19 - O Grande Privilégio Dos Que São Nascidos de Deus
19 - O Grande Privilégio Dos Que São Nascidos de Deus
19 - O Grande Privilégio Dos Que São Nascidos de Deus
John Wesley
'Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente
permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus'. (I João 3:9)
1. Tem sido freqüentemente suposto que o nascer de Deus é o mesmo que ser
justificado; que o novo nascimento e a justificação são apenas expressões diferentes
que denotam a mesma coisa: É certo, por um lado, que quem quer que seja justificado
é também nascido de Deus; e, por outro lado, que, quem quer que seja nascido de
Deus está também justificado; sim, que ambos esses dons de Deus são dados a todo
crente, em um e no mesmo momento. Em um determinado tempo, seus pecados são
apagados, e ele é nascido de Deus novamente.
3. O não discernir isto; o não observar a ampla diferença que existe entre ser
justificado e nascer novamente, tem ocasionado grande confusão em muitos que têm
tratado desse assunto; particularmente, quando eles tentam explicar esse grande
privilégio dos filhos de Deus; mostrar como 'quem quer que seja nascido de Deus não
comete pecado'.
3. A criança que ainda não nasceu sustenta-se, de fato, através do ar, como
todas as coisas que têm vida; mas não o sente; nem qualquer outra coisa, a menos de
uma maneira muito vaga e imperfeita. Ele ouve pouco, se ouve, afinal; os órgãos da
audição estando como que ainda fechados. Ele nada vê; tendo seus olhos bem
cerrados, e estando cercados com extrema escuridão. Existe, se possível, alguns
princípios tênues de vida, quando o tempo de seu nascimento se aproxima, e algum
movimento em conseqüência disto, por meio do qual ele é distinguido de uma mera
massa de matéria; mas ele não tem sentidos; todas essas vias de acesso da alma estão,
até aqui, completamente fechadas. Em conseqüência do que, ele escassamente tem
algum intercurso com esse mundo visível; nem qualquer conhecimento, concepção ou
idéia das coisas que ocorrem nele.
4. A razão porque ele, que ainda não nasceu, é um estranho completo para o
mundo visível, não é porque o mundo está distante dele; (ele está muito perto; e o
cerca de todos os lados); mas é, em parte, porque ele não tem esses sentidos; eles
ainda não estão abertos em sua alma, e é, tão somente por meio deles, que é possível
manter intercâmbio com o mundo material; e, em parte, porque um véu espesso está
colocado entre eles, de maneira que ele não pode discernir coisa alguma.
5. Mas, tão logo a criança nasce para o mundo, ela passa a existir de uma
maneira completamente diferente. Ela agora sente o ar com o qual está circundada, e
que se precipita dentro dela de todos os lados, tão rápido quanto ela alternativamente
o respira de volta, para sustentar a chama da vida: E, disto, brota um aumento
contínuo de forças, de movimento, e de sensação; todos os seus sentidos corpóreos
estando agora despertos, e supridos com seus objetos apropriados.
Seus olhos agora estão abertos para perceber a luz que, silenciosamente,
fluindo sobre eles, revela não apenas a si mesmo, mas uma variedade infinita de
coisas, as quais lhe eram completamente estranhas. Seus ouvidos estão abertos, e os
sons precipitam-se com diversidade infindável. Cada sentido está empregado sobre
tais objetos, como que peculiarmente adequado a eles; e, por meio destas entradas da
alma, tendo um intercurso aberto com o mundo visível, adquire mais e mais
conhecimento das coisas sensíveis, de todas as coisas que estão debaixo do sol.
6. Assim, é com aquele que é nascido de Deus. Antes que aquela grande
mudança seja forjada, embora que ele subsista através Dele, em quem, tudo o que tem
vida 'vive, e se move, e tem sua existência'; ainda assim, ele não está consciente de
Deus; ele não o sente; ele não tem consciência interior da presença Dele. Ele não
percebe aquele sopro divino de vida, sem o que, ele não pode subsistir um momento:
Nem ele está consciente de quaisquer das coisas de Deus; elas causam nenhuma
impressão sobre sua alma. Deus está continuamente o chamando do alto, mas ele não
ouve; seus ouvidos estão tapados, de modo que a 'voz daquele que chama' está
perdida para ele, 'mesmo que o chame tão sabiamente'. Ele não vê as coisas do
Espírito de Deus; os olhos de seu entendimento estão fechados, e a completa
escuridão cobre toda sua alma, e o cerca de todos os lados. É verdade que ele pode ter
alguns esboços tênues de vida; alguns pequenos começos de movimento espiritual;
mas, como ele ainda não tem sentidos espirituais capazes de discernirem os objetos
espirituais, conseqüentemente. ele 'não discerne as coisas do Espírito de Deus; não
pode conhecê-las, porque elas são espiritualmente discernidas'.
