Trabalho Sub
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MATERIALISMO:
No livro “Manifesto Comunista” o ponto que se destaca é de que as mudanças sociais
são primordialmente induzidas por influências econômicas e não por ideias e valores que
os seres humanos detêm. Marx argumenta que essas ideias eram reflexo do modo de vida
dominante. Os conflitos entre as classes, como dito anteriormente, funcionam como o
“motor da história”. Marx comenta esse fato em seu livro: “A história de todas as
sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história da luta de classes.”
Os sistemas sociais fazem uma transição de um modo de produção para outro (às vezes
gradualmente, às vezes por revolução) como resultado de contradições em suas
econômicas. Como exemplo havia a sociedade comunista primitiva de caçadores e
coletores, que passou para antigos sistemas escravagistas, virou sistema feudal e por fim,
resultou em mercadores e artesões.
Marx dizia que assim como haviam se reunido para derrubar a ordem feudal, os
capitalistas também seriam separados por uma nova ordem instalada: o comunismo. Onde
não haveria divisão de classes. Porém, é importante ressaltar que Marx não quis dizer que
toda a desigualdade despareceria. O sistema econômico passaria a ser de propriedade
comum e se estabeleceria uma sociedade mais humana. Essa próxima ordem instalada
seria mais avançada e eficiente do que a produção sob o capitalismo. E ao contrário do
comunismo primitivo, o comunismo contraria com os benefícios do capitalismo alto
produtivo.
IDEALISMO ALEMÃO:
Chamado de “o último idealista”, Hegel marcou uma divisão entre seus discípulos:
conservadores políticos e religiosos, e, progressistas, promotores da razão e da liberdade.
Marx era um hegeliano de esquerda. Rompe com Hegel quando começa a criticar o
idealismo alemão. O livro “Ideologia Alemã” foi o marco desse rompimento.
A crítica feita por Marx acerca dos idealistas, era fundamentada na forma pensada por
estes. Ao invés deles enxergarem a realidade e assim tentar compreender as pessoas,
determinavam novas formas de pensar e encaixavam as pessoas nessas novas teorias.
Homens criavam ideias e eram dominados por elas da teoria para prática.
Para Marx, deveria haver primeiro observação e só depois a criação da teoria para tentar
encaixar o observado.
Outra crítica feita para os idealistas se relacionava à concepção do indivíduo sobre si.
Essa própria consciência era vista como mais importante do que a posição social dessa
pessoa. Uma vez que para Marx a teoria era incapaz de aprender a realidade, era muito
comum as pessoas caírem em ilusões e falsas aparências.
“Até agora, os homens sempre tiveram ideias falsas a respeito de si mesmos, daquilo que
são ou deveriam ser.” Livro: A Ideologia Alemã, por Karl Marx e Friedrich Engels.
Os idealistas tinham e dispersavam diferentes ideias, porém não havia presença de
ação. Por meio do Manifesto Comunista, Marx afirma que não é o suficiente a teoria e
sim, é necessário a ação em si. Por fim, Marx entendia que cada contexto histórico tinha
a sua realidade. Os indivíduos eram produtos do meio.
O trabalho de Marx teve uma profunda influência no mundo do século XX. Até apenas
uma geração atrás, mais de um terço da população da terra vivia em sociedades, cujos
governos afirmavam derivar sua inspiração das ideias de Marx. Isso mostra a importância das
teorias sociologias para testar e comparar sua efetividade e nos ajudar a entender e explicar as
diversas mudanças dramáticas que estamos vivendo.