelos)).
A classificação de um substantivo não é fixa e absoluta, depende do contexto. Observe:
Ex: Judas foi um apóstolo (Próprio) x O amigo revelou-se um judas (Comum=traidor)
Biformes: Os substantivos biformes mudam de forma para indicar gêneros diferentes (Ex: lobo x loba;
capitão x capitã; ateu x ateia; boi x vaca; oficial x oficiala). Os uniformes têm uma única forma para indicar
ambos os gêneros.
Uniformes: são os que possuem apenas uma forma para indicar ambos os gêneros. Subdividem-se em:
Epicenos: referem-se a animais que só têm um gênero para designar tanto o masculino quanto
o feminino:
A águia, A cobra, O gavião.
Sobrecomuns: Referem-se a pessoas de ambos os sexos:
A criança, O cônjuge, O carrasco, A pessoa, O monstro, O algoz, A vítima.
Comuns de dois gêneros: apresentam uma forma única para masculino e feminino e a distinção
é feita pelo “artigo” (ou outro determinante, como pronome, numeral...): O chefe, A chefe.
FORMAÇÃO DE SUBSTANTIVOS
Para reconhecer um substantivo, ajuda muito saber como podem ser formados e quais são suas principais
terminações. Quanto à sua formação, os substantivos podem ser classificados em primitivos e derivados.
Os primitivos são a forma original daquele substantivo, sem afixos: pedra, fogo, terra, chuva. Os derivados
se originam dos primitivos, com acréscimo de afixos: pedreiro, fogareiro, terrestre, chuvisco. Esse processo
é chamado de derivação sufixal e ocorre também com verbos que recebem sufixos substantivadores:
pescar>pescaria
filmar>filmagem
matar>matador
Veja um quadro com as mais comuns terminações formadoras de substantivos.
Há também o processo inverso, chamado derivação regressiva, em que um substantivo abstrato indicativo
de ação é formado por uma redução:
Cantar>canto; Almoçar>almoço; Causar>causa...
Além disso, destaco que substantivos podem surgir por processos de nominalização de outras classes. Os
verbos têm formas nominais: Verbo Fazer: gerúndio (fazendo), infinitivo (fazer) e particípio (feito).
Ex: Feito é melhor que perfeito.
Note que o artigo tem o poder de substantivar qualquer classe.
Ex: O fazer é melhor que o esperar. (verbo substantivado)
Esse processo se chama “derivação imprópria”, pois utiliza uma palavra de uma classe em outra classe, da
qual não é “própria”, à qual não pertence. Conhecer esses mecanismos ajuda a ‘reconhecer’ os
substantivos.
1. (SEDF - 2017)
Mesmo sem insistir em tal ou qual ação secundária das novas condições de vida física e social e de contato
com os indígenas (e posteriormente com os africanos), é obvio que a língua popular brasileira tinha de
diferençar-se inelutavelmente da de Portugal, e, com o correr dos tempos, desenvolver um coloquialismo.
Os vocábulos “africanos” e “correr”, originalmente pertencentes à classe dos adjetivos e dos verbos,
respectivamente, foram empregados como substantivos no texto.
Comentários:
Sim. O artigo é o substantivador por excelência. A palavra “africano” pode ser adjetivo, se estiver ligada a
um substantivo. No entanto, foi usado como substantivo, como se comprova pela presença do artigo “os”.
O verbo correr também foi substantivado pelo artigo, e, como substantivo, até recebeu uma locução
adjetiva “dos tempos”. Questão correta.
GRAU DO SUBSTANTIVO
O substantivo também pode variar em grau aumentativo e diminutivo e estes podem ter valores
discursivos de afetividade ou depreciação irônica.
Ex: Olha o cachorrinho que eu trouxe para você. (afetividade)
Ex: Que sujeitinho descarado esse! (pejorativo; depreciativo; irônico)
Há diversos outros sufixos de grau do substantivo. Vejamos também seus valores no discurso:
Ex: Então... O sabichão aí se enganou de novo? (ironia)
Ex: O Porsche é um carrão! (admiração)
O plural do diminutivo se faz apenas com o acréscimo de ZINHOS ou ZITOS ao plural da palavra, cortando-
se o S. Assim:
animalzinho = animais + zinhos > animaizinhos
coraçãozinho = corações + zinhos > coraçõezinhos
3. (SEDF - 2017)
O emprego do diminutivo no texto está relacionado à expressão de afeto e ao gênero textual: carta
familiar.
Comentários:
O diminutivo, aqui formado pelo sufixo “-inha”, pode ter valor afetivo, subjetivo, carinhoso. Esse uso é
perfeitamente coerente com a linguagem familiar e cheia de afeto usada pela avó para falar com seu neto
numa carta. Questão correta!
Patinhos: Substantivo, núcleo da função sintática sujeito, “puxa” a concordância das classes que se
referem a ele.
Amarelos: Adjetivo, variável, se refere ao substantivo patinhos e concorda com ele em gênero masculino e
número plural.
Nadam: Verbo, variável, se refere ao substantivo patinhos e concorda com ele em terceira pessoa (eles) e
número plural.
Na lagoa: Locução adverbial de lugar. Exprime circunstância e equivale a um advérbio (classe), que é
invariável e tem função sintática de adj. adverbial de lugar.
ADJETIVO
O adjetivo é a classe variável que se refere ao substantivo ou termo de valor substantivo (como pronomes),
para atribuir a ele alguma qualificação, condição ou estado, restringindo ou especificando seu sentido. Ex:
homem mau, mulher simples, céu azul, casa arruinada.
O adjetivo pode também ser substantivado: “Céu azul” vira “O azul do céu”. É comum também substituir o
adjetivo por “locução” ou “oração” adjetiva: “Cidadão inglês”x “Cidadão da Inglaterra” x “Cidadão que é
nativo da Inglaterra”.
5. (TCE PB - 2018)
Maus hábitos cotidianos muitas vezes são, na verdade, práticas antiéticas e até ilegais, que devem, sim, ser
combatidas.
Os termos “antiéticas”, “ilegais” e “combatidas” qualificam a palavra “práticas”.
Comentários:
“antiéticas” e “ilegais” qualificam sim o substantivo “práticas”. Contudo, “combatidas” é um verbo numa
frase em voz passiva: “devem ser combatidas” (ver aula de verbos), não é um adjetivo. Questão incorreta.
Os termos 1, 2 e 3 têm “papel” adjetivo, pois se referem ao substantivo “violão”. Daí, também podemos
dizer que tais termos são “adjuntos adnominais” de “violão”, palavra substantiva que tem função de
núcleo. Veja que os adjuntos aqui são, respectivamente, artigo, pronome possessivo e adjetivo.
Somente “novo” é um adjetivo de fato. Saiba então que “papel adjetivo” está diretamente ligado a
“adjunto adnominal”.
Em algumas questões, a banca pode pedir qual palavra tem “valor adjetivo” ou “exerce papel adjetivo”.
Nesse caso, o aluno pode errar, pois fica limitado a procurar adjetivos propriamente ditos, quando a
resposta pode estar em outra classe que modifique o substantivo, em função de adjunto adnominal.
6. (TCE-PB / Agente Documentação / 2018)
[...] Em primeiro lugar, deve-se ter em mente o aspecto que se está comparando e, em segundo, deve-se
considerar que essa relação não é nem homogênea nem constante.
Julgue o item. O vocábulo “constante” foi empregado para qualificar o termo “aspecto”.
Comentários:
O vocábulo “constante” foi empregado para qualificar o termo “relação”. A relação não é homogênea nem
constante. Questão incorreta.
LOCUÇÕES ADJETIVAS
Como mencionei, locuções são grupos de palavras que equivalem a uma só. As locuções adjetivas são
formadas geralmente de preposição+substantivo e substituem um adjetivo. Essas locuções funcionam
como um adjetivo, qualificam um substantivo, e desempenham normalmente uma função chamada
adjunto adnominal.
Ex: Homem covarde = Homem sem coragem
Ex: Cara angelical = Cara de anjo
Porém, algumas expressões semelhantes, também formadas de preposição + substantivo não podem ser
vistas como um adjetivo, nem substituídas por adjetivo, pois serão um complemento nominal, um termo
obrigatório que completa o sentido de uma palavra.
Ex: Construção do muro = Ex: Construção*** múrica, murística, mural???
Seguem exemplos de locuções adjetivas, expressões preposicionadas que tem função de adjetivo (vêm
Comparativo:
O grau comparativo pode ser de superioridade, inferioridade ou igualdade.
Ex: Sou mais/menos ágil (do) que você (grau comparativo de superioridade/inferioridade).