9. 'Os olhos do entendimento' estão agora 'abertos', e ele 'vê a Ele que é
invisível'. Ele vê qual é 'a grandeza excelente de seu poder', e seu amor em direção a
ele que crê. Ele vê que Deus é misericordioso para com ele, um pecador, para que ele
seja reconciliado, através do Filho de seu amor. Ele percebe claramente tanto o amor
redentor de Deus, quanto todas as suas 'excessivamente grandes e preciosas
promessas'. 'Deus, que ordena que a luz brilhe na escuridão, tem brilhado', e brilha,
'em seu coração', para iluminá-lo com 'o conhecimento da glória de Deus, na face de
Jesus Cristo'. Toda a escuridão foi embora, e ele habita na luz do semblante de Deus.
10. Seus ouvidos estão agora abertos, e a voz de Deus não mais o chama em
vão. Ele ouve e obedece ao chamado celestial: Ele conhece a voz de seu Pastor. Todos
os seus sentidos espirituais, estando agora despertos, ele tem um intercurso claro com
o mundo invisível; e, conseqüentemente, ele conhece mais e mais das coisas que antes
'não entraria em seu coração conceber'. Ele agora conhece o que a paz de Deus é;
qual é a alegria no Espírito Santo; o que é o amor de Deus que está espalhado, no
coração daqueles que crêem Nele, através de Jesus Cristo. Assim, o véu, que antes
interrompia a luz e a voz; o conhecimento e o amor de Deus, é removido, e ele que é
nascido do Espírito, habita no amor, 'habita em Deus, e Deus nele'.
II
Agora alguém que é assim nascido de Deus, como tem sido acima descrito,
que continuamente recebe em sua alma o fôlego da vida, vindo de Deus, a influência
graciosa de seu Espírito, e continuamente retribui de volta; alguém que assim crê e
ama; que, pela fé, percebe as ações contínuas de Deus sobre seu espírito, e, através de
uma espécie de reação espiritual, retorna a graça que recebe, em incessante amor,
louvor e oração; não apenas não comete pecado, ele assim mantém a si mesmo, mas,
por quanto tempo essa 'semente permanece nele, ele não pode pecar, porque ele é
nascido de Deus'.
3. Mas aqui uma dificuldade irá imediatamente ocorrer, e uma que para muitos
tem parecido insuperável, e os induz a negar a afirmação clara do Apóstolo, e a
desistir do privilégio de filhos de Deus.
Entretanto, é evidente, que aqueles a quem nós não podemos negar que
verdadeiramente nasceram de Deus, (o Espírito de Deus nos tem dado, em sua
palavra, esse testemunho infalível, concernente a eles) não apenas puderam, mas
cometeram o pecado; mesmo o grosseiro pecado exterior. Eles transgrediram as leis
claras de conhecidas de Deus, falando ou agindo, no que eles sabiam que Deus tinha
proibido.
5. E, mesmo depois que o Espírito Santo foi mais largamente dado; depois da
'vida e imortalidade serem trazidas à luz, através do Evangelho', nós não
necessitamos do mesmo tipo melancólico de exemplos, que foram também, sem
dúvida, escritos para nossa instrução. Assim, ele que, (provavelmente, da venda de
tudo o que tinha, e por trazer o valor para o alívio de seus pobres irmãos) foi, através
dos próprios Apóstolos, apelidado de Barnabé, ou seja, o filho da consolação:
(Atos 13:1-4) - 'E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e
doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, Cireneu, e Manaém,
que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor, e
jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que
os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os
despediram. E, assim, estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia, e dali
navegaram para Chipre'; sempre para acompanhar o grande Apóstolo, em meio aos
gentios, e para ser seu colaborador em todos os lugares; -- não obstante, foi, mais
tarde, tão afiado em sua contenda com Paulo (porque este 'achou que não seria bom
levar, consigo, aquele que partiu deles de Panfília, e não seguiu com eles para a
obra', em sua segunda visita aos irmãos): --
(Atos 15:39) - 'E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do
outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre'; abandonando a
quem ele tinha sido, de uma maneira tão imediata, unido através do Espírito Santo.
