Manual de Segurança Do Trabalho para Empreiteiras

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DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE LIMPEZA URBANA

Comisso Tcnica de Controle das Condies de Trabalho - CTCCT


Servio Especializado em Segurana e Medicina do Trabalho - SESMT

MANUAL DE SEGURANA E MEDICINA DO TRABALHO PARA EMPRESAS


CONTRADAS / TERCEIRIZADAS / CONVENIADAS
NS - 03
SESMT / DEMLURB
Dr. Mrcio Grillo de Bretas Mdico do Trabalho
Jorge Do Rgo Barros / Tcnico de Segurana do Trabalho Reg.MTb 52.464
Julio Cezar Rodrigues Bragana / Presidente da CTCCT/DEMLURB
27/12/20101. Introduo:
O Programa de Segurana e Medicina do Trabalho do DEMLURB para
empresas
terceirizadas / contratadas / conveniadas, prestadores de servios e
construo e
manuteno geral, visa estabelecer as condies mnimas necessrias para
a
preservao do(s) empregado(s) no ambiente de trabalho.
A terceirizao cada vez mais utilizada. Para que essa forma de
contratao de
servios tenha xito, necessrio o cumprimento de alguns procedimentos
e regras
bsicas.
de fundamental importncia esclarecer que os contratantes de servios,
condomnios e demais empresas so co-responsveis pela mo-de-obra
terceirizada em

suas dependncias perante reclamaes trabalhistas. Significa com isso que


podero
responder por dvidas trabalhistas e previdencirias de empregados que
trabalhem em
suas instalaes, embora vinculados a empresas de prestao de servios.
Esta Cartilha apresentada com otimismo por acreditarmos que, se forem
seguidas as suas orientaes, estar contribuindo para a preveno de
riscos e
prejuzos, hoje freqentes, para trabalhadores e tomadores de servio, tanto
na
contratao quanto na prestao de servios.
Com tais intenes, esta Cartilha se divide em quatro partes.
Primeiramente,
apresentada a definio de terceirizao adotada. Em seguida, so
apresentados a
conceituao, os princpios e as caractersticas especficas de cada
segmento. Feito isso,
apresentamos alguns aspectos e cuidados mnimos a serem seguidos pelos
tomadores
de servios em relao a duas etapas distintas:
Todos os trabalhadores tm direito a um trabalho seguro e saudvel, e
tambm,
no caso de prestao de servio e terceirizao, devem ser observadas as
disposies
do Captulo V da Consolidao das Leis Trabalhistas e das Normas
Regulamentadoras NR da Portaria n 3.214, de 8 de junho de 1978.
A responsabilidade solidria tambm aplicada nas questes relacionadas
com a
segurana e a sade dos trabalhadores. Dentre muitas, julgamos necessrio
ressaltar as
seguintes obrigaes:
1) Comisso Interna de Preveno de Acidentes - Cipa: As Cipas devero
ser

constitudas pela empresa contratada, no estabelecimento de prestao de


servios, sempre que se enquadrar no disposto na NR-5. Seus membros
seroeleitos entre os empregados daquele estabelecimento e, quando a
empresa for
dispensada de sua constituio, designar um responsvel pelo
cumprimento dos
objetivos da NR-5, podendo ser adotados mecanismos de participao dos
empregados, por meio de negociao coletiva. Havendo Cipa na empresa
tomadora, os trabalhos das duas comisses podero ser integrados;
2) Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO: Toda
empresa
deve elaborar e implementar o PCMSO conforme disposto na NR-7. O
PCMSO da
empresa contratada deve considerar, obrigatoriamente, os riscos existentes
no
trabalho a ser realizado para a empresa tomadora. Embora a contratada
possa ter
um programa global, devem ser includas as aes relativas aos
trabalhadores de
cada nova frente de trabalho, em especial em caso de riscos no-previstos
anteriormente. Os exames de sade ocupacional devem ser
obrigatoriamente
realizados poca da admisso, periodicamente conforme previsto no
PCMSO e
por ocasio da resciso do contrato de trabalho. Em todos os casos, o
Atestado
de Sade Ocupacional - ASO dever ser emitido em duas vias, sendo a
segunda
entregue ao trabalhador mediante recibo;
3) Programa de Preveno de Riscos Ambientais - PPRA: Tambm
obrigatrio
para todas as empresas, inclusive as prestadoras de servio e fornecedoras
de

mo-de-obra. Entretanto, nesses casos, devem ser sempre considerados os


riscos
existentes no ambiente de trabalho da empresa tomadora. Esta deve
disponibilizar
as informaes necessrias ou o seu prprio PPRA para que a contratada
elabore
o seu programa. A adoo de medidas corretivas no local de trabalho cabe
empresa tomadora, que a responsvel pelo ambiente de trabalho;
4) Medidas de Proteo Coletiva e Equipamentos de Proteo Individual EPIs:
O empregador deve distribuir gratuitamente e tornar obrigatrio o uso de
EPIs
adequados aos riscos a que estaro expostos os trabalhadores, nas
condies
previstas na NR-6. Ressalte-se, entretanto, que as medidas de proteo
coletiva e
correo do meio ambiente de trabalho so prioritrias, e no devem ser
substitudas pelo uso de EPIs. A contratada e a tomadora devem estabelecer
comunicao constante para o estabelecimento da necessidade e
adequao dos
EPIs, devendo a contratada formalizar a comunicao dos riscos no
previamente
identificados para que possam ser adotadas as medidas de controle
necessrias.
Em se tratando da atividade de segurana e vigilncia prestada s
instituies
financeiras(em caso de Caixas Eletrnicos, etc.), caber ao tomador de
servios a
elaborao de plano de segurana que poder ser submetido aprovao
prviada Polcia Federal e conter, no mnimo, trs dispositivos de segurana,
tais como:
porta giratria, sistema de alarmes e cabina blindada (Lei n 7.102/83 e
Portaria n
992/95);

5) Comunicao de Acidentes de Trabalho - CAT: Na ocorrncia de acidentes


de
trabalho, a tomadora dever comunicar imediatamente contratada para
que a
CAT seja emitida e sejam adotadas as providncias previstas na legislao
em
vigor. A comunicao ser feita ao INSS por intermdio do formulrio CAT,
preenchido em seis vias, com a seguinte destinao:
1 via - ao INSS;
2 via - empresa;
3 via - ao segurado ou dependente;
4 via - ao sindicato de classe do trabalhador;
5 via - ao Sistema nico de Sade SUS;
6 via - Delegacia Regional do Trabalho.
Ao longo de toda trajetria do DEMLURB, a preocupao com a segurana e
medicina do trabalho, de seus colaboradores e clientes, tem sido constante
e a presena
desses conceitos nas frentes de trabalho fazem parte da prpria cultura
interna.
Essa preocupao levou-nos a procurar alternativas para o desenvolvimento
desses novos parceiros de forma a garantir a continuidade tcnica dos
servios
prestados preservar os aspectos necessrios segurana e medicina do
trabalho em
todos locais de trabalho.
Observamos que a maioria das empresas no possuem SESMT, portanto,
no
existem polticas de Segurana e Medicina do Trabalho, que proporcionem
qualidade e
proteo no ambiente de trabalho de seus empregados.
Esse fato ocorre devido ao dimensionamento do SESMT ser estabelecido em

funo do nmero de empregados e o grau de risco estabelecido para a


atividade, o que
impossibilita (pelo fato de no haver regulamentao) a implantao do
SESMT nas
pequenas empresas cujo risco, em muitas vezes grande.
Neste sentido, conclui-se que deve ser enfocado o grau de risco
independentemente do nmero de empregados. Assim, a equipe de
profissionais desegurana e Medicina do Trabalho do DEMLURB,
direcionada apenas para atender a
demanda interna.
De acordo com o cenrio apresentado , o SESMT/CTCCT decidiram orientar
os
setores contratantes e licitatrios de servios do DEMLURB a incorporao
desse novo
conceito para que as empresas contratadas tenham a incumbncia de
efetivar uma
poltica especfica de segurana e medicina do trabalho e estabelecer
diretrizes a serem
consolidadas pelas prprias empreiteiras.
2.Descrio:
O plano de segurana e Sade do trabalho para servios contratados tem
como
objetivo estabelecer condies mnimas necessrias para preservao do
trabalhador e
serem elaboradas pela(s) empresa(s) contratada(s) e / ou licitada(s), por
profissional
especializado na rea de segurana e medicina do trabalho credenciado no
Ministrio do
Trabalho. O referido plano dever conter no mnimo, os seguintes itens:
1. Planejamento anual de segurana contemplando campanhas de uso e
conservao de
EPI(s), preveno contra acidentes de trabalho e no trnsito, combate a
incndios,
primeiros socorros, entre outros;

2. Mapeamento de risco ambiental;


3. Inspees de segurana;
4. CIPA;
5. Planejamento especfico das atividades a serem executadas pelas
equipes, contendo
os riscos envolvidos e cada tarefa, bem como o seu controle.
Este plano deve ser apresentado ao SESMT do DEMLURB, antes do incio da
execuo dos servios, pela contratada podendo a mesma sugerir
modificaes,
adequaes, correes, inclusive durante o perodo vigente do contrato.
O controle, superviso e acompanhamento de responsabilidade da
empresa
contratada/conveniada que ser assessorada pelo seu prprio profissional
de seguranae medicina do trabalho.
3. Concluso:
O SESMT / CTCCT do DEMLURB, com este plano, est contribuindo para que
as
empresas contratadas, licitadas (tercerizadas) e conveniadas atinjam nveis
aceitveis de
segurana e a prpria qualidade dos servios prestados.
de fundamental importncia esclarecer que os contratantes de servios,
so coresponsveis
pela mo-de-obra terceirizada em suas dependncias perante
reclamaes trabalhistas. Significa que podero responder por dvidas
trabalhistas e
previdencirias (inclusive de cunho acidentrio) de empregados que
trabalhem em suas
instalaes, embora vinculados a empresas de prestao de servios.
Esta cartilha que segue, apresentada com otimismo e confiana por
acreditarmos
que, se forem seguidas as suas orientaes e procedimentos nela contidos,
estar

contribuindo para a preveno de riscos e prejuzos, hoje freqentes, para


trabalhadores
e tomadores de servio, tanto na contratao quanto na prestao de
servios.
Com tais intenes, esta cartilha se divide em quatro partes. Primeiramente,

apresentada a definio de terceirizao adotada. Em seguida, so


apresentados a
conceituao, os princpios e as caractersticas especficas de cada
segmento.NORMAS E PROCEDIMENTOS DE SEGURANA E MEDICINA DO
TRABALHO PARA
EMPRESAS TERCERIZADAS/ CONTRATADAS E PRESTADORES DE SERVIO
PELO DEMLURB1 OBJETIVO:
Disciplinar a aplicao da Legislao vigente sobre Segurana, Higiene e
Medicina
do Trabalho, estabelecendo Normas e Procedimentos para empresas
contratadas, alm
de preservar a integridade fsica dos empregados e do patrimnio das
empresas
contratadas/terceirizadas/conveniadas pelo DEMLURB.
2 APLICAO:
Todas as empresas contratadas/tercerizadas/conveniadas pelo Demlurb:
3 - CONDIES GERAIS:
3.1 - SERVIO ESPECIALIZADO EM SEGURANA E MEDICINA DO TRABALHO
SESMT:
A Contratada / conveniada dever dimensionar seu SESMT conforme o
Quadro II
da NR-4, tomando como referncia o grau de risco 3, o mesmo do
Demlurb. Nos casos
em que a Contratada no for legalmente obrigada a manter profissional
especializado
conforme o Quadro II, dever a mesma contratar um profissional de
Segurana do

Trabalho (engenheiro ou tcnico) para fazer um plano de Segurana do


Trabalho anualpara ser cumprido.
3.2 - COMISSO INTERNA DE PREVENO DE ACIDENTES CIPA
A Contratada dever dimensionar a Comisso Interna de Preveno de
Acidentes
- CIPA, conforme estabelecido pela NR-5. Nos casos em que a Contratada
no for
legalmente obrigada a constituir CIPA, dever a mesma designar um ou
mais
empregados para represent-la. Os representantes da CIPA da contratada
ou
designados, podero participar como convidados da CIPA do Demlurb. No
caso em que a
Contratada for legalmente obrigada a constituir a CIPA, a documentao
referente s
atividades da CIPA devero ser enviadas ao SESMT do Demlurb, a saber:
Ata de eleio e posse da CIPA;
Calendrio anual de reunies;
Atas das reunies ordinrias e extraordinrias;
Cpias dos certificados do Curso para Membros da CIPA.
3.3- PROTEO CONTRA INCNDIO:
A Contratada deve possuir equipamentos de combate a incndio
(extintores) em
todos os seus veculos e em suas dependncias, de acordo com a rea e o
risco de fogo.
Os extintores devem ser inspecionados periodicamente, recarregados e
submetidos a
testes hidrostticos a cada 05 (cinco) anos a partir da data de fabricao
destes. As
normas de proteo contra incndio esto prescritas na NR 23, da Portaria
3214/MTb de
08/06/78.
3.4 - EQUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUAL

todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade fsica


do
trabalhador, conforme estabelecido na NR 06 da Portaria 3.214 de 08/06/78.
O
Equipamento de Proteo Individual deve ser o ltimo recurso utilizado pela
empresa
para controle de um risco, devendo antes de adot-lo, tentar corrigir as
condies no
padronizadas com adoo de protees coletivas seguras. A Contratada, de
acordo coma NR-6, deve fornecer gratuitamente aos seus empregados os
EPIs necessrios e
adequados execuo dos servios com segurana bem como exigir o seu
uso ,
substitu-los quando danificados ou extraviados e fazer a sua manuteno e
higienizao
peridica. Todo EPI deve possuir o C.A. - Certificado de Aprovao, emitido
p/ Ministrio
doTrabalho, que deve estar gravado de forma indelvel em seu corpo.
3.4.1 - OBRIGAO DOS TRABALHADORES:
a) Usar os Equipamentos de Proteo Individual apenas para a finalidade a
que se
destina;
b) Responsabilizar-se pela sua guarda e conservao, bem como executar
inspeo
diria solicitando reposio do EPI quando este estiver imprprio para o uso;
c) A no observncia ao uso dos E.P.Is; poder acarretar ao trabalhador as
seguintes
punies (ART. 482 C.L.T.):
Primeira vez advertncia;
Segunda vez suspenso;
Terceira vez - demisso por justa causa
Nota: Durante a execuo de qualquer tarefa, os eletricistas, mecnicos ou
funcionrios que possam ter contato com fora energizada ou
mecnica(fora

motriz) no devem ou devero portar objetos metlicos de uso pessoal,


como
relgios, pulseiras e cordes, brincos, anis entre outros.
3.4.2 OBRIGAO DO EMPREGADOR DA EMPRESA CONTRATADA/LICITADA:
a) Adquirir o tipo adequado de EPI atividade do empregado;
b) Treinamento do empregado quanto ao uso correto do EPI;
c) Tornar obrigatrio o seu uso adotando poltica de conseqncias descrita
no sub-item
3.4.1, letra c, acima;
d) Substituir os equipamentos inservveis finalidade a que se destinam;
e) Proporcionar meios para a realizao de testes e manuteno peridica
dos EPIs.
3.5 UNIFORME:
O uniforme utilizado pelos empregados dever conter identidade visual
daContratada/ conveniada de forma indelvel e visvel na frente e nas
costas dos mesmo.
3.6 - COMUNICAO DE ACIDENTES:
A) Quando da ocorrncia de acidentes com ou sem leses, a
Contratada/conveniada, dever adotar o seguinte procedimento:
1. Comunicar ao SESMT do Demlurb, imediatamente.
2. Providenciar a Comunicao de Acidente do Trabalho - CAT e registr-la
no posto do
INSS.
3. Preencher o formulrio Comunicao de Acidente do Trabalho
Empreiteira e enviar
ao SESMT do Demlurb at o 1 dia til aps o acidente.
4. Fazer a investigao do acidente enviando cpia do relatrio no prazo de
10 dias, ao
SESMT do Demlurb.
B) Quando da ocorrncia de acidentes fatais, a
contratada/conveniada/tercerizada, dever adotar o seguinte procedimento:

5. Comunicar imediatamente Policia Civil e Militar, e ao Miinistrio do


Trabalho e
Emprego (Setor de Segurana do Trabalho);
6. Ao SESMT do Demlurb;
7. Providenciar a Comunicao de Acidente do Trabalho - CAT e registr-la
no posto do
INSS.
8. Preencher o formulrio Comunicao de Acidente do Trabalho
Empreiteira e enviar
ao SESMT do Demlurb at o 1 dia til aps o acidente.
9. Fazer a investigao do acidente enviando cpia do relatrio no prazo de
10 dias,
ao SESMT do Demlurb.
Quando da ocorrncia de acidente com danos materiais (veculos,
equipamentos,
etc.) ou acidentes com alto potencial de risco (energizamento acidental,
falha em
manobra, etc.), a Contratada/Licitada dever tomar as seguintes
providncias:a) Comunicar imediatamente ao SESMT/CTCCT do Demlurb.
b) Promover a investigao do ocorrido, e encaminhar relatrio conclusivo
ao SESMT do
Demlurb.
NOTA: O Demlurb poder, a seu critrio, atravs de indicao do SESMT /
CTCCT /
DEMLURB designar um ou mais servidor(es) para participar(em) na
investigao do
acidente.
3.7 - TRANSPORTE DE PESSOAL:
O transporte de pessoal dever ser em veculo apropriado, respeitando a
limitao
do mesmo de acordo com o que determina o Cdigo de Trnsito Brasileiro
(CTB). Fica
expressamente proibido o transporte de pessoal na carroceria e partes
externas de

caminhes, camionetes, mquinas em geral, etc., de acordo com o que


determina o
Cdigo Nacional de Trnsito Brasileiro.
3.8 - IDENTIFICAO E OUTRAS OBRIGAES:
Todos devero obedecer rigorosamente s Normas e Instrues de
Segurana
pertinentes ao trabalho, quer sejam verbais, formais ou visuais
(sinalizao). O
SESMT/CTCCT, bem como qualquer preposto do Demlurb (encarregados),
poder tomar
qualquer medida preventiva ou corretiva que julgar necessria para manter
a integridade
fsica e prestao de primeiros socorros aos funcionrios da Contratada /
conveniada.
3.9 - CONDIES SANITRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO:
A Contratada / conveniada dever possuir instalaes que permitam
condies
sanitrias e deconforto satisfatrias aos seus trabalhadores de acordo com o
seu quadro
de funcionrios previstas na Portaria 3.214/MTE, tais como:a) Instalaes
sanitrias / Vestirios;
b) Cozinha / Refeitrio;
c) Alojamento,
d) Bebedouros com filtro.
3.10- PRAZOS PARA APRESENTAO DE DOCUMENTOS AO SESMT DO
DEMLURB:
a) Uma via da Comunicao de Acidentes do Trabalho (CAT) enviada ao
INSS: At 24
horas aps a ocorrncia.
b) Relatrio de Investigao de Acidente do Trabalho : At o 10 dia til aps
a
ocorrncia.

c) Relatrio Mensal de Empresa Contratada/conveniada: At o 4 dia til de


cada ms.
d) Atas de Eleio e Posse da CIPA: 10 dias aps a posse.
e) Comunicao de Acidente do Trabalho da empresa contrada/conveniada :
1 dia til
aps o acidente.
f) Atas de Reunies da CIPA: 10 dias aps a sua realizao.
3.11 - INICIO DE ATIVIDADE:
O responsvel pelos servioes de segurana e medicina do trabalho da
Contratada/conveniada, ou os empregados designados para represent-la
junto ao
SESMT do Demlurb, devero, antes do incio das atividades, conhecer os
locais tpicos
de trabalho, acompanhado por um profissional da rea de Segurana do
Demlurb.
Todos os funcionrios recm-admitidos da Contratada/conveniada devero
receber treinamento admissional e de preveno de acidentes de trabalho,
antes de
iniciar suas atividades, de responsabilidade da empresa
Contratada/conveniada/tercerizada, devendo este ser registrado em livro
prprio.
A contratada/conveniada/tercerizada dever promover treinamento de
aperfeioamento profissional e de segurana do trabalho para seus
empregados, bemcomo liber-los para atividades prevencionistas, quando
solicitado pelo SESMT/CTCCT
do Demlurb.
4 CONDIES ESPECFICAS:
4.1 - CONDIES BSICAS:
As empresas contratadas/conveniadas/tercerizadas devem atender
integralmente
a trs condies relativas a:
4.1.1 - Capacitao da mo de obra;

4.1.2 - Qualidade da mo de obra


4.1.3 - Plano de Segurana e Sade para o Trabalho
4.1.1 - CAPACITAO DA MO DE OBRA
a) Todos empregados que exercem funo em reas de riscos eltricos,
devem estar
qualificados e habilitados, de acordo com o que dispe a NR-10 - Instalaes
e servios
em eletricidade, da Portaria 3214/MTb/78.
b) Os cursos de capacitao devem atender integralmente aos programas
mnimos
estabelecidos pelo Demlurb, de forma a capacitar os empregados de acordo
com as
atividades que iro desenvolver.
c) Os cursos de capacitao devem ser ministrados por instituies de
ensino idneas e
de reconhecida capacidade tcnica.
d) Dever as empresas contratadas/conveniadas/tercerizadas, observarem e
cumprirem
o disposto em todas as Normas Regulamentadoras NR, dispostas na
Portaria n 3214
de 08 de junho de 1978, baixada pelo Ministrio do Trabalho e Emprego,
inclusive, seus
anexos e Portarias.
4.1.2- PLANO DE SEGURANA E SADE PARA O TRABALHO:A
Contratada/conveniada deve elaborar, anualmente, um Plano de Segurana
e
Sade para o Trabalho, com aes que visem preservar a integridade fsica
e mental de
seus empregados. O Plano deve ser elaborado por profissionais de
segurana do
trabalho(Engenheiros, Mdicos e Tcnicos de Segurana do Trabalho), que
estejam
devidamente habilitados e qualificados alm de registrados no Ministrio do
Trabalho

(MTE) ou CREA.
A Contratada/conveniadatercerizada deve submeter o Plano de Segurana e
Sade para o Trabalho anlise do SESMTCTCCT do Demlurb, visando sua
aprovao,
antes do incio da execuo dos servios e anualmente, podendo a mesma
propor
modificaes, adequaes e correes. O Demlurb atravs de seus setores
competentes,
poder, durante o perodo de vigncia do contrato, solicitar alteraes no
Plano de
Segurana e Sade Para o Trabalho.
de responsabilidade da contratada/conveniada/tercerizada a execuo
integral
do Plano de Segurana e Sade, assessorada por um Profissional de
Segurana do
Trabalho, devidamente qualificado e habilitado, e registrado junto ao MTE..
O Plano de Segurana e Sade para o Trabalho, deve ser elaborado de
forma a
atender plenamente todas as Normas Regulamentadoras da Portaria
3214/78 - MTE,
Normas da ABNT- Associao Brasileira de Normas Tcnicas, Normas e
Orientaes
emitidas pelo SESMT do Demlurb e outros documentos pertinentes.
O Plano de Segurana e Sade para o trabalho deve ser composto por
aes.
Cada ao deve explicitar o seu objetivo, perodo em que vai ser realizada,
quem ser o
responsvel pela sua execuo, em que lugar vai ser realizada, quem deve
participar e
recursos necessrios.
O Plano deve prever, no mnimo, uma Campanha(s) Prevencionista(s) para
cada
tema abaixo, distribudas mensalmente durante o perodo de um ano. Cada
tema

considerado uma ao.


- Uso e conservao de EPIs e EPCs;
- Segurana e preveno de acidentes do trabalho;
- Combate a principio de incndio;
- Primeiros socorros;
- Preveno contra AIDS; - Segurana no trnsito;
- Alcoolismo e drogas;
- Movimentao, transporte e armazenamento de materiais;
- Sinalizao e demarcao de reas e equipamentos;
- Semana Interna de Preveno de Acidentes SIPAT. Alm das aes do
item
anterior, o Plano deve prever aes efetivas para cada tema;
- Inspeo de segurana mensal (veculos, ferramentas, EPIs, EPCs,
materiais,
etc.);
- Acompanhamento semanal de equipes (no campo);
- Mapeamento de risco NR 5;
- Dinamizao das CIPAs;
- Elaborao de estatstica mensal de acidentes;
- Dilogo Dirio de Segurana DDS;
- Anlise Prevencionista de Tarefa APT;
- Planejamento e superviso;
- Cinco Passos da Segurana;
- Choque eltrico / ressuscitao crdio-respiratria;
4.2 EQUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUAL EPI:
Cada empregado deve possuir e utilizar os EPIs abaixo, de acordo com a
funo a ser desempenhada, nas seguintes condies e como dispuser a
Portaria
n 3.214 de 08 de junho de 1978 MTE NR-6 (Equipamento de Proteo
Iundividual):

- Capacete de segurana Tipo II e Classe B de Uso obrigatrio em toda rea


do servio.
- Luvas de couro napa vesturio. Utilizada para proteger as luvas isolantes.
- Luvas de vaqueta para servios gerais. Uso nos servios de movimentao
e transporte
de materiais, manuseio de ferramentas, etc.
- Calado de segurana: De uso obrigatrio em toda rea do servio.
- Cinto e correia de segurana. Uso obrigatrio em servios desenvolvidos
em altura
superior a 2m, em relao ao solo.
- culos de segurana. Uso obrigatrio em servios que possam causar
irritao/ferimento nos olhos e/ou leses decorrentes de radiaes
ultravioleta e
infravermelha. Para proteo contra os raios solares, devem ser usados
culos comlentes com filtro U.V e I.V.
- Bota de segurana (cano longo) ou perneira de couro. Uso obrigatrio em
servios na
rea rural. Deve ser em couro.
Capa de chuva. Deve permitir total liberdade de movimento, ventilada,
impermevel e
adequada ao servio, estando as mesmas disponveis aos empregados
quando
emtrabalho sujeito a intempries.
- Luvas e Mangas Isolantes. Uso obrigatrio no manuseio de bastes
isolantes, nos
servios na rede energizada ou passvel de ser energizada, operaes de
chaves e
equipamentos da classe 15kV. Deve ser calada pelo eletricista antes de
iniciar a subida
na escada, quando houver risco de tocar em partes energizadas ou
passveis de estarem
energizadas. A classe da luva de borracha deve ser adequada ao nvel de
tenso da
instalao, da seguinte forma:

Classe 0 - Para uso at 1000V


Classe 1 - Para uso at 7500V
Classe 2 - Para uso at 17000V (Servios executados em regime de Linha
Viva);
Aventais de PVC e /ou Raspa, Protetores Auriculares, Creme Protetores
contra radiao
solar, Coletes Reflectivos, capacete, de uso obrigatrio sempre que a
atividade a ser
executada exigir.
Os EPIs devem ser conservados limpos e secos, serem testados e
inspecionados
e possurem C.A. do MTE. Se algum dano for identificado antes, durante e
depois do uso,
devem ser substitudos imediatamente.
4.3 EQUIPAMENTO DE PROTEO COLETIVA EPC (FERRAMENTAS E
MATERIAIS)
4.3.1- A Contratada/conveniada deve fornecer todos os equipamentos
necessrios
execuo dos servios de forma segura.
4.3.2- Veculos e equipamentos:
A Contratada/conveniada dever obedecer e cumprir plenamente o disposto
no"Cdigo Brasileiro de Trnsito" e legislao complementar, anexos e
Portarias emanadas
pelos rgos de trnsito em cada jurisdio (Federal / Estadual e Municipal)
pertinente,
quanto a veculos e motoristas, ao transporte de cargas e de passageiros.
Os veculos
devem ser mantidos em bom estado de conservao e sempre observados
todos os itens
de funcionalidade e em especial ao de segurana relativos aos veculo
inclusive, lataria,
vidros, portas, partes eltricas, mecnica, acessrios de segurana (extintor
porttil,

tringulo refletivo, cintos de segurana, espelhos retrovisores externo e


interno). Os
veculos devem conter os equipamentos de acordo com o servio em que
sero utilizados
sempre atentos ao que determina o CTB, suas normas e resolues.
SINALIZAO
A rea de trabalho deve ser sinalizada por meio de cones, faixa de
sinalizao,
placas de aviso/ interdio, grades, cordas, cavaletes, etc., principalmente
nas vias
pblicas, conforme determina o Cdigo Brasileiro de Trnsito e em suas
Resolues e
Deliberaes do CONTRAN.
A proteo contra obstculos oriundos das obras, tais como, buracos,
postes, etc.,
ser de inteira e total responsabilidade da
contratada/conveniada/tercerizadas, no
devendo a mesma permitir a presena de pessoas estranhas e no
autorizadas, animais
(cachorros, gatos, etc.) nas reas destinadas ao servio e aos locais de
trabalho.
6 REFERNCIA
As instrues contidas neste manual, no desobrigam o cumprimento de
outras
normas ou procedimentos de segurana e medicina do trabalho vigentes em
legislao

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