Ex: Sou tão ágil quanto/como você (comparativo de igualdade).
Perceba que o elemento (do) é facultativo nessas estruturas comparativas.
Algumas palavras têm sua forma comparativa terminada em –or. No latim, essa terminação significava
“mais”, por essa razão o “mais” não aparece nessas formas: “melhor”, “pior”, “maior”, “menor”,
“superior”. Por suprimir essa palavra, a gramática o chama de comparativo sintético.
Temos que conhecer também o grau superlativo, que expressa uma qualidade em grau muito elevado.
Divide-se em relativo e absoluto:
Superlativo relativo:
Ex.: Senna é o melhor do Brasil!
Gradua uma qualidade/característica (“bom”) em relação a outros seres que também têm ou podem ter
aquela qualidade, ou seja, em relação à totalidade (o mundo todo).
Superlativo absoluto:
Indica que um ser tem uma determinada qualidade em elevado grau. Não se relaciona ou compara a outro
ser. Pode ocorrer com uso de advérbios de intensidade (absoluto analítico): “sou muito esforçado” e de
sufixos (absoluto sintético): difícil>dificílimo; comum>comuníssimo; bom>ótimo.
Assim sendo, quando as bancas falam em variação do adjetivo em grau, querem dizer que o adjetivo está
sofrendo algum processo de intensificação, ou seja, terá seu sentido intensificado, por um advérbio (tão
bonito), por um sufixo (caríssimo), por um substantivo (enxaqueca monstro), por exemplo. Para
esquematizar, vejamos um quadro resumo:
Normal Alto
GRAU DOS
ADJETIVOS Igualdade
Tão alto
quanto/como
Superioridade
o mais alto
Relativo
Inferioridade
o menos alto
Superlativo
Sintético
Altíssimo
Absoluto
Analítico
muito alto
ADVÉRBIO
O advérbio é termo invariável que se refere a verbo, adjetivo e advérbio. Quando se refere a verbo, traz a
“circunstância” daquela ação (“tempo, lugar, modo...”). Quando ligado a adjetivo (você é muito linda) e
advérbio (você dança extremamente mal), funciona como intensificador.
Quando se refere a uma oração inteira, normalmente indica uma opinião sobre o conteúdo daquela
oração.
Apesar de invariável, existe um advérbio que aceita variação, é o advérbio TODO:
Ex: Chegou todo sujo e a esposa o recebeu toda paciente.
Usados em interrogativas, onde, como, quando, por que são advérbios interrogativos, justamente porque
expressam circunstâncias como lugar, modo, tempo e causa, respectivamente.
Vejamos esse uso nas interrogativas diretas (com ?) e indiretas (sem ?)
Onde você mora? Ignoro onde você mora.
Quando teremos prova? Não sei quando teremos prova.
Rigorosamente, “por que” é considerada uma locução adverbial interrogativa de causa.
8. (SEDF / 2017)
...Ver você me deu muito prazer/...A menina está muito engraçadinha.
Como modificadora das palavras “prazer” e “engraçadinha”, a palavra “muito” que as acompanha é, do
ponto de vista morfossintático, um advérbio.
Comentários:
Observe: “muito prazer”. Aqui “muito” se refere a substantivo, é pronome indefinido, indica quantidade
vaga, imprecisa. Já em “muito engraçadinha”, “muito” se refere ao adjetivo “engraçadinha”. O advérbio é a
única classe que modifica adjetivo. Portanto, somente nesta segunda ocorrência temos advérbio. Questão
incorreta.
As respostas serão circunstâncias adverbiais, que podem ser expressas por advérbios, expressões com mais
de uma palavra (as locuções adverbiais) e até orações (chamadas por isso de “orações adverbiais”). Veja:
Estudo sempre (“advérbio” de tempo).
Estudo a todo momento. (“locução adverbial” de tempo).
Estudo sempre que posso. (“oração adverbial” de tempo).
Vejamos como essas circunstâncias adicionam “sentidos” ao ato representado pelo verbo:
•demais: intensidade
•sempre: frequência
o
•hoje e ontem: tempo
corrupto
• com fraudes: locução
roubou adverbial de
meio/instrumento
•provavelmente: dúvida
o
•decerto: certeza
corrupto
•pelo partido: locução
cairá adverbial de motivo
Essa lista é apenas ilustrativa, mas não há como decorar o valor de cada advérbio, pois só o contexto dirá
seu valor semântico.
O advérbio também tem função coesiva, isto é, pode ligar partes do texto, fazendo referência a trechos do
texto e também ao tempo/espaço.
Ex: Embora não queira, ainda assim devo estudar. (assim remete a toda a oração sublinhada)
Ex: Fui à Europa e lá percebi que somos felizes aqui. (lá retoma “Europa”)
Designação: eis
Ex: Eis o filho do homem.
Explicação/Retificação: isto é, por exemplo, ou seja, a saber, qual seja, aliás, digo, ou antes, quer
dizer etc.
Ex: Comprei uma ferramenta, isto é, um martelo.
Essas expressões devem ser isoladas por vírgulas.
Expletiva ou de realce: é que (ser+que), cá, lá, não, mas, é porque etc. (CAI DEMAIS!)
A característica principal das palavras denotativas expletivas é: podem ser retiradas, sem prejuízo sintático
ou semântico. Sua função é apenas dar ênfase.
Ex: São os pais que bancam sua faculdade, mas têm lá seus arrependimentos.
Ex: Eu é que faço as regras.
Reforço que a retirada dessas expressões não altera o sentido nem causa erro gramatical, apenas há uma
perda de realce/ênfase.
ARTIGO
O artigo é classe variável em gênero e número que acompanha substantivos, indicando se o substantivo é
masculino ou feminino, singular ou plural, definido ou indefinido. Por sempre estar modificando um
substantivo, sempre exerce a função de adjunto adnominal. Pode ocorrer aglutinado com preposições (em
e de): “no”, “na”, “dos”, “das”.
O artigo definido se refere a um substantivo de forma precisa, familiar: “o carro”, “a casa”, nesse caso,
indicando que aquele “carro” ou aquela “casa” são conhecidas ou já foram mencionadas no texto.
Ex: Na porta havia um policial parado. Assim que me viu, o policial sacou sua arma.
Observe que na segunda referência ao policial, ele já é conhecido, já foi mencionado, é aquele que estava
parado na porta. Isso justifica o uso do artigo definido, no sentido de familiaridade.
Quando tratamos de um nome em sentido geral, sem especificar, não deve haver artigo e,
consequentemente, não haverá crase (artigo “a” + preposição “a”).
Observe:
Estou em casa (sem artigo). Estou na casa de mamãe (a casa é determinada, então deve ter artigo
definido).
Por sua vez, o artigo indefinido se refere ao substantivo de forma vaga, inespecificada; “um carro
qualquer”, “uma casa entre aquelas”. Também expressa intensificação: “ela tem uma força!” ou
aproximação: “ela deve ter uns 57 anos”. Assim como os definidos, também pode ocorrer aglutinado com
preposições (em e de): “duns”, “dumas”, “nuns”, “numas”.
Por outro lado, o artigo, ao lado de substantivo comum no singular, também pode ser usado para
universalizar uma espécie, no sentido de “todo”: “o (todo) homem é criativo”, “o (todo) brasileiro é
passivo”.
O artigo definido, na linguagem mais moderna, também é um recurso de adjetivação, por meio de um
realce na entoação de um termo que não é tônico:
Ex: Esse não é um médico, esse é o médico.
O sentido é que não se trata de um médico qualquer, mas sim um grande médico, o melhor. Este é o
chamado “artigo de notoriedade”.
PREPOSIÇÕES
A preposição é classe invariável que conecta palavras e orações, umas às outras e entre si. Sozinha, ela não
exerce função sintática, mas compõe a transitividade de nomes e verbos (aqueles que pedem
complemento preposicionado) e a estrutura de locuções com função de adjuntos adnominais (se referem a
substantivo ou termo substantivo), e adverbiais (se referem a verbos, adjetivos, advérbios).
Vamos relembrar as principais preposições: a, com, de, em, para, ante, até, após, contra, sob, sobre, per,
por, desde, trás, perante.
Ex: Gosto de chocolate (a preposição introduz complemento de um verbo).
Ex: Tenho medo de cobra (a preposição introduz complemento de um nome).
As palavras salvo, exceto, exclusive, afora, menos e senão são consideradas preposições acidentais
quando introduzem locuções adverbiais com sentido de exclusão:
Ex: Salvo aquele capítulo, o livro inteiro é bom.