6. Uma instância, mais espantosa do que esta, é a que é dada por Paulo em sua
Epístola aos Gálatas: Quando Pedro, idoso, o zeloso, o primeiro dos Apóstolos, um
dos três mais altamente favorecidos pelo seu Senhor, 'veio para Antioquia, eu me
opus a ele, porque ele deveria ser repreendido. Porque, antes que ele certamente
viesse de Tiago, ele comeu com os gentios' – os pagãos convertidos à fé cristã, e como
tendo sido particularmente ensinados por Deus, que ele 'não deveria chamar homem
algum de comum e impuro':
(Atos 10:28) – 'E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem
judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum
homem chame comum ou imundo'. – 'Mas, quando eles vieram, ele se separou,
temendo a eles que eram da circuncisão'. E os outros judeus dissimularam do mesmo
modo que ele; de tal maneira, que Barnabé também foi levado pela dissimulação
deles. Mas, quando eu vi que eles não caminhavam honestamente, de acordo com a
verdade do Evangelho, eu disse a Pedro, diante de todos, 'se tu, sendo um judeu, vives
segundo a maneira dos gentios', -- não com respeito à lei de Moisés, -- 'por que
constranges os gentios a viverem como os judeus?':
(Gálatas 2:11-14) 'E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque
era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago,
comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles,
temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com
ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando
vi que não andavam bem e honestamente, conforme a verdade do evangelho, disse a
Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como
judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?'.
Aqui está também um pecado claro e inegável, cometido por alguém que era
indubitavelmente nascido de Deus. Mas como pode isto ser reconciliado com a
afirmação de João, se tomada no sentido literal óbvio de que 'quem quer que seja
nascido de Deus, não comete pecado?'.
7. Eu respondo, que o que tem sido longamente observado é isto: por quanto
tempo 'aquele que é nascido de Deus se mantém' (o que ele é capaz de fazer, pela
graça de Deus), 'o diabo não o toca': Mas, se ele não se mantém; se ele não habita na
fé, ele pode cometer pecado, assim como qualquer outro homem.
É fácil, portanto, entender como algum desses filhos de Deus poderia ser
movido de sua própria firmeza, ainda que a grande verdade de Deus, declarada pelo
Apóstolo, permanecesse firme e inabalável. Ele não 'se guardou', através daquela
graça de Deus que fora suficiente para ele. Ele sentiu, passo a passo, Primeiro, no
pecado interior, não evidente, não 'estimulando o dom de Deus que estava nele'; não
'vigiando junto à oração'; não 'pressionado para a marca do prêmio de seu chamado
sublime': Então, no pecado interior evidente; inclinando-se à maldade, com seu
coração, dando lugar a alguns desejos ou temperamentos pecaminosos: A seguir, ele
perde sua fé; seu sinal do perdão de Deus, e, conseqüentemente, seu amor de Deus; e,
estando, então, fraco e igual a qualquer outro homem, ele é capaz de cometer, até
mesmo, o pecado exterior.
8. Para explicar isto, através de um exemplo particular: Davi foi nascido de
Deus, e viu Deus pela fé. Ele amou a Deus na sinceridade. Ele pôde verdadeiramente
dizer: 'Quem eu tenho no céu, se não a Ti? Existe nada sobre a face da terra', nem
pessoa, nem coisa, 'que eu deseje em comparação a ti'. Mas ainda permaneceu em seu
coração aquela corrupção da natureza que é a semente de todo o mal.
'E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava
passeando no terraço da casa real', provavelmente orando a Deus, a quem sua alma
amava, quando ele olhou para baixo, 'e viu do terraço a uma mulher que se estava
lavando', Bate-Seba, 'e era esta mulher mui formosa à vista' (II Samuel 11:2). Ele
sentiu uma tentação; um pensamento que tendeu para o mal. O Espírito de Deus não
falhou em convencê-lo disto. Ele, sem dúvida, ouviu e conheceu a voz que o advertia;
mas ele consentiu, em alguma medida, que o pensamento e a tentação começassem a
prevalecer sobre ele. Por meio disto, seu espírito foi manchado; ele viu Deus ainda;
mas foi mais indistinto do que antes. Ele amou a Deus ainda; mas não no mesmo grau;
não com a mesma força e ardor de afeição. Ainda assim, Deus o reprimiu novamente,
e, embora seu espírito estivesse aflito; e sua voz, mais e mais fraca, ele ainda
sussurrava: 'O pecado está à porta; olha para mim, e serás salvo'. Mas ele não
poderia ouvir: Ele olhou novamente, não para Deus, mas para o objeto proibido, até
que a natureza foi superior à graça, e incitou luxúria em sua alma.
(1) A divina semente do amor, dominando a fé, permanece nele que é nascido
de Deus. 'Ele se guarda', pela graça de Deus, e 'não pode cometer
pecado'.
(2) A tentação surge; quer do mundo, da carne, do diabo. Não importa.
(3) O Espírito de Deus o adverte que o pecado está perto, e o ordena a vigiar
mais abundantemente.
(4) Ele cede, em algum grau, à tentação, que agora começa a se tornar
agradável para ele.
(5) O Espírito Santo está aflito; sua fé está enfraquecida; e seu amor a Deus
torna-se gelado.
