Fisica 3
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Fisica 3
Eletrostática
Eletrostática é a parte da área da eletricidade que estuda as cargas elétricas sem movimento, ou seja, em estado de
repouso.
Carga Elétrica
A carga elétrica é um conceito físico que determina as interações eletromagnéticas dos corpos eletrizados.
Assim, a partir do atrito entre os corpos, ocorre o fenômeno chamado “eletrização”, de modo que todos os corpos
possuem a propriedade de se atraírem ou se repelirem.
Dessa forma, cargas de mesma natureza (positivo e positivo, negativo e negativo) se repelem, enquanto que as
cargas de sinais contrários (positivas e negativas) se atraem.
Isso ocorre pelo fato que as cargas elétricas são formadas por partículas elementares que constituem os átomos,
conhecidas como prótons (carga positiva), elétrons (carga negativa) e nêutrons (carga neutra).
No Sistema Internacional, a unidade de carga elétrica é o Coulomb (C) em homenagem ao físico francês Charles
Augustin de Coulomb (1736-1806) pelas suas contribuições nos estudos da eletricidade.
Carga Elétrica Puntiforme
As chamadas “cargas elétricas puntiformes” correspondem aos corpos eletrizados cujas dimensões e massa são
desprezíveis, se comparadas às distâncias que os afastam de outros corpos eletrizados.
Átomos
Os átomos são unidades fundamentais da matéria, formados por um núcleo com carga elétrica positiva, chamada de
prótons, e os nêutrons, partículas de carga neutra.
O núcleo atômico, que carrega quase toda a massa (99,9%) do átomo, é envolvido por uma nuvem de elétrons de
carga negativa, localizados na eletrosfera.
Prótons (p+)
Os prótons são partículas eletrizadas de carga positiva, as quais, junto aos nêutrons, constituem o núcleo dos
átomos.
Possuem o mesmo valor da carga dos elétrons, e por isso, os prótons e os elétrons tendem a se atrair eletricamente.
O valor da carga do próton e do elétron é chamado de quantidade de carga elementar (e) e possui o valor de e = 1,6 .
10-19 C.
Elétrons (e-)
Os elétrons são minúsculas partículas eletrizadas de carga negativa e massa desprezível (cerca de 1840 vezes
menor que a massa do núcleo atômico).
Diferente dos prótons e dos nêutrons, os elétrons encontram-se na eletrosfera, os quais circundam o núcleo atômico,
a partir da força eletromagnética.
Nêutrons (n0)
Os nêutrons são partículas de carga neutra, ou seja, não possuem carga; junto aos prótons, constituem o núcleo dos
átomos.
Possui grande importância no núcleo dos átomos, uma vez que proporciona estabilidade ao núcleo atômico, já que a
força nuclear faz com que seja atraído por elétrons e prótons.
Campo Elétrico
O campo elétrico é um local donde há uma forte concentração de força elétrica, é um tipo força que as cargas
elétricas geram ao seu redor.
Carga elétrica elementar
A carga elétrica elementar é a menor quantidade de carga que pode ser encontrada na natureza. Seu valor é igual a
1,6 . 10-19 C e é atribuído à carga do elétron (com sinal negativo) e à do próton (com sinal positivo).
A partir desse valor, podemos perceber que 1 C é uma unidade muito grande para a carga elétrica, por isso, é
comum a utilização de seus submúltiplos. Os principais são:
mC (milicoulomb) = 10-3C
μC (microcoulomb) = 10-6C
nC (nanocoulomb) = 10-9 C
Cálculo de Cargas Elétricas
Para calcular a quantidade de cargas elétricas, utiliza-se a seguinte expressão:
Q = n.e
Onde,
Q: carga elétrica
n: quantidade de elétrons
e: 1,6 . 10-19C, chamada de carga elétrica elementar
Processos de eletrização
Processos de Eletrização
Os processos de eletrização são métodos onde um corpo deixa de ser eletricamente neutro e passa a estar
carregado positivamente ou negativamente.
Os corpos são formados por átomos e estes são constituídos por elétrons, prótons e nêutrons, que são as principais
partículas elementares.
No interior do átomo, chamado de núcleo, ficam os nêutrons e prótons. Os elétrons ficam girando ao redor do núcleo.
Essas partículas apresentam uma propriedade física chamada carga elétrica. Esta propriedade está relacionada ao
fato de ocorrer uma força de atração ou de repulsão entre elas.
Os elétrons e os prótons são atraídos entre si. Os nêutrons não são nem repelidos nem atraídos por prótons ou
elétrons.
Entretanto, se aproximarmos dois prótons ocorrerá uma força de repulsão e que o mesmo ocorrerá quando
aproximamos dois elétrons.
Como os elétrons e os prótons se atraem, dizemos que possuem efeitos elétricos contrários. Desta forma, definiu-se
que a carga elétrica dos prótons é positiva e a dos elétrons é negativa.
Os nêutrons por não apresentarem efeitos elétricos, não possuem cargas.
Dizemos que um corpo é neutro quando o número de prótons (carga positiva) é igual ao número de elétrons (carga
negativa). Quando um corpo recebe ou perde elétrons ele se torna eletrizado.
Quando aproximamos dois corpos eletrizados com cargas de sinais contrários, observamos que ocorre uma força de
atração. Já quando os corpos possuem cargas de sinais iguais, eles se repelem.
Note que a eletrização ocorre pela mudança no número de elétrons e não de prótons. Como estes estão localizados
no núcleo dos átomos, por processos de eletrização, não é possível mudar este número.
Tipos de Eletrização
Existem três tipos de eletrização: por atrito, por contato e por indução.
Eletrização por Atrito
Os elétrons estão localizados na eletrosfera, que é a parte externa do núcleo e são mantidos girando ao seu redor
por forças eletrostáticas. Contudo, esta força vai diminuindo com a distância.
Desta forma, os elétrons mais exteriores da eletrosfera são mais facilmente retirados de sua órbita. Quando
esfregamos dois corpos, alguns desses elétrons migram de um corpo para o outro.
O corpo que recebeu esses elétrons ficará carregado negativamente, por sua vez, o que perdeu elétrons ficará
carregado positivamente. Portanto, fica carregado positivamente quem perdeu elétrons e não quem ganhou prótons.
Receber ou perder elétrons depende da substância de que é constituído o corpo. Esse fenômeno é chamado
de triboelétrico e através de experimentos em laboratório são elaborada séries triboelétricas.
Nesta tabela, os elementos são ordenados de tal modo que adquirem cargas positivas, quando atritadas por um que
o segue, e com cargas negativas, quando atritadas por um que o precede na tabela.
Eletrização por Contato
Este tipo de eletrização ocorre quando um corpo condutor está carregado e entra em contato com um outro corpo.
Parte da carga irá ser transferida para o outro corpo.
Neste processo, os corpos envolvidos ficam carregados com cargas de mesmo sinal e a carga do corpo que estava
inicialmente eletrizado diminui.
Quando os corpos envolvidos na eletrização são condutores de mesmas dimensões e mesma forma, após o contato,
terão cargas de mesmo valor.
Na figura abaixo, vemos que a menina ao encostar em uma esfera condutora eletrizada, também ficou carregada
com cargas de mesmo sinal da esfera.
Prova disto, é observar que seu cabelo está "arrepiado". Como neste tipo de eletrização as cargas possuem mesmo
sinal, os fios passam a se repelirem.
Assim, cada esfera ficará carregada com carga positiva e igual a 3Q.
Eletrização por Indução
A eletrização por indução pode ocorrer sem contato entre os corpos. Quando um corpo eletrizado (indutor) é
aproximado de um condutor (induzido), inicialmente neutro, induz neste uma distribuição de cargas.
O condutor permanecerá neutro, entretanto, a região do condutor mais próxima do indutor ficará com excesso de
cargas de sinal contrário do corpo eletrizado.
No esquema abaixo, mostramos uma forma de eletrizar duas esferas condutoras, inicialmente neutras, usando a
indução.
Ao aproximar um bastão eletrizado positivamente, os elétrons do conjunto, serão atraídos para a extremidade mais
próxima ao bastão.
Mantendo ainda o bastão na mesma posição, separamos as esferas. Assim, a esfera mais próxima do bastão ficará
com excesso de cargas negativas, enquanto a outra esfera ficará com falta de elétrons, ou seja, carregada
positivamente.
Poderíamos ainda, fazer o mesmo processo para eletrizar uma única esfera. Neste caso, seria necessário fazer uma
conexão com a Terra (aterramento), para que o condutor ficasse carregado com carga oposta do bastão.
Condutores e isolantes
Quanto à mobilidade das cargas elétricas, os materiais podem ser condutores ou isolantes.
Os materiais que ao serem eletrizados as cargas se espalham imediatamente por toda a sua extensão, são
chamados de condutores elétricos, sendo um exemplo os metais.
Outros materiais, ao contrário, conservam o excesso de carga nas regiões onde elas surgiram, neste caso, são
chamados de isolantes ou dielétricos.
A madeira e o plástico são exemplos de materiais isolantes. O ar seco também é um bom isolante elétrico,
entretanto, aumenta a sua condutividade elétrica quando está úmido.
Tanto na eletrização por contato quanto na eletrização por indução é necessário que os corpos envolvidos sejam
condutores.
Como em ambos os tipos de eletrização há necessidade que as cargas tenham mobilidade, nos corpos isolantes, isto
não é possível. Portanto, a eletrização dos materiais isolantes só ocorre por atrito.
Força elétrica (Lei de Coulomb)
Lei de Coulomb
A Lei de Coulomb, formulada pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb (1736-1806) em 1725, enfoca nos
estudos sobre as interações eletrostáticas entre partículas eletricamente carregadas, as quais possuem a
propriedade de atração ou de repulsão.
Dessa forma, há força de atração entre as cargas de sinais opostos, e, por outro lado, há força de repulsão entre
cargas que apresentam o mesmo sinal. Segundo a teoria proposta pelo físico:
“A força de ação mútua entre dois corpos carregados (cargas elétricas puntiformes) tem a direção da linha que une
os corpos e sua intensidade é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao
quadrado da distância que as separa”.
Observe que as cargas elétricas puntiformes designam cargas de massa e dimensão desprezíveis.
Cargas Elétricas
As cargas elétricas são formadas por partículas elementares que constituem os átomos, conhecidas como prótons
(carga positiva), elétrons (carga negativa) e nêutrons (carga neutra).
No Sistema internacional (SI), a unidade de medida das cargas elétricas, é o Coulomb (C), em homenagem ao físico
francês, Charles Coulomb, pelas suas contribuições aos estudos da eletricidade.
Fórmula
Segundo a Lei de Coulomb, para calcular a força das cargas elétricas, utiliza-se a seguinte expressão:
Donde:
F: força (N)
K: constante eletrostática no vácuo: 9.109 Nm2 /C2
q1 e q2: cargas elétricas puntiformes (C)
r: distância da força elétrica (m)
Exercício Resolvido
Duas cargas puntiformes de valores 3.10-5C e 5.10-6C sofrem uma força de repulsão no vácuo. Sabendo que a
constante eletrostática no vácuo é 9.109 Nm2 /C2, calcule a intensidade da força de repulsão entre as cargas,
separadas por uma distância de 0,15 m.
Dados,
K: constante eletrostática no vácuo: 9.109 Nm2 /C2
q1: 3.10-5 C
q2: 5.10-6 C
r: 0,15m
Ao substituir os valores na fórmula da Lei de Coulomb,
Sendo:
E: intensidade do campo elétrico (N/C)
k0: constante eletrostática no vácuo (9.109 N.m2/C2)
|Q|: módulo da carga (C)
d: distância entre a carga e um ponto do campo
Vetor Campo Elétrico
Ao campo elétrico associamos uma grandeza vetorial chamada vetor campo elétrico.Como o próprio nome indica,
trata-se de uma grandeza vetorial que possui módulo, direção e sentido.
Sentido do Vetor Campo Elétrico
A força elétrica e o vetor campo elétrico possuem mesma direção. Entretanto, convencionamos que terão mesmo
sentido quando a carga de prova for positiva, e sentido contrário quando a carga de prova for negativa.
Na ilustração abaixo, vemos o que acontece com o sentido do vetor do campo elétrico provocado por uma carga Q
fixa e positiva quando colocamos uma carga de provas positiva e uma negativa:
Vemos na animação que o sentido do campo elétrico não depende do sinal da carga de prova, apenas do sinal da
carga fixa. Assim, o campo gerado por uma carga positiva é de afastamento.
Por sua vez, quando o campo elétrico é gerado por uma carga negativa, temos as seguintes situações indicadas na
imagem abaixo:
Observamos que quando a carga fixa que gera o campo é negativa, o sentido do vetor campo elétrico também não
depende do sinal da carga de prova.
Sendo assim, uma carga fixa negativa gera um campo, ao seu redor, de aproximação.
Intensidade do Campo Elétrico
O valor da intensidade do campo elétrico pode ser encontrado através da seguinte fórmula:
Onde:
E: campo elétrico
F: força elétrica
q: carga elétrica
No Sistema Internacional de Unidade, a intensidade do campo elétrico é medido em Newton por Coulomb (N/C), a
força em Newton (N) e a carga elétrica em Coulomb (C).
Linhas de Força
Podemos representar o campo elétrico através de linhas orientadas segundo o sentido do vetor campo elétrico.
Essas, chamadas de linhas de força, são tangentes ao vetor campo elétrico em cada ponto.
A intensidade do campo elétrico é maior quanto mais próximas estiverem as linhas de campo e menos intenso nas
regiões mais afastadas.
Abaixo, temos a representação das linhas de força de um campo elétrico, formado por duas cargas iguais, mas de
sinais contrários (dipolos elétricos).
Onde:
VA: Potencial elétrico do ponto A (V)
TAB: Trabalho da força elétrica ao deslocar a carga do ponto A ao ponto B (J)
q: Carga elétrica (C)
No Sistema Internacional de Unidade (SI) o potencial elétrico é medido em Volts (Joule/Coulomb) em homenagem
ao físico italiano Alessandro Volta (1745-1827), criador da pilha elétrica.
Diferença de Potencial
A diferença de potencial (ddp), também chamada de tensão elétrica ou voltagem, é uma importante grandeza no
estudo dos fenômenos elétricos.
No cotidiano, usa-se mais o conceito de diferença de potencial do que o de potencial elétrico de um ponto. Por
exemplo, nos aparelhos elétricos, normalmente aparece a indicação da sua voltagem.
b) A diferença de potencial é calculada considerando o potencial nos pontos A e B. Como o ponto B foi definido como
ponto de referência, então VB=0. Sendo assim, temos:
U = VA - VB
U = 75 - 0 = 75 V
Potencial Elétrico no Campo de uma Carga
Quando um campo elétrico é gerado por uma carga fixa no vácuo, a diferença de potencial pode ser calculada como
sendo:
Onde,
U: diferença de potencial (V)
k0: constante eletrostática no vácuo (9.109 N.m2/C2)
Q: carga elétrica fixa (C)
dA: distância da carga fixa ao ponto A (m)
dB: distância da carga fixa ao ponto B (m)
Se considerarmos o ponto B infinitamente afastado da carga Q (V B = 0), então teremos que o potencial no ponto A
será dado por:
Sendo,
VA: potencial do ponto A (V)
k0: constante eletrostática no vácuo (9.109 N.m2/C2)
Q: carga elétrica fixa (C)
dA: distância da carga fixa ao ponto A (m)
Para calcular o potencial elétrico resultante de um sistema de cargas, basta calcular o valor do potencial de cada
carga no campo elétrico e depois somá-los.
Exemplo
Uma carga puntiforme de 2.10-8 C, está fixa no vácuo e gera um campo elétrico a sua volta. Qual o potencial elétrico
de um ponto situado a uma distância de 60 cm desta carga? Considere k 0 = 9.109 N.m2/C2 e adote como referencial o
infinito.
Solução:
Para calcular o potencial no ponto dado, basta substituir na fórmula. Contudo, devemos ter atenção as unidades, pois
a unidade da distância não está no sistema internacional. Então, primeiro devemos fazer a mudança de unidade:
d = 60 cm = 0,6 m
Substituindo:
Superfície Equipotencial
Numa superfície equipotencial todos os pontos apresentam um valor constante para o potencial elétrico.
Em um campo elétrico gerado por uma carga puntiforme, as superfícies equipotenciais serão esferas concêntricas,
ou seja, apresentam um mesmo ponto central.
A carga puntiforme situa-se no centro dessas esferas e as linhas de força são perpendiculares as superfícies
equipotenciais.
Na figura abaixo representamos uma carga Q, carregada positivamente. Indicamos ainda as linhas de força e as
superfícies equipotenciais.
Sendo:
Ep: energia potencial elétrica (J)
K: constante elétrica do meio (N.m2/C2). No vácuo, seu valor é de 9.109 N.m2/C2.
Q: carga fixa (C)
q: carga de prova (C)
d: distância entre as cargas (m)
Trabalho do campo elétrico uniforme
Quando uma partícula carregada penetra numa região em que existe um Campo Elétrico (E) percebemos sobre ela a
ação de uma Força Elétrica (Fe = q . E). Por ser acelerada, a partícula terá sua velocidade alterada,
conseqüentemente sua energia cinética. A variação da energia cinética, por sua vez e equivalente ao Trabalho
associado ao Campo Elétrico, que, sendo uniforme, tem sua expressão dada por:
τ = q (VA – VB)
Devemos lembrar que o produto da carga elétrica acelerada, pela diferença de potencial será, portanto, a variação da
energia cinética da partícula.
Condutor esférico e Capacitância
Blindagem eletrostática
Vamos começar recordando o conceito de condutor elétrico. Como já sabemos, todo corpo metálico é um condutor
elétrico. Nele, cargas elétricas podem se movimentar com facilidade. Durante a eletrização de um corpo condutor, as
cargas elétricas apresentam um movimento ordenado que dura pouco tempo. Cessando esse movimento, dizemos
que o corpo atingiu o equilíbrio eletrostático.
Dessa forma, podemos dizer que no interior de um condutor eletrostático, seja ele maciço ou oco, o campo elétrico é
sempre nulo, já o potencial elétrico é constante e diferente de zero. Vejamos abaixo dois exemplos:
Primeiro exemplo
Vamos supor que temos um condutor metálico oco, como mostra a figura abaixo. Internamente, nesse condutor, têm-
se vários detectores de carga elétrica, como: pêndulo duplo, pêndulo simples e um eletroscópio. Eletrizamos o
condutor e esperamos algum tempo, observando a reação dos detectores de carga no seu interior. Com o passar do
tempo veremos que nenhum deles se manifesta. Veja a figura abaixo:
Segundo exemplo
Vamos usar o mesmo condutor oco do exemplo acima, com os mesmos detectores de carga em seu interior. Esse
experimento tem por finalidade verificar o que acontece com os detectores de carga em seu interior. Aproximamos de
A outro corpo eletrizado, B, que será o indutor. Imediatamente observamos a indução na superfície externa de A e o
deslocamento das cargas elétricas, como mostra a figura abaixo. No entanto, os detectores de carga no interior de A
não se manifestam, o que demonstra que o campo interno permanece nulo. Consequentemente, permanece
constante o potencial interno.
Dizemos que a carcaça metálica de A protegeu os instrumentos no seu interior, funcionando como uma espécie de
escudo protetor, ou seja, como uma blindagem eletrostática.
Condutor esférico
Vamos considerar uma esfera condutora eletrizada com carga elétrica Q e de raio R. Vamos supor que essa esfera
esteja em equilíbrio eletrostático e afastada de qualquer outro corpo. Como a esfera encontra-se carregada, ela
produz um campo elétrico à sua volta. Sendo assim, vamos determinar o valor do campo elétrico e o potencial
elétrico criado por essa esfera condutora eletrizada desde pontos infinitamente afastados até pontos internos.
1 - Campo e potencial para pontos externos
O campo e o potencial elétrico podem ser calculados partindo do pressuposto de que toda a carga elétrica distribuída
na superfície da esfera seria puntiforme e localizada no centro da mesma. Sendo d a distância do ponto considerado
até o centro da esfera e supondo-a imersa em um meio cuja constante eletrostática é k, temos, para os pontos
externos à esfera:
Onde:
k – é constante eletrostática
Q – é a carga elétrica
d – é a distância do condutor ao ponto externo
2 - Campo e potencial para pontos próximos à superfície
Para pontos externos, mas infinitamente próximos da superfície externa do condutor esférico isolado e em equilíbrio
eletrostático, as expressões anteriores ainda se aplicam, mas a distância d, agora, tende para um valor igual ao raio
R da esfera. Assim, podemos escrever:
As primeiras observações experimentais foram feitas por Benjamin Franklin, e resultaram na descrição da força
elétrica, por Coulomb. Verifica-se que, para uma esfera em equilíbrio eletrostático, o potencial elétrico é constante em
todos os seus pontos internos. Quanto ao campo elétrico, no interior da esfera em equilíbrio eletrostático ele é nulo.
Assim temos:
,
onde q é a quantidade de carga, dada em Coulomb e U é o potencial eletroestático, dado em Volts.
A tensão elétrica pode ser definida como a diferença de potencial entre dois pontos. Ou seja, a quantidade de energia
gerada para movimentar uma carga elétrica, portanto, o gerador necessita liberar energia elétrica para movimentar
uma carga eletrizada.
A partir daí, a fórmula para calcular a tensão é:
U = Eel / Q
Onde:
U= Tensão elétrica (também pode ser representado pela sua unidade Voltagem [V])
Eel= Energia elétrica
Q= Quantidade de carga eletrizada
Outra fórmula para calcular a tensão elétrica é a partir da energia elétrica utilizada e quantidade de carga:
V=J/C
Onde:
J= Joule
C= Coulomb
A unidade de tensão será dada em J/C
Também é possível calcular a tensão elétrica de um circuito tendo as grandezas de corrente e resistência:
V= I.R
Onde:
V= tensão elétrica
I= corrente elétrica
R= resistência elétrica
Se analisarmos mais profundamente para calcular a tensão, poderemos calcular também através da potência
elétrica:
V= P/I
Onde:
P= potência elétrica
I= corrente elétrica
Corrente e Potência elétrica
Eletrodinâmica
Eletrodinâmica é a parte da física que estuda o aspecto dinâmico da eletricidade, ou seja, o movimento constante das
cargas elétricas.
Carga Elétrica
A carga elétrica é uma propriedade das partículas elementares que compõem o átomo, sendo que a carga do próton
é positiva e a do elétron, negativa.
A carga elétrica é uma propriedade das partículas elementares que compõem o átomo. Lembrando que o átomo é
formado por prótons, nêutrons e elétrons, sendo que:
Prótons: Localizam-se no núcleo do átomo e possuem carga elétrica positiva;
Elétrons: Ficam na eletrosfera, região ao redor do núcleo atômico, e têm carga elétrica negativa;
Nêutron: Também localizado no núcleo atômico, não possui carga elétrica.
Estrutura Atômica
O átomo é formado por prótons, nêutrons e elétrons
A unidade de grandeza da carga elétrica no Sistema Internacional de Unidades é o Coulomb, representado pela letra
C, em homenagem a Charles Augustin Coulomb.
Todos os corpos são formados por cargas elétricas, porém, não é fácil perceber suas propriedades, pois a maioria
dos corpos, quando estão eletricamente neutros, possui mesma quantidade de prótons e elétrons. Um corpo pode
ser eletrizado de duas formas:
Positivamente: se possui mais prótons que elétrons;
Negativamente: se possui mais elétrons do que prótons.
A carga elementar
A carga elétrica elementar é a menor quantidade de carga que pode ser encontrada na natureza. Seu valor é igual a
1,6 . 10-19 C e é atribuído à carga do elétron (com sinal negativo) e à do próton (com sinal positivo).
A partir desse valor, podemos perceber que 1 C é uma unidade muito grande para a carga elétrica, por isso, é
comum a utilização de seus submúltiplos. Os principais são:
mC (milicoulomb) = 10-3C
μC (microcoulomb) = 10-6C
nC (nanocoulomb) = 10-9 C
Princípios da eletrostática
A eletrostática é a parte da Física que estuda fenômenos associados às cargas elétricas em repouso. Ela é regida
pelos seguintes princípios:
Princípio da conservação da carga elétrica: a somatória da carga elétrica de um sistema eletricamente isolado é
constante;
Quantização da carga elétrica: de acordo com esse princípio, a carga elétrica é quantizada, ou seja, sempre um
múltiplo do valor da carga elétrica elementar. A carga de um corpo é dada pela equação:
Q=n.e
Sendo:
Q - a carga elétrica total de um corpo;
n - o número de elétrons perdidos ou recebidos;
e - a carga elementar (1,6 . 10-19 C).
Princípio da atração e repulsão das cargas elétricas: cargas elétricas de mesmo sinal repelem-se, e cargas de sinais
contrários atraem-se.
Princípio da atração e repulsão de cargas elétricas
Corrente Elétrica
A corrente elétrica designa o movimento ordenado de cargas elétricas (partículas eletrizadas chamadas de íons ou
elétrons) dentro de um sistema condutor.
Esse sistema apresenta uma diferença de potencial elétrico (ddp) ou tensão elétrica.
A corrente elétrica que transita nos resistores pode transformar energia elétrica em energia térmica (calor), num
fenômeno conhecido como Efeito Joule.
A resistência de um fio condutor facilita ou dificulta a passagem da corrente elétrica, sendo calculada através da
fórmula da Primeira Lei de Ohm (R=U/I).
Os aparelhos eletrônicos, pilhas e baterias, apresentam o polo negativo e o polo positivo. Isso explica a diferença de
potencial (ddp) presente no circuito de cada um deles.
Observe que o sentido da corrente elétrica é caracterizado de duas maneiras. Uma delas é a “corrente elétrica
real”, ou seja, aquela que possui o sentido do movimento dos elétrons.
A outra maneira é a “corrente elétrica convencional”, cujo sentido é contrário ao movimento dos elétrons e é
marcada pelo movimento das cargas elétricas positivas.
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a intensidade da corrente elétrica é medida em Ampère (A), a resistência
em Ohm (Ω) e a tensão elétrica (ddp) é medida em Volts (V).
Condutores Elétricos
Os condutores elétricos são materiais que permitem a movimentação dos elétrons, ou seja, a passagem da corrente
elétrica. Um material é considerado um condutor elétrico dependendo da diferença de potencial ao qual ele está
submetido.
Os melhores condutores elétricos são os metais, por outro lado, os materiais que dificultam a movimentação dos
elétrons são chamados de isolantes. São exemplos madeira, plástico e papel.
Há três tipos de condutores:
Sólidos - caracterizado pelo movimento dos elétrons livres;
Líquidos - movimento de cargas positivas e negativas;
Gasosos - movimento de cátions e ânions.
Tipos de Corrente Elétrica
Corrente Contínua (CC): possui sentido e intensidade constantes, ou seja, apresenta diferença de potencial (ddp)
contínua, gerada por pilhas e as baterias.
Corrente Alternada (CA): possui sentido e intensidade variados, ou seja, apresenta diferença de potencial (ddp) é
alternada, gerada pelas usinas.
Tensão Elétrica
A tensão elétrica, também chamada de diferença de potencial (ddp), caracteriza a diferencial do potencial elétrico de
dois pontos num condutor. É, portanto, a força decorrente da movimentação dos elétrons em determinado circuito.
No sistema Internacional (SI), a tensão elétrica é medida em Volts (V). Para calcular a tensão elétrica de um circuito
elétrico, utiliza-se a expressão:
Onde,
U= Tensão elétrica (V)
R = Resistência (Ω)
i= Intensidade da corrente (A)
As fórmulas mostradas são úteis para a resolução da maior parte dos exercícios que envolvem a corrente elétrica,
entretanto não são úteis para os casos em que a corrente elétrica é variável. Nesses casos, é comum que um gráfico,
tal como o que é mostrado a seguir, seja fornecido, observe:
Energia Elétrica
A energia elétrica é produzida a partir do potencial elétrico de dois pontos de um condutor. Dessa forma, Para
calcular a energia elétrica utiliza-se a equação:
Eel = P . ∆t
Onde:
Eel: energia elétrica (kWh)
P: potência (kW)
∆t: variação do tempo (h)
Potência Elétrica
Potência elétrica é definida como a rapidez com que um trabalho é realizado. Ou seja, é a medida do trabalho
realizado por uma unidade de tempo.
A unidade de potência no sistema internacional de medidas é o watt (W), em homenagem ao matemático e
engenheiro James Watts que aprimorou a máquina à vapor.
No caso dos equipamentos elétricos, a potência indica a quantidade de energia elétrica que foi transformada em
outro tipo de energia por unidade de tempo.
Por exemplo, uma lâmpada incandescente que em 1 segundo transforma 100 joule de energia elétrica em energia
térmica e luminosa terá uma potência elétrica de 100 W.
Lâmpadas incandescentes
Fórmula da Potência Elétrica
Para calcular a potência elétrica utilizamos a seguinte fórmula:
P=U.i
Sendo,
P: potência (W)
i: corrente elétrica (A)
U: diferença de potencial (V)
Exemplo
Qual a potência elétrica desenvolvida por um motor, quando a diferença de potencial (ddp) nos seus terminais é de
110 V e a corrente que o atravessa tem intensidade de 20A ?
Solução:
Para calcular a potência, basta multiplicar a corrente pela ddp, sendo assim temos:
P = 20 . 110 = 2200 W
Frequentemente, a potência é expressa em kW, que é um múltiplo do W, de forma que 1 kW = 1000 W. Sendo assim,
a potência do motor é de 2,2 kW.
Efeito Joule
Os resistores são dispositivos elétricos que ao serem percorridos por uma corrente, transformam energia
elétrica em energia térmica.
Esse fenômeno é chamado de efeito Joule e neste caso dizemos que o resistor dissipa a energia elétrica.
Aquecedores, chuveiros elétricos, secadores de cabelo, lâmpadas incandescentes, ferros de passar roupa são
exemplos de equipamentos que utilizam esse efeito.
Cálculo da Potência no Efeito Joule
Para calcular a potência elétrica em um resistor, podemos usar a seguinte expressão:
P = R . i2
Sendo,
P: potência (W)
R: resistência (Ω)
i: corrente (A)
Usando a Lei de Ohm (U = R . i), podemos substituir a corrente na expressão anterior e encontrar a potência em
função da diferença de potencial e da resistência. Nesse caso, teremos:
Sendo,
P: potência (W)
U: ddp (V)
R: resistência (Ω)
Leis de Ohm
As leis de Ohm permitem calcularmos importantes grandezas físicas, como a tensão, corrente e a resistência elétrica
dos mais diversos elementos presentes em um circuito. No entanto, essas leis só podem ser aplicadas a resistências
ôhmicas, isTo é, corpos cujas resistências tenham módulo constante.
→ 1ª lei de Ohm
A 1ª lei de Ohm determina que a diferença de potencial entre dois pontos de um resistor é proporcional à corrente
elétrica que é estabelecida nele. Além disso, de acordo com essa lei, a razão entre o potencial elétrico e a corrente
elétrica é sempre constante para resistores ôhmicos.
U – Tensão ou potencial elétrico (V)
r – resistência elétrica
i – corrente elétrica
Na lei mostrada na figura acima, chamamos de U a tensão elétrica ou o potencial elétrico. Essa grandeza é escalar e
é medida em Volts. A diferença de potencial elétrico entre dois pontos de um circuito, por sua vez, indica que ali
existe uma resistência elétrica, como mostra a figura:
Quando a corrente elétrica passa pelo elemento resistivo R, há uma queda de potencial elétrico.
Essa diferença decorre do consumo da energia dos elétrons, uma vez que essas partículas transferem parte de
sua energia aos átomos da rede cristalina, quando conduzidos por meios que apresentem resistência à sua
condução. O fenômeno que explica tal dissipação de energia é chamado de efeito Joule.
A figura abaixo mostra o perfil do potencial elétrico antes e após a passagem da corrente por um elemento resistivo
de um circuito elétrico, observe a queda de energia:
Quando a corrente elétrica é conduzida em um corpo com resistência elétrica, parte de sua energia é dissipada.
A corrente elétrica i mede o fluxo de cargas pelo corpo em Ampères, ou em C/s. A corrente elétrica
é diretamente proporcional à resistência elétrica dos corpos: quanto maior a resistência elétrica de um corpo,
menor será a corrente elétrica a atravessá-lo.
→ 2ª lei de Ohm
A resistência elétrica R é uma propriedade do corpo que é percorrido por uma corrente elétrica. Essa propriedade
depende de fatores geométricos, como o comprimento ou a área transversal do corpo, mas também depende de
uma grandeza chamada de resistividade. Tal grandeza relaciona-se exclusivamente ao material do qual um corpo é
formado. A lei que relaciona a resistência elétrica a essas grandezas é conhecida como segunda lei de Ohm. A
segunda lei de Ohm é mostrada na figura abaixo:
R – resistência elétrica (Ω)
ρ – resistividade (Ω.m)
L – comprimento (m)
A – área transversal (m²)
Chamamos de resistor ôhmico todo corpo capaz de apresentar resistência elétrica constante para um determinado
intervalo de tensões elétricas. O gráfico de tensão em função da corrente elétrica para os resistores ôhmicos é linear,
como mostra a figura abaixo:
O resistor pode ser considerado ôhmico no intervalo em que o seu potencial elétrico aumenta linearmente com a
corrente elétrica.
Tomando-se o segmento reto do gráfico, sabe-se que o potencial elétrico entre os terminais de um resistor sofrerá
uma variação em seu potencial elétrico que é sempre proporcional à corrente elétrica que o percorre, como mostra
a figura abaixo:
Analisando o gráfico mostrado acima, vemos que a resistência elétrica pode ser entendida como a inclinação da
reta, dada pela tangente do ângulo θ. Como sabemos, a tangente é definida como a razão entre
os catetos oposto e adjacente e, portanto, pode ser calculada com a fórmula R = U/i, no caso em que as
resistências são ôhmicas.
→ Cálculo da potência elétrica pela lei de Ohm
Por meio da lei de Ohm, é possível determinar a potência elétrica que é dissipada por um resistor. Tal dissipação de
energia ocorre em razão do efeito Joule, por isso, ao calcularmos a potência dissipada, estamos determinando a
quantidade de energia elétrica que um resistor é capaz de converter em calor, a cada segundo.
Existem algumas fórmulas que podem ser usadas para calcular a potência elétrica, confira algumas delas:
2ª lei de Ohm:
Macete
Há um macete que pode facilitar o uso da 1ª lei de Ohm. Esse macete, chamado de macete do triângulo, consiste em
tamparmos a variável que queremos descobrir no triângulo mostrado abaixo, de forma que revelemos a fórmula a ser
usada. Confira:
Gabarito: Letra E.
Associação de Resistores
Circuito Elétrico
Circuito elétrico é um circuito fechado. Ele começa e termina no mesmo ponto e é formado por vários elementos que
se ligam e, assim, tornam possível a passagem da corrente elétrica.
Elementos de um Circuito Elétrico
1. Resistores
Os resistores, ou resistências, são componentes do circuito elétrico que têm duas funções. Uma delas é converter a
energia elétrica em energia térmica, a outra é limitar a passagem da corrente elétrica através do controle da
voltagem.
2. Capacitores
Os capacitores, ou condensadores, são componentes elétricos que armazenam as cargas elétricas. Essas cargas
elétricas são utilizadas sempre que haja resistência, ou seja, sempre que a passagem da corrente elétrica seja
dificultada.
3. Geradores
Os geradores são dispositivos que prolongam a diferença de potencial entre dois corpos. É dessa forma que eles são
capazes de transformar diferentes tipos de energia.
4. Condutores
Os condutores são os elementos que permitem que as cargas circulem facilmente num circuito elétrico.
5. Indutores
Os indutores são os dispositivos que armazenam a energia elétrica.
Circuito Elétrico Simples
Circuito Elétrico Simples é aquele que percorre apenas um caminho. O exemplo mais comum é uma bateria.
Nas baterias, são sempre os mesmos elétrons que estão circulando. Se não fosse assim, elas não conseguiam
receber energia logo depois de a ter fornecido.
Circuito Elétrico em Série
Circuito Elétrico em série é aquele em que existe uma associação. A partir dessa associação, os componentes ligam-
se entre si na mesma sequência e na mesma direção.
Como exemplo, podemos citar as lâmpadas usadas na decoração das árvores de Natal. O circuito feito por elas é
simples e o fato de uma lâmpada queimar prejudica as restantes.
Circuito Elétrico em Paralelo
Circuito Elétrico em paralelo é aquele em que existe uma associação onde a corrente elétrica se divide ao longo do
circuito.
Isso acontece para que haja tensão elétrica constante em todos os pontos. Exemplo disso é o circuito elétrico
residencial, onde todas as tomadas existentes na casa tem de ter a mesma intensidade de corrente elétrica.
Associação de Resistores
Associação de Resistores é um circuito que apresenta dois ou mais resistores. Há três tipos de associação: em
paralelo, em série e mista.
Ao analisar um circuito, podemos encontrar o valor do resistor equivalente, ou seja, o valor da resistência que
sozinha poderia substituir todas as outras sem alterar os valores das demais grandezas associadas ao circuito.
Para calcular a tensão que os terminais de cada resistor está submetido aplicamos a Primeira Lei de Ohm:
U=R.i
Onde,
U: diferença de potencial elétrico (ddp), medida em Volts (V)
R: resistência, medida em Ohm (Ω)
i: intensidade da corrente elétrica, medida em Ampére (A).
Associação de Resistores em Série
Na associação de resistores em série, os resistores são ligados em sequência. Isso faz com que a corrente elétrica
seja mantida ao longo do circuito, enquanto a tensão elétrica varia.
Assim, a resistência equivalente (Req) de um circuito corresponde à soma das resistências de cada resistor presente
no circuito:
Req = R1 + R2 + R3 +...+ Rn
Quando, em um circuito em paralelo, o valor das resistências forem iguais, podemos encontrar o valor da resistência
equivalente dividindo o valor de uma resistência pelo número de resistências do circuito, ou seja:
Neste exemplo, considerando que as correntes i1 e i2 estão chegando ao nó, e as correntes i3 e i4 estão saindo,
temos:
i1 + i2 = i3 + i4
Em um circuito, o número de vezes que devemos aplicar a Lei dos Nós é igual ao número de nós do circuito menos
1. Por exemplo, se no circuito existir 4 nós, vamos usar a lei 3 vezes (4 - 1).
Lei das Malhas
A Lei das Malhas é uma consequência da conservação da energia. Ela indica que quando percorremos uma malha
em um dado sentido, a soma algébrica das diferenças de potencial (ddp ou tensão) é igual a zero.
Para aplicar a Lei das Malhas, devemos convencionar o sentido que iremos percorrer o circuito.
A tensão poderá ser positiva ou negativa, de acordo com o sentido que arbitramos para a corrente e para percorrer o
circuito.
Para isso, vamos considerar que o valor da ddp em um resistor é dado por R . i, sendo positivo se o sentido da
corrente for o mesmo do sentido do percurso, e negativo se for no sentido contrário.
Para o gerador (fem) e receptor (fcem) utiliza-se o sinal de entrada no sentido que adotamos para a malha.
Como exemplo, considere a malha indicada na figura abaixo:
Passo a Passo
Para aplicar as Leis de Kirchhoff devemos seguir os seguintes passos:
1º Passo: Definir o sentido da corrente em cada ramo e escolher o sentido em que iremos percorrer as malhas do
circuito. Essas definições são arbitrárias, contudo, devemos analisar o circuito para escolher de forma coerente esses
sentidos.
2º Passo: Escrever as equações relativas a Lei dos Nós e Lei das Malhas.
3º Passo: Juntar as equações obtidas pela Lei dos Nós e das Malhas em um sistema de equações e calcular os
valores desconhecidos. O número de equações do sistema deve ser igual ao número de incógnitas.
Ao resolver o sistema, encontraremos todas as correntes que percorrem os diferentes ramos do circuito.
Se algum dos valores encontrados for negativo, significa que a sentido da corrente escolhido para o ramo tem, na
verdade, sentido contrário.
Exemplo
No circuito abaixo, determine as intensidades das correntes em todos os ramos.
Solução
Primeiro, vamos definir um sentido arbitrário para as correntes e também o sentido que iremos seguir na malha.
Neste exemplo, escolhemos o sentido conforme esquema abaixo:
O próximo passo é escrever um sistema com as equações estabelecidas usando a Lei dos Nós e das Malhas. Sendo
assim, temos:
Por fim, vamos resolver o sistema. Começando substituindo i3 por i1 - i2 nas demais equações:
Agora vamos encontrar o valor de i1, substituindo na segunda equação o valor encontrado para i2:
Finalmente, vamos substituir esses valores encontrados na primeira equação, para encontrar o valor de i 3:
Assim, os valores das correntes que percorrem o circuito são: 3A, 8A e 5A.
Ponte de Wheatstone
Ponte de Wheatstone é um circuito elétrico muito útil para a realização de medidas precisas de resistência elétrica.
Esse circuito é formado por quatro resistores e um galvanômetro, sendo dois desses resistores conhecidos ou
predeterminados, um deles de resistência variável e, por último, um de resistência desconhecida.
A ponte de Wheatstone foi inventada por Samuel Hunter Christie, entretanto seu nome permaneceu como uma
forma de homenagem a Sir Charles Wheatstone, responsável por difundir o uso dessa configuração de resistores.
Aplicações
Além de sua utilização mais comum (a de medir uma resistência elétrica desconhecida), a ponte de Wheatstone está
presente em diversos tipos de circuitos que necessitam de sensores bastante precisos,
como balanças, termostatos, sensores de pressão etc.
Demonstração
A identidade mostrada na figura anterior, apesar de muito simples, é determinada pela lei da conservação da energia,
por meio da lei de Kirchoff que se refere às malhas. Essa lei, conhecida como a 2ª lei de Kirchoff, determina que
a soma dos potenciais elétricos em cada malha do circuito é sempre nula.
Por isso, somaremos todos os potenciais elétricos nas malhas ADC e DBC e igualaremos essas somas a zero.
Observe a imagem a seguir:
Aplicando a lei das malhas, conseguimos encontrar o resultado que diz respeito ao produto cruzado das resistências.
Para chegarmos no resultado anterior, fizemos uso da 1ª lei de Ohm, que diz que a queda de potencial elétrico nos
elementos resistivos de um circuito é dada por U = R.i, juntamente à lei das malhas, que afirma que o potencial
elétrico deve ser negativo, caso percorramos a malha no mesmo sentido da corrente elétrica em cada ramo (lembre-
se de que o sentido da corrente elétrica pode ser arbitrado como quisermos).
Resumo
A ponte de Wheatstone é um circuito formado por quatro resistores ligados em série e paralelo, conectados por um
galvanômetro;
A ponte de Wheatstone pode ser usada para determinar uma resistência elétrica desconhecida;
Para determinar a resistência desconhecida, é necessário que a ponte de Wheatstone esteja em equilíbrio, isto é, a
corrente no galvanômetro deve ser nula;
Se a ponte de Wheatstone estiver em equilíbrio, então podemos igualar o produto cruzado das resistências.
Geradores elétricos
Geradores Elétricos
Geradores elétricos são dispositivos que convertem vários tipos de energia não elétrica (mecânica, eólica) em
energia elétrica. Eles são usados para garantir energia sempre que haja falha na corrente elétrica.
Assim, a função de um gerador é garantir que a diferença de potencial elétrico (ddp), ou tensão elétrica, dure mais
tempo e não interrompa o circuito. O circuito elétrico é percorrido entre os dois polos existentes no gerador.
Num desses polos, o potencial elétrico é negativo e sua tensão é menor, enquanto no outro polo o potencial elétrico é
positivo e sua tensão é maior.
Um gerador ideal seria capaz de converter toda a energia. A sua potência seria medida através da seguinte fórmula:
Potg = E.i
Onde,
Potg: potência
E: força eletromotriz
i: corrente elétrica
Mas não é o que acontece. Na realidade, há uma perda de energia, afinal as cargas elétricas encontram resistência
ao longo do circuito.
É através da fórmula a seguir que a potência real de um gerador é medida:
Potd = r.i²
Onde,
Potd = potência
r = resistividade do condutor
i = corrente elétrica
Os geradores foram descobertos graças aos estudos de Michael Faraday, o qual descobriu que o movimentos dos
ímãs eram capazes de gerar corrente elétrica.
Tipos de Geradores
Há vários tipos de geradores, sendo que o gerador mecânico é o mais comum dentre eles. A tipologia indica a forma
de energia utilizada para gerar energia elétrica.
Gerador Mecânico - utiliza energia mecânica e a converte em energia elétrica. Exemplo: alternadores de carro.
Gerador Químico - utiliza energia energia química, ou potencial, e a converte em energia elétrica. Exemplo: pilhas.
Gerador Térmico - utiliza energia térmica e a converte em energia elétrica. Exemplo: turbinas a vapor.
Gerador Luminoso - utiliza energia luminosa e a converte em energia elétrica. Exemplo: placas solares.
Gerador Eólico - utiliza energia eólica e a converte em energia elétrica. Exemplo: aerogeradores.
Força eletromotriz
A força eletromotriz (FEM) corresponde a todo o potencial elétrico que pode ser produzido por um gerador. Ao ser
ligado em um circuito, parte da energia gerada é dissipada em forma de calor em decorrência da formação de
uma corrente elétrica em seu interior. Esse fenômeno, chamado de efeito Joule, ocorre porque os geradores
apresentam certa resistência interna, logo, não há gerador perfeito.
A força eletromotriz também pode ser compreendida como a quantidade de energia potencial elétrica que os
geradores fornecem a cada unidade de carga elétrica:
Podemos calcular a força eletromotriz produzida por um gerador por meio da seguinte equação:
Potência elétrica utilizável: potência elétrica disponível para o circuito elétrico. Pode ser calculada por meio da
seguinte equação:
Potência elétrica dissipada: potência elétrica consumida pelo efeito Joule em virtude da passagem de corrente
elétrica pela resistência interna dos geradores.
Portanto, o balanço de energia nos geradores pode ser sintetizado pelas seguintes equações:
Associação de Geradores
A grande maioria dos aparelhos elétricos que encontramos no dia a dia funciona convenientemente com mais de um
gerador. Se prestarmos atenção aos controles remotos, brinquedos, lanternas e muitos outros aparelhos, poderemos
observar que na maioria dos casos se usa mais de uma pilha. Dizemos então que, nesses casos, são
feitas associações de geradores.
Dependendo da necessidade, para que um circuito funcione, ele deverá ser submetido a uma maior tensão elétrica
ou, então, para determinada ddp, necessita-se de mais corrente elétrica. Conseguimos isso realizando
uma associação de geradores.
A. Associação em série
Geradores estão associados em série quando são ligados de maneira que o polo positivo de um seja conectado ao
polo negativo do outro, proporcionando assim um único caminho para a formação da corrente elétrica.
Os receptores elétricos são dispositivos que transformam energia elétrica em outra forma de energia.
Os motores elétricos são exemplos de receptores, que transformam energia elétrica em energia mecânica
Os receptores elétricos são dispositivos que transformam energia elétrica em outra forma de energia, seja ela
mecânica, térmica, entre outras. Um exemplo de receptor é o motor elétrico que transforma energia
elétrica em energia mecânica, sendo a base para o funcionamento de vários aparelhos, como os ventiladores,
batedeiras, liquidificadores etc.
Em um circuito elétrico, os receptores causam uma queda na força eletromotriz fornecida pela fonte de tensão.
Essa queda ocorre porque a energia fornecida é utilizada na transformação pretendida pelo aparelho elétrico e sua
intensidade depende do valor da força contraeletromotriz do receptor e de sua resistência interna.
A força contraeletromotriz (fcem) representa a diferença de potencial útil entre os dois terminais do receptor e é
também chamada de tensão de saída. No circuito, ela normalmente é representada por E'. Para calcular a queda de
potencial (V) entre os terminais do receptor, utilizamos a seguinte equação:
V = E' + r'i
Essa relação é conhecida como equação do receptor.
O valor de “r'i” representa a quantidade de energia que foi dissipada pelo aparelho em sua resistência interna por
meio do Efeito Joule. Observe no esquema a seguir como se caracteriza o funcionamento do receptor:
Na figura, vemos que o receptor recebe energia elétrica, transforma uma parte em energia não elétrica e dissipa o
restante
O prefixo contra do termo força contraeletromotriz é utilizado porque ela é oposta à força eletromotriz do gerador.
Observe na figura a seguir como o receptor é representado em um circuito elétrico:
Voltímetro e Amperímetro
Quando o campo elétrico entre o solo e as nuvens é muito alto, ocorre a ruptura da rigidez dielétrica do ar, formando
os raios
Os condutores apresentam uma grande quantidade de elétrons fracamente ligados aos núcleos atômicos,
favorecendo a condução da corrente elétrica. Os semicondutores, por sua vez, precisam de
um estímulo externo (como altas temperaturas) para que seus elétrons sejam excitados e possam ser conduzidos.
Já os materiais isolantes (também conhecidos como dielétricos) têm seus elétrons fortemente ligados aos núcleos
atômicos, tornando particularmente difícil a formação de correntes elétricas nesses materiais.
No entanto, há um valor máximo de campo elétrico no qual os materiais isolantes passam a se comportar como
condutores, permitindo, assim, a formação de correntes elétricas. Esse valor é específico para cada material,
depende da sua espessura e recebe o nome de rigidez dielétrica.
Rigidez dielétrica de alguns materiais
A tabela a seguir apresenta os valores máximos de campo elétrico para que ocorra a rigidez dielétrica de alguns
materiais:
Material Rigidez dielétrica (V/m)
Ar 3.106
Borrach
12.106
a
Papel 16.106
Quartzo 8.106
Teflon 80.106
A tabela indica que, para o ar, é necessário que haja uma tensão elétrica de 3 milhões de volts por metro para que
ele se torne um condutor. Quando isso acontece, os elétrons têm energia suficiente para se mover entre as
moléculas do meio.
Ruptura da rigidez dielétrica do ar
O fenômeno de ruptura dielétrica do ar é responsável pela formação das descargas elétricas atmosféricas,
popularmente conhecidas como raios.
O ar atmosférico é um meio isolante que apresenta uma rigidez dielétrica de 3.106 V/m. Quando o campo elétrico
atmosférico entre as nuvens e o solo atinge valores próximos, as moléculas do ar são ionizadas, o que torna o ar um
meio condutor.
Por meio do Efeito Joule, a corrente elétrica formada no ar causa um grande aquecimento, que é responsável
pela dilatação do meio gasoso, produzindo as ondas sonoras conhecidas como trovões. Mais moléculas têm seus
elétrons arrancados e eventualmente esses elétrons livres são capturados por outras moléculas ionizadas. É nesse
processo que ocorre a emissão de luz conhecida como relâmpago.
Capacitores
Capacitor é um dispositivo capaz de acumular cargas elétricas quando uma diferença de potencial é estabelecida
entre seus terminais. A capacitância dos capacitores, por sua vez, é a medida de quanta carga o dispositivo é capaz
de acumular para uma determinada diferença de potencial.
Os capacitores, geralmente, são produzidos de forma simples, formados por duas placas condutoras paralelas,
chamadas de armaduras, que podem ou não ser preenchidas com um meio altamente dielétrico (isolante).
Para que servem os capacitores?
Os capacitores podem ser usados para outros fins além da sua função principal, que é armazenar cargas elétricas.
Esses dispositivos podem ser usados em circuitos alimentados por correntes elétricas alternadas, quando se deseja
a formação de uma corrente elétrica contínua, como nos casos de eletrodomésticos,
como geladeiras, liquidificadores, máquinas de lavar e etc.
Uma corrente elétrica, no entanto, não fluirá pelo circuito enquanto os capacitores não se encontrarem
completamente carregados. Isso pode reduzir o desgaste produzido pelas grandes variações de corrente elétrica
geradas no momento em que um dispositivo eletrônico é ligado ou desligado.
Por sua grande facilidade em armazenar cargas elétricas, os capacitores também podem ser utilizados para suprir a
demanda de altas correntes elétricas requisitadas por algum circuito de alta potência, como os grandes aparelhos de
som utilizados em shows.
Fórmula da Capacitância
Capacitância é uma grandeza física relacionada à quantidade de cargas elétricas que um capacitor é capaz de
armazenar para uma dada diferença de potencial. Quanto maior for sua capacitância, maior será a quantidade de
cargas armazenada pelo capacitor para uma mesma tensão elétrica.
Podemos calcular a capacitância pela razão entre a quantidade de cargas armazenadas e a tensão elétrica:
Legenda:
C – capacitância (F – farad)
Q – carga elétrica armazenada (C- coulomb)
U – tensão elétrica ou diferença de potencial (V – volts)
A unidade de capacitância no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o farad (F), unidade que equivale a coulomb
por volt (C/V).
A capacitância também é afetada por fatores geométricos dos capacitores: a distância (d) entre as placas da
armadura dos capacitores e a sua área (A) influenciam a quantidade máxima de cargas que podem ser acumuladas
por eles. Outro fator que pode afetar a capacitância é a permissividade dielétrica (ε) do meio inserido entre as
placas de um capacitor: quanto maior for a permissividade dielétrica do meio, maior será a quantidade máxima
de cargas armazenadas em um capacitor.
Dessa forma, a capacitância de um capacitor de placas paralelas pode ser calculada por meio da seguinte relação:
Legenda:
C – capacitância (F)
ε – permissividade elétrica do meio (F/m)
A – área das placas do capacitor (m²)
d – distância entre as placas do capacitor (m)
A figura abaixo traz um esquema de um capacitor de placas paralelas:
Legenda:
EPOT – energia potencial elétrica (J – joules)
Q – carga elétrica (C – coulombs)
U – Tensão elétrica (ou diferença de potencial) (V – volts)
Por meio da equação acima e da fórmula de capacitância, podemos ainda deduzir uma segunda equação, dada por:
Legenda:
EPOT – energia potencial elétrica (J)
C – capacitância (F)
U – Tensão elétrica ou diferença de potencial (V)
Tipos de capacitores
Os capacitores podem diferir em seu formato bem como em seu dielétrico. O meio que é inserido entre as placas de
um capacitor interfere diretamente em sua capacidade de armazenar cargas elétricas. Meios que apresentam altas
constantes eletrostáticas, ou seja, altamente resistivos, são os preferidos para a implementação dos capacitores.
Confira alguns tipos de capacitores:
Capacitores eletrolíticos: contêm finas camadas de alumínio, envolvidas em óxido de alumínio e embebidas em
eletrólitos líquidos.
Capacitores de poliéster: são um tipo de capacitor bastante compacto, formado por folhas de poliéster e alumínio.
Capacitores de tântalo: têm uma vida útil mais longa, usam como dielétrico o óxido de Tântalo.
Capacitores de óleo: foram os primeiros tipos de capacitores e, assim como os capacitores de papel, deixaram de
ser usados por serem pouco práticos ou confiáveis.
Capacitores variáveis: são os que possuem válvulas capazes de controlar a distância entre as placas ou a sua área
de contato, largamente utilizados em aparelhos valvulados, como rádios e televisores antigos
Capacitores cerâmicos: feitos em formato de disco, são formados de placas condutoras que envolvem um meio
como papel, vidro ou ar.
Associação de capacitores
A associação de capacitores, em série ou em paralelo, permite que obtenhamos valores de capacitância diferentes.
Fórmula
Para calcularmos a capacitância equivalente de capacitores associados em paralelo, basta somarmos suas
capacitâncias individuais, como mostra a fórmula:
Não confunda ímã com imã (sem acento agudo no i). Imã é o nome dado a sacerdotes muçulmanos.
Força Magnética
Na física, a Força magnética (Fm), também chamada de Força de Lorentz, representa a força de atração e/ou
repulsão exercida pelos ímãs ou objetos magnéticos.
A força magnética é uma grandeza vetorial, portanto, ela possui uma direção, um sentido e um módulo. Lembre-se
que a força magnética é perpendicular ao campo magnético (B) e a velocidade (v) da carga magnética (q).
Regra da Mão Direita
Para entender o sentido da força magnética, utiliza-se a regra da mão direita, também chamada de “regra do tapa”.
Com a mão direita aberta, temos que o polegar representa o sentido da velocidade (v) e os outros dedos
representam o sentido do campo magnético (B). Já a palma da mão corresponde ao sentido da força magnética (F).
Para compreender melhor essa regra, veja a figura abaixo:
Campo magnético
Magnetismo
Magnetismo é a propriedade de atração e repulsão de determinados metais e ímãs, que apresentam um polo
positivo e outro negativo, caracterizados pelas “forças dipolo”.
Dessa forma, a propriedade chamada de “dipolo magnético” informa que os polos iguais se repelem e os polos
opostos se atraem.
História do Magnetismo e do Electromagnetismo
Sabe-se que o Magnetismo não é algo novo, uma vez que desde o século VII a. C. já eram utilizados seus conceitos;
textos gregos apontam para a existência do magnetismo, propriedade de corpos presentes numa região denominada
“Magnésia” e daí surgiu o nome da propriedade de atração e repulsão de determinados corpos.
Tales de Mileto, filósofo, físico e matemático grego (623 a.C. - 558 a.C.) foi quem observou a atração do ímã natural,
a magnetita, com o ferro.
Além disso, a invenção da bússola, que permitiu o avanço das navegações, já era utilizada pelos chineses desde
século VII. Acredita-se que além de um instrumento, eles utilizavam-na como símbolo de sorte ou um oráculo.
Alguns séculos depois, os estudos sobre o magnetismo e eletromagnetismo foram se expandindo. Isso aconteceu
primeiramente em meados do século XIII, com Pierre Pelerin de Maricourt, o qual descreve sobre a bússola e as
propriedades dos ímãs.
Por conseguinte, no século XVI, Willian Gilbert (1544-1603) concluiu que a terra era magnética. Era por esse motivo
que as bússolas sempre apontavam para o sentido norte.
Em fins do século XVIII, Charles Coulomb (1736-1806) avançou nos estudos sobre eletricidade e magnetismo.
Publicou a lei dos polos inversos de atração e repulsão entre as cargas elétricas.
No século XIX, Hans Christian Oersted (1777-1851) publica trabalhos sobre o eletromagnetismo e os campos
elétricos.
Logo depois, entre 1821 e 1825, Andrè-Marie Ampère (1775-1836) realiza pesquisas sobre as correntes elétricas nos
ímãs. Em homenagem a ele, o nome Ampère (A) foi eleita à unidade de medida da intensidade de corrente elétrica.
Entretanto, foi Joseph Henry (1797-1878) e Michael Faraday (1791-1867) que descobrem a indução eletromagnética.
Assim, 1865 foi o ano marco da era da eletricidade com a invenção do dínamo. Por meio da indução eletromagnética,
o dínamo converte a energia mecânica em energia elétrica.
Magnetismo Terrestre
O planeta Terra é considerado um grande ímã, dividido em dois polos (norte e sul), assemelhando-se a
propriedade de dipolo magnético.
Essa descoberta foi feita no século XVI, a partir das pesquisas do físico inglês William Gilbert. Note que o polo norte
é o campo magnético que sempre atrai a bússola, o que explica que a Terra comporta-se como um grande ímã que
exerce força de atração na direção norte.
Campo Magnético
O campo magnético é uma região do espaço onde as cargas elétricas em movimento são sujeitas à ação de
uma força magnética, capaz de alterar as suas trajetórias. O campo magnético é resultado da movimentação de
cargas elétricas, como no caso de um fio que conduz corrente elétrica ou até mesmo na oscilação de partículas
subatômicas, como os elétrons.
Propriedades do campo magnético
De acordo com o SI, a unidade de medida de campo magnético é o tesla (T), em homenagem a um dos grandes
estudiosos dos fenômenos magnéticos, Nikola Tesla (1856-1943). O campo magnético é vetorial, assim como
o campo elétrico ou o campo gravitacional, por isso, apresenta as propriedades módulo, direção e sentido.
Esse tipo de campo pode ser produzido por imãs naturais e artificiais, feitos
com espiras condutoras e bobinas. Se você quiser saber mais sobre as origens do campo magnético, sugerimos
que você leia o nosso artigo sobre magnetismo e tire todas as suas dúvidas.
Como dito, a origem do campo magnético está na movimentação das cargas elétricas. Quando o campo elétrico
oscila em alguma região do espaço, essa oscilação dá origem a um campo magnético orientado em
uma direção perpendicular (90º) ao campo elétrico. Para compreendermos melhor as propriedades do campo
magnético, fazemos uso de um recurso conhecido como linhas de indução, por meio dele, podemos visualizar
melhor o formato do campo magnético.
Campo Magnético
Obs: No sistema internacional (SI) a unidade de medida para a força magnética é o Newton (N). O módulo da carga
elétrica é Coulomb (C). A velocidade da carga elétrica é dada em metros por segundo (m/s). A intensidade do campo
magnético é dado em tesla (T).
Campo e Força Magnética
O campo magnético representa um espaço onde existe uma concentração de magnetismo criado em torno das
cargas magnéticas.
Já o chamado campo eletromagnético é o local onde existe uma concentração das cargas elétricas e magnéticas.
A ligação de um campo elétrico com um campo magnético produzem um campo eletromagnético
Nesse caso, a movimentação das cargas eletromagnéticas ocorre em forma de ondas, as chamadas “ondas
eletromagnéticas”.
Força Magnética sobre Cargas Elétricas
As cargas elétricas em movimento atuam dentro de um campo magnético. Assim, quando uma carga elétrica está em
movimento dentre de um campo magnético, ele terá uma força magnética atuando sobre ela.
A força magnética é proporcional ao valor da carga (q), ao módulo do campo magnético (B) e ao módulo da
velocidade (v) com que a carga se move.
magnético. A direção e sentido do vetor serão dadas pela regra da mão direita espalmada.
Se imaginarmos um fio condutor percorrido por corrente, haverá elétrons livres se movimentando por sua secção
transversal com uma velocidade . No entanto, o sentido adotado para o vetor velocidade, neste caso, é o sentido
real da corrente ( tem o mesmo sentido da corrente). Para facilitar a compreensão pode-se imaginar que os
elétrons livres são cargas positivas.
Como todos os elétrons livres têm carga (que pela suposição adotada se comporta como se esta fosse positiva),
quando o fio condutor é exposto a um campo magnético uniforme, cada elétron sofrerá ação de uma força magnética.
Mas se considerarmos um pequeno pedaço do fio ao invés de apenas um elétron, podemos dizer que a interação
continuará sendo regida por , onde Q é a carga total no segmento do fio, mas como temos um
comprimento percorrido por cada elétron em um determinado intervalo de tempo, então podemos escrever a
velocidade como:
Ao substituirmos este valor em teremos a força magnética no segmento, expressa pela notação :
A direção e o sentido do vetor são perpendicular ao plano determinado pelos vetores e , e pode ser
determinada pela regra da mão direita espalmada, apontando-se o polegar no sentido da corrente e os demais dedos
no sentido do vetor .
Saiba mais...
Se quisermos determinar a força magnética que atua em fio extenso (com dimensões não desprezíveis)
devemos fazer com que os comprimentos sejam cada vez menores e somar os vetores em
cada , de modo que toda o fio seja descrito, uma forma avançada para se realizar este cálculo é
utilizando-se integral de linha.
Para o caso particular onde o condutor é retilíneo, todos os vetores serão iguais, então podemos
Sendo,
ϕ: fluxo magnético (Wb)
B: intensidade do campo magnético (T)
A: área da superfície (m2)
θ: ângulo entre o vetor B e o vetor normal à superfície
Ao contrário, quando o fluxo magnético diminuí, um campo induzido surge para reforçar este campo, tentando
impedir que ocorra essa redução.
Na imagem abaixo, o ímã está se afastando do condutor (espira), desta forma o fluxo magnético através do condutor
está diminuindo.
A corrente cria então ao seu redor um campo induzido que apresenta o mesmo sentido do campo criado pelo ímã.
Assim, ele constatou que uma corrente elétrica induzia uma corrente em um outro condutor. Contudo, ainda faltava
identificar se o mesmo ocorria utilizando ímãs permanentes.
Ao fazer um experimento movimentando um ímã cilíndrico dentro de uma bobina, ele pôde identificar o movimento da
agulha de um galvanômetro ligado à bobina.
Desta forma, ele pôde concluir que o movimento de um ímã gera uma corrente elétrica em um condutor, ou seja a
indução eletromagnética estava descoberta.
Lei de Faraday
A partir dos resultados encontrados, Faraday formulou uma lei para explicar o fenômeno da indução eletromagnética.
Essa lei ficou conhecida como Lei de Faraday.
Esta lei enuncia que quando houver variação do fluxo magnético através de um circuito, surgirá nele uma força
eletromotriz induzida.
Fórmula
A Lei de Faraday pode ser expressa matematicamente pela seguinte fórmula:
Sendo,
ε: força eletromotriz induzida (V)
ΔΦ: variação do fluxo magnético (Wb)
Δt: intervalo de tempo (s)
Gerador de corrente alternada e Transformadores
Geradores de corrente alternada
Uma das mais importantes aplicações da indução eletromagnética é na geração de energia elétrica. Com essa
descoberta passou a ser possível a geração deste tipo de energia em larga escala.
Essa geração pode ocorrer em instalações complexas, como é o caso das usinas de energia elétrica, até as mais
simples como nos dínamos de bicicletas.
Existem diversos tipos de usinas de energia elétrica, mas basicamente o funcionamento de todas utiliza o mesmo
princípio. Nessas usinas, a produção de energia elétrica ocorre através da energia mecânica de rotação de um eixo.
Nas usinas hidrelétricas, por exemplo, a água é represada em grandes barragens. O desnível provocado por esse
represamento faz com que a água se movimente.
Esquema simplificado de uma usina hidrelétrica
Esse movimento é necessário para girar as pás da turbina que é ligada ao eixo do gerador de eletricidade. A corrente
produzida é alternada, ou seja, seu sentido é variável.
Transformadores
A energia elétrica após ser produzida nas usinas é transportada para os centros consumidores através de sistemas
de transmissão.
Contudo, antes de ser transportada para grandes distâncias, os dispositivos, chamados de transformadores, elevam
a tensão para reduzir as perdas de energia.
Quando essa energia chega até o seu destino final, novamente ocorrerá a mudança no valor da tensão.
Assim, um transformador é um dispositivo que serve para modificar uma tensão alternada, ou seja, aumenta ou
diminui o seu valor de acordo com a necessidade.
Basicamente um transformador é constituído por um núcleo de material ferromagnético no qual são enroladas duas
bobinas independentes (enrolamento de fios).
A bobina conectada a fonte é chamada de primário, pois recebe a tensão que será transformada. A outra é chamada
de secundário.
Sendo,
Up: tensão no primário (V)
Us: tensão no secundário (V)
Np: número de espiras do primário
Ns: número de espiras do secundário
Efeito fotoelétrico
Ondas Eletromagnéticas
Ondas eletromagnéticas são aquelas que resultam da libertação das fontes de energia elétrica e magnética em
conjunto.
Quando se movimenta velozmente, com a velocidade da luz, a energia liberada apresenta o aspecto de onda. Por
esse motivo, recebe o nome de onda eletromagnética.
As ondas eletromagnéticas são longitudinais, ou seja, direcionam-se conforme a vibração
Tipos de Ondas Eletromagnéticas
São 7 os tipos de ondas eletromagnéticas: ondas de rádio, micro-
ondas, infravermelho, luz visível, ultravioleta, raios x e raios gama. O que determina a sua classificação é a
frequência e a oscilação com que as ondas são emitidas e também o seu comprimento.
Quanto mais alta a frequência, menor o comprimento de uma onda gravitacional.
As ondas são medidas pelo espectro eletromagnético. Através das faixas desse mecanismo é possível verificar a
distribuição da intensidade do eletromagnetismo.
Ondas de rádio - As ondas de rádio ficam na outra extremidade do espectro. São as mais baixas e, portanto, as
mais compridas.
Micro-ondas - As frequências desse tipo de onda eletromagnética são bastante baixas.
Infravermelho - Localizado ao lado da luz visível, a radiação infravermelha pode ser vista mediante a utilização de
equipamentos, mas não a olho nu.
Luz Visível - Localiza-se no centro do espectro eletromagnético. Tal como o nome indica, essa energia é visível a
olho nu.
Raios Ultravioleta - A energia ultravioleta localiza-se ao lado da luz visível, que é o centro do espectro
eletromagnético.
Raios x - Localizam-se logo a seguir aos raios gama na faixa do espectro eletromagnético. A radiação dos raios x
são invisíveis a olho nu.
Raios Gama - Os raios gama ficam numa das extremidades do espectro. É o tipo de onda que tem a frequência mais
alta, logo, seu comprimento é minúsculo.
Onde elas estão?
As ondas eletromagnéticas propagam-se no vácuo a todo momento. Isso porque tudo o que existe tem
eletromagnetismo.
A energia elétrica surge da agitação dos átomos que estão na formação de todos os corpos. O magnetismo surge da
movimentação dessa carga elétrica e, como resultado, surgem as ondas eletromagnéticas.
Inúmeras coisas que utilizamos no dia a dia funcionam através das ondas eletromagnéticas. São exemplos: o rádio, a
televisão, o celular, o micro-ondas, o controle remoto, a internet sem fios, o bluetooth, etc.
E o que são Ondas Mecânicas?
Enquanto as ondas eletromagnéticas não precisam de um meio material para se propagar, as ondas
mecânicas necessariamente precisam.
É o caso, por exemplo, do telefone com fios. O fio é o meio utilizado para que a onda mecânica percorra o seu
caminho e transporte energia.
Os celulares, por outro lado, não têm fios. Fazem uso das ondas eletromagnéticas.
Física Moderna
Física Moderna ampliou os horizontes da Física no final do século XX. Suas teorias sobre a matéria e sobre o mundo
quântico permitiram o surgimento de novas tecnologias.
5ª Conferência de Solvay, em 1927. Na foto, temos reunidos grandes nomes da Física, como Einstein, Bohr,
Rutherford, Schröedinger e Marie Curie
Física Moderna designa as novas concepções da Física desenvolvidas durante as três primeiras décadas do século
XX, as quais resultaram das proposições teóricas dos físicos Albert Einstein e Max Planck. Após o surgimento
da teoria da relatividade de Einstein e da quantização das ondas eletromagnéticas, esse novo campo de estudo
surgiu, ampliando os limitados horizontes da Física Clássica.
Mais abrangente que a Física Clássica, a Física Moderna é capaz de explicar fenômenos
de escalas muito pequenas (atômicas e subatômicas) e de altíssimas velocidades, muito próximas à velocidade da
luz. Os físicos do século XX perceberam que o conhecimento vigente não era suficiente para explicar fenômenos
como o efeito fotoelétrico ou a radiação de corpo negro. Dessa forma, diversas hipóteses começaram a ser
levantadas sobre a natureza da luz e da matéria e sobre a interação entre elas.
Constante de Planck
Constante de Planck (h) é a constante usada para indicar a energia e a frequência das radiações eletromagnéticas.
Ela representa o quantum, que é a quantidade de energia emitida em porções muito pequenas.
Trata-se de uma das constantes mais importantes da Física Quântica. Tem esse nome em virtude de Max Planck,
físico que se dedicou ao estudo da teoria quântica.
O valor da constante de Planck é h = 6,63 . 10-34 J.s
Em ev (elétron-volt), seu valor corresponde a h = 4,13566743(35) x 10-15 eV . s
A constante de Planck é importante para determinar a energia de um fóton, o que é obtido mediante a seguinte
equação:
E = h .v
Onde,
E: energia
h: constante de Planck
v: frequência das radiações eletromagnéticas
Antes de Max Planck, outros estudiosos tentaram entender essa relação, o que foi feito desde 1885, mas os
resultados obtidos eram sempre inconsistentes.
Esses estudiosos pensavam que somente seria possível medir a radiação de um corpo se esse corpo absorvesse
toda a energia que chegasse até ele. A mesma ficava no corpo, ou seja, não poderia ser refletida.
Para que tal acontecesse, o corpo deveria ser negro, motivo pelo qual esse estudo ficou conhecido pelo
nome radiação do corpo negro.
Em 1900, o alemão Planck conclui que a energia é uma grandeza de porções bastante reduzidas, sugerindo, assim,
a constante.
Importa referir que graças a Planck, surge a Física Quântica, área que estuda a quantização da energia.
Graças aos seus contributos, Planck recebeu o Prêmio Nobel da Física em 1918.
Efeito Fotoelétrico
O efeito fotoelétrico ocorre quando há emissões de elétron num determinado material. Geralmente, esse efeito é
produzido em materiais metálicos os quais são expostos a uma radiação eletromagnética, como a luz.
Quando isso acontece, essa radiação arranca os elétrons da superfície. Dessa maneira, as ondas eletromagnéticas
envolvidas com esse fenômeno transferem energia aos elétrons.
O que são Fótons?
Teoria da Relatividade
A Teoria da Relatividade foi proposta pelo físico alemão Albert Einstein (1879-1955).
Ela representa a conjugação de duas teorias: a teoria da relatividade restrita (especial) e a teoria da relatividade
geral.
A teoria da relatividade especial foi publicada em 1905 no artigo "A Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento".
Já a teoria da relatividade geral foi apresentada em novembro de 1915 à Academia Prussiana de Ciências, sendo
publicada oficialmente poucos meses depois.
Na conjugação dessas duas teorias, Einstein explica as situações em que a física de Isaac Newton falhou.
Assim, ele desenvolveu mudanças que revolucionaram as propostas para os conceitos de espaço, tempo e
gravidade.
Teoria da Relatividade Restrita
A teoria da relatividade restrita tem como base dois postulados:
1. Todas as leis da natureza são as mesmas em todos os sistemas de referência inerciais (sistemas de referência
não-acelerados).
2. A velocidade de propagação da luz no vácuo é a mesma em todos os sistemas de referência inerciais (sistemas de
referência não-acelerados).
Consequências
Uma consequência do 2º postulado é que o valor da velocidade da luz (3 .10 8 m/s) é um limite para as velocidades.
Nenhum corpo pode se mover com velocidade superior a da luz no vácuo.
Além disso, o fato da velocidade da luz ser constante, modificou as ideias clássicas do espaço e do tempo.
O espaço e o tempo deixam de ser absolutos e passam a ser relativos.
O tempo medido entre o mesmo evento por observadores que estão em movimento relativo entre si é diferente.
Surge assim a ideia de dilatação do tempo.
Da mesma forma, ocorre uma contração do espaço medido por observadores em estados diferentes (repouso e
movimento).
Corpos em movimento sofrem uma contração na direção deste movimento em relação ao tamanho que têm quando
medidos em repouso.
A dilatação temporal e a contração do espaço só apresentam valores significativos quando os valores das
velocidades envolvidas são próximos aos da velocidade da luz no vácuo.
Fórmula
A teoria da relatividade restrita também modificou a noção de energia.
A energia pode ser convertida em massa e esta passou a ser considerada uma forma de energia.
Este princípio é chamado de equivalência massa-energia e pode ser expresso pela fórmula:
E0 = mc²
Sendo,
E0: energia de repouso
m: massa
c: velocidade da luz
Essa relação é facilmente verificada nas reações nucleares, onde partículas e núcleos interagem convertendo massa
em energia e vice-versa.
Teoria da Relatividade Geral
A teoria geral foi apresentada por Einstein 10 anos após a teoria restrita. Ela amplia a abrangência daquela
estendendo a descrição dos fenômenos físicos para sistemas acelerados (não inerciais).
A ideia básica da teoria é que a presença de matéria encurva o espaço-tempo. Assim, quanto maior for a massa do
corpo, mais ele encurvará o espaço-tempo ao seu redor.
Estrutura do átomo
Muitas teorias foram sendo difundidas com o passar dos anos e algumas delas focam nos estudos da física quântica
e da espiritualidade. No entanto, o maior foco são os estudos microscópicos.
Note que além da física, a química e a filosofia são áreas de conhecimento que se beneficiaram das contribuições
teóricas da física quântica.
Principais Pensadores
Os principais teóricos que contribuíram para o crescimento e consolidação dessa área foram Planck, Einstein,
Rutherford, Bohr, Schrodinger e Heisenberg.
Planck
O físico alemão Max Planck (1858-1947) é considerado o “pai da física quântica”. Essa denominação corrobora suas
contribuições na área da teoria quântica. Graças a ele, essa área foi criada e consolidada por outros teóricos.
Seu maior foco foram os estudos das radiações eletromagnéticas. Assim, ele criou uma das mais importantes
constantes da física quântica, denominada de Constante de Planck.
Com um valor de 6,63 . 10-34 J.s, ela é usada para indicar a energia e a frequência das radiações eletromagnéticas.
Essa constante determina a energia de um fóton, mediante a equação: E = h .v.
Einstein
Albert Einstein (1879-1955) foi um físico alemão. Ao lado de Planck, ele representa um dos principais físicos teóricos
na área da teoria quântica.
Merecem destaque seus trabalhos relacionados com a teoria da relatividade.
Essa teoria enfoca nos conceitos de massa e energia sendo expressa pela equação: E = mc 2.
Para Einstein, o universo está em constante expansão. Ao estudar as Leis de Newton, o cientista pode encontrar
lacunas.
Assim, seus estudos sobre o espaço e o tempo foram essenciais para construir a visão moderna da realidade no
campo da Física.
Em 1921 Einstein recebeu o Prêmio Nobel de Física, por conta dos estudos sobre física teórica e o efeito fotoelétrico.
Rutherford
Rutherford (1871-1937) foi um físico neozelandês que contribuiu com o avanço da física quântica.
Sua principal teoria está relacionada com a radioatividade, mais precisamente com a descoberta dos raios alfa e
beta.
Diante disso, Rutherford revolucionou a teoria atômica sendo que seu modelo é utilizado até os dias de hoje.
Isso porque ele identificou o núcleo e as partículas atômicas denominadas prótons e elétrons, bem como sua posição
no átomo.
Esse modelo corresponde ao sistema planetário, onde os elétrons se movem em órbitas elípticas.
Bohr
O físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) foi responsável por preencher a lacuna encontrada no modelo proposto
por Rutherford.
Assim, seus trabalhos sobre a teoria atômica contribuíram para a definição correta desse sistema, bem como para os
estudos da física quântica.
Segundo o modelo de Rutherford, com a aceleração das partículas atômicas, o elétron poderia perder energia e cair
no núcleo. No entanto, isso não acontece.
Para Bohr, quando a eletricidade passa através do átomo, o elétron pula para a órbita maior e seguinte, voltando
depois à sua órbita usual.
Com essa nova descoberta Bohr também propôs uma teoria atômica e por esse motivo, é chamado de Modelo
Atômico de Rutherford-Bohr.
Em 1922 Niels Bohr recebeu o Prêmio Nobel de Física por seus estudos dos átomos e radiação realizados.
Schrodinger
Erwin Schrodinger (1887-1961) foi um físico austríaco. A partir de experiências na área ele criou uma equação que
ficou conhecida como equação de Schrödinger. Nela, o cientista pode perceber as mudanças dos estados quânticos
num sistema físico.
Além disso, propôs uma experiência mental imaginária denominada de “Gato de Schrödinger”. Nessa teoria, um gato
é colocado numa caixa com um pote de veneno junto. Pela física quântica, ele estaria vivo e morto ao mesmo tempo.
Diante disso, o cientista quis mostrar por meio desse experimento o comportamento das partículas subatômicas
numa situação cotidiana.
Segundo ele: “Isso previne-nos de tão ingenuamente aceitarmos como válido um "modelo impreciso" para
representar a realidade. Em si mesma esta pode não incorporar nada de obscuro ou contraditório.”
Em 1933, Erwin Schrodinger recebeu o Prêmio Nobel de Física por conta de suas descobertas sobre a teoria
atômica.
Heisenberg
Werner Heisenberg (1901-1976) foi um físico alemão responsável pela criação de um modelo quântico para o átomo.
Seus estudos foram essenciais para a evolução da área da mecânica quântica. Desenvolveu teorias relacionadas
com os átomos, raios cósmicos e partículas subatômicas.
Em 1927 Heisenberg propôs o "Princípio da Incerteza", também chamado de "Princípio de Heisenberg".
Segundo esse modelo, ele concluiu que é impossível mensurar a velocidade e a posição de uma partícula.
Em 1932 Heisenberg recebeu o Prêmio Nobel de Física pela criação da mecânica quântica.
Física Quântica e Espiritualidade
Embora no mundo científico a união da física quântica e o espiritualismo não seja muito bem vista, há alguns
pesquisadores que têm pensado sobre o tema. A relação existente é entre os fenômenos quânticos e a
espiritualidade.
Com esse novo enfoque sobre o mundo microscópico, a física quântica chamou a atenção de espiritualistas para a
existência de microcosmo onde reinam diversas energias.
Aliado a isso, estudos psicológicos e filosóficos foram essenciais para balizar tais teorias. No entanto, elas são
baseadas em especulações, sendo que nada ainda foi comprovado.
Portanto, para cientistas da física quântica os estudiosos do tema trabalham com uma pseudociência.
Esse misticismo aliado aos estudos quânticos foram explorados por diversos autores dos quais se destacam:
Deepak Chopra: médico indiano e professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo–mente. Realiza trabalhos
de medicina alternativa.
Amit Goswami: físico indiano, professor e estudioso no campo da parapsicologia. Sua linha de pensamento é
chamada de "misticismo quântico".
Fritjof Capra: físico austríaco conhecido pela sua obra "O Tao da Física" onde ele apresenta relações acerca da
física quântica e o pensamento filosófico.