Usamos Eu e Tu após preposições acidentais ou palavras denotativas:
Ex: Fora tu, todos erraram (fora é preposição acidental).
Com preposições essenciais, devemos usar as formas oblíquas:
Ex: Venha até mim e haverá bênçãos para ti.
Preposição a + Artigos
a + a, as, o, os = à, às, ao, aos
Preposição a + Pronomes demonstrativos
a + aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo = àquele, àquela, àquelas, àquilo
Preposição a + Advérbios
a + onde = aonde
Preposição por + Artigos
por + o, a, os, as = pelo, pela, pelos, pelas
Preposição de + Artigos
de + o, a, as, um, uns, uma, umas = do, da, das, dum, duns, duma, dumas
Locuções prepositivas:
São grupos de palavras que equivalem a uma preposição. Se eu disser “falei sobre o tema” ou “falei acerca
do tema”, a locução substitui perfeitamente a preposição. As locuções prepositivas sempre terminam em
uma preposição, exceto a locução com sentido concessivo/adversativo “não obstante”:
Veja alguns pares importantes com alguns sentidos que podem assumir:
Fique atento, pois as bancas gostam de pedir a substituição de uma preposição ou locução prepositiva por
uma conjunção ou locução conjuntiva com mesmo valor semântico: Estudo a fim de/para passar = Estudo a
fim de que passe. A substituição é possível, mas exige adaptações na estrutura da sentença.
A preposição “de” é expletiva, de realce, e pode ser retirada da frase sem prejuízo sintático e sem
alteração relevante de sentido em:
Como mais (do) que você.
O bairro (das) Laranjeiras satisfeito sorri.
PRONOMES
Os pronomes são palavras que representam (substituem) ou acompanham (determinam) um termo
substantivo. Esses pronomes vão poder indicar pessoas, relações de posse, indefinição, quantidade,
familiaridade, localização no tempo, no espaço e no texto, entre outras.
Quando acompanham um substantivo, são classificados como “pronomes adjetivos”. Quando substituem
um substantivo, são classificados como “pronomes substantivos”.
Ex: Estes livros são do Mario, aqueles são do Ricardo.
Verificamos que “estes” é um pronome adjetivo, pois modifica o substantivo “livros”. Por outro lado, o
pronome “aqueles” é classificado como pronome substantivo, pois não está ligado a um substantivo, mas
sim “na própria posição” do substantivo “livros”, que não aparece na oração, estando apenas implícito,
representado pelo pronome.
Vamos aos apontamentos principais sobre essa importante classe.
PRONOMES INTERROGATIVOS
Servem basicamente para fazer interrogativas diretas (com ponto de interrogação) ou indiretas (sem ponto
de interrogação, mas com “sentido/intenção de pergunta”).
São eles: “Que, Quem, Qual(is), Quantos”.
Ex: (O) que é aquilo? Quem é ele? (esse “o” é expletivo, pode ser retirado)
Ex: Qual a sua idade? Quantos anos você tem?
Nas interrogativas indiretas, não temos o (?), mas a frase tem uma intenção interrogativa e normalmente
envolve verbos com sentido de dúvida “perguntar, indagar, desconhecer, ignorar”...
Ex: Perguntei o que era aquilo. Indaguei quem era ele.
Ex: Não sei qual sua idade. Desconheço quantos anos você tem.
Obs: Na frase “O que é que ele fez”, apenas o primeiro “que” é pronome interrogativo. Os termos sublinhados são
expletivos, com finalidade de realce.
PRONOMES INDEFINIDOS
Os pronomes indefinidos são classes variáveis que se referem à 3ª pessoa do discurso e indicam
quantidade, sempre de maneira vaga: ninguém, nenhum, alguém, algum, algo, todo, outro, tanto,
quanto, muito, bastante, certo, cada, vários, qualquer, tudo, qual, outrem, nada, mais, menos, que,
quem, um (quando em par com “outro”)...
Ex: Recebi mais propostas e tantos elogios.
Ex: Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
Também há expressões de valor indefinido, as locuções pronominais indefinidas:
Qualquer um, cada um/qual, quem quer que, seja quem/qual for, tudo o mais, todo (o) mundo, um ou
outro, nem um nem outro...
As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão
PRONOMES POSSESSIVOS
Esses pronomes tem sentido de posse e geralmente aparecem em questões sobre ambiguidade ou
referência, pois podem se referir à primeira pessoa do discurso: meu(s), minha(s), nosso(s) nossa(s); à
segunda: teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s); ou à terceira: seu(s), sua(s).
Importante salientar que o pronome pessoal oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) também pode ter
“valor” possessivo, ou seja, sentido de posse: Apertou-lhe a mão (sua mão); beijou-me a testa (minha
testa); penteou-lhes os cabelos (cabelos delas).
Observe que o pronome oblíquo está preso ao verbo pelo hífen, mas sua relação sintática é com o
substantivo objeto da posse (mão, testa, cabelos). Trata-se de um adjunto adnominal.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São pronomes demonstrativos: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s), aqueloutro(s),
aqueloutra(s), isto, isso, aquilo, o, a, os, as; mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s)...
Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem em relação às
pessoas do discurso (1ª – que fala/ 2ª – que ouve e a 3ª , de quem se fala), no tempo, no espaço e no
texto.
Tempo:
este(s), esta (s), isto: indicam tempo presente:
Ex: Este domingo tem jogo do Barcelona.
Espaço:
este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante:
Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.
Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos que esses
pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica (deixis).
Texto:
Os pronomes demonstrativos vão também apontar/retomar palavras/informações/períodos ou grupo de
informações que aparecem dentro texto. O uso adequado vai depender de a referência ser a uma
informação que já apareceu (referência anafórica) ou a uma informação que será dita posteriormente
(catafórica). Por ora, vamos às regras básicas do uso dos demonstrativos para fazer remissão “dentro do
texto”.
este(s), esta (s), isto: apontam para o que será mencionado (anuncia):
Ex: Esta é sua nova senha: 95@173xy; memorize-a.
aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para um antecedente mais distante. Caso tenhamos dois
referentes enumerados/discriminados, usaremos “aquele(a)(s)” para o que foi mencionado primeiro (o
mais distante), enquanto este será usado para apontar para o mencionado por último (o mais próximo).
Veja:
No caso acima, a referência é feita dentro do texto; então, podemos dizer que o pronome tem função
endofórica. “Endo” significa “dentro”.
Também podemos usar “este” para referência ao elemento anterior mais próximo, o que faz a oposição ao
“esse” não ser tão rigorosa na prática:
A prescrição é que se use “este” para se referir ao ser mais próximo, em oposição ao “aquele”, usado para
o mais distante.
Entre 3 seres mencionados no texto, este se refere ao mais próximo, ao último; aquele se refere ao mais
distante, ao primeiro. Em provas objetivas, CESPE/UNB e ESAF aceitam esse para se referir ao do meio, o
que não é previsto pela gramática. Essas bancas aceitam tal recurso, mas não há respaldo em nenhum
gramático. Nesse caso, recomenda-se o uso de numerais: o primeiro, o segundo, o terceiro. Fique atento.
Ex: Xuxa, Pelé e Senna são famosos. Aquela é a rainha dos baixinhos, este foi o maior piloto brasileiro (* e
esse foi o rei do futebol).
Ex: Xuxa, Pelé e Senna são famosos. A primeira é a rainha dos baixinhos, o segundo foi o rei do futebol e o
terceiro/o último foi o maior piloto brasileiro.
Nos casos acima, a referência é feita dentro do texto; então, podemos dizer que o pronome tem função
endofórica. “Endo” significa “dentro”.
Quando pronomes se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço, a gramática diz que eles
têm função dêitica, ou exofórica (fora), nesse caso o valor semântica vai depender da situação de produção
do texto, de onde foi escrito, quando, por quem.
Ex: Neste país, neste momento, este autor que vos fala está deprimido.
A referência dos pronomes destacados dependerá de onde e quando a mensagem é lida. O pronome ‘este’
também remete a informação fora do texto, pois precisamos saber quem escreveu a frase. Então, tais
pronomes têm referência exofórica.
As palavras o, a, os, as também podem ser pronomes demonstrativos, geralmente quando antecedem um
pronome relativo ou a preposição “DE”. Veja:
Não confunda; essas palavras também podem ser artigos definidos (a menina caiu) ou pronomes pessoais
(encontrei-as na praia).
Obs: No exemplo ”Entre as cuecas, comprei a de algodão”, em opinião minoritária, Bechara e Celso Pedro
Luft consideram que o “as” é na verdade um artigo diante de um substantivo implícito (Entre as cuecas,
comprei a [cueca] de algodão).
PRONOMES RELATIVOS
Os principais são: que, o qual, cujo, quem, onde. Esses pronomes retomam substantivos antecedentes,
coisa ou pessoa, e, por isso, têm função coesiva (retomar ou anunciar informação) e se prestam a evitar
repetição. Podem ser variáveis, quando se flexionam (gênero, número), ou invariáveis, quando trazem
forma única. Vejamos:
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
MASCULINOS FEMININOS
quem
o qual (os quais) a qual (as quais)
que
cujo (cujos) cuja (cujas)
onde
quanto (quantos) quanta (quantas)
2- Como o “que” faz referência a um termo anterior, podemos dizer que tem função anafórica.
3- Os pronomes “que”, “o qual”, “os quais”, “a qual”, “as quais” são utilizados quando o antecedente for
coisa ou pessoa.
Destaco também que o pronome relativo “o qual” e suas variações muitas vezes é usado para desfazer
ambiguidades. Como ele varia, a concordância em gênero e número denuncia a que termo ele se refere:
Ex: A representante do partido, que é popular, foi elogiada.
Quem é popular? O “que” pode retomar representante ou Partido. Fica a dúvida.
Agora, com a troca por um relativo variável, acaba a ambiguidade:
Ex: A representante do partido, a qual é popular, foi elogiada.
Obs: Antes do relativo “que”, devemos usar preposição monossilábica (“a, com, de, em, por; exceto sem e
sob”). Com preposições maiores (ou locuções prepositivas), usaremos os variáveis (o qual, os quais, a qual,
as quais).
Ex: Este é o livro de que gostamos x Este é o livro sobre o qual falamos.
A propósito, se há um nome ou verbo que peça preposição, esta deve vir obrigatoriamente antes do
pronome relativo. (gostamos de; falamos sobre). Então, a supressão dessa preposição causa erro:
Ex: Este é o livro que gostamos x Este é o livro o qual falamos.
4- O pronome “quem” se refere a pessoa ou ente personificado (visto como pessoa) e é precedido por
preposição (monossilábica ou não).
Ex: A pessoa de quem falei chegou. (substituição possível: “de que falei”, “da qual falei”).
Ex: A pessoa por quem intervim não mostrou gratidão.
Em interrogativas, “quem” é pronome interrogativo: Quem gosta de acordar cedo?
Segundo Bechara, os pronomes relativos quem e onde podem aparecer com emprego absoluto,
sem referência a antecedentes, ou seja, sem “retomar ninguém”:
“Quem tudo quer tudo perde.”
“Moro onde mais me agrada.”
Vejamos uma questão recente sobre esse detalhe!
18. (Tribunal Regional Federal 2ª R–Analista – 2017 - Adaptada) Acerca do vocábulo “onde” no
título “Onde o Direito e a Literatura se encontram”, de acordo com a aplicação e relação
estabelecida, é correto afirmar que é empregado de modo absoluto como visto no verso “Moro
onde não mora ninguém”.
Comentários:
Não há referente, o pronome está sozinho, independente, absoluto. Em “moro onde não mora
ninguém”, este “onde” equivale a “lugar em que não mora ninguém”. Questão correta.
Tem função de adjunto adnominal em 99% dos casos, porque indica posse.
Porém, pode ser complemento nominal, em estruturas em que se refira a substantivo abstrato: Eu foco no
PDF cuja leitura é fundamental (a leitura do PDF). O termo sublinhado se refere a leitura, que é substantivo
abstrato derivado de ação e tem sentido passivo. O livro é lido. Nesse raro caso, o cujo tem função de
Complemento Nominal!
da tradição moral ou religiosa; tampouco é a instituição que garante a estabilidade do lugar em que são
educadas as crianças”.
Seria mantida a correção gramatical do texto CG1A1-I se o segmento “em que”, nas linhas 2 e 5, fosse
substituído, respectivamente, por no qual e onde
Comentários:
L.2: Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da família
nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que/no qual (retoma “momento”) as relações
são caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade.
L.5: … tampouco e a instituição que garante a estabilidade do lugar em que/onde (retoma lugar físico) são
educadas as crianças. Questão correta.
6- O pronome relativo “onde” deve ser usado quando o antecedente indicar lugar físico (ainda que
virtual, figurativo), com sentido de “posicionamento em”. Como preposição “em” também indica uma
referência locativa, podemos substituir “onde” por “em que” e por “no qual” e variações.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA. (treino na academia> academia na qual/em que
treino...
Veja que é inadequado usar o onde para outra referência que não seja lugar físico.
7- O pronome relativo “como”, é usado quando o antecedente for palavra como forma, modo, maneira,
jeito, ou outra, com sentido de “modo”.
Ex: Não aceito o jeito como você fala comigo.
8- O pronome relativo “quando”, é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de “tempo”.
Ex: Sinto saudade da época quando eu não tinha preocupações.
9- O pronome relativo “quanto”, é usado nos casos em que antecedente tiver sentido de “quantidade”.
Ex: Consegui tudo/tanto quanto queria, exceto tempo para desfrutar.
Reforçando: temos que ter atenção à preposição que o verbo/nome vai pedir, pois ela não deve ser
suprimida e vai aparecer antes do pronome relativo. Lembre-se de que temos que enxergar sintaticamente
o relativo como se fosse o próprio termo a que se refere:
Ex: O menino a que me referi morreu. (referi-me “a” que = ao menino)
Ex: O escritor de cujos poemas gosto morreu. (gosto “de” cujos = dos poemas do escritor)
PRONOMES DE TRATAMENTO
Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e reverência no trato com determinadas autoridades.
A cobrança normalmente se baseia no pronome adequado a cada autoridade ou aspectos de concordância
com as formas de tratamento.
Focaremos nos mais incidentes em prova:
Vossa Senhoria (V. S.a ou V. S.as): usado para pessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente,
os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios, requerimentos etc.
Vossa Excelência (V. Ex.a V. Ex.as): Usado para grandes autoridades:
Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, Oficiais de Patente Superior à de
Coronel, Juízes de Direito, Ministros, Chefes de Poder.
Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Rev.ma V. Ex.as Rev.mas): usado para Bispos e
arcebispos.
Vossa Eminência (V. Em.a V. Em.as): usado para Cardeais.
Vossa Alteza (V. A. VV. AA.): usado para autoridades monárquicas em geral, Príncipes, duques e
arquiduques. Para Imperador, Rei ou Rainha, usa-se Vossa Majestade (V. M. VV. MM.)
PRONOMES PESSOAIS
Vamos às principais informações relevantes:
Pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) costumam substituir sujeito: Ex: João é magro>Ele é
magro.
Pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos verbais: o, a,
os, as substituem somente objetos diretos (complemento sem preposição); me, te, se, nos, vos podem ser
objetos diretos ou indiretos (complemento com preposição), a depender da regência do verbo. Já o
pronome –lhe (s) tem função somente de objeto indireto.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)
Os pronomes OBLÍQUOS TÔNICOS são pronunciados com força e precedidos de preposição. Costumam ter
função de complemento. São eles:
Ex: Fiquei preocupado contigo porque você deu a ele todo seu dinheiro.
O pronome reto, em regra não deve ser usado na função de objeto direto (complemento verbal sem
preposição). Por isso são condenadas estruturas como “Mata ele! Chama nós!”. Contudo, é possível usar
pronome reto como complemento direto, quando o pronome reto for modificado por “todos”, “só”,
“apenas” ou “numeral”. Esse uso é abonado por gramáticos do calibre de Celso Cunha, Bechara, Faraco &
Moura e Sacconi.
Ex: Encontrei ele só na festa. / Ex: Encontrei todos eles.
Ex: Encontrei eles dois na festa. / Ex: Encontrei apenas elas na festa.
Esses exemplos acima devem ser vistos com cautela, pois não são a regra!
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Proibições gerais:
1
iniciar oração com pronome oblíquo átono ou
2
inserir pronome oblíquo átono após futuros (do presente e do pretérito) e particípio.
O que não for proibido, será aceito, simples assim. Veja abaixo construções inadequadas e adequadas:
Regras especiais:
Embora a preferência da língua portuguesa seja a próclise, para verbo no infinitivo e verbos separados por
conjunções coordenativas, é livre a posição do pronome, antes ou depois.
Ex: Prefiro não te convidar/ convidar-te.
Contudo, alguns conectivos aditivos e alternativos têm próclice recomendada:
Ex: Ora me expulsa, ora não me deixa ir embora.
Em frases optativas (que expressam desejo, apelo, sentimento), a próclise é obrigatória:
Ex: Deus lhe pague.
Entre a preposição em e o verbo no gerúndio, usa-se próclise:
Ex: Em se tratando de vinhos, ele é uma autoridade.
Por motivo de eufonia (boa pronúncia), usa-se próclise com formas verbais monossilábicas ou
proparoxítonas:
Ex: Eu a vi ontem.
Ex: Nós lhes obedecíamos por medo.
Obs: Nas orações subordinadas, se houver um sujeito entre a palavra atrativa e o pronome, entende-se
que pode haver “atração remota”, isto é, a força atrativa se mantém e deve haver próclise:
Ex: Eu não estou-lhe emprestando dinheiro. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria em
ênclise com palavra atrativa obrigando próclise)
Por fim, saliento que há muitas regrinhas e divergências nesse tema, mas o que realmente é fundamental
para a prova é MEMORIZAR AS PROIBIÇÕES E PALAVRAS ATRATIVAS.
NUMERAL
O numeral é mais um termo variável que se refere ao substantivo, indicando quantidade, ordem, sequência
e posição.
Como sabemos, ter “papel adjetivo é referir-se a substantivo”. Então, podemos ter numerais substantivos
e adjetivos.
Ex: Duas meninas chegaram (numeral adjetivo, pois acompanha um substantivo), eu conheço as
duas (numeral substantivo, pois substitui um substantivo).
Os numerais são classificados em:
Ordinais: primeiro lugar, segunda comunhão, terceiras intenções... septuagésimo quarto,
sexagésimo quinto...
Cardinais: um cão, duas alunas, três pessoas...
Fracionários: um terço, dois terços, quatro vinte avos...
Multiplicativos: o dobro, o triplo, cabine dupla, duplo carpado...
Substantivos que expressam quantidade exata de seres/objetos são chamados de “numerais coletivos” ou
“substantivos coletivos numéricos”:
a) par, dezena, década, dúzia, vintena, centena, centúria, grosa, milheiro, milhar...
b) século, biênio, triênio, quadriênio, lustro ou quinquênio, década ou decênio, milênio, centenário
(anos); tríduo e novena (dias); bimestre, trimestre, semestre (meses).
Então, palavras como “milhão, bilhão, trilhão” podem ser classificadas como substantivos ou numerais.
Se indicar posição numa ordem, uma letra pode ser usada como um numeral ordinal:
Ex: Na opção a o erro de concordância é visível (a=primeira letra, numeral ordinal)
Flexionam-se em gênero os numerais cardinais UM, DOIS e as CENTENAS a partir de duzentos (Um, Uma,
Dois, Duas, Duzentos, Duzentas, Trezentos, Trezentas...).
Por fim, acrescento que “ambos” e “zero” são considerados numerais.
INTERJEIÇÃO
Interjeição é classe gramatical invariável que expressa emoções e estados de espírito. Servem também
para fazer convencimento e normalmente sintetizam uma frase exclamatória (Puxa!) ou apelativa
(Cuidado!):
Ex: Olá! Oba! Nossa! Cruzes! Ai! Ui! Ah! Putz! Oxalá! Tomara! Pudera! Tchau!
. Dependendo do contexto, o valor semântico da interjeição pode variar:
Ex: Psiu, venha aqui! (convite) Ex: Psiu, faça silêncio! (ordem)
As locuções interjetivas são grupos de palavras que equivalem a uma interjeição, como: Meu Deus! Ora
bolas! Valha-me Deus!
Entenda o seguinte: qualquer expressão exclamativa que expresse uma emoção, numa frase independente,
com inflexão de apelo, pode funcionar como interjeição. Lembre-se dos palavrões, que são interjeições por
excelência e variam de sentido em cada contexto.
PALAVRAS ESPECIAIS
Como vimos ao longo dessa aula, algumas palavras podem apresentar mais de uma classificação
morfológica ou sentido. Sistematizaremos aqui as principais funções de algumas delas, muito cobradas em
prova.
5) Preposição:
Ex: Você está disposto a sacrifícios?
24. (UNB/TRE TO/2017) No trecho “em uma época anterior à dos dinossauros”, o emprego do sinal
indicativo de crase decorre da regência do adjetivo “anterior” (ℓ.3) e presença do artigo feminino antes do
termo elíptico “época”.
Comentários:
Temos crase pela fusão entre “anterior A+A (época) dos dinossauros. Esse A foi considerado artigo diante
de substantivo elíptico. Questão correta.
Evite usar “o mesmo” retomando pessoas/objetos, como se fosse “ele”, em construções como:
Ex: O suspeito chegou ao local. O mesmo fugiu dos policiais sem que os mesmos pudessem
perceber. (troque por “ele” e “eles”)
Contudo, é correto usar “o mesmo”, invariável, quando significa “a mesma coisa/o mesmo fato”.
Ex: Todos têm dificuldade com essa matéria, o mesmo ocorrerá com você. (a mesma coisa ocorrerá
com você, isso também ocorrerá com você).
QUESTÕES COMENTADAS
1. (IADES / CRF-DF / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2017)
Julgue uma proposta de nova redação no item a seguir.
“Faz bem contar com um farmacêutico” / Se prejudica a si mesmo quem não conta com um farmacêutico.
Comentários:
A nova redação traz uma redundância, uma repetição desnecessária, já que o pronome “se” já tem sentido
reflexivo de “a si mesmo”. Questão incorreta.
2. (IADES / CRF-DF / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2017)
Julgue uma proposta de nova redação no item a seguir.
“Ele é um profissional indispensável” / Ele é um profissional que não pode-se dispensar.
Comentários:
Como há palavra atrativa (não), o pronome não pode ficar no meio da locução com hífen. A forma
recomendada seria: não se pode dispensar. Questão incorreta.
3. (IADES / FUNDAÇÃO HEMOCENTRO-DF / TÉCNICO / 2017)
Considerando o trecho “Voluntários menores de 16 anos ou com mais de 68 anos poderão doar desde que
passem por análise de um médico do local de doação e que a necessidade do ato seja justificável.”,
assinale a alternativa que classifica corretamente, nessa ordem, os vocábulos sublinhados.
a) Substantivo, conjunção, preposição, artigo, adjetivo.
b) Pronome, preposição, conjunção, artigo, substantivo.
c) Substantivo, advérbio, preposição, preposição, advérbio.
d) Advérbio, preposição, conjunção, artigo, substantivo.
e) Adjetivo, conjunção, pronome, preposição, adjetivo.
Comentários:
Questão de mero reconhecimento das classes:
Voluntários: substantivo
Ou: conjunção alternativa
Por: preposição
A: artigo definido feminino
Justificável: adjetivo. Gabarito letra A.
4. (IADES / CRESS-MG / AGENTE FISCAL / 2016)
Comentários:
Sim, pois “no qual” é contração de “em + o qual”; simplesmente trocamos “que” por seu equivalente “o
qual”. Questão correta.
5. (IADES / CEITEC SA / TÉCNICO / 2016)
Considerando o sentido das classes gramaticais utilizadas na oração “...não se faz mais lixo como
antigamente!!!”, assinale a alternativa correta.
a) O vocábulo “não”, embora indique ideia de negação, foi empregado como adjetivo, pois especifica o
sentido do substantivo “lixo”.
b) O vocábulo “antigamente” é um adjetivo, pois caracteriza o substantivo “lixo”.
c) Se, logo após o vocábulo “mais”, fosse empregada a construção a reciclagem de, o substantivo “lixo”
passaria a compor uma locução com valor de advérbio.
d) O vocábulo gaúcho, caso fosse empregado logo após o substantivo “lixo”, desempenharia a função de
um substantivo, pois passaria a designar um atributo relativo ao Rio Grande do sul.
e) A inclusão do pronome “aquele” diante do substantivo “lixo” alteraria o sentido original.
Comentários:
a) O vocábulo “não” é advérbio de negação.
b) O vocábulo “antigamente” é um advérbio.
c) O vocábulo continuaria sendo advérbio, com sentido de tempo.
d) O vocábulo gaúcho, caso fosse empregado logo após o substantivo “lixo”, continuaria sendo adjetivo e
teríamos: lixo gaúcho.
e) A inclusão do pronome “aquele” diante do substantivo “lixo” alteraria o sentido original, pois
passaríamos a ter um “lixo” especificado no texto, aquele lixo em particular.
Gabarito letra E.
6. (IADES / CEITEC SA / TÉCNICO / 2016)
Considerando os mecanismos de flexão de nomes e as questões gramaticais que envolvem o período “Nos
jornais, há várias matérias debatendo o uso da nova tecnologia e ensinando o americano a usar os cartões
com chip.”, assinale a alternativa correta.
a) A forma aumentativa do vocábulo “jornais” é jornalecos.
b) Logo após o substantivo “matérias”, poderia ser empregada a forma anexo, que é um adjetivo
invariável.
c) Seria inviável o emprego da construção políticas-partidárias, caso a autora decidisse adjetivar o
substantivo “matérias”.
d) O substantivo “americano” foi empregado na forma masculina singular para se referir apenas aos
cidadãos do gênero masculino que vivem nos Estados Unidos.
Comentários:
a) Uma forma DIMINUTIVA do vocábulo “jornais” é jornalecos.
b) Logo após o substantivo “matérias”, poderia ser empregada a forma anexo, que é um adjetivo
VARIÁVEL, que concorda normalmente com seu substantivo de referência.
c) Seria inviável o emprego da construção políticas-partidárias, caso a autora decidisse adjetivar o
substantivo “matérias”, pois a regra do adjetivo composto é só variar o segundo termo: político-partidárias.
d) O substantivo “americano” foi empregado na forma masculina singular para se referir de forma geral às
pessoas que vivem nos Estados Unidos. Gabarito letra C.
7. (IADES / CEITEC SA / ANALISTA / 2016)
Assinale a alternativa que apresenta outra redação para o período “O problema é que essa determinação
quase nunca é cumprida”, que está de acordo com as regras de colocação pronominal prescritas pela
norma-padrão.
a) O problema é que entende-se que essa determinação quase nunca é cumprida.
b) O problema é que quase nunca se cumpre essa determinação.
c) Me ocorre que o problema é que essa determinação quase nunca é cumprida.
d) Aqui acha-se que o problema é que essa determinação quase nunca é cumprida.
e) Se sabe que o problema é que essa determinação quase nunca é cumprida.
Comentários:
a) Incorreto. A palavra “que” atrai próclise. Por isso também está correta a letra B.
c) Incorreto. Não pode ocorrer ênclise no início de período.
d) Incorreto. O advérbio “aqui” atrai próclise.
e) Incorreto. Não pode ocorrer ênclise no início de período. Gabarito letra B.
8. (IADES / CEITEC SA / ANALISTA / 2016)
Com base no sentido das classes gramaticais empregadas no período “(e os técnicos conseguem identificar
quando tudo foi encharcado por fitas especiais).” Julgue o item a seguir.
O emprego da contração pelas, no lugar da preposição “por”, preservaria o sentido original.
Comentários:
A inserção do artigo deixa o substantivo determinado, específico, familiar. Por isso, a banca entende que o
sentido muda em relação ao uso sem artigo. Questão incorreta.
9. (IADES / CRC-MG / ADVOGADO / 2015)
Julgue o item a seguir.
Conforme as regras de colocação pronominal, é correto reescrever o trecho “é indubitável que se refere”,
deslocando-se o pronome oblíquo “se” para depois da forma verbal “refere”.
Comentários:
Não, pois a palavra ‘que’ atrai próclise. Questão incorreta.
10. (IADES / CRC-MG / ADVOGADO / 2015)
Com relação ao emprego das classes de palavras, assinale a alternativa que apresenta somente adjetivos.
a) “continuada” (linha 5); “vigente” (linha 9).
b) “autarquia” (linha 1); “profissionais” (linha 2).
c) “contábeis” (linha 3); “educação” (linha 5).
d) “boa” (linha 8); “legislação” (linha 9).
e) “contábil” (linha 4); “sociedade” (linha 7).
Comentários:
Continuada e vigente são adjetivos, por isso nosso gabarito é letra A.
Contábeis, contábil e boa são também adjetivos. As demais palavras são substantivos.
Gabarito letra A.
11. (IADES / CRC-MG / MOTORISTA / 2015)
O vocábulo caravana é substantivo coletivo de
a) ônibus. b) atores. c) pessoas. d) ciganos. e) viajantes.
Comentários:
Caravana é coletivo de “viajantes”. Gabarito letra E.
12. (IADES / CRC-MG / MOTORISTA / 2015)
Na oração “Em segundo lugar, ao volante, nunca se deve consumir”, o vocábulo sublinhado é advérbio que
expressa circunstância de
a) lugar. b) modo. c) tempo. d) dúvida. e) intensidade.
Comentários:
Nunca é advérbio de tempo, indicando algo que não ocorrerá na linha do tempo. É importante lembrar que
nunca também tem sentido de negação. Gabarito letra C.
13. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
No trecho “para quem quer poupar energia elétrica”, o vocábulo sublinhado é um
a) pronome. b) substantivo. c) preposição. d) adjetivo. e) conjunção.
Comentários:
Quem, nesse contexto, é pronome indefinido. Gabarito letra A.
14. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
Considerando as orações com dicas apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
a) No período “Furtar energia é crime e um grande risco de morte.”, o antônimo de “Furtar” é afanar.
b) De acordo com as regras de colocação pronominal, na oração “Divirta-se com pipas, mas longe dos
fios.”, é correto deslocar o pronome “se” para antes do verbo.
c) Em “Nunca construa perto da rede elétrica.”, os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe de
palavras.
d) Em “Atenção ao instalar antenas.”, o termo sublinhado é uma conjunção.
Comentários:
a) afanar é sinônimo de furtar, não antônimo.
b) não se admite próclise em início de período.
c) Correto. Nunca e perto são advérbios.
d) ‘ao’ é preposição A + artigo O. Gabarito letra C.
15. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
Comentários:
Comentários:
O sentido vai deixar de ser ‘total’ para ser ‘parcial’. Questão incorreta.
17. (IADES / ELETROBRAS / MÉDICO DO TRABALHO / 2015)
Se fosse necessário substituir por um pronome oblíquo o termo destacado em “movimentando o eixo dos
geradores que produzem a energia elétrica.”, de acordo com as regras de colocação e emprego dos
pronomes prescritas pela norma-padrão, a nova redação
a) poderia ser tanto “movimentando o eixo dos geradores que a produzem” quanto “movimentando o
eixo dos geradores que produzem-na.”
b) deveria ser obrigatoriamente “movimentando o eixo dos geradores que produzem-na.”
c) deveria ser obrigatoriamente “movimentando o eixo dos geradores que produzem-lhe.”
d) poderia ser “movimentando o eixo dos geradores que lhe produzem.”
e) deveria ser obrigatoriamente “movimentando o eixo dos geradores que a produzem.”
Comentários:
A palavra “que”, pronome relativo, atrai próclise obrigatoriamente, por isso estão todas erradas, exceto a
letra E. Gabarito letra E.
18. (IADES / EBSERH / ENGENHEIRO / 2015)
Considerando o trecho “Entre junho de 2001 e outubro de 2014, os auditores fiscais do trabalho
concluíram 22.796 análises de acidentes e doenças do trabalho, visando a identificar condições e fatores de
risco que levam à ocorrência de agravos à saúde do trabalhador”, assinale a alternativa que apresenta,
respectivamente, a classificação dos vocábulos nele sublinhados.
a) Conjunção, artigo, preposição.
b) Contração, preposição e conjunção.
c) Preposição, preposição e pronome.
d) Conjunção, pronome e pronome.
e) Preposição, artigo e conjunção.
Comentários:
Questão direta: “entre” é preposição, “a” é preposição também, exigida pelo verbo transitivo indireto
“visar”. Que é pronome relativo. Gabarito letra C.
19. (IADES / SEAP-DF / PROFESSOR / 2014)
Comentários:
Sim. “Seu” é pronome possessivo, “poder” é substantivo abstrato, “mágico” é adjetivo.
Questão correta.
20. (IADES / SES-DF / TÉCNICO / 2014)
A respeito do pronome destacado em “A questão é que seu efeito não se restringe à mucosa nasal”, é
correto afirmar que, conforme a norma-padrão, a colocação dele
a) antes de “restringe” é facultativa.
b) antes de “restringe” é obrigatória.
c) no meio de “restringe” seria mais adequada.
d) depois de “restringe” seria mais adequada.
e) depois de “restringe” seria obrigatória.
Comentários:
A próclise é obrigatória, pois a palavra negativa ‘não’ é atrativa. Gabarito letra B.
21. (IADES / CONAB / ADMINISTRAÇÃO / 2014)
Caso o autor resolvesse substituir o termo destacado, em “Dê alimentos orgânicos para seus filhos.”, por
um pronome pessoal oblíquo, de acordo com a norma-padrão, o novo texto deveria ser
a) Dê eles. b) Dê-lhes. c) Dê-lhe d) Dê-os. e) Dê-o.
Comentários:
Teremos: "dê Algo A alguém". A expressão "alimentos orgânicos" é objeto direto, logo só pode ser
substituído por -OS. Gabarito letra D.
22. (IADES / CAU-RJ / NÍVEL MÉDIO / 2014)
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado exerce a função de preposição.
a) “Agenda 21 para a Construção Sustentável” (linhas 3 e 4).
b) “aspira a restauração e manutenção da harmonia” (linhas 6 e 7).
c) “o conceito transcende a sustentabilidade” (linhas 10 e 11).
d) “que enfatiza a adição de valor” (linha 12).
Comentários:
Na letra B, o verbo “Aspirar”, com sentido de “almejar, desejar”, pede preposição “a”. Nos demais casos,
temos apenas artigo definido feminino, diante de substantivos definidos. Gabarito letra B.
23. (IADES / CAU-RJ / NÍVEL MÉDIO / 2014)
Comentários:
A palavra “não” atrai próclise obrigatoriamente, então o pronome deve vir antes do verbo. Questão
incorreta.
24. (PREF. SÃO ROQUE / INSPETOR DE ALUNOS / 2020)
No trecho – ... os dois estão nervosos e a situação piora ainda mais. – a palavra destacada estabelece
sentido de
a) modo. b) intensidade. c) afirmação. d) lugar. e) dúvida.
Comentários:
"piorar mais" - "mais" modifica o verbo "piorar", intensificando seu sentido. O "mais" também pode ser
advérbio de tempo: Não moro mais aqui. Gabarito letra B.
25. (PREF. PIRACICABA-SP / PROFESSOR / 2020)
Os termos destacados na frase “A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até
para o mais básico, como o ensino de ciências; o que dizer então de alunos com gama tão variada de
dificuldades.” expressam, respectivamente, circunstância de
a) dúvida e de afirmação.
b) tempo e de modo.
c) inclusão e de intensidade.
d) intensidade e de modo.
e) inclusão e de negação.
Comentário:
"até/inclusive" para o mais básico (sentido de inclusão); "mais básico" - aqui "mais" intensifica o adjetivo
"básico". Gabarito letra C.
26. (DETRAN-PA–Ag. de Fiscalização de Tran. – 2019) Julgue o item a seguir.
A classe gramatical do termo grifado está corretamente indicada em:
Poderíamos destacar, de plano, a poluição como o principal aspecto que interessa a nossa abordagem –
preposição.
Comentários:
Temos aqui uma preposição gramatical, exigida pelo verbo “interessar”: algo interessa A alguém. Questão
correta.
27. (PREF. SÃO ROQUE / INSPETOR DE ALUNOS / 2020)
No trecho -...fechou os olhos e começou a respirar fundo para se acalmar... – a palavra destacada
estabelece sentido de
a) assunto. b) causa. c) lugar. d) tempo. e) finalidade.
Comentários:
Questão direta e cobradíssima; o sentido é de finalidade: para/a fim de se acalmar. Gabarito letra E.
28. (PREF. SÃO ROQUE / SECRETÁRIO DE ESCOLA / 2020) Todo mundo conhece os sete pecados capitais e,
por séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da condenação moral por eventual
cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta importância a eles, que
mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete pecados
encontra-se presente em quase todos nós; em uns mais, em outros menos: a inveja.
Nas expressões destacadas no primeiro parágrafo – por séculos / por eventual cometimento de algum
desses pecados – a preposição “por” imprime aos respectivos contextos as noções de
a) duração e causa.
b) tempo decorrido e agente.
c) lugar indeterminado e meio.
d) finalidade e de conformidade.
e) modo e dependência.
Comentários:
Questão direta; "por séculos" indica duração, tempo; "por/por causa de eventual cometimento de algum
desses pecados" indica causa. Gabarito letra A.
29. (SEDUC-SP–Oficial Administrativo – 2019) Na frase “… sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de
fraude.”, o termo em destaque forma uma expressão indicativa de
a) finalidade. b) oposição. c) modo. d) origem. e) causa.
Comentários:
A conjunção “por” introduz um termo indicativo de “causa”: excluir contas por causa das fraudes, porque
existe medo de fraude. Gabarito letra E.
30. (UERJ–Téc. em Enfermagem – 2019) A classe das preposições pode assumir diversos valores
semânticos, contribuindo para a compreensão do texto. No trecho “Até o dia 29 de agosto”, o uso da
preposição expressa:
a) finalidade b) oposição c) causa d) limite
Comentários:
Temos ideia de limite temporal, 29 é a data máxima. Gabarito letra D.
RESUMO
SUBSTANTIVOS
==1a46af==
Classe variável que dá nome aos seres. É o núcleo das funções nominais, pois recebe os modificadores
(determinantes), que devem concordar com ele:
ADJETIVOS
Classe variável que se refere ao substantivo, por isso, tem função sintática de adjunto adnominal. Podem
também ser predicativo.
Adjetivo com Valor objetivo (relacional) x Adjetivo com Valor subjetivo (opinativo)
Valor objetivo, relacional: característica inerente, fato. Não pode ser retirado, graduado ou vir anteposto
ao substantivo: Turista japonês; Sistema eletrônico; Justiça Civil.
Valor subjetivo, opinativo: juízo de valor, interpretativo. Pode ser graduado, retirado e deslocado: Turista
velho; Sistema corrupto; Justiça lenta.
Locução adjetiva: expressão que equivale a um adjetivo.
Ex: Comi chocolates da Suíça x Comi chocolates suíços.
Subst + Adjetivo: efeito da mudança de ordem
1) Não muda nem a classe nem o sentido:
Ex: Cão bom x Bom cão
Subst Adj Adj Subst
2) Muda o sentido sem mudar as classes.
Ex: Candidato pobre x Pobre candidato
Subst Adj Adj Subst
3) Muda a classe, e muda necessariamente o sentido.
Ex: Alemão comunista x Comunista alemão
Subst Adj Subst Adj
Normal Alto
ARTIGO
ADVÉRBIOS
Classe invariável que pode modificar verbo, adjetivo e outro advérbio. Normalmente indicam a
circunstância dos verbos.
•demais: intensidade
o •sempre: frequência
•hoje e ontem: tempo
corrupto • a tinta: locução
roubou adverbial de
intrumento
•provavelmente:
dúvida
o •decerto: certeza
•pelo partido: locução
corrupto adverbial de motivo
cairá •a chicotadas: locução
adv. de instrumento
Palavras denotativas: muitas vezes são tratadas como advérbio. A retirada das “expletivas” ou de “realce”
não causa prejuízo sintático.
PREPOSIÇÕES
“Essenciais” as preposições puras, que só funcionam como preposição: a, com, de, em, para, por, desde,
contra, sob, sobre, ante, sem... Gosto de ler/Confio em você/Refiro-me a pessoas específicas.
“Acidentais” aquelas palavras que, na verdade, pertencem a outra classe, mas que, “acidentalmente”,
fazem papel de preposição. Tenho que estudar (de)/ Jogo como goleiro (de).
Valor semântico das preposições: a dica é verificar o sentido do termo que vem depois da preposição.
Ex: Vou para um lugar melhor. (direção; vai e fica lá; definitivo)
PRONOMES PESSOAIS
Retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles)>substituem sujeito: João é magro>Ele é magro.
Oblíquos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos) substituem complementos:
o, a, os, as substituem somente objetos diretos. Já o pronome –lhe (s) tem função somente de objeto
indireto.
me, te, se, nos, vos podem ser objetos diretos ou indiretos, a depender da regência do verbo.
Ex: Já lhe disse tudo. (disse a ele)
Regras para a união de pronomes oblíquos
Como substituem substantivos, os pronomes oblíquos poderão ser usados como complementos. Ao unir o
pronome ao verbo por hífen, há alterações na grafia:
Quando os verbos são terminados em R, S, Z + o, os, a, as, teremos: lo, los, la, las.
Não pude dissuadir a menina. (dissuadir + a > dissuadi-la)
Fiz isso porque quis fazer isso. (fiz + o > Fi-lo porque o quis)
Quando os verbos são terminados em som nasal, como m, ão, aos, õe, ões + o, os, a, as, teremos simples
acréscimo de no, nos, na, nas.
Ex: Viram a barata e mataram-na/A mesa é cara, mas compraram-na na promoção.
Um adendo: após verbos na primeira pessoa do plural (nós: amamos, bebemos, cantamos), seguidos do
pronome -nos, corta-se o S final:
Ex: Alistamo-nos no quartel. Animemo-nos!
Colocação Pronominal
Pronome antes do verbo: Próclise
Pronome depois do verbo: Ênclise
Pronome no meio dos verbos: Mesóclise
São PALAVRAS ATRATIVAS, exigindo pronome ANTES DO VERBO (próclise):
Conjunções Subordinativas (que, se, embora, quando, como)
Me dá um cigarro?
Darei-te um presente.
Dá-me um cigarro.
Dar-te-ei um presente.
Ex: Eu não estou-lhe emprestando dinheiro. (Errado porque o pronome, com hífen, estaria em
ênclise com palavra atrativa obrigando próclise)
PRONOMES INDEFINIDOS
Indicam quantidade, de maneira vaga: ninguém, nenhum, alguém, algum, algo, todo, outro, tanto,
quanto, muito, certo, vários, qualquer, tudo, qual, outrem, nada, mais, que, quem, um.
Ex: Recebi mais propostas e tantos elogios.
Ex: Muita gente não chegou a tempo de fazer a prova.
As palavras certo e bastante são pronomes indefinidos quando vêm antes do substantivo e serão
adjetivos quando vierem depois do substantivo.
Quero certo (determinado) modelo de carro x Quero o modelo certo de carro (adequado).
Tenho bastante (muito) dinheiro X Tenho dinheiro bastante (suficiente)
PRONOMES POSSESSIVOS
São eles: meu(s), minha(s), nosso(s), nossa(s), teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s), seu(s), sua(s). (Obs:
Dele(a)(s) não são pronomes possessivos)
Delimitam o substantivo.
Concordam com o substantivo que vem depois dele e não concordam com o referente.
O pronome possessivo vem junto ao substantivo, é acessório, tem função de adjunto adnominal.
Valor possessivo do pronome oblíquo (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos): Apertou-lhe a mão (sua mão); beijou-
me a testa (minha testa); penteou-lhes os cabelos (cabelos dela).
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Pronomes demonstrativos apontam, demonstram a posição dos elementos a que se referem no tempo, no
espaço e no texto. Ex: Este, Esse, Isto, Aquilo, O (e flexões)
Tempo:
este(s), esta(s), isto: indicam tempo presente:
Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona.
esse(s), essa(s), isso: indicam passado recente:
Ex: Esse domingo teve jogo do Barcelona.
aquele(s), aquela(s), aquilo: indicam passado ou futuro distante:
Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.
Espaço:
este(s), esta(s), isto: apontam para referente perto do falante:
Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maciça.
esse(s), essa(s), isso: apontam para perto do ouvinte:
Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.
aquele(s), aquela(s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte:
Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.
Nesses casos acima, como a referência é feita no espaço e no tempo, fora do texto, dizemos que esses
pronomes estão sendo utilizados com função exofórica (fora) ou dêitica.
Texto:
PRONOMES RELATIVOS
Que, o(a) qual(s), cuja, onde, aonde, quem.
O pronome “quem” sempre se refere a pessoa ou ente personificado e sempre é precedido por
preposição.
Ex: Essa é a pessoa a quem me referi.
O pronome “cujo” tem como principais características:
Tem função de adjunto adnominal em 99% dos casos, porque indica posse.
Porém, pode ser complemento nominal, em estruturas em que se refira a substantivo abstrato: Eu foco no
PDF cuja leitura é fundamental (a leitura do PDF). O termo sublinhado se refere a leitura, que é substantivo
abstrato derivado de ação. O livro é lido. Sentido passivo. Nesse raro caso, o cujo tem função de
Complemento Nominal!
Regra: o pronome relativo “onde” só pode ser usado quando o antecedente indicar lugar físico, com
sentido de “posicionamento em”. Então é utilizado com verbos que pedem “em”.
Ex: A academia onde treino não tem aulas de MMA.
Veja que é errado usar o onde para outra referência que não seja lugar físico.
Em muitos casos, contudo, aparece com sentido de “lugar” figurado.
Vossa senhoria nomeará seu substituto. (E não Vosso ou Vossa. Concordância com senhoria, o núcleo da
expressão. O verbo também não é “nomeareis”)
Os Adjetivos e Locuções de voz passiva concordam com o sexo da pessoa a que se refere, não com o
substantivo que compõe a locução (Excelência, Senhoria).
Sua Excelência X Vossa Excelência
Usamos “Sua Excelência” para se referir a uma terceira pessoa e “Vossa Excelência” para nos referirmos
diretamente à autoridade.
LISTA DE QUESTÕES
1. (IADES / CRF-DF / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2017)
Julgue uma proposta de nova redação no item a seguir.
“Faz bem contar com um farmacêutico” / Se prejudica a si mesmo quem não conta com um farmacêutico.
2. (IADES / CRF-DF / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / 2017)
Julgue uma proposta de nova redação no item a seguir.
“Ele é um profissional indispensável” / Ele é um profissional que não pode-se dispensar.
3. (IADES / FUNDAÇÃO HEMOCENTRO-DF / TÉCNICO / 2017)
Considerando o trecho “Voluntários menores de 16 anos ou com mais de 68 anos poderão doar desde que
passem por análise de um médico do local de doação e que a necessidade do ato seja justificável.”,
assinale a alternativa que classifica corretamente, nessa ordem, os vocábulos sublinhados.
a) Substantivo, conjunção, preposição, artigo, adjetivo.
b) Pronome, preposição, conjunção, artigo, substantivo.
c) Substantivo, advérbio, preposição, preposição, advérbio.
d) Advérbio, preposição, conjunção, artigo, substantivo.
e) Adjetivo, conjunção, pronome, preposição, adjetivo.
4. (IADES / CRESS-MG / AGENTE FISCAL / 2016)
Com relação ao emprego das classes de palavras, assinale a alternativa que apresenta somente adjetivos.
a) “continuada” (linha 5); “vigente” (linha 9).
b) “autarquia” (linha 1); “profissionais” (linha 2).
c) “contábeis” (linha 3); “educação” (linha 5).
d) “boa” (linha 8); “legislação” (linha 9).
e) “contábil” (linha 4); “sociedade” (linha 7).
11. (IADES / CRC-MG / MOTORISTA / 2015)
O vocábulo caravana é substantivo coletivo de
a) ônibus. b) atores. c) pessoas. d) ciganos. e) viajantes.
12. (IADES / CRC-MG / MOTORISTA / 2015)
Na oração “Em segundo lugar, ao volante, nunca se deve consumir”, o vocábulo sublinhado é advérbio que
expressa circunstância de
a) lugar. b) modo. c) tempo. d) dúvida. e) intensidade.
13. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
No trecho “para quem quer poupar energia elétrica”, o vocábulo sublinhado é um
a) pronome. b) substantivo. c) preposição. d) adjetivo. e) conjunção.
14. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
Considerando as orações com dicas apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
a) No período “Furtar energia é crime e um grande risco de morte.”, o antônimo de “Furtar” é afanar.
b) De acordo com as regras de colocação pronominal, na oração “Divirta-se com pipas, mas longe dos
fios.”, é correto deslocar o pronome “se” para antes do verbo.
c) Em “Nunca construa perto da rede elétrica.”, os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe de
palavras.
d) Em “Atenção ao instalar antenas.”, o termo sublinhado é uma conjunção.
15. (IADES / ELETROBRAS / LEITURISTA / 2015)
mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete pecados
encontra-se presente em quase todos nós; em uns mais, em outros menos: a inveja.
Nas expressões destacadas no primeiro parágrafo – por séculos / por eventual cometimento de algum
desses pecados – a preposição “por” imprime aos respectivos contextos as noções de
a) duração e causa.
b) tempo decorrido e agente.
c) lugar indeterminado e meio.
d) finalidade e de conformidade.
e) modo e dependência.
29. (SEDUC-SP–Oficial Administrativo – 2019) Na frase “… sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de
fraude.”, o termo em destaque forma uma expressão indicativa de
a) finalidade. b) oposição. c) modo. d) origem. e) causa.
30. (UERJ–Téc. em Enfermagem – 2019) A classe das preposições pode assumir diversos valores
semânticos, contribuindo para a compreensão do texto. No trecho “Até o dia 29 de agosto”, o uso da
preposição expressa:
a) finalidade b) oposição c) causa d) limite
GABARITO
1. INCORRETA 9. INCORRETA 17. LETRA E 25. LETRA C
2. INCORRETA 10. LETRA A 18. LETRA C 26. CORRETA
3. LETRA A 11. LETRA E 19. CORRETA 27. LETRA E
4. CORRETA 12. LETRA C 20. LETRA B 28. LETRA A
5. LETRA E 13. LETRA A 21. LETRA D 29. LETRA E
6. LETRA C 14. LETRA C 22. LETRA B 30. LETRA D
7. c LETRA B 15. INCORRETA 23. INCORRETA
8. INCORRETA 16. INCORRETA 24. LETRA B