(6) O Espírito o reprova mais categoricamente e diz: 'Este é o caminho,
caminha tu nele'.
(7) Ele foge da voz dolorosa de Deus, e ouve à voz prazerosa do tentador.
(8) O desejo pecaminoso começa e se espalha em sua alma, até que a fé e o
amor desaparecem: Ele é, então, capaz de cometer pecado exterior; o
poder do Senhor tendo se apartado dele.
10. Para explicar isto por outro exemplo: O Apóstolo Pedro estava cheio de fé
e de Espírito Santo; e, por meio disto, guardando a si mesmo, ele tinha uma
consciência isenta de ofender em direção a Deus e ao homem.
Caminhando assim, na simplicidade e sinceridade santa, 'antes que alguns
tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios' (Gálatas 2:12); sabendo
que aquilo que Deus limpou não era comum ou impuro.
Mas 'quando eles chegaram', a tentação surgiu em seu coração, 'para temer
aqueles da circuncisão', (os judeus convertidos, que eram zelosos pela circuncisão e
outros ritos da lei Mosaica), e com respeito ao favor e louvor desses homens, mais do
que o louvor de Deus.
Ele foi advertido pelo Espírito que o pecado estava próximo: Não obstante, ele
o permitiu, em algum grau, mesmo o pecado de temor do homem; e sua fé e amor
foram proporcionalmente enfraquecidos.
Deus o reprovou novamente por dar lugar ao diabo. Ainda assim, ele não iria
escutar atentamente a voz de seu Pastor; mas entregar-se àquele medo escravo, e por
meio disto, suprimir o Espírito.
III
1. Das considerações precedentes, nós podemos apreender: Primeiro, a dar
uma clara e incontestável resposta para a questão que tem freqüentemente aturdido
muitos que foram sinceros de coração. 'O pecado precede ou segue a perda da fé?'.
Um filho de Deus, primeiro comete o pecado, e por meio disto, perde a sua fé? Ou ele
perde sua fé, antes que possa cometer pecado?
Quanto mais algum crente examina seu próprio coração, mais ele irá estar
convencido disto: A fé que é operada pelo amor exclui ambos o pecado interior e
exterior da alma vigilante junto à oração; que, não obstante, estejamos, mesmo então,
sujeitos à tentação, particularmente, ao pecado que facilmente nos ataca; se o olho
amoroso da alma estiver firmemente fixado em Deus, a tentação logo desaparece: Mas
se não, se nós nos afastamos de Deus, através de nosso próprio desejo (Tiago 1:14)
'Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria
concupiscência'; pegos pela tentação do prazer atual e prometido; então, aquele
desejo, concebido em nos, produz o pecado; e, tendo, por meio daquele pecado
interior destruído nossa fé, ele nos atira de cabeça na armadilha do diabo, de modo
que nós podemos cometer qualquer pecado exterior que seja.
2. Em Segundo Lugar, podemos aprender o que é a vida de Deus na alma de
um crente; no que ela propriamente consiste; e o que está imediatamente e
necessariamente implícito nisto. Ela imediatamente e necessariamente implica na
contínua inspiração do Espírito de Deus; a respiração de Deus na alma, e a alma
respirando de volta o que ela primeiro recebeu de Deus; uma ação continua de Deus
sobre a alma, e uma reação da alma sobre Deus; uma presença incessante de Deus; o
amor, e perdão de Deus, manifestados para o coração, e percebidos pela fé; e um
retorno incessante do amor, louvor, e oração, oferecendo ao alto todos os pensamentos
de nossos corações, todas as palavras de nossas línguas, e todas as obras de nossas
mãos, todo nosso corpo, alma, e espírito, para serem um sacrifício vivo, e aceitável
junto a Deus em Jesus Cristo.
4. Por fim, vamos aprender a seguir aquela direção do grande Apóstolo, a 'não
sermos condescendentes, mas temerosos'. A temer o pecado, mais do que a morte ou o
inferno. A ter um medo cuidadoso (embora que não doloroso), a fim de que não
possamos ceder ao nosso próprio coração enganoso. 'Que ele preste atenção, para
que não caia'. Mesmo ele que agora está firme na graça de Deus; na fé que supera o
mundo, pode, não obstante, cair no pecado interior, e por meio disto, 'naufragar na
sua fé'. E quão facilmente, então, o pecado exterior irá readquirir seu domínio sobre
ele! Tu, entretanto, Ó homem de Deus! Vigia sempre, para que tu possas ouvir sempre
a voz de Deus! Vigia, para que tu possas orar sem cessar, todos os momentos, em
todos os lugares, derramando teu coração diante Dele! Assim, tu deverás sempre crer,
e sempre amar, e nunca cometer pecado.
[Editado por Kevin Farrow, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com
correções de